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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Madame IA (via ADL) quer novamente ser politicamente correta e passa e amenizar a situação - Paulo Roberto de Almeida

 Aqui é o caso de remeter novamente a meu texto anterior, contido em "Pense um Pouco..." – disponível no seguinte link: – https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/madame-ia-via-airton-dirceu-lemmertz-se.html – e depois ver como Madame IA tenta contemporizar com um problema que é antes de tudo de ORDEM MORAL (pelo menos eu acreito que a diplomacia brasileira deveria se guiar, não apenas pelo "pragmatismo frio", mas também por considerações de ordem moram na sua conduta e manifestações): 

Paulo Roberto de Almeida

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Compare essa visão [do texto mencionado, entre aspas, anteriormente] com as notas oficiais [e hipócritas] do Itamaraty sobre todos esses conflitos específicos para verificar o contraste absurdo.


Para realizar essa comparação, é preciso observar o contraste entre o tom emocional e moralizante do texto citado e o tom técnico, impessoal e jurídico (muitas vezes chamado de "diplomatiquês") das notas do Itamaraty.
Enquanto o texto que você trouxe foca no sofrimento individual e na culpa direta dos dirigentes, o Itamaraty, historicamente e sob a atual gestão, prioriza princípios como a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias e a preservação do diálogo para manter o papel do Brasil como mediador.
Abaixo, apresento o contraste entre a visão do seu texto e a postura oficial do governo brasileiro:
1. Caso Venezuela e Cuba:
O Texto diz: Fala em "povo sacrificado pelos próprios dirigentes", "fuga da miséria" e "repressão".
O Itamaraty faz: O governo brasileiro retomou relações diplomáticas plenas com ambos. As notas oficiais sobre eleições ou crises internas costumam usar termos como "acompanha com preocupação" e reiteram a importância do "diálogo entre as partes".
O Contraste: Para o autor do texto, isso é conivência. Para o Itamaraty, é pragmatismo: o Brasil acredita que isolar esses países agrava a crise e retira a influência brasileira para negociar soluções.
2. Caso Rússia e a Guerra na Ucrânia:
O Texto diz: "Ofensiva sem sentido", "soldados enviados à morte" e "contratos fraudulentos".
O Itamaraty faz: O Brasil votou a favor de resoluções na ONU que defendem a integridade territorial da Ucrânia, mas as notas oficiais evitam sanções e críticas diretas a Putin. O Itamaraty frequentemente afirma que "o fornecimento de armas e o isolamento de uma das partes não contribuem para a paz".
O Contraste: O texto vê uma agressão unilateral clara. O governo brasileiro adota uma postura de neutralidade ativa, tentando se posicionar como um "clube da paz", o que críticos interpretam como uma forma de não antagonizar um parceiro estratégico do BRICS.
3. Caso Irã e Repressão aos Protestos:
O Texto diz: Manifestantes "recebidos a balas" por uma "ditadura teocrática islâmica".
O Itamaraty faz: O Brasil tem um histórico de abstenção ou votos cautelosos em resoluções da ONU que condenam o Irã por direitos humanos. As notas costumam ser genéricas, defendendo a "liberdade de expressão", mas sem citar nomes de dirigentes ou condenar o regime de forma enfática.
O Contraste: Onde o texto vê um massacre moralmente intolerável, o Itamaraty opera sob a lógica da soberania nacional, evitando críticas que possam fechar canais de comércio e diálogo no Oriente Médio.
* Quadro Comparativo: Retórica vs. Diplomacia:
Ponto de Análise - Texto Citado (Visão Moral) - Notas do Itamaraty (Visão Institucional):
> Linguagem - Emocional, direta e acusatória. - Neutra, técnica e contida.
> Foco - O sofrimento das vítimas e a culpa dos ditadores. - A estabilidade regional e o direito internacional.
> Objetivo - Denunciar a injustiça e exigir ruptura. - Manter canais abertos e evitar o isolamento de parceiros.
> Percepção de Críticos - Coragem moral e clareza ética. - Hipocrisia, omissão ou "passada de pano".
* Por que o contraste parece "hipócrita"?
A sensação de hipocrisia apontada por muitos críticos (e sugerida em sua pergunta) decorre da distância entre o discurso de "defesa da democracia e dos direitos humanos" (comum em palanques internos) e a prática diplomática, que muitas vezes silencia sobre violações de aliados ideológicos ou parceiros econômicos.
Para o governo, essa postura é chamada de Universalismo (falar com todos); para os críticos, como o autor do texto, é uma escolha ideológica que sacrifica os valores democráticos em nome de alianças políticas.

Fonte (IA Gemini):

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