Não preciso sequer me expressar a respeito (PRA):
"Pense um pouco… Pense num povo sacrificado pelos seus próprios dirigentes: sacrificado tanto pela via econômica, quanto…
Compare essa visão [do texto mencionado, entre aspas, anteriormente] com as notas oficiais [e hipócritas] do Itamaraty sobre todos esses conflitos específicos para verificar o contraste absurdo.
Para realizar essa comparação, é preciso observar o contraste entre o tom
emocional e moralizante do texto citado e o tom técnico, impessoal e
jurídico (muitas vezes chamado de "diplomatiquês") das notas do Itamaraty.
Enquanto o texto que você trouxe foca no sofrimento individual e na culpa direta
dos dirigentes, o Itamaraty, historicamente e sob a atual gestão, prioriza
princípios como a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias e
a preservação do diálogo para manter o papel do Brasil como mediador.
Abaixo, apresento o contraste entre a visão do seu texto e a postura oficial do
governo brasileiro:
1. Caso Venezuela e Cuba
O Texto diz: Fala em "povo sacrificado pelos próprios dirigentes", "fuga da
miséria" e "repressão".
O Itamaraty faz: O governo brasileiro retomou relações diplomáticas plenas
com ambos. As notas oficiais sobre eleições ou crises internas costumam usar
termos como "acompanha com preocupação" e reiteram a importância
do "diálogo entre as partes".
O Contraste: Para o autor do texto, isso é conivência. Para o Itamaraty,
é pragmatismo: o Brasil acredita que isolar esses países agrava a crise e
retira a influência brasileira para negociar soluções.
2. Caso Rússia e a Guerra na Ucrânia
O Texto diz: "Ofensiva sem sentido", "soldados enviados à morte" e "contratos
fraudulentos".
O Itamaraty faz: O Brasil votou a favor de resoluções na ONU que defendem
a integridade territorial da Ucrânia, mas as notas oficiais evitam sanções e
críticas diretas a Putin. O Itamaraty frequentemente afirma que "o
fornecimento de armas e o isolamento de uma das partes não contribuem para
a paz".
https://www.google.com/search?q="Pense+um+pouco…
+Pense+num+povo+sacrificado+pelos+seus+próprios+dirigentes%3A+sacrificado+tanto… 1/308/02/2026, 14:02 "Pense um pouco… Pense num povo sacrificado pelos seus próprios dirigentes: sacrificado tanto pela via econômica, quanto…
O Contraste: O texto vê uma agressão unilateral clara. O governo brasileiro
adota uma postura de neutralidade ativa, tentando se posicionar como um
"clube da paz", o que críticos interpretam como uma forma de não antagonizar
um parceiro estratégico do BRICS.
3. Caso Irã e Repressão aos Protestos
O Texto diz: Manifestantes "recebidos a balas" por uma "ditadura teocrática
islâmica".
O Itamaraty faz: O Brasil tem um histórico de abstenção ou votos cautelosos
em resoluções da ONU que condenam o Irã por direitos humanos. As notas
costumam ser genéricas, defendendo a "liberdade de expressão", mas sem
citar nomes de dirigentes ou condenar o regime de forma enfática.
O Contraste: Onde o texto vê um massacre moralmente intolerável, o
Itamaraty opera sob a lógica da soberania nacional, evitando críticas que
possam fechar canais de comércio e diálogo no Oriente Médio.
Quadro Comparativo: Retórica vs. Diplomacia
Ponto de Análise | Texto Citado (Visão Moral) | Notas do Itamaraty (Visão |
Linguagem | Institucional) | |
Emocional, direta e acusatória. | Neutra, técnica e contida. | |
Foco | O sofrimento das vítimas e a | A estabilidade regional e o direito |
Objetivo | culpa dos ditadores. | internacional. |
Denunciar a injustiça e exigir ruptura. | Manter canais abertos e evitar o isolamento de parceiros. | |
Percepção de Críticos | Coragem moral e clareza ética. | Hipocrisia, omissão ou "passada de pano". |
Por que o contraste parece "hipócrita"?
A sensação de hipocrisia apontada por muitos críticos (e sugerida em sua
pergunta) decorre da distância entre o discurso de "defesa da democracia e dos
direitos humanos" (comum em palanques internos) e a prática diplomática, que
muitas vezes silencia sobre violações de aliados ideológicos ou parceiros
econômicos.
"Pense um pouco… Pense num povo sacrificado pelos seus próprios dirigentes: sacrificado tanto pela via econômica, quanto…"
Para o governo, essa postura é chamada de Universalismo (falar com todos);
para os críticos, como o autor do texto, é uma escolha ideológica que sacrifica os valores democráticos em nome de alianças políticas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário