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quinta-feira, 10 de outubro de 2024
Uma questão existencial para a diplomacia brasileira profissional - Paulo Roberto de Almeida
Uma questão existencial para a diplomacia brasileira profissional
Paulo Roberto de Almeida
Diplomata aposentado, professor
Existe um pequeno grupo de países muito bem conhecido por suas nítidas posições antiocidentais, aliás com pronunciamentos especialmente agressivos contra o mundo ocidental (Coreia do Norte e Irã, por exemplo), alguns deles bastante desafiadores contra uma chamada “ordem global ocidental” (como a Venezuela e a China) e mesmo um grande, totalmente dedicado a uma guerra de agressão contra um país candidato a integrar a UE e a Otan, que obviamente é a Rússia de Putin.
Pois bem, a questão aqui — e ela é séria, propriamente existencial para a diplomacia profissional extremamente competente e reconhecidamente prestigiosa do Itamaraty — é a de SABER QUAL É A POLÍTICA EXTERNA do atual governo brasileiro com respeito às relações do Brasil com esse grupo de países e no tocante a um deles em especial, a Rússia, que violou a Carta da ONU — o que já foi afirmado pelo Brasil no CSNU e na AGNU — e que continua a levar um morticínio desumano e uma destruição devastadora contra a infraestrutura da Ucrânia.
O governo, no Planalto, a diplomacia, no Itamaraty, têm algo a dizer sobre essa guerra, assim como se pronunciam abundantemente sobre os conflitos no Oriente Médio, o massacre conduzido contra civis palestinos na Faixa de Gaza e os ataques do governo Netanyahu, por exemplo?
Qual é, DE FATO, a posição do governo brasileiro e sua diplomacia sobre o estado de tensão existente entre esse pequeno grupo de países e a comunidade ocidental, à qual a população brasileira se julga um membro tradicional e fiel aderente a seus princípios e valores.
Paulo Roberto Almeida
Brasília, 9/10/2024
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Um comentário:
"[...]comunidade ocidental, à qual a população brasileira se julga um membro tradicional e fiel aderente a seus princípios e valores."
Perdoe-me, Professor, mas falácia maior não há.
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