quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Os impropérios de PRA contra o bolsonarismo e os bolsonaristas - Madame IA mimentizando PRA

 Os impropérios de PRA (no blog Diplomatizzando ou em outras postagens) contra o bolsonarismo e os bolsonaristas, sobrando mais algunas outros para permiar todos julgados confusos:

Quais as palavras e expressões mais 'ácidas' usadas pelo diplomata PRA para se referir aos lulopetistas? E aos olavobolsonaristas? Apresente uma lista extensa para ambos os grupos citados. 

O embaixador e cientista político Paulo Roberto de Almeida (PRA) construiu uma das retóricas mais mordazes da diplomacia brasileira. Por se posicionar como um "contrarianista" independente, ele ataca com igual vigor os dois extremos do espectro político que governaram o Brasil no século XXI.
Sua acidez não se baseia em insultos vulgares, mas sim em um repertório cirúrgico de ironias, termos acadêmicos subvertidos e metáforas biológicas e históricas. Abaixo, está uma lista extensa das palavras e expressões mais contundentes utilizadas por PRA em seus livros e no blog Diplomatizzando para caracterizar cada grupo:

1. Contra os Lulopetistas e a "Diplomacia Companheira":

PRA enxerga a política externa da era lulopetista como um desvio ideológico que submeteu o tradicional pragmatismo do Itamaraty aos interesses partidários do PT e do Foro de São Paulo. Suas expressões mais ácidas focam no corporativismo, no esquerdismo anacrônico e na megalomania:
• "Lulopetismo diplomático": Expressão central para descrever a fusão da máquina do Estado com a agenda do partido.
• "Diplomacia partidária" ou "Diplomacia de partido": Usada para denunciar que as relações exteriores deixaram de responder ao Estado e passaram a responder a uma facção política.
• "Terceiro-mundismo militante" (ou "anacrônico"): Crítica à insistência em alinhar o Brasil a países subdesenvolvidos ou regimes autocráticos sob uma ótica anti-imperialista ultrapassada.
• "Megalomânia diplomática": Expressão ácida para satirizar a busca incessante do governo Lula por um protagonismo global desmedido (como o assento no Conselho de Segurança da ONU ou a mediação do acordo nuclear no Irã), sem lastro real de poder econômico ou militar.
• "Gauchismo diplomático": Termo adaptado do jargão político europeu (gauchisme) para ironizar o esquerdismo militante e acadêmico que influenciou os formuladores de política externa da época.
• "Alinhamento ideológico com o Foro de São Paulo": Denúncia direta da proximidade com forças e partidos comunistas e de esquerda da América Latina.
• "Sindicato diplomático": Crítica ao loteamento de cargos e à blindagem corporativista de diplomatas alinhados à cartilha do partido.
• "Aprendizes de feiticeiro da diplomacia": Expressão para definir os assessores presidenciais e formuladores que tentaram criar uma "nova diplomacia" à revelia dos manuais técnicos clássicos.
• "Universo paralelo" ou "Grande Ilusão": Ironia frequente sobre as promessas utópicas em torno dos BRICS ou de alianças sul-americanas que, na visão de PRA, ignoravam a realidade dos mercados internacionais.

2. Contra os Olavobolsonaristas e o "Bolsolavismo":

A reação de PRA à ala ideológica do governo de Jair Bolsonaro — que resultou em sua própria demissão da chefia do IPRI em 2019 — produziu seus textos mais devastadores. Suas expressões focam no anti-intelectualismo, no fanatismo e no ridículo internacional gerado pelo grupo:
• "Bolsolavismo diplomático": Termo cunhado por ele para sintetizar a mistura do nacionalismo populista de Bolsonaro com as teorias de conspiração de Olavo de Carvalho.
• "Chanceler acidental": Epíteto irônico e constante direcionado a Ernesto Araújo, sugerindo que ele jamais teria capacidade ou mérito para o cargo em condições normais.
• "Experimento alucinante e alucinado": Descrição de PRA sobre o período em que a política externa foi guiada por pautas ideológicas extremas.
• "Bizarrices diplomáticas": Termo usado para qualificar os discursos oficiais que misturavam misticismo, antiglobalismo e cruzadas civilizatórias.
• "Sequestro do Itamaraty": Metáfora drástica (que virou título de livro) para afirmar que a instituição foi tomada como refém por uma seita ideológica.
• "Demolição da política externa": Denúncia do desmonte sistemático de princípios históricos da diplomacia brasileira, como o multilateralismo, a neutralidade e o pragmatismo.
• "Miséria da diplomacia" ou "Destruição da inteligência": Expressões utilizadas para atacar o desprezo do grupo pelo conhecimento científico, pela história e pelos dados econômicos reais.
• "Paranoia antiglobalista": Diagnóstico ácido sobre a obsessão do grupo com conspirações internacionais, "climatismo" ou o chamado "marxismo cultural".
• "Seita olavete" ou "Fanáticos do claustro": Alusão ao caráter dogmático e subserviente dos seguidores da ala ideológica, que rejeitavam qualquer debate racional.
• "Servilismo voluntário": Crítica contundente ao alinhamento cego e automático do Brasil à política externa de Donald Trump nos EUA, sem contrapartidas ou vantagens estratégicas para o país.

O Denominador Comum: A "Tribo" Politicamente Cega:

Em suas análises comparativas, Paulo Roberto de Almeida frequentemente unifica os dois grupos em uma mesma categoria psicológica e institucional. Ele os chama de "tribos arrogantes" que compartilham do mesmo pecado capital: a crença de que tudo o que foi feito antes deles na história do Brasil estava errado. Ao operar dessa forma, PRA demonstra que, para um diplomata de Estado, o populismo — seja de esquerda ou de direita — produz o mesmo resultado final: o isolamento internacional e o enfraquecimento das instituições nacionais.

 

O libertarianismo no Brasil e na América Latina, por Madame IA, a pedido de ADL

O libertarianismo no Brasil e na América Latina, por Madame IA, a pedido de ADL:

"Escreva um texto discursivo (apenas frases e parágrafos) com, aproximadamente, 5500 caracteres, usando uma linguagem acessível e didática, mas sempre respeitando as normas gramaticais vigentes no Brasil e a semântica brasileira. O texto deverá descrever, analisar e criticar/argumentar o cenário atual (outubro de 2026) do libertarianismo, tanto no Brasil e América do Sul quanto no mundo, sempre sob uma perspectiva libertária. Todas as frases devem ser inéditas (pode ter inspiração de frases já existentes, mas devem ser reescritas, com o cuidado de manter a semântica original). Utilize apenas fontes confiáveis; caso não saiba algo, não invente (evite as "alucinações" de modelos de IA). O encadeamento/sequenciamento de frases e parágrafos deve ter coerência argumentativa e coesão evolutiva das ideias.

O libertarianismo em outubro de 2026: avanços, contradições e desafios para a liberdade:

O libertarianismo atravessa, em outubro de 2026, um período de grande visibilidade política, mas também de importantes contradições. Em diferentes países, ideias relacionadas à redução do Estado, à liberdade econômica, à propriedade privada e à autonomia individual conquistaram espaço nos debates públicos. Ao mesmo tempo, o crescimento de movimentos nacionalistas, a persistência de governos intervencionistas e a utilização da liberdade como instrumento de disputa política demonstram que a expansão dessas ideias está longe de representar uma vitória definitiva. Sob uma perspectiva libertária, o cenário exige distinguir a defesa consistente da liberdade da simples substituição de um grupo político por outro, especialmente quando os novos governantes reproduzem práticas autoritárias ou utilizam o poder estatal para favorecer seus próprios aliados.

