sexta-feira, 26 de junho de 2026

Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA

Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre a derrota estratégica russa na sua guerra de agressão contra a Ucrânia e a postura pró-Rússia do governo Lula.

  

Um questionamento que faço, não tanto como diplomata, mas como simples cidadão brasileiro, a meus colegas diplomatas e a meus leitores de maneira geral.

Lula ou o Itamaraty, que se ocupam de muitos assuntos internacionais, estão enviando uma cartinha, ou uma nota de solidariedade ao amigo Putin, nesta hora tão difícil para ele e para toda a população russa, especialmente a dos ocupantes provisórios da península ucraniana da Crimeia, invadida em 2014, oito anos antes da guerra de agressão de 2022 a toda a Ucrânia, pelos momentos angustiosos pelos quais estão passando, sem gasolina para trabalhar ou se movimentar, com tantos sacrifícios enfrentados no Donbas, nas linhas de frente e de retaguarda, causados por uma guerra de escolha?

Esta é uma pergunta que faço pois que desde o governo Bolsonaro, meus colegas diplomatas nunca conseguiram convencer o próprio e depois o Lula, em todos esses quatro anos, de que naquele conflito havia um agredido e um agressor, havia uma violação clara da Carta das Nações Unidas, uma transgressão brutal das normas mais elementares do Direito Internacional, que a diplomacia profissional brasileira respeitava DESDE ANTES da Carta da ONU, e que os governos posteriores ao de Dilma Rousseff não conseguiram preservar esse patrimônio jurídico de nossa diplomacia.

Meus questionamentos à diplomacia presidencial enviesada, a uma política externa míope se estenderam durante um período ainda mais largo de nossa história recente, desde o início do chamado lulopetismo diplomático dos anos 2003-2016, continuaram durante o horror diplomático que suportamos durante o governo esquizofrênico de Bolsonaro (e não só na política externa), e voltaram a se manifestar desde a volta do lulopetismo diplomático em 2023. 

Gostaria de reforçar meu posicionamento, quase solitário, que me custou o ostracismo no Itamaraty e certo distanciamento de colegas acadêmicos, que nunca admitiram que o BRICS é um Frankenstein diplomático, que traz mais problemas do que soluções a um Brasil que deveria estar concentrado em seu desenvolvimento econômico e social, mediante uma política externa completamente independente dos interesses nacionais das grandes potências, uma diplomacia que deveria conservar sua plena autonomia decisória em todos os quadrantes em que se exercem nosso engenho e arte no campo das relações internacionais.

Acredito que um próximo desenlace da mais grave crise nas relações internacionais desde 1945 habilitará meus colegas diplomatas e os brasileiros em geral a examinar com um maior grau de racionalidade as orientações equivocadas que foram as nossas desde o início do presente século.

Vou elaborar sobre estas questões mais profundamente.

 

Paulo Roberto de Almeida 

Brasília, 26/06/2026

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Comentários de Madame IA: 

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Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade - Paulo Roberto de Almeida: 

 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/sobre-mais-importante-questao.html 

 

Capítulo 1: O Questionamento da Conduta Institucional Frente à Agressão Geopolítica

O ensaio examinado, intitulado Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade, de autoria do diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida, foi redigido e publicado em Brasília no dia vinte e seis de junho de dois mil e vinte e seis. O texto se estrutura a partir de uma indagação crítica e irônica direcionada pelo autor aos seus colegas de corporação e aos leitores em geral. Ele questiona se a Presidência da República ou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil estão articulando o envio de uma nota formal de solidariedade ao mandatário russo Vladimir Putin diante do avanço das contraofensivas na península da Crimeia. [12]

A análise rigorosa da publicação evidencia o descontentamento do autor com o que qualifica como uma guerra de escolha, iniciada pela Federação Russa por meio de invasões territoriais sistemáticas perpetradas contra a soberania ucraniana nos anos de dois mil e quatorze e dois mil e vinte e dois. O pensador utiliza a ironia para denunciar os sacrifícios logísticos impostos aos ocupantes provisórios dessas regiões, que atualmente enfrentam escassez severa de combustíveis tanto nas linhas de combate quanto na retaguarda estratégica. [12]

Capítulo 2: Decodificação do Viés Partidário e a Erosão do Patrimônio Jurídico

Subcapítulo 2.1: A Continuidade do Alinhamento Míope entre Diferentes Gestões

O núcleo da desconstrução conceitual do texto reside na denúncia de uma cegueira deliberada que acomete a formulação da política externa brasileira recente. O autor decodifica o comportamento do corpo diplomático profissional ao apontar a sua incapacidade crônica de convencer os sucessivos mandatários do Poder Executivo federal a respeito da existência inequívoca de um polo agressor e de um polo agredido no conflito do Leste Europeu. Segundo o diagnóstico crítico apresentado, tanto a administração de Jair Bolsonaro quanto a de Luiz Inácio Lula da Silva operaram sob um desalinhamento normativo em relação ao Direito Internacional. Esta postura representaria uma transgressão direta aos preceitos elementares estipulados na Carta das Nações Unidas, rompendo com uma tradição de neutralidade legal que o Brasil preservava desde os períodos anteriores à consolidação da referida carta multilateral. [12]

Subcapítulo 2.2: O BRICS como Anomalia Estratégica e o Ostracismo Profissional

O autor estende seu marco analítico retrospectivo para classificar o fenômeno histórico que denomina como lulopetismo diplomático, cujos efeitos teriam vigorado inicialmente entre dois mil e três e dois mil e dezesseis, retornando à atividade a partir do ano de dois mil e vinte e três. Ele estabelece uma equivalência crítica entre esse modelo corporativo e o período que qualifica como o horror diplomático da gestão de Bolsonaro, caracterizando ambos como manifestações de uma esquizofrenia institucional. No entendimento do especialista, a persistência dessas orientações resultou na inserção do Brasil em arranjos multilaterais disfuncionais, definindo explicitamente o bloco dos BRICS como um Frankenstein diplomático. A defesa intransigente dessa tese e a denúncia da perda de autonomia decisória frente aos interesses das grandes potências globais foram os fatores determinantes para que o autor fosse submetido ao isolamento acadêmico e ao ostracismo funcional dentro do Itamaraty. [1234]

 

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Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5372, 26 junho 2026, 2 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/sobre-mais-importante-questao.html ).

 

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