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sábado, 13 de junho de 2026

A força diminuta dos liberais no Brasil - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA (via Airton Dirceu Lemmertz)

 Insistindo numa tarefa ainda não cumprida (não inteiramente):

Duvidas depois da meia-noite: 

Uma pergunta sem resposta precisa: por que os poucos, pouquíssimos liberais brasileiros acabam marchando com a direita, por vezes até com a extrema-direita, que costuma ser estúpida, sórdida e canalha, em lugar de reforçar as tendências social-democráticas que existem na sociedade, mas estão dispersas e desorganizadas?

Por que? Por que? 

Acham que a direita burra, e a extrema-direita burríssima vai respeitar seu liberalismo envergonhado?

Eu acho que vou parar de xingar a extrema-direita, deixar de criticar acerbamente a esquerda ingênua e comecar a escrever para os liberais desorganizados, não que eu seja um liberal experimentado, mas porque imagino que esses poucos liberais sejam um pouco mais inteligentes do que os extremos.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5 junho 2026.


Nota adicional em 13/06/2026: 

O eleitorado me parece mais pragmático do que iludido ou ideológico e parece pensar assim: os politicos, em geral, ou são incompetentes ou são corruptos (com várias exceções honradas), em todo caso pensam mais neles mesmos do que na comunidade que representam, e muito menos no país como um todo. O eleitor típico tende a votar, dentre os nomes mais propensos a ganhar, naquele que lhe parece o menos pior, pois oscila, por vezes entre dois extremos populistas e demagogos, do que em algum nome que seria o ideal, mas que não tem chance de ganhar. “Por que vou desperdiçar o meu voto no aparentemente melhor, mas sem apoio suficiente para ganhar, quando minha única esperança é impedir o demagogo mais nocivo de levar a presidência por quatro anos?”

De fato, o eleitor médio pensa mais no presidente, do que nos parlamentares, quando o Brasil já deixou de ser puramente presidencialista, e passou a viver sob um parlamentarismo deformado, deficiente, dominado em grande medida por interesses rasteiros, individuais, num aparelhamento por partidos dominados por caciques geralmente corruptos ou coniventes com a bandalheira generalizada, em meio a comportamentos predatórios por parte da alta tecnocracia, em especial da aristocracia do Judiciário que se locupleta com espertezas salariais que beiram a corrupção pura e simples.

E os supostos liberais (voltando ao objeto inicial desta postagem)?

Eles são tão poucos, numa nação culturalmente patrimonialista, que não fazem muita diferença no domínio político-representativo, daí sua pouca expressão e dificuldades em se organizar para constituir um polo de poder. Continuam a viver no mundo mais acadêmico do que prático, e vão ser minoritários pelo futuro indefinido.

Em todo caso, no que me concerne, vou continuar criticando tanto a esquerda ingênua quanto a extrema-direita estúpida, que me oarece muito mais perigosa, justamente por ser extremamente burra, preconceituosa, geralmente racista e possivelmente fanática, em busca de algum “salvador da pátria”, demagogo o suficiente para enganar os menos instruídos, os ingênuos e os desinformados.

Acredito que os liberais verdadeiros possuam sentimentos éticos, mas não dispõem de força politica suficiente para vencer eleições majoritárias, e continuam a ser minoritários até para eleger representantes mais condizentes com seus ideais parlamentaristas.

Paulo Roberto de Almeida

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Comentários de Madame IA às minhas postagens acima: 

A força diminuta dos liberais no Brasil - Paulo Roberto de Almeida: 