A essência do libertarianismo está no princípio de que cada indivíduo deve ter o maior controle possível sobre a própria vida, desde que respeite os mesmos direitos dos demais. Essa concepção atribui importância fundamental à liberdade de expressão, à propriedade privada, à livre associação, à responsabilidade individual e às trocas voluntárias. O Estado, nessa perspectiva, não deve ser tratado como uma entidade naturalmente superior aos cidadãos, mas como uma instituição cujo poder precisa ser limitado e justificado. Existem diferenças importantes entre as correntes libertárias, principalmente quanto à legitimidade da própria existência do Estado, mas elas compartilham uma preocupação central com a coerção institucionalizada. Por isso, o libertarianismo não se resume à defesa dos empresários, à redução de determinados impostos ou à oposição a governos de esquerda. Sua coerência depende da aplicação dos princípios de liberdade também aos adversários políticos, aos indivíduos socialmente vulneráveis e às pessoas cujos comportamentos desagradam à maioria.

Na América do Sul, a Argentina ocupa uma posição de destaque nesse debate em razão do governo de Javier Milei, que assumiu a Presidência em dezembro de 2023 com uma agenda de reformas econômicas, redução de despesas públicas, desregulamentação e combate à inflação. Segundo a avaliação divulgada pelo Fundo Monetário Internacional em maio de 2026, o país obteve avanços importantes na estabilização macroeconômica, registrou superávits fiscais primários por dois anos consecutivos e reduziu a inflação anual de níveis superiores a 200% no final de 2023 para aproximadamente 32,5% no início de 2026. O organismo também apontou dificuldades persistentes, como o aumento do desemprego até o final de 2025, a desaceleração dos salários reais e as incertezas que afetaram a recuperação econômica. Esses dados oferecem elementos para reconhecer resultados concretos sem transformar uma experiência política em um sucesso absoluto.

Sob uma ótica libertária, a experiência argentina demonstra a importância de enfrentar desequilíbrios fiscais, remover barreiras comerciais e reduzir intervenções que distorcem os preços e dificultam a atividade produtiva. Quando o Estado financia gastos por meio da expansão monetária, quando mantém regras que protegem grupos privilegiados da concorrência ou quando impede que as pessoas decidam livremente sobre suas transações, os custos dessas políticas podem recair sobre toda a sociedade. A inflação elevada, em particular, prejudica o planejamento financeiro, reduz o poder de compra e penaliza especialmente quem não dispõe de recursos para proteger seu patrimônio. Entretanto, o reconhecimento dos avanços não dispensa a análise dos custos sociais do ajuste. A redução das despesas públicas pode ser economicamente necessária, mas sua execução precisa ser examinada à luz dos efeitos sobre os mais pobres, dos compromissos assumidos pelo governo e da capacidade de recuperação das famílias. A liberdade econômica não deve ser avaliada apenas pelos indicadores fiscais, mas também pelas oportunidades reais de trabalhar, empreender, poupar e construir uma vida independente.

Outro aspecto importante é que o libertarianismo não deve se confundir com a lealdade pessoal a Milei ou a qualquer outro dirigente. Um governo pode promover reformas favoráveis ao mercado e, simultaneamente, tomar decisões incompatíveis com a liberdade em outras áreas. A concentração de poder, a hostilidade contra críticos, as restrições indevidas às manifestações individuais e o uso seletivo das instituições não se tornam aceitáveis porque são praticados em nome da eficiência econômica. Da mesma forma, a intervenção estatal não deixa de ser intervenção quando beneficia empresários próximos ao governo, setores considerados estratégicos ou grupos politicamente influentes. Para o libertário, o critério decisivo não é a identidade de quem governa, mas a natureza das medidas adotadas, seus efeitos sobre os direitos individuais e a possibilidade de contestar pacificamente o poder.

No Brasil, o desafio apresenta características próprias. A tradição de forte presença estatal, a complexidade tributária, a burocracia, os privilégios corporativos e a dependência de decisões políticas para a obtenção de benefícios econômicos continuam alimentando críticas liberais e libertárias. O relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o país, publicado em 2026, destacou que as despesas obrigatórias, os benefícios tributários e os elevados encargos com juros limitam a capacidade de investimento produtivo. O documento também projetou a continuidade do crescimento da dívida pública, reforçando a importância do equilíbrio fiscal e de reformas estruturais. Esses problemas não significam que toda despesa pública seja inútil ou que qualquer redução tributária produza automaticamente prosperidade. Significam, porém, que o uso dos recursos arrecadados precisa ser submetido a critérios rigorosos de eficiência, transparência e responsabilidade.

A discussão brasileira também revela uma dificuldade política relevante: a defesa da liberdade econômica frequentemente perde força quando confronta interesses eleitorais imediatos. Um levantamento publicado pela Folha de S.Paulo em junho de 2026, elaborado pelo Ranking dos Políticos em parceria com o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e o Fé & Trabalho, classificou como restritivas à liberdade econômica cerca de 86% das propostas legislativas examinadas referentes a 2025. Embora o resultado dependa dos critérios adotados pelo estudo e não deva ser interpretado como uma medida definitiva de toda a atividade parlamentar, ele sugere que a expansão das intervenções econômicas ultrapassa as fronteiras ideológicas tradicionais. Partidos de diferentes orientações podem defender subsídios, proteções setoriais, novas obrigações e benefícios concedidos por decisão política quando essas medidas atendem às suas bases eleitorais.

Essa realidade exige que o movimento libertário brasileiro vá além das disputas entre esquerda e direita. Não basta denunciar a tributação elevada quando ela é proposta por adversários e silenciar diante de gastos ou privilégios defendidos por aliados. Tampouco é coerente defender a liberdade empresarial e, ao mesmo tempo, apoiar barreiras que protejam empresas nacionais da concorrência ou restrinjam a escolha dos consumidores. Uma economia verdadeiramente aberta depende de regras gerais, segurança jurídica, concorrência e tratamento igual perante a lei. A simplificação tributária, a redução de obstáculos à abertura de empresas, a liberdade contratual e a eliminação de privilégios regulatórios podem ampliar as oportunidades individuais, desde que acompanhadas por instituições capazes de impedir fraudes, proteger direitos e aplicar as normas sem favorecimentos políticos.

No restante da América do Sul, o debate sobre o libertarianismo precisa considerar a diversidade das realidades políticas e econômicas nacionais. A região reúne experiências de diferentes orientações ideológicas, mas compartilha problemas como instabilidade monetária em determinados países, dependência de commodities, baixa produtividade e dificuldades institucionais. Nesse contexto, a defesa de mercados mais abertos, da responsabilidade fiscal e da segurança jurídica pode contribuir para ampliar investimentos e oportunidades. Contudo, a abertura econômica não deve ser confundida com a submissão diplomática a uma potência estrangeira, assim como a soberania nacional não deve servir de justificativa para restringir a liberdade dos próprios cidadãos. Uma perspectiva libertária coerente favorece o comércio voluntário e a cooperação internacional, independentemente da origem geográfica dos parceiros, e rejeita tanto o protecionismo motivado por interesses corporativos quanto o nacionalismo utilizado para legitimar controles arbitrários.

