sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O Brasil é mesmo uma democracia, um amigo da democracia? - Paulo Roberto de Almeida

O Brasil é mesmo uma democracia, um amigo da democracia?

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre as democracias que apoiam a Ucrânia e as que apoiam o agressor.

Existem poucas democracias liberais no mundo, talvez menos de 1/4 dos países membros da ONU.
Essas poucas democracias liberais apoiam, como podem, a Ucrânia, em sua resistência à invasão criminosa e ilegal da Rússia, por meios financeiros, militares, sanções contra o agressor, mediação diplomática, etc.
Existem alguns poucos países ditatoriais que apoiam a Rússia em seu empreendimento militar ilegal, contrário a Carta das Nações Unidos e ao Direito Internacional: a China de Xi Jinping, a Coreia do Norte de um ditadorzinho nuclear, o Irã dos aiatolás, Cuba obviamente (que é ajudada em sua miséria por alguns desses paíss), Nicarágua, e algumas outras ditaduras.
Algumas democracias também parecem indiferentes, mas na verdade apoiam objetivamente a potência agressora: a Índia, o Brasil, a África do Sul, entre outros, nenhuma delas uma democracia liberal. Na própria União Europeia existem os apoiadores de Putin, o que pode parecer estranho.
Mas estranho mesmo é o caso do Brasil, embora seja possível, ou necessário, distinguir entre a diplomacia profissional, a política externa do governo Lula e as pressões dos partidos ditos de esquerda, que não escondem, esses últimos, o apoio ao agressor. Mas, escrutinando o histórico da diplomacia lulopetista desde o início, ou. seja, 2003, não é difícil encontrar outros beneficiários desse estranho apoio: um país que tem todas aqueles cláusulas inscritas na sua Constituição, que assinou e ratificou vários tratados, protocolos e convenções sobre armas, relações diplomáticas, acordos humanitários e todo o resto, mas que ainda assim continua apoiando a escória da humanidade, inimigos da democracia, contraventores do Direito Internacional.
Talvez não seja estranho, e sim a natureza protototalitária do PT e de seus líderes e militantes.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5180, 9 janeiro 2026, 2 p.

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