Ucrânia: a guerra que Putin não conseguiu vencer e não consegue encerrar (parte 1 de 2)
Quatro anos após a invasão em larga escala lançada por Vladimir Putin em fevereiro de 2022, a guerra na Ucrânia entrou em seu quinto ano sem que a Rússia tenha alcançado seus principais objetivos políticos e estratégicos. Apesar do grande custo humano e econômico, os ganhos territoriais russos permanecem limitados, cerca de 0,8% do território ucraniano em 2025, e muitas ofensivas avançam apenas metros por dia, revelando dificuldades militares persistentes e um conflito cada vez mais estagnado. Putin subestimou a resistência ucraniana e a capacidade de mobilização do Ocidente, transformando o que deveria ser uma ‘vitória rápida’ em uma guerra prolongada de atrito.
O preço pago pela Rússia tem sido elevado. Estimativas indicam até 325 mil soldados russos mortos e um total de baixas (incluindo os feridos) de 1,2 milhão de combatentes; perdas superiores às de qualquer grande potência em conflitos recentes, enquanto sanções internacionais e gastos militares pressionam a economia do país. Mesmo assim, Moscou mantém exigências maximalistas, posições que são obstáculos a qualquer acordo de paz. A guerra tornou-se um impasse estratégico: cara demais para continuar indefinidamente, mas politicamente difícil demais para Putin admitir fracasso.
Colaborei com o Bom Dia Brasil para essa reportagem sobre o tema, que segue abaixo, dividida em duas partes. Link nos comentários.
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