Em escala mundial, os desafios são ainda mais amplos. O relatório Economic Freedom of the World 2025, do Fraser Institute, baseado em dados de 2023, situou o Brasil na 87ª posição entre 165 jurisdições avaliadas e apontou que a liberdade econômica global havia recuado após a pandemia, anulando parte dos avanços anteriores. Já o Human Freedom Index 2025, publicado pela mesma instituição, estimou que 89,6% da população mundial vivia em jurisdições nas quais a liberdade humana havia diminuído entre 2019 e 2023. Como esses índices utilizam metodologias próprias e trabalham com dados referentes a anos anteriores à sua publicação, seus resultados não descrevem integralmente a situação de outubro de 2026. Ainda assim, oferecem evidências de que a expansão da liberdade não constitui uma tendência mundial garantida.

A situação internacional também expõe uma contradição entre o discurso de livre mercado e a prática dos governos. Tarifas comerciais, subsídios seletivos, restrições à circulação de bens e tecnologias e disputas geopolíticas podem ser defendidos em nome da segurança nacional, da proteção do emprego ou da autonomia estratégica. Algumas preocupações de segurança são legítimas, mas sua invocação indiscriminada permite que o Estado proteja setores politicamente influentes, transfira custos aos consumidores e reduza a concorrência. Para o libertarianismo, a pergunta fundamental não é se determinada política parece patriótica ou popular, mas se ela é necessária, proporcional e compatível com os direitos individuais. A liberdade econômica perde credibilidade quando é defendida apenas enquanto favorece os interesses de grupos específicos.

Outro desafio consiste em evitar que o libertarianismo seja absorvido por movimentos populistas que prometem combater o poder estabelecido, mas desejam concentrá-lo em novas mãos. A oposição ao intervencionismo econômico não exige apoio irrestrito a líderes autoritários, assim como a defesa da propriedade privada não justifica o desrespeito à liberdade de expressão ou à autonomia pessoal. A liberdade é um princípio universal, não uma recompensa concedida a quem compartilha determinada ideologia. Por isso, um movimento libertário intelectualmente consistente precisa defender limites ao poder mesmo quando isso significa criticar governantes populares, denunciar abusos cometidos por aliados e reconhecer que nenhuma liderança está acima das regras que pretende impor aos demais.

Também é necessário enfrentar uma crítica recorrente: a de que a liberdade econômica beneficiaria apenas quem já possui patrimônio e oportunidades. Essa preocupação não pode ser descartada com slogans. Mercados competitivos podem estimular inovação, reduzir custos e facilitar a criação de riqueza, mas privilégios legais, barreiras à entrada e desigualdades de oportunidades podem impedir que esses benefícios alcancem parcelas maiores da população. A resposta libertária deve envolver a defesa da concorrência, a eliminação de privilégios, a ampliação do acesso à educação e a remoção de obstáculos que dificultam o empreendedorismo e a mobilidade social. Isso não significa que todas as correntes libertárias concordem sobre o papel de cada serviço público ou sobre as formas legítimas de enfrentar a pobreza. Significa reconhecer que a liberdade formal tem maior valor prático quando as pessoas encontram condições para tomar decisões próprias, sem depender permanentemente de favores políticos ou autorizações arbitrárias.

Em síntese, o cenário do libertarianismo em outubro de 2026 combina oportunidades de renovação intelectual com riscos de incoerência política. A experiência argentina tornou mais visível a discussão sobre disciplina fiscal, inflação e desregulamentação, enquanto o Brasil continua enfrentando obstáculos tributários, regulatórios e institucionais que dificultam o desenvolvimento de uma economia mais livre. No restante do mundo, os indicadores disponíveis alertam para o enfraquecimento de diferentes dimensões da liberdade, mesmo em sociedades com instituições consolidadas. Diante disso, o futuro do movimento dependerá menos da popularidade de seus representantes e mais de sua capacidade de transformar princípios em propostas consistentes, avaliar resultados com honestidade e reconhecer os limites do próprio poder. A defesa libertária mais convincente não é aquela que promete resolver todos os problemas por meio do mercado, mas a que compreende que nenhuma autoridade possui conhecimento, legitimidade ou competência ilimitados para organizar a vida de todos. Preservar a liberdade exige combater privilégios, respeitar direitos, aceitar o pluralismo e submeter governantes e instituições aos mesmos princípios que se espera ver respeitados pelos cidadãos. Mais do que uma bandeira eleitoral, o libertarianismo precisa permanecer um compromisso permanente com a autonomia individual e com a redução da coerção, independentemente de quem esteja no poder."

*Fonte: ChatGPT (https://chatgpt.com/uc/6acee979-2610-83ea-8ec3-844b2d883300  

Russia, Russia, Russia - Anne Applebaum on Trump deference towards Putin (Substack)

 Anne Applebaum sobre os "amores" (se essa é a palavra) de Trump por Putin:

Russia, Russia, Russia
Trump’s relationship with Moscow remains very weird
OCT 14

In the past few days, Donald Trump has dropped all pretense, torched a couple decades of American policy, and undermined 18 months of his own diplomacy. I summed up his new policy in the Atlantic:

He has threatened to stop sharing intelligence with Ukraine, unless Ukraine agrees not to target Russian refineries, thus demanding that Kyiv give up its most effective weapon while asking nothing from Russia in exchange. He has not criticized Russian attacks on Ukrainian power plants or factories, even those owned by American companies. He has offered no condolences for the recent deaths of Ukrainian children in Russian bombing raids.

He has lied repeatedly. He declared that Ukraine and Russia had agreed to an “energy cease-fire,” an announcement that surprised the Ukrainians and that in any case the Russians immediately broke, hitting a power plant in Kharkiv only hours later. He accused Ukraine of blocking negotiations, when in reality the Ukrainians have repeatedly proposed cease-fires and Russia has never agreed to a cease-fire or any meaningful negotiation at all.

He has described Ukraine’s democratically elected president as an obstacle to negotiations and told him to leave office. But on Friday, before making these new decisions, he held yet another long, friendly telephone conversation with the Russian dictator, who really could end the war today. All Vladimir Putin has to do is tell his soldiers to stop fighting, and then the war is over, bar some territorial negotiations. The Ukrainians cannot stop fighting because, if they do, their country will be conquered and they will suffer the fate of their occupied territories: leaders murdered, children kidnapped, repression and concentration camps for everyone else. If Trump knows this, then he does not care.

And yet…large parts of this story don’t make sense:

The president has implied that the point of his new policy is to lower fuel prices for Americans. Perhaps he wants to convince voters that the cause of high prices is Ukraine and not his own war of choice in Iran. But this is not a sufficient explanation or justification for these dramatic actions. The amount of fuel that Russia could export is too small, the impact on pricing too slight, the narrative too late to shape electoral outcomes.

This looks, instead, like something very different: an abrupt, Hail Mary attempt to force Ukraine to surrender and to save the Russian economy, perhaps in order to finally complete the multiple business deals that the Russians are known to have discussed with American negotiators and others in Trump’s orbit. These include deals involving the Nord Stream gas pipelines, mineral mining in the Arctic, the Russian assets frozen in European banks, and more.

But Trump cannot make things happen simply by saying them, and he cannot make Ukraine stop fighting either. The US gives no weapons to Ukraine, except those that are purchased by Europeans. I am told that the US intelligence contribution to Ukraine is now minimal, mostly involving defensive, not offensive operations. Certainly the Ukrainians do not need American intelligence, or Starlink, to hit Russian refineries. If Elon Musk limits the range of Starlink inside Ukraine (some say he did so on Wednesday morning) he will pay a high price. European governments and other big customers will take this as a warning: Musk’s technology is unreliable because Musk is unreliable, and they should end their contracts and not sign new ones.

