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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Madame IA e a neutralidade em certos casos; guerra de agressão da Rússia, por exemplo; agressão de Israel ao povo palestino

Não preciso sequer me expressar a respeito (PRA): 

"Pense um pouco… Pense num povo sacrificado pelos seus próprios dirigentes: sacrificado tanto pela via econômica, quanto…


Compare essa visão [do texto mencionado, entre aspas, anteriormente] com as notas oficiais [e hipócritas] do Itamaraty sobre todos esses conflitos específicos para verificar o contraste absurdo.


Para realizar essa comparação, é preciso observar o contraste entre o tom

emocional e moralizante do texto citado e o tom técnico, impessoal e

jurídico (muitas vezes chamado de "diplomatiquês") das notas do Itamaraty.

Enquanto o texto que você trouxe foca no sofrimento individual e na culpa direta

dos dirigentes, o Itamaraty, historicamente e sob a atual gestão, prioriza

princípios como a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias e

a preservação do diálogo para manter o papel do Brasil como mediador.

Abaixo, apresento o contraste entre a visão do seu texto e a postura oficial do

governo brasileiro:

1. Caso Venezuela e Cuba

O Texto diz: Fala em "povo sacrificado pelos próprios dirigentes", "fuga da

miséria" e "repressão".

O Itamaraty faz: O governo brasileiro retomou relações diplomáticas plenas

com ambos. As notas oficiais sobre eleições ou crises internas costumam usar

termos como "acompanha com preocupação" e reiteram a importância

do "diálogo entre as partes".


O Contraste: Para o autor do texto, isso é conivência. Para o Itamaraty,

é pragmatismo: o Brasil acredita que isolar esses países agrava a crise e

retira a influência brasileira para negociar soluções.


2. Caso Rússia e a Guerra na Ucrânia

O Texto diz: "Ofensiva sem sentido", "soldados enviados à morte" e "contratos

fraudulentos".

O Itamaraty faz: O Brasil votou a favor de resoluções na ONU que defendem

a integridade territorial da Ucrânia, mas as notas oficiais evitam sanções e

críticas diretas a Putin. O Itamaraty frequentemente afirma que "o

fornecimento de armas e o isolamento de uma das partes não contribuem para

a paz".

https://www.google.com/search?q="Pense+um+pouco…

+Pense+num+povo+sacrificado+pelos+seus+próprios+dirigentes%3A+sacrificado+tanto… 1/308/02/2026, 14:02 "Pense um pouco… Pense num povo sacrificado pelos seus próprios dirigentes: sacrificado tanto pela via econômica, quanto…

O Contraste: O texto vê uma agressão unilateral clara. O governo brasileiro

adota uma postura de neutralidade ativa, tentando se posicionar como um

"clube da paz", o que críticos interpretam como uma forma de não antagonizar

um parceiro estratégico do BRICS.


3. Caso Irã e Repressão aos Protestos

O Texto diz: Manifestantes "recebidos a balas" por uma "ditadura teocrática

islâmica".

O Itamaraty faz: O Brasil tem um histórico de abstenção ou votos cautelosos

em resoluções da ONU que condenam o Irã por direitos humanos. As notas

costumam ser genéricas, defendendo a "liberdade de expressão", mas sem

citar nomes de dirigentes ou condenar o regime de forma enfática.

O Contraste: Onde o texto vê um massacre moralmente intolerável, o

Itamaraty opera sob a lógica da soberania nacional, evitando críticas que

possam fechar canais de comércio e diálogo no Oriente Médio.


Quadro Comparativo: Retórica vs. Diplomacia


Ponto de Análise 


Texto Citado (Visão Moral) 



Notas do Itamaraty (Visão 

          Linguagem 


Institucional)

Emocional, direta e acusatória. 

Neutra, técnica e contida.

Foco 

O sofrimento das vítimas e a

A estabilidade regional e o direito

Objetivo 

culpa dos ditadores.

internacional.

Denunciar a injustiça e exigir

ruptura.

Manter canais abertos e evitar o

isolamento de parceiros.




Percepção de

Críticos

Coragem moral e clareza ética. 

Hipocrisia, omissão ou "passada de

pano".


Por que o contraste parece "hipócrita"?

A sensação de hipocrisia apontada por muitos críticos (e sugerida em sua

pergunta) decorre da distância entre o discurso de "defesa da democracia e dos

direitos humanos" (comum em palanques internos) e a prática diplomática, que

muitas vezes silencia sobre violações de aliados ideológicos ou parceiros

econômicos.


"Pense um pouco… Pense num povo sacrificado pelos seus próprios dirigentes: sacrificado tanto pela via econômica, quanto…"

Para o governo, essa postura é chamada de Universalismo (falar com todos);

para os críticos, como o autor do texto, é uma escolha ideológica que sacrifica os valores democráticos em nome de alianças políticas. 



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