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domingo, 4 de outubro de 2026

A História não se repete, mas por vezes ela rima - Paulo Roberto de Almeida

A História não se repete, mas por vezes ela rima 

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor

Uma "mensagem" de mais de um ano atrás, mas que considero ainda válida.

  

“Putin e Trump se preparam para oferecer ao mundo um Munique 2, uma repetição da vergonhosa entrega de parte da Tchecoslováquia a Hitler em 1939.

Depois, eles pretendem consolidar uma aliança espúria para dividir entre eles um país soberano da Europa central, o que seria uma repetição do pacto Stalin-Hitler, formalizado por seus respectivos chanceleres, Molotov e Ribbentrop.

A única coisa que pode impedi-los de repetir os crimes de 1938-39 seria uma declaração prévia, conjunta da Ucrânia e da UE, rejeitando in limine e preliminarmente, qualquer acordo feito sem a participação dos principais interessados na paz e segurança da Europa e do mundo.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 10/08/2025"

Agrego em 2026:

Além de um Munique 2, Trump e Putin gostariam de ter um Yalta 2, o encontro de três autocratas de três superpotências para definir suas respectivas zonas de influência. As potências médias – e aqui incluo toda a UE, alguns nórdicos fora da UE, o Canadá, o Japão, a Índia, os tigres asiáticos,latino-americanos como México, Brasil, talvez Aergentina (mas seu status atual é muito incerto), África do Sul, Nigéria, Argélia, Indonésia e vários outros países independentes de alinhamentos com essas três superpotências – precisam se juntar, discutir os problemas e os interesses comuns, como forma de defesa contra a arrogância e a prepotência das três grandes potências, que costumam atuar de forma unilateral, passado o direito da força, antes da força do Direito.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5481: 4 outubro 2026, 1 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/a-historia-nao-se-repete-mas-por-vezes.html)


quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A História não se repete, mas… - Paulo Roberto de Almeida

A História não se repete, mas… 

Paulo Roberto de Almeida

A Rússia está chegando perto do seu “momento 1917”.

Estou seguro de que vcs sabem o que eu quero dizer.

Em 1917, soldados e cidadãos russos estavam cansados das pesadas perdas depois de três anos de guerra contra a Alemanha imperial, iniciada em 1914.

Os alemães então enviaram Lênin, no famoso “trem blindado” para Petrogrado (antiga S. Petersburgo, depois Leningrado, hoje novamente S. Petersburgo). Lenin ajudou a acabar com a guerra: soldados e cidadãos russos se revoltaram contra o czarismo, em fevereiro de 1917.

Não existe mais um Lênin. Os drones e os mísseis ucranianos são o novo Lênin.

Soldados e cidadãos russos vão se revoltar contra o novo czar, o neoczar Putin!

Pode ser que a História não se repita, mas soldados e cidadãos russos estão cansados da guerra iniciada pelo seu neoczar.

Paulo Roberto de Almeida 

Brasília, 1/10/2025


domingo, 10 de agosto de 2025

A História não se repete, mas por vezes ela rima - Paulo Roberto de Almeida

 A História não se repete, mas por vezes ela rima

Putin e Trump se preparam para oferecer ao mundo um Munique 2, uma repetição da vergonhosa entrega de parte da Tchecoslováquia a Hitler em 1939. 

Depois, eles pretendem consolidar uma aliança espúria para dividir entre eles um país soberano da Europa central, o que seria uma repetição do pacto Stalin-Hitler, formalizado por seus respectivos chanceleres, Molotov e Ribbentrop.

A única coisa que pode impedi-los de repetir os crimes de 1938-39 seria uma declaração prévia, conjunta da Ucrânia e da UE, rejeitando in limine e preliminarmente, qualquer acordo feito sem a participação dos principais interessados na paz e segurança da Europa e do mundo.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 10/08/2025

sábado, 15 de fevereiro de 2025

A História não se repete, mas de vez em quando ela volta sobre si mesma - Paulo Roberto de Almeida

A História não se repete, mas de vez em quando ela volta sobre si mesma:


Simultaneamente à conferência de Munique 2025, a Europa vive um momento não semelhante, mas talvez similar a Munique 1938, no qual a potência ainda hegemônica oferece à potência expansionista o seu pedaço de terra, estilo Sudetos tchecos, para apaziguar o impulso de guerra. 

Como disse alguém, perdeu a honra e terá a guerra.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 15/02/2025

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