Uma questão de simples dignidade
Paulo Roberto de Almeida
As Forças Armadas russas chegaram a um nível de depravação, e de deformação, das práticas bélicas raramente visto na história dos exércitos do mundo, superando talvez os índices de criminalidade deliberada até da Wehrmacht nazista, que matava indiscriminadamente populações locais, mas não os seu próprios soldados. Os comandantes militares do exército invasor de Putin na Ucrânia estão eliminando cruelmente seus soldados, ademais da população ucraniana.
Forças Armadas de um país tendem a reproduzir o ânimo geral da população de onde elas provêm: o estado geral da sociedade russa não reflete apenas um grau elevado de barbarismo comportamental, mas também índices extremos de selvageria e de depravação mental sob Putin, o tirano de Moscou, o criminoso de guerra sob mandado de arrestação pelo TPI.
Pergunto-me como, quem, qual chefe de Estado ou de governo de qualquer país civilizado conseguiria ainda falar em tom normal com tal monstro bárbaro como ele, em quais condições uma pessoa dotada de um minimo de dignidade consentiria apertar a mão, falar ao telefone, visitar pessoalmente um ser tão ignóbil e cruel como esse assassino de criança e civis inocentes.
Como se desceu tão baixo na pulsão da morte e da destruição generalizada?
Como a humanidade, a comunidade internacional, as pessoas de bem permitem que esse grau de crueldade e de desumanidade seja exercido e continuado contra simples civis, mas também contra alvos supostamente militares. Quem proclamará um basta?
Quem dirá que o monstro ultrapassou quaisquer limites no animo destrutivo?
Não creio que a “comandância” da principal potência militar do planeta o faça. Quem o fará em nome da decência humana?
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 28/02/2026
It's like the beginning of an apocalypse: Russia has attacked Kostyantynivka with banned phosphorus, which incinerates all living things, and dropped a FAB-1500 bomb on the city.
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