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sábado, 7 de junho de 2025

Os efeitos da guerra comercial - IEDI

 Os efeitos da guerra comercial

IEDI, 7/06/2025

Embora não faltem especulações sobre ganhadores e perdedores do aumento de tarifas comercias pelos EUA, o certo é que o agregado da economia mundial sairá perdendo. Enfraquecimento do PIB global e do comércio internacional faz parte dos cenários mais recentes de todos os organismos multilaterais, mesmo considerando a trégua negociada por China e EUA. Neste contexto, o FMI sugere ações que podem ajudar a enfrentar o aumento da incerteza e desequilíbrios macroeconômicos.

Para 2025, as projeções de crescimento do PIB mundial, atualizadas a partir de abr/25, foram reduzidas entre -0,6 p.p. (OMC) e -0,2 p.p. (OCDE); no cenário do FMI foi de +3,3% para +2,8%.

Já os prejuízos para as trocas internacionais são ainda maiores, indo de -2,9 p.p. para o comércio de bens na avaliação da OMC a -0,8 p.p. no cenário da OCDE, divulgado agora em jun/25

Recomendações do FMI para restaurar a confiança e impulsionar o crescimento e, no médio prazo, aumentar a produtividade e a resiliência econômica:

  • Adotar cooperação pragmática e aprofundar integração internacional via reduções unilaterais não discriminatórias de barreiras comerciais ou de acordos regionais/multilaterais.
  • Embora políticas industriais direcionadas possam corrigir falhas de mercado, devem ser usadas com cautela, não se opondo à cooperação internacional e evitando má alocação de recursos.
  • Mitigar a volatidade cambial, originada pelas políticas de parceiros comerciais ou variações no dólar, o que pode exigir intervenções rápidas para aumentar a liquidez nos mercados.
  • Política monetária deve monitorar o equilíbrio entre pressões inflacionárias de oferta, derivadas dos choques nas políticas comerciais, e de demanda, devido ao efeito negativo da incerteza que os acompanha.
  • Elaborar planos de ajuste para restaurar a sustentabilidade fiscal e em países com espaço fiscal limitado, o aumento de gastos deve ser financiado com receita adicional e reavaliação de prioridades.
  • Implementar reformas fiscais que reduzam subsídios ineficientes e em países emergentes há margem para ampliar a base tributária, reduzir informalidade e melhorar a capacidade de administração tributária.
  • Gastos públicos que favorecem o crescimento, como investimentos públicos de qualidade em infraestrutura e digitalização, devem ser preservados e associados a reformas estruturais.
  • Reformas estruturais em áreas como trabalho, educação, regulação e setor financeiro são importantes para aumentar a produtividade, empregos e o crescimento de médio prazo.
  • Enfrentar as mudanças climáticas exige uma combinação de políticas bem
    desenhadas que gerem benefícios macroeconômicos, incluindo crescimento resiliente e de baixo carbono.
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