Introdução e o Paradoxo Ideológico Nacional
O ensaio analítico intitulado "A força diminuta dos liberais no Brasil", de autoria do diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida, apresenta um diagnóstico severo e estrutural sobre o comportamento e a relevância das correntes liberais no cenário político contemporâneo nacional. A reflexão, gestada no ambiente de polarização que caracteriza a realidade institucional de dois mil e vinte e seis, orbita em torno de uma contradição de matriz tática e filosófica. O autor questiona de forma incisiva os motivos que levam os raros representantes do liberalismo pátrio a se alinharem operacionalmente com as forças de direita e, não raramente, com franjas da extrema-direita. Esta última facção é classificada por ele sem atenuantes retóricos como um agrupamento estúpido, sórdido e refratário aos compromissos institucionais básicos da tolerância democrática. [1, 2]
A crítica do cientista político direciona-se contra aquilo que tipifica como um liberalismo envergonhado. Sob a ótica do ensaísta, o aprisionamento dessa corrente em alianças espúrias neutraliza seu potencial de atuação e ignora o fato de que o extremismo dogmático jamais demonstrará um respeito genuíno pelos postulados da liberdade econômica e civil. Existe uma incompreensão tática por parte desses intelectuais que, em vez de buscarem pontos de convergência e consolidação junto às tendências social-democráticas presentes e dispersas no tecido social, preferem submergir no pragmatismo eleitoral das coalizões conservadoras. [1, 2]
Descodificação do Pragmatismo Eleitoral e Deformação Burocrática
Ao esmiuçar a psicologia do voto e o comportamento das massas, o texto descodifica o pragmatismo defensivo que baliza a atuação do eleitor médio brasileiro. Diante de uma percepção generalizada de que a classe política tradicional encontra-se contaminada pela incompetência corporativista ou pela corrupção sistêmica, o cidadão abdica da busca por candidatos que representem ideais programáticos puros. O voto converte-se em um mecanismo de contenção de danos, no qual o indivíduo escolhe a alternativa menos nociva unicamente para interditar o acesso ao poder do demagogo ou populista mais ameaçador. Esse movimento defensivo joga os liberais para a periferia do debate prático, uma vez que suas candidaturas carecem de capilaridade e apoio popular para romper a dinâmica de polarização entre os extremos. [1, 2, 3]
Essa fragilidade eleitoral é agravada por uma mutação institucional profunda que o autor diagnostica no desenho do Estado brasileiro. Embora o arranjo formal do país ainda responda pelo rótulo de presidencialismo, a engrenagem real migrou para um modelo de parlamentarismo deformado e deficiente. Trata-se de um sistema sequestrado por interesses fisiológicos de caciques partidários e sustentado por uma alta tecnocracia estatal predatória. O texto aponta de forma explícita o papel nocivo desempenhado pela aristocracia do Poder Judiciário, cujas manobras e espertezas remuneratórias são equiparadas pelo ensaísta a atos de corrupção institucionalizada, minando a legitimidade das regras do jogo democrático. [1, 2, 3]
Raízes Patrimonialistas e o Isolamento Acadêmico
O cerne da irrelevância política do liberalismo no Brasil é atribuído à natureza culturalmente patrimonialista da formação social do país. Em uma sociedade historicamente acostumada com a centralidade do Estado provedor e com a porosidade entre as esferas pública e privada, as ideias baseadas na responsabilidade individual, no mercado livre e na limitação do poder governamental encontram solo infértil para germinar de forma orgânica. Por essa razão, os liberais autênticos permanecem enclausurados em um ecossistema marcadamente acadêmico, teórico e divorciado das dinâmicas reais de mobilização e construção de polos de poder político-representativo. [1, 2]
Diante do isolamento que se projeta em direção a um futuro indefinido, o autor reafirma seu compromisso de manter o veículo digital como uma trincheira de crítica equidistante e permanente. Ele recusa o aprisionamento ideológico e assume a missão de combater tanto a ingenuidade utópica da esquerda quanto o perigo imediato representado pelo fanatismo racista e preconceituoso da extrema-direita. O texto encerra-se com uma constatação melancólica sobre a ética impotente dos liberais legítimos: embora dotados de retidão moral, carecem da musculatura política necessária para influenciar os rumos majoritários e estruturar a defesa de um modelo parlamentarista verdadeiramente condizente com seus ideais liberais.


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