But if this diesel deal won’t stop the Ukrainian strikes on refineries, won’t have an impact on the election, isn’t popular among Americans, will further alienate allies and won’t stop the Ukrainians, why is Trump doing it? There can only be one answer: because Russia has been so important to him for so long.

Periodically, an interviewer or interlocutor asks me why Donald Trump is so obsessed with Russia. Why does he allow himself to be humiliated by Putin, who did not even pretend to respect his “ceasefire”? Why does he parrot Russian propaganda? I don’t really understand why anyone still poses these questions, because they were answered long ago.

I wrote about Trump’s Russian connections as long ago as July 2016, in the Washington Post. In subsequent months and years, there were multiple investigations into Trump’s business links with Russia, extending back to the 1980s. These include links to people affiliated with the Russian mafia, some of whom owned condos in his buildings; his broader reliance on Russian clients, as well as anonymous purchasers of condos, many of whom are believed to come from Russia. Famously, a Russian oligarch purchased a property from Trump for tens of millions of dollars over the previous price, at a time when Trump needed the money.

Equally well documented is Trump’s fondness for Russian propaganda narratives. Upon returning from his first trip to Moscow in 1987, he took out full-page advertisements in three newspapers, attacking American alliances in Europe and Asia:

For nearly 40 years, he has been saying much the same thing. He has changed his mind about abortion and crypto, he has supported different political parties at different times, but his dislike of America’s democratic allies and his preference for Russia have remained remarkably consistent.

The Mueller report and a subsequent bipartisan Senate Select Committee on Intelligence demonstrated multiple Russian attempts to contact Trump during the 2016 campaign and to sway the election, through the release of hacked data from the DNC as well as major investments into American social media. But because Trump succesfully mocked and minimized this story (“Russia, Russia, Russia,” he says, as if that were an argument) and because the Republican party went along with this lie, it seems as if Americans have to be constantly reminded anew: yes, Trump’s relationship with Russia is intense, longstanding, and deeply weird.

It also contradicts the views of the American military and American intelligence, as well as majorities in the country and in Congress. Immediately after his statement on diesel and his comments about Volodymyr Zelensky, a bipartisan cohort of U.S. representatives and senators attacked the deal and vowed to reverse it. On Monday, U.S. Air Force General Alexus Grynkewich, America’s highest-ranking soldier in Europe and the top NATO commander—a job always held by an American—delivered a very different message to Russia.

Speaking at a security conference in Warsaw, Grynkewich said that any attack on NATO, something many now genuinely fear, would be met with overwhelming force: “We will stop the attack and deny them the ability to achieve their ​objectives, whatever those ​might be. We will, ⁠in short, ensure any attack, against any ally, proves utterly futile.” He implied that there would be massive retaliation targeting “anything and everything that supports, sustains, and controls” an aggressive force.

This is the kind of language that, if it also came from the White House, might deter Russia from expanding its current campaign of sabotage and cyberattacks in Europe, from continuing to aid Iran, or from committing war crimes in Ukraine. But this president absolutely refuses to use it, and at this point, we have to assume he never will.

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Economia e democracia podem sobreviver; mas e a soberania nacional? - Paulo Roberto de Almeida (Interesse Nacional)

 Mais recente artigo publicado sobre a ameaça à soberania nacional - https://interessenacional.com.br/portal/economia-e-democracia-podem-sobreviver-mas-e-a-soberania/ PRA


Economia e democracia podem sobreviver; mas e a soberania?

Em meio à polarização eleitoral, a soberania brasileira enfrenta riscos que podem superar os desafios econômicos e democráticos. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e a adesão ao “Escudo das Américas”, promovido por Donald Trump, poderiam comprometer a autonomia diplomática do país e aprofundar sua subordinação aos interesses dos Estados Unidos, em um cenário de crescente tensão geopolítica.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump durante encontro na Casa Branca (Foto: Divulgação)

O Brasil assistiu a um recrudescimento da polarização política no período recente, até se defrontar, no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, com um resultado preliminar que surpreendeu, nos dois lados, os militantes engajados e os observadores interessados (como são os jornalistas). 

O eleitorado caminha agora para a encruzilhada do segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro, quando, aparentemente, estaremos em face de dois projetos de governo nas antípodas das principais políticas públicas e setoriais em 2027-2030. Dúvidas persistem a esse respeito, mas vou me deter em um aspecto que me interessa pessoalmente, como diplomata, além e acima da questão democrática e a da economia.

Analisando de maneira objetiva, o cenário que pode se abrir em 2027 cabe, contudo, constatar que nem a economia, nem a política parecem perto de sofrer mudanças radicais. A economia porque, a despeito da inquietação de economistas e empresários com a questão fiscal e a do endividamento, e a ainda mais natural preocupação dos eleitores comuns com problemas econômicos mais prosaicos, os do dia-a-dia em feiras e supermercados, apresenta constrangimentos suficientes, nos terrenos macro e setoriais, para que um presidente, de esquerda ou de direita, tenha forçosamente de encontrar respostas credíveis aos desafios já colocados no plano da dívida pública em expansão, da persistência de uma inflação acima dos indicadores de referência, de um endividamento excessivo de núcleos familiares.

 

‘No terreno político, por sua vez, não parece existir nenhum risco maior à democracia – como se temeu no decurso do mandato anterior, sob Jair Bolsonaro’

 

No terreno político, por sua vez, não parece existir nenhum risco maior à democracia – como se temeu no decurso do mandato anterior, sob Jair Bolsonaro –, mas o aumento da representação da direita e da extrema-direita no âmbito legislativo vai provavelmente levar à possível cassação de um ou outro ministro da Suprema Corte, dado seu envolvimento direto na política partidária e em acusações de corrupção nas altas esferas do Judiciário. 

Também no terreno da política, torna-se altamente provável o reforço de medidas vinculadas à segurança pública, o aumento de medidas punitivas dada a expansão disseminada da criminalidade organizada, assim como, no campo das políticas sociais, uma propensão mais para negativa à continuidade de políticas assistencialistas implementadas desde o início do milênio. 

Existem, porém, preocupações latentes com uma mudança radical, dependendo da escolha em 25 de outubro, num campo extremamente relevante para a nação, mais exatamente para a sua reputação internacional e para a credibilidade externa de sua diplomacia. Essa mudança tem a ver com a postura do Brasil na definição de algumas definições básicas no tocante à política externa e à manutenção da plena soberania na escolha de alianças externas, tanto no campo do multilateralismo, das interações regionais e no tocante a certas relações bilaterais num contexto de fragmentação crescente do sistema internacional.

‘Soberania nacional é um termo um pouco difuso e quase abstrato para a maioria da população, mas o seu exercício e efetivação implicam pleno controle, pelo Estado e pelo seu governo, de todos os processos decisórios atinentes à determinação das principais políticas públicas’

Soberania nacional é um termo um pouco difuso e quase abstrato para a maioria da população, mas o seu exercício e efetivação implicam pleno controle, pelo Estado e pelo seu governo, de todos os processos decisórios atinentes à determinação das principais políticas públicas, ou de todas elas, sejam as domésticas, sejam aquelas voltadas para posicionamentos externos, em todos os planos: relacionamentos bilaterais, interação em nível regional, e no âmbito multilateral, ou internacional (nos organismos internacionais de que o Brasil é membro, ou de outros órgãos dos quais ele faça parte).

Sinteticamente, é a capacidade que o Estado possui de decidir de forma autônoma, pelos seus poderes constituídos, pelas suas instituições governativas, sobre todas as políticas, escolhas orientações na condução interna e externa dos seus negócios, sem ter de prestar contas ou de responder a quaisquer pressões externas, legítimas ou ilegítimas, sobre suas decisões próprias. 

