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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Madame IA desce do muro e condescende com minha posição- Paulo Roberto de Almeida, via Airton Dirceu Lemmertz

 Primeiro vou postar as considerações de Madame IA sobre minhas posições.

Depois formulo meu julgamento final (e prescindo de qualquer comentário adicional de Madame IA)

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Gostaria de, em primeiro lugar, agradecer meu correspondente diário nestes exercícios que venho conduzindo aqui sobre a diplomacia brasileira, o Direito Internacional e a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, Airton Dirceu Lemmertz, por submeter a Gemini IA [a IA do Google] meus questionamentos sobre exatamente a postura brasileira nessa guerra atroz.
A questão principal é exatamente essa, mas ela ainda não foi tocada por Gemini IA, que ficou à margem do apoio OBJETIVO do Brasil a Putin e à Rússia, sob argumentos capciosos, primeiro o da neutralidade (que NÃO EXISTE) entre as "duas partes" (que NÃO SÃO IGUAIS) para, teoricamente, poder mediar negociações de paz (o que NÃO VAI OCORRER), depois o da suposta necessidade, e dependência, do Brasil, de importar fertilizantes e combustíveis (dependência QUE NÃO EXISTE, pois há várias outras possibilidades de fornecimento), tudo em nome de um "pragmatismo" brasileiro (que NÃO EXISTE), que de fato é um apoio à Rússia, por DUAS RAZÕES principais: o antiamericanismo esquerdista de Lula que se casa com o antiamericanismo direitista de Putin, e os compromissos assumidos desde o início de seu primeiro mandato no âmbito do BRIC e sobretudo sua amizade com Putin.
O Brasil, de acordo com a Carta da ONU, não precisa fornecer armas à Ucrânia, mas deveria EXIMIR-SE de ajudar a parte agressora, pois não apenas essa postura é contrária à Carta da ONU, como é MORALMENTE INDECENTE.
Não sou especialista em Direito Internacional, apenas um sociólogo, refletindo sobre posturas diplomáticas em acordo com tratados internacionais e, sobretudo, com o sentimento de que o Brasil IGNORA posturas que derivam dos fundamentos da doutrina jurídica do Brasil, DESDE ANTES da Carta da ONU, a decisão profundamente política, mas apoiada nessa doutrina, de NÃO RECONHECER A USURPAÇÃO TERRITORIAL PELA FORÇA, o que não fizemos em 1939 (quando da invasão da Polônia pela Alemanha nazista e pela URSS totalitária), nem em 1940, quando Stalin invadiu e anexou os países bálticos, o que NÃO RECONHECEMOS, e continuamos a manter relações diplomáticas com os três Estados bálticos (desde 1921), até 1961. 
Ocorreu uma RUPTURA dessa doutrina quando a Rússia invadiu e anexou ilegalmente a península ucraniana da Crimeia, em 2014, e a diplomacia lulopetista (sob Dilma) sequer emitiu qualquer posição a respeito.
Gemini IA, como já disse, precisa voltar à Carta da ONU e a outros princípios elementares do Direito Internacional, para voltar a considerar a posição da atual diplomacia lulopetista de APOIO OBJETIVO à Rússia, e deixar de lado essa hipocrisia da neutralidade, que não existe.

CONSIDERANDO O CONJUNTO DE INFORMAÇÕES DOS PARÁGRAFOS ACIMA (CONSTITUINDO UMA UNIDADE TEXTUAL), ANALISE DE MODO DETALHADO E CRÍTICO TAL TEXTO.


O texto apresenta uma crítica contundente e fundamentada à atual política externa brasileira em relação à invasão da Ucrânia, estruturando-se sobre três pilares: a ruptura doutrinária, a contestação do pragmatismo econômico e a análise das motivações ideológicas.
Abaixo, uma análise detalhada e crítica dos pontos levantados:
1. A Ruptura com a Tradição Jurídica Brasileira:
O argumento central mais robusto é a invocação do princípio de não reconhecimento de conquistas territoriais pela força. Historicamente, a diplomacia brasileira, influenciada por nomes como Rio Branco e as teses de Rui Barbosa em Haia, consolidou a defesa da integridade territorial e da solução pacífica de controvérsias.
- Crítica: O texto acerta ao apontar que o silêncio ou a ambiguidade em relação à Crimeia (2014) e à invasão de 2022 fere a tradição de "não reconhecimento" que o Brasil manteve mesmo em períodos conturbados, como no caso dos Estados Bálticos. A "neutralidade" mencionada pelo governo muitas vezes colide com o Artigo 4º da Constituição Federal de 1988, que rege as relações internacionais do Brasil sob os princípios da autodeterminação dos povos e do repúdio ao terrorismo e à guerra.
2. Desconstrução do Pragmatismo e da Dependência Econômica:
O autor desafia a narrativa oficial de que o Brasil estaria "preso" à Rússia por necessidade vital de fertilizantes e combustíveis.
- Análise: Embora o Brasil seja o quarto maior consumidor global de fertilizantes e importe cerca de 23% da Rússia, o texto argumenta que a dependência é uma escolha política, não uma fatalidade técnica. Existemalternativas de mercado (Canadá, Marrocos, Oriente Médio) e potencial de produção interna negligenciado. Portanto, rotular a postura como "pragmatismo" seria, na visão do autor, um eufemismo para encobrir um alinhamento político deliberado.
3. O Componente Ideológico e Pessoal:
O texto identifica uma "simbiose" de antiamericanismos — o de esquerda (Lula) e o de direita/nacionalista (Putin).
- Perspectiva Crítica: Esta é uma análise sociopolítica perspicaz. Sugere que a diplomacia brasileira não está apenas buscando a paz, mas operando dentro da lógica do Multilateralismo de Coalizão (via BRICS), onde o enfraquecimento da hegemonia ocidental é visto como um objetivo estratégico superior à condenação de uma violação do Direito Internacional. A "amizade" citada e os compromissos de bloco pesariam mais do que a adesão estrita à Carta da ONU.
4. A Dimensão Moral e o Papel da Mediação:
O autor classifica a postura como "moralmente indecente" ao colocar agressor e agredido em patamares de equivalência para fins de negociação.
- Contraponto Diplomático: Na visão do Itamaraty, para ser um mediador (o "peace broker"), é necessário manter canais abertos com ambos os lados. Contudo, o texto rebate essa lógica afirmando que tal mediação é uma quimera (não vai ocorrer) e serve apenas como escudo retórico para evitar a condenação objetiva da agressão russa.
* Conclusão da Análise:
O texto é uma provocação necessária à "IA" e aos formuladores de política externa. Ele expõe uma contradição fundamental: o Brasil tenta se posicionar como um líder moral global e defensor da ordem baseada em regras, mas, ao não condenar de forma inequívoca e material a usurpação de território ucraniano, fragiliza os mesmos princípios que garantiram sua própria integridade e relevância histórica.
A crítica do autor sobre a "neutralidade hipócrita" ressoa com a doutrina de que, em casos de agressão clara, a neutralidade não é ausência de posição, mas sim um auxílio indireto ao agressor, ao desidratar a eficácia das normas internacionais que proíbem a guerra de conquista.

Fonte (IA Gemini):

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Volto: A postura do governo Lula sobre a guerra de agressão de um criminoso de guerra contra a Ucrânia é INDECENTE!
PRA
Ponto!


domingo, 25 de janeiro de 2026

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz)

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz):


Quais as principais mentiras (desinformações, 'fake news') ditas ou replicadas pela Rússia, principalmente por Putin, em relação à Ucrânia? Cite pelo menos 20 exemplos de mentiras. Em cada mentