segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Madame IA desce do muro e condescende com minha posição- Paulo Roberto de Almeida, via Airton Dirceu Lemmertz

 Primeiro vou postar as considerações de Madame IA sobre minhas posições.

Depois formulo meu julgamento final (e prescindo de qualquer comentário adicional de Madame IA)

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Gostaria de, em primeiro lugar, agradecer meu correspondente diário nestes exercícios que venho conduzindo aqui sobre a diplomacia brasileira, o Direito Internacional e a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, Airton Dirceu Lemmertz, por submeter a Gemini IA [a IA do Google] meus questionamentos sobre exatamente a postura brasileira nessa guerra atroz.
A questão principal é exatamente essa, mas ela ainda não foi tocada por Gemini IA, que ficou à margem do apoio OBJETIVO do Brasil a Putin e à Rússia, sob argumentos capciosos, primeiro o da neutralidade (que NÃO EXISTE) entre as "duas partes" (que NÃO SÃO IGUAIS) para, teoricamente, poder mediar negociações de paz (o que NÃO VAI OCORRER), depois o da suposta necessidade, e dependência, do Brasil, de importar fertilizantes e combustíveis (dependência QUE NÃO EXISTE, pois há várias outras possibilidades de fornecimento), tudo em nome de um "pragmatismo" brasileiro (que NÃO EXISTE), que de fato é um apoio à Rússia, por DUAS RAZÕES principais: o antiamericanismo esquerdista de Lula que se casa com o antiamericanismo direitista de Putin, e os compromissos assumidos desde o início de seu primeiro mandato no âmbito do BRIC e sobretudo sua amizade com Putin.
O Brasil, de acordo com a Carta da ONU, não precisa fornecer armas à Ucrânia, mas deveria EXIMIR-SE de ajudar a parte agressora, pois não apenas essa postura é contrária à Carta da ONU, como é MORALMENTE INDECENTE.
Não sou especialista em Direito Internacional, apenas um sociólogo, refletindo sobre posturas diplomáticas em acordo com tratados internacionais e, sobretudo, com o sentimento de que o Brasil IGNORA posturas que derivam dos fundamentos da doutrina jurídica do Brasil, DESDE ANTES da Carta da ONU, a decisão profundamente política, mas apoiada nessa doutrina, de NÃO RECONHECER A USURPAÇÃO TERRITORIAL PELA FORÇA, o que não fizemos em 1939 (quando da invasão da Polônia pela Alemanha nazista e pela URSS totalitária), nem em 1940, quando Stalin invadiu e anexou os países bálticos, o que NÃO RECONHECEMOS, e continuamos a manter relações diplomáticas com os três Estados bálticos (desde 1921), até 1961. 
Ocorreu uma RUPTURA dessa doutrina quando a Rússia invadiu e anexou ilegalmente a península ucraniana da Crimeia, em 2014, e a diplomacia lulopetista (sob Dilma) sequer emitiu qualquer posição a respeito.
Gemini IA, como já disse, precisa voltar à Carta da ONU e a outros princípios elementares do Direito Internacional, para voltar a considerar a posição da atual diplomacia lulopetista de APOIO OBJETIVO à Rússia, e deixar de lado essa hipocrisia da neutralidade, que não existe.

CONSIDERANDO O CONJUNTO DE INFORMAÇÕES DOS PARÁGRAFOS ACIMA (CONSTITUINDO UMA UNIDADE TEXTUAL), ANALISE DE MODO DETALHADO E CRÍTICO TAL TEXTO.


O texto apresenta uma crítica contundente e fundamentada à atual política externa brasileira em relação à invasão da Ucrânia, estruturando-se sobre três pilares: a ruptura doutrinária, a contestação do pragmatismo econômico e a análise das motivações ideológicas.
Abaixo, uma análise detalhada e crítica dos pontos levantados:
1. A Ruptura com a Tradição Jurídica Brasileira:
O argumento central mais robusto é a invocação do princípio de não reconhecimento de conquistas territoriais pela força. Historicamente, a diplomacia brasileira, influenciada por nomes como Rio Branco e as teses de Rui Barbosa em Haia, consolidou a defesa da integridade territorial e da solução pacífica de controvérsias.
- Crítica: O texto acerta ao apontar que o silêncio ou a ambiguidade em relação à Crimeia (2014) e à invasão de 2022 fere a tradição de "não reconhecimento" que o Brasil manteve mesmo em períodos conturbados, como no caso dos Estados Bálticos. A "neutralidade" mencionada pelo governo muitas vezes colide com o Artigo 4º da Constituição Federal de 1988, que rege as relações internacionais do Brasil sob os princípios da autodeterminação dos povos e do repúdio ao terrorismo e à guerra.
2. Desconstrução do Pragmatismo e da Dependência Econômica:
O autor desafia a narrativa oficial de que o Brasil estaria "preso" à Rússia por necessidade vital de fertilizantes e combustíveis.
- Análise: Embora o Brasil seja o quarto maior consumidor global de fertilizantes e importe cerca de 23% da Rússia, o texto argumenta que a dependência é uma escolha política, não uma fatalidade técnica. Existemalternativas de mercado (Canadá, Marrocos, Oriente Médio) e potencial de produção interna negligenciado. Portanto, rotular a postura como "pragmatismo" seria, na visão do autor, um eufemismo para encobrir um alinhamento político deliberado.
3. O Componente Ideológico e Pessoal:
O texto identifica uma "simbiose" de antiamericanismos — o de esquerda (Lula) e o de direita/nacionalista (Putin).
- Perspectiva Crítica: Esta é uma análise sociopolítica perspicaz. Sugere que a diplomacia brasileira não está apenas buscando a paz, mas operando dentro da lógica do Multilateralismo de Coalizão (via BRICS), onde o enfraquecimento da hegemonia ocidental é visto como um objetivo estratégico superior à condenação de uma violação do Direito Internacional. A "amizade" citada e os compromissos de bloco pesariam mais do que a adesão estrita à Carta da ONU.
4. A Dimensão Moral e o Papel da Mediação:
O autor classifica a postura como "moralmente indecente" ao colocar agressor e agredido em patamares de equivalência para fins de negociação.
- Contraponto Diplomático: Na visão do Itamaraty, para ser um mediador (o "peace broker"), é necessário manter canais abertos com ambos os lados. Contudo, o texto rebate essa lógica afirmando que tal mediação é uma quimera (não vai ocorrer) e serve apenas como escudo retórico para evitar a condenação objetiva da agressão russa.
* Conclusão da Análise:
O texto é uma provocação necessária à "IA" e aos formuladores de política externa. Ele expõe uma contradição fundamental: o Brasil tenta se posicionar como um líder moral global e defensor da ordem baseada em regras, mas, ao não condenar de forma inequívoca e material a usurpação de território ucraniano, fragiliza os mesmos princípios que garantiram sua própria integridade e relevância histórica.
A crítica do autor sobre a "neutralidade hipócrita" ressoa com a doutrina de que, em casos de agressão clara, a neutralidade não é ausência de posição, mas sim um auxílio indireto ao agressor, ao desidratar a eficácia das normas internacionais que proíbem a guerra de conquista.

Fonte (IA Gemini):

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Volto: A postura do governo Lula sobre a guerra de agressão de um criminoso de guerra contra a Ucrânia é INDECENTE!
PRA
Ponto!


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