‘A soberania não precisa sequer ser proclamada ou anunciada, ela se exerce, simplesmente, com base na força do Direito’

A soberania não precisa sequer ser proclamada ou anunciada, ela se exerce, simplesmente, com base na força do Direito – a Constituição e os tratados internacionais dos quais o país é parte ou signatário – ou com base no direito da força, ou seja, a defesa nacional, em todas as suas formas.

A soberania se exerce em primeiro lugar em todo o território nacional, e sabemos que o Estado nacional e os governos estaduais não detêm o controle efetivo sobre certas partes dos territórios em causa, o que pode criar alguma alegação de necessidade de intervenção externa ou internacional, o que de fato existe para alguns Estados falidos, vários na África, por exemplo, no caso da Jihad islâmica, ou aqui no hemisfério americano, no Haiti, com gangues criminosas detendo o controle de partes do território dessa ilha dividida com a República Dominicana. 

Recentemente, o governo expansionista e interventor dos Estados Unidos sob Trump, sob pressão de influenciadores brasileiros expatriados, julgarem dever decretar que dois grupos criminosos atuando no Brasil são, de fato, organizações terroristas, o que lhes daria o direito, unilateralmente, de intervir nos assuntos internos do Brasil, mediante a aplicação extraterritorial de sua legislação interna, aliás já exercida de forma ilegal no caso de supostos traficantes de drogas no mar do Caribe ou no Oceano Pacífico.

Se trata, nesse caso, de mais um sintoma da desagregação da ordem internacional por um dos Estados construtores dessa ordem, nos estertores da Segunda Guerra Mundial, o mais destruidor de todos os conflitos globais, de uma violação do Direito Internacional e da Carta da ONU, aliás precedida por violações ainda mais contundentes por parte de um verdadeiro êmulo dos czares absolutos e dos autocratas soviéticos, na tentativa de reconstruir o império que tinha existido por alguns séculos até quase o final do século XX. Movimentos e grupos nacionalistas costumam ser conservadores, ou de extrema direita, mas regimes autocráticos se distribuem pelos dois extremos do leque político-ideológico conhecido desde o século XIX. ‘

‘A soberania de potências médias, ou de Estados menores, pode ser ameaçada pela ação de grandes potências’

A soberania de potências médias, ou de Estados menores, pode ser ameaçada pela ação de grandes potências, de forma direta ou indireta, por ações agressivas ou por ameaças veladas, quando não pela sabotagem e pela intervenção armada direta, como golpes de Estado, invasões armadas, pressão econômica e uma combinação de todas essas ações. 

O Brasil só conheceu uma ameaça direta à sua soberania, no caso da guerra dita do Paraguai, um século e meio atrás. Depois teve embarcações afundadas no primeiro e no segundo conflitos europeus, o que motivou a cessação de nossa neutralidade, o rompimento de relações com as potências agressoras – nos dois casos a Alemanha, o Império e o Reich e nossa entrada nessas guerras que já tinham se tornado mundiais. 

As intervenções não explícitas em nossa soberania foram mais numerosas, como sempre por iniciativa de grandes impérios expansionistas, no entre guerras, por parte da Alemanha e da Itália fascistas, e antes e depois desse período, por parte dos Estados Unidos, já convertidos em grande potência mundial, neste caso de forma mais sutil. Uma intervenção direta em nossos processos eleitorais ocorreu pela primeira vez, de forma documentada, nas eleições estaduais de 1962, quando dinheiro americano e material da CIA, a agência de inteligência americana foram repassados a candidatos e partidos de oposição ao governo parlamentarista de João Goulart. O golpe de 1964 contou, obviamente, com todo o apoio do governo americano, de forma mais preventiva do que por alguma ação direta. 

Durante o regime militar, alguma coordenação existiu, quando não coordenação e troca de informações ou treinamento, entre a ditadura brasileira e órgãos de inteligência e de sabotagem dos EUA, contra governos “esquerdistas” latino-americanos, mais concretamente no caso da Bolívia, do Uruguai e, de forma ainda mais direta, contra o governo socialista de Salvador Allende, no Chile, em 1973. As ditaduras militares cooperaram amplamente entre si, com respaldo americano, na repressão aos movimentos esquerdistas e guerrilheiros. Tudo isso constituiu formas de intervenção nos assuntos internos de diferentes países, entre eles o próprio Brasil. 

Mais recentemente, o governo americano de Joe Biden pode ter atuado de forma menos direta, pelo envio de altos representantes – secretário da Defesa, conselheiro de segurança nacional e chefe da CIA – entre 2021 e 2022, para eventualmente dissuadir os comandantes das Forças Armadas, e o próprio presidente Jair Bolsonaro, de empreenderem qualquer aventura golpista antes, durante ou após as eleições, o que finalmente acabou se concretizando, nos moldes do ataque ao Capitólio de janeiro de 2021 contra o próprio Biden.

‘O ataque mais dramático contra a soberania do Brasil ocorreria num eventual governo de próprio Flávio Bolsonaro, se em janeiro de 2027 se concretizasse, como já anunciado formalmente pelo próprio, a adesão do Brasil ao chamado “Escudo das Américas”’

O ataque mais dramático – talvez consentido –, ainda que apenas hipotético pelo momento, contra a soberania do Brasil, ocorreria num eventual governo de direita, no caso, o do próprio Flávio Bolsonaro, se em janeiro de 2027 se concretizasse, como já anunciado formalmente pelo próprio, a adesão do Brasil ao chamado “Escudo das Américas”, o plano de subordinação imperial e de tutelagem direta de governos latino-americanos modelado pela nova doutrina de segurança nacional instituída pela administração Trump em 2025.

Exemplos desse tipo de submissão ao imperador hemisférico já tinham ocorrido durante dois anos de simultaneidade nos governos de Trump 1 (2017-2020) e de Jair Bolsonaro (2019-2022), quando logo ao início do governo deste último, ou ainda antes da inauguração, o dirigente brasileiro prestou toda a vassalagem vergonhosa à pessoa e às políticas do parceiro dos EUA, inclusive mediante um desonroso “I love you Trump”, durante a AGNU de 2019 em NY.

Caso alguma similaridade com 2018 se produza novamente no Brasil, estaríamos em face de um dos mais graves atentados à soberania do Brasil jamais vistos em toda a nossa história, uma vez que “nunca antes” – como aliás se tentou entre 2019 e 2020 – ocorreu essa possibilidade de uma submissão voluntária e gratuita. 

Cabe, com efeito, não esquecer que, no próprio dia da posse de Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019, o chanceler acidental escolhido pela tropa bolsonarista, um inexpressivo júnior da carreira diplomática, concordou imediatamente com a instalação de bases militares americanas em território brasileiro, tendo sido imediatamente desmentido de forma humilhante pelos generais do governo Bolsonaro. Mas, outros gestos de adesão gratuita do governo brasileiro a ações do governo Trump foram por diversas vezes evidenciados em votações em órgãos da ONU ou por meio de canhestras notas emitidas pelo Itamaraty (ou pelo governo, em nome da chancelaria). 

