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sábado, 8 de fevereiro de 2025

A diplomacia da americanização de Salvador de Mendonça (1889-1898) - Gabriel Terra Pereira (Cultura Acadêmica Editora)

 A diplomacia da americanização de Salvador de Mendonça (1889-1898)

Gabriel Terra Pereira

São Paulo: Cultura Acadêmica Editora, 2009

181 Pages


A transição da Monarquia para a República no Brasil foi cercada de conturbados eventos no plano interno, em razão do "vazio de poder" decorrente das instituições decaídas, e no plano externo, eleito como ponto de referência e de legitimidade para a boa condução do país. Partindo do pressuposto de que havia porosidade entre a política interna e a política externa, a diplomacia exerceu alta influência nos acontecimentos domésticos nacionais, referendando principalmente o relacionamento com os Estados Unidos como o ponto de apoio à instável política interna. O maior representante dessa linha de atuação foi Salvador de Mendonça, diplomata do Brasil nos Estados Unidos. Americanista convicto, ele diplomata trabalhou pela aproximação - leia-se americanização - do Brasil, intervindo em três ocasiões: na Conferência Americana de 1889-1890 em Washington, na assinatura do Tratado de Reciprocidade Comercial de 1891 e durante a Revolta da Armada no Rio de Janeiro em 1893-1894. Fundamentando a pesquisa em sua na correspondência diplomática, o autor desta obra mostra a importância da atuação de Salvador de Mendonça na aproximação com os Estados Unidos, processo que ao longo de quase uma década tornou sinônimas as ideias de republicanização e americanização da esfera política brasileira.

 

https://www.academia.edu/1552247/A_diplomacia_da_americaniza%C3%A7%C3%A3o_de_Salvador_de_Mendon%C3%A7a_1889_1898_?email_work_card=view-paper&li=0

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

A política externa brasileira na visão de Hélio Lobo (1908-1920) - Gabriel Terra Pereira (Academia.edu)

 A política externa brasileira na visão de Hélio Lobo (1908-1920)


No contexto de republicanização das instituições e dos agentes políticos do Brasil no final do século XIX e início do século XX, a diplomacia brasileira, capitaneada pelas reformas empreendidas na gestão de Rio Branco, intensificou o processo de americanização, representada pela aproximação progressiva aos países do continente, notadamente os Estados Unidos. Hélio Lobo (1883-1960), cooptado pelo chanceler na esteira de renovação dos quadros do Itamaraty, foi um expoente dessa política de americanização se destacando ao elaborar obras de caráter histórico, focando-se nas ações da diplomacia brasileira na América do Sul no século XIX. A dedicação a essa carreira possibilitou-lhe o reconhecimento necessário para ingressar no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), de onde pôde publicar novos estudos focados na política externa do Brasil, solidificando seu comprometimento com a diplomacia das oligarquias característica da Primeira República. Observam-se em sua trajetória alguns pontos relevantes que permitem delinear sua visão de mundo, a saber: a referência constante ao Direito como elemento legitimador da negociação diplomática - postura vista nas obras sobre a história diplomática brasileira - e a utilização do passado diplomático brasileiro como instrumento de validação das ações presentes. Para o cumprimento da pesquisa foram analisados relatórios ministeriais, correspondência pessoal e diplomática de Hélio Lobo, bem como suas obras produzidas no período em questão e bibliografia selecionada.


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