‘O Itamaraty possui diversos registros desse tipo de vassalagem que representam quebra da soberania brasileira durante o governo de Jair Bolsonaro, e que podem voltar a ocorrer no caso de um possível governo do filho 01’

O Itamaraty, oficialmente ou não, possui diversos registros desse tipo de vassalagem que representam, de fato, quebra da soberania brasileira durante o governo de Jair Bolsonaro, e que podem voltar a ocorrer no caso de um possível governo do filho 01, como antecipado, aliás, pelo próprio com respeito a adesão do Brasil ao “Escudo das Américas”, um programa teoricamente elaborado para contrarrestar a influência chinesa na região, mas que redunda, de forma objetiva, na tutela direta e indireta de governos participantes pelos interesses políticos, econômicos e militares da grande potência hemisférica e mundial, sob a ordens, no momento, de um dirigente arrogante, unilateral e demencial. 

Pressões geopolíticas já vêm sendo exercidas desde Trump 1, renovadas sob Trump 2, com o recrudescimento por vezes violento de ações diretas e o uso de toda sorte de pressões indiretas para obter a aquiescência de governos da região (e até fora dela, como são inúmeros os exemplos). 

Concluindo, venho à questão de como defender a soberania brasileira? Talvez se deva agora afirmar, de maneira explícita, que a comunidade nacional, todos os brasileiros, as suas elites políticas e econômicas, os seus servidores do Estado, em especial os militares e os diplomatas, repudiam de maneira clara e peremptória, toda e qualquer adesão às prescrições políticas e diplomáticas de qualquer governo estrangeiro, e que pretendem preservar com todas as forças nossa autonomia decisória sobre todas e quaisquer políticas de Estado e de governo, e que já denunciam preventivamente qualquer intenção de vincular nossa política externa e as demais políticas domésticas a qualquer potência estrangeira eventualmente atraída por nosso atual processo eleitor. Soberania não se proclama; se exerce, simplesmente, mas, no contexto atual, cabe e se deve fazer uma declaração clara e explícita nesse sentido. 

É diplomata e professor, doutor em Ciências Sociais (Universidade de Bruxelas) e mestre em Economia Internacional (Universidade de Antuérpia). Dedica-se a atividades acadêmicas e é autor de livros sobre relações internacionais, diplomacia econômica e história diplomática do Brasil

Artigos e comentários de autores convidados não refletem, necessariamente, a opinião da revista Interesse Nacional

A Inteligência Artificial e a Inteligência Humana: duas faces da modernidade tecnologica: Madame IA comenta Alvaro Machado Dias e Paulo Roberto de Almeida

 A Inteligência Artificial e a Inteligência Humana: duas faces da modernidade tecnologica: Madame IA comenta Alvaro Machado Dias e Paulo Roberto de Almeida 


IA resolve problemas matemáticos milenares; qual é o limite dela? 

O cenário atual da inteligência artificial (IA) aponta para uma transformação sem precedentes em campos fundamentais do saber humano, como a matemática e a biologia. Recentemente, a OpenAI anunciou um feito notável: sua tecnologia foi capaz de resolver centenas de problemas matemáticos complexos (0:17), muitos dos quais permaneciam sem solução há décadas. Como bem explica o neurocientista Álvaro Machado Dias (0:34), a diferença fundamental entre a capacidade humana e a da máquina reside no processamento. Enquanto o ser humano atua em série, enfrentando um obstáculo após o outro, a IA opera em um volume massivo de tentativas, testando inúmeras variáveis simultaneamente (1:45-2:00). Isso não apenas acelera a descoberta científica, mas altera a própria natureza da genialidade, sugerindo que o papel do 'gênio' isolado, que busca respostas profundas, pode estar perdendo espaço para um novo paradigma: o do aplicador de soluções. A ciência, portanto, tende a se tornar um campo de interpretação e implementação prática, onde o humano e a máquina precisam atuar em constante sinergia (2:21-3:42).

Ao contrastar essas reflexões com o pensamento do diplomata Paulo Roberto de Almeida, observamos uma convergência interessante. Almeida, conhecido por sua visão analítica sobre a inserção do Brasil no mundo e sobre as dinâmicas globais, tem acompanhado de perto a ascensão das tecnologias disruptivas. Assim como o conteúdo do vídeo sugere uma mudança estrutural nas profissões e na pesquisa, o diplomata frequentemente enfatiza que o mundo já está mergulhado em uma nova revolução industrial (de caráter tecnológico e digital). Para Paulo Roberto de Almeida, a adaptação a essas novas realidades não é apenas uma conveniência, mas uma necessidade estratégica para que indivíduos e nações não caiam na obsolescência social ou econômica. Enquanto o vídeo destaca que a IA pode automatizar o trabalho intelectual e a pesquisa, Almeida reforça a importância da inserção intelectual e da capacidade crítica do ser humano para lidar com as complexidades que a tecnologia sozinha não resolve.

Ambas as perspectivas concordam que a tecnologia está alterando as regras do jogo. A IA não deve ser vista como uma substituta total do intelecto humano, mas como uma ferramenta que exige maior rigor e segurança em setores críticos, como a medicina e o desenvolvimento de fármacos (5:51-6:53). O diplomata Paulo Roberto de Almeida, através de suas análises em seu blog e intervenções públicas, defende que a compreensão do nosso tempo passa obrigatoriamente por entender essas transformações digitais. Ele sugere que, diante da automação, a capacidade humana de pensar e formular estratégias torna-se o verdadeiro diferencial. Portanto, o grande desafio não é apenas a existência da tecnologia, mas a nossa habilidade em governar essas inovações e utilizá-las em prol do interesse humano e do desenvolvimento das sociedades (7:05-7:11).

Em suma, estamos diante de uma mudança de era. O vídeo nos alerta sobre a velocidade estonteante com que a IA resolve mistérios milenares, enquanto o pensamento de Paulo Roberto de Almeida nos convida a uma postura atenta e vigilante frente aos impactos globais dessa mesma tecnologia. A conclusão que se tira é didática e urgente: ser um 'gênio' ou um 'profissional de sucesso' no futuro exigirá, acima de tudo, a capacidade de aprender a aprender e de traduzir a imensa massa de dados processados por algoritmos em decisões que beneficiem o coletivo humano. A educação e o treinamento cerebral (mencionados no vídeo como o papel contínuo da matemática, 4:15-4:47) tornam-se, assim, as ferramentas mais valiosas que possuímos para navegar em um futuro onde a máquina colabora, mas o humano dita os rumos e as prioridades éticas. 

Madame IA comenta o texto de Rubens Barbosa sobre as ameaças ao Itamaraty e compara com as minhas posições. PRA

 Madame IA comenta o texto de Rubens Barbosa sobre as ameaças ao Itamaraty e compara com as minhas posições. PRA


“Itamaraty: instituição ameaçada” (Rubens Barbosa): 

https://www.estadao.com.br/opiniao/rubens-barbosa/itamaraty-instituicao-ameacada/ 


O artigo “Itamaraty: instituição ameaçada”, de Rubens Barbosa, sustenta que o Ministério das Relações Exteriores corre risco de perder autonomia, prestígio e capacidade de formular política externa, independentemente do resultado eleitoral. Para o autor, tanto o lulismo quanto o bolsonarismo tenderiam a colocar ideologia e partidarismo acima do interesse nacional, esvaziando o Itamaraty dentro do governo federal.


O diagnóstico do artigo:


Rubens Barbosa afirma que, no caso do lulismo, haveria a repetição de uma influência ideológica e partidária que reduziria o espaço do ministério. Ele menciona dificuldades orçamentárias, atrasos de pagamentos no exterior, adiamento de reformas, maior influência sindical e a possibilidade de criação de um Conselho Nacional de Política Externa ligado a propostas do PT e do MST.


No lado bolsonarista, o texto também prevê “mais do mesmo”: primazia da ideologia, esvaziamento institucional, problemas financeiros e propostas de uma “faxina” interna. O autor critica ainda o possível alinhamento automático com os Estados Unidos e Israel, bem como a intolerância a visões diferentes dentro da carreira diplomática.


O mundo e o Brasil:


O artigo descreve um cenário internacional marcado por incerteza, guerra, tensões comerciais e disputas tecnológicas. Cita a rivalidade entre Estados Unidos e China, a guerra da Rússia na Ucrânia e os efeitos econômicos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Nesse contexto, o Brasil ainda não teria definido com clareza seu lugar no mundo.


A proposta central de Rubens Barbosa é restaurar o Itamaraty como principal assessor do presidente na formulação e execução da política externa. Ele defende autonomia institucional, coordenação interna das negociações internacionais, reforço orçamentário, modernização da gestão, mais transparência e maior presença de mulheres em cargos de chefia.


Prioridades defendidas:


O texto propõe uma diplomacia de “pragmatismo responsável 2.0”, baseada em profissionalismo, moderação, sensatez e visão estratégica. Entre as prioridades estão responder aos contenciosos comerciais com os Estados Unidos, enfrentar a concorrência chinesa com políticas de defesa comercial, fortalecer o Mercosul, priorizar a América do Sul e diversificar mercados para exportações agrícolas.


A ideia é preservar a independência brasileira, sem alinhamentos automáticos a potências ou blocos ideológicos. Para o autor, o interesse nacional deve orientar as decisões externas, especialmente em um momento de enfraquecimento do multilateralismo e fortalecimento do nacionalismo.


Comparação com Paulo Roberto de Almeida:


Há pontos de convergência entre Rubens Barbosa e Paulo Roberto de Almeida, diplomata de carreira entre 1977 e 2021, professor do Instituto Rio Branco e ex-diretor do IPRI-MRE. Ambos valorizam a diplomacia profissional, a autonomia do Itamaraty e a defesa dos interesses nacionais acima de lealdades partidárias.


Almeida critica a chamada “osmose” entre o serviço diplomático e os governos, apontando que tanto o petismo quanto o bolsonarismo teriam introduzido elementos ideológicos e personalistas na política externa. Essa crítica se aproxima do alerta de Rubens Barbosa sobre o esvaziamento do ministério e a subordinação da diplomacia a projetos políticos.


Porém, há diferenças de ênfase. Almeida caracterizou o governo Bolsonaro como uma ruptura “nefasta” com padrões tradicionais da política externa brasileira, afirmando que o país teria se tornado excessivamente dependente dos interesses do governo Trump e de setores da extrema direita americana. Rubens Barbosa, embora critique o alinhamento automático com Estados Unidos e Israel, trata os dois campos políticos de forma mais simétrica, como ameaças semelhantes à instituição.


Sobre o lulismo, Almeida sustenta que houve uma diplomacia partidária, com maior distanciamento das linhas tradicionais do Itamaraty e influência de quadros ligados ao partido no entorno presidencial. Essa leitura é próxima da tese de Rubens Barbosa, mas o artigo vai além ao apresentar propostas institucionais concretas, como novo regime jurídico para a carreira, mais recursos orçamentários e uma política de segurança econômica.


Em síntese, ambos defendem um Itamaraty forte, técnico e independente. A diferença é que Rubens Barbosa formula um alerta institucional amplo e propositivo, enquanto Paulo Roberto de Almeida enfatiza mais fortemente os riscos da ideologização e da captura partidária da política externa, com críticas especialmente dirigidas às rupturas observadas no governo Bolsonaro. 


*Fonte: Perplexity (https://www.perplexity.ai/search/a04035ed-d779-44d6-9f5f-ea863d90ede3).

Lula faz “guerra de movimento” enquanto Flávio aposta na “guerra de posições” - Luiz Carlos Azedo (Correio Braziliense)

Lula faz “guerra de movimento” enquanto Flávio aposta na “guerra de posições”

Luiz Carlos Azedo

Correio Braziliense, quarta-feira, 14 de outubro de 2026

 

Petista dobrou a aposta na “economia do afeto”: anunciou um Desenrola para os microempreendedores e que ainda dará um Pix de R$ 5 mil para compra de equipamentos

O prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831) tornou-se célebre sobretudo por explicar a lógica dos conflitos. Militar desde os 12 anos, enfrentou as forças napoleônicas, serviu no Exército russo, na batalha de Borodino, e participou da campanha de Waterloo, combatendo em Wavre. Morreu de cólera e deixou os manuscritos de Da Guerra, publicados por sua mulher, Marie von Brühl. “A guerra como continuação da política por outros meios”, seu conceito mais conhecido, subordina a ação militar ao objetivo político.

Clausewitz compreendeu que superioridade material não assegura vitória. Moral, capacidade de comando, concentração de forças e acontecimentos imprevistos podem mudar uma batalha. A estratégia exige identificar o centro de gravidade do adversário: aquilo que sustenta sua capacidade de resistir.

Neste segundo turno, essa reflexão ajuda a compreender como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, e Flávio Bolsonaro, que chegou à frente no primeiro turno, procuram explorar vulnerabilidades e recuperar ou manter a iniciativa política.

 

O jornalista e pensador marxista Antonio Gramsci (1891-1937) fez o caminho inverso, ao transportar conceitos militares para a disputa política. Preso pelo fascismo, nos Cadernos do Cárcere elaborou conceitos de poder político que combinam coerção e consentimento. Segundo ele, nas sociedades ocidentais, partidos, igrejas, associações e instituições culturais constituem defesas profundas da ordem social. Por isso, como estamos vendo agora, a conquista do governo não basta para ter a direção da sociedade.

 

No conceito gramsciano, a guerra de movimento é a ofensiva política direta, enquanto a guerra de posições é a disputa prolongada por organização, alianças e hegemonia. Não se trata de fazer passeatas ou jogar parado. Por analogia, no segundo turno, Lula tenta modificar rapidamente a dinâmica eleitoral, enquanto Flávio procura consolidar as vantagens políticas e sociais que o levaram à dianteira. Ambos combinam movimento e posição, mas com prioridades diferentes.

 

O resultado do primeiro turno impôs ao presidente a necessidade de sair da defensiva. Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O petista precisou romper a impressão de derrota antecipada, reanimar sua base e busca alcançar eleitores que não escolheram nenhum dos finalistas. Seu adversário pretende transformar a vantagem inicial em maioria de votos válidos e evitar um julgamento dos riscos de seu próprio programa.

 

A retomada das ruas é parte da ofensiva de Lula. A manifestação na Avenida Paulista, no domingo, e o ato em Copacabana, na segunda-feira, acompanhado de mobilizações em outras cidades, devolveu ao petista a força das ruas. Essa mobilização produz imagens para as redes e estimula conversas fora dos círculos partidários. A aposta é transformar entusiasmo em comparecimento e persuasão. Multidões reunidas, porém, por si mesmas, não medem a transferência de votos.

 

Conflito de mensagens

 

A pesquisa PoderData/Aya, divulgada ontem, oferece um sinal favorável a Lula: o presidente passou de 47% para 49% dos votos válidos, enquanto Flávio recuou de 53% para 51%. A distância caiu de seis para dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores, entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto. A reação é compatível com a retomada da iniciativa petista, mas atribuí-la somente às manifestações seria precipitado. As entrevistas ocorreram durante os atos.

 

A Nexus, realizada no mesmo período, registra Flávio com 52% e Lula com 48% dos votos válidos. Ouviu 2.002 eleitores, com margem de dois pontos. Mais revelador é que 92% declaram ter decidido o voto e apenas 7% admitem mudar. Como esta é a primeira rodada da Nexus depois do primeiro turno, ela não oferece uma comparação equivalente à da PoderData. A diferença entre os institutos não comprova que um captou o efeito das ruas e o outro deixou de percebê-lo.

 

Flávio pretende consolidar suas posições ao adotar como estratégia de campanha a “guerra de posições”, com apoio de governadores, prefeitos e estruturas locais de poder. O encontro em São Paulo com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes ilustra uma campanha orientada a organizar apoios, reduzir abstenções e disputar indecisos, agora com apoio de aliados eleitos que ficaram neutros no primeiro turno.

 

Ao negar que eliminará benefícios sociais ou reajustes do salário mínimo, Flávio procura impedir que a ofensiva de Lula abra uma brecha entre o eleitor conservador e o eleitor economicamente vulnerável. Por essa razão, resolveu apoiar a aprovação do fim da jornada 6 x 1, em votação no Senado. Ontem, Lula dobrou a aposta na sua “economia do afeto”: anunciou que fara um Desenrola para os microempreendedores individuais (MEIs) e ainda dará um Pix de R$ 5 mil para cada um deles comprar equipamentos, a fundo perdido.

 

No WhatsApp, a disputa está acirrada. O crescimento do Exército do Lula, organizado por André Janones, levou o bolsonarismo a reagir com a Tropa do Flávio e ações judiciais. A suspensão do canal petista por Kassio Nunes Marques, posteriormente revertida, transformou a circulação de mensagens em batalha institucional. Para Lula, preservar esse instrumento é vital para o êxito da “guerra de movimento”. Neutralizar essa iniciativa, para Flávio, porém, desloca o centro da disputa eleitoral para a “guerra de posições”, onde está em boa vantagem.

 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Vision for Liberty Award: prêmios para os três melhores trabalhos - Cato Institute

 Ser libertário pode redundar em prêmios:


Vision for Liberty Award

Dear Dr. de Almeida,

The Cato Institute is launching the Vision for Liberty Award, which will pay $50,000, $25,000, and $12,500 to the three best written cases for individual liberty, limited government, free markets, and peace. Submissions open March 1, 2027, which means you have months, starting now, to think, research, and write your best work before the contest window even opens.
Here's the prompt:

Write an article in support of libertarianism, analyze the world through a libertarian lens, propose an innovative libertarian policy proposal, or pen an article with a distinct libertarian theme.
This contest is your chance to put that reasoning on the page. Make the case well enough, and you are not just writing an article, you are handing the next reader a reason to believe in a freer world, and putting your own name on an idea that could shape how people think about liberty long after you have submitted it.

No policy experience required. No famous name needed. Students, entrepreneurs, Hill staffers, government employees, independent thinkers: if you are a US resident and can write 1,500 words that make a fresh, rigorous case for liberty over power, you are eligible.

Winners may be invited to present their work to Cato scholars or the public, record a podcast with Cato, publish further with the Institute, attend Cato University, and build a lasting relationship with one of the most respected institutions in the fight for freedom.
Three awards, $87,500 total:

The Thomas Jefferson Award: $50,000
The David Boaz Award: $25,000
The Trenchard and Gordon Award: $12,500
Key dates:

Submissions open March 1, 2027, so start shaping your idea today
The deadline is July 4, 2027, at 11:59 p.m. ET
Winners are announced in September 2027
Sign up now, and we will remind you with an email the moment the window opens
Learn More ⟶
For complete contest rules and to submit your article starting March 1, 2027, visit the Vision for Liberty Award page.

Questions? Contact visionforliberty@​cato.​org.

Coordenação-Geral de Patrimônio Histórico do Itamaraty: oportunidade de trabalho

Transcrevo nota que apresenta uma oportunidade de trabalho nas condições descritas abaixo. PRA

Nota de divulgação, dirigida aps servidores efetivos do Poder Executivo federal possivelmente interessados, no processo seletivo para o preenchimento de duas vagas na Coordenação-Geral de Patrimônio Histórico do Itamaraty, área responsável pela preservação e divulgação do acervo histórico, artístico e de representação do MRE (à exceção da coleção no RJ). Inscrições até 30/10, exclusivamente na seção "Currículo e Oportunidades" do SouGov. 
 
As vagas são em Brasília, para servidores de nível superior, que poderão receber GSISTE. As informações completas também estão no módulo  "Currículo e Oportunidades" do SouGov. Abaixo, alguns dados gerais sobre as vagas: 

Atividades Executadas:
I - Administrar a Reserva Técnica da unidade, atuando com a guarda física, acondicionamento técnico, segurança, controle ambiental e organização sistemática dos bens culturais sob gestão da CGPH que não estiverem em uso direto;
II - Executar ações contínuas de conservação preventiva, controle microbiológico e monitoramento das condições físicas de exibição e guarda dos itens do acervo;
III - Colaborar, sob instrução e supervisão profissional, em ações de restauração física e conservação curativa de obras de arte e peças históricas sob guarda do MRE;
IV - Coordenar e executar montagem e desmontagem física de exposições temporárias e de longa duração autorizadas pela Chefia, providenciando suportes expográficos, segurança no transporte e layout expositivo;
V - Documentação e Catalogação sistemática do acervo sob gestão da CGPH, zelando pelo controle informatizado permanente de dados e histórico de cada bem cultural;
VI - Monitorar, registrar e acompanhar a movimentação física dos bens sob tutela da CGPH, atualizando em tempo real a base de dados de catalogação patrimonial gerenciada pela unidade e subsidiando a atualização do inventário patrimonial de bens permanentes da SERE, gerenciado pela Coordenação de Patrimônio, Arquitetura e Engenharia (CPAT);
VII - Planejar e desenvolver pesquisas históricas e documentais sobre as peças do AHAR do MRE, estimulando publicações institucionais, e colaborar com pesquisadores internos e externos que tenham interesse no referido campo de estudo;
VIII. Colaborar com as ações pedagógicas a cargo da unidade, compreendendo visitas mediadas ao Palácio Itamaraty e demais espaços ou acervos com valor patrimonial, oficinas pedagógicas, elaboração de material didático;
IX - Atuar nas equipes de planejamento de compras, licitações, elaboração de Termos de Referência (TR) e especificações técnicas no âmbito de atuação desta área técnica;
X - Exercer a fiscalização técnica de contratos de prestação de serviços continuados de mão-de-obra dedicada contratados no âmbito de atuação dessa área técnica;
XI - Colaborar diretamente em tarefas e demandas gerais de interesse da Coordenação-Geral de Patrimônio Histórico, quando solicitado pela Chefia.
 
São desejáveis:
- conhecimentos e experiência nos campos de atuação acima descritos;
- experiência de gestão e difusão de acervos com a plataforma TAINACAN;
- experiência com desenvolvimento e gestão de páginas eletrônicas em WordPress;
- domínio em ferramentas de diagramação visual, gestão de ecossistema digital e otimização e performance (WPO);
- experiência na administração pública;
- boas qualidades de comunicação, trabalho em equipe, inovação, mentalidade digital
- ética e compromisso profissional.



Postagem em destaque

Os impropérios de PRA contra o bolsonarismo e os bolsonaristas - Madame IA mimentizando PRA

  Os impropérios de PRA (no blog Diplomatizzando ou em outras postagens) contra o bolsonarismo e os bolsonaristas, sobrando mais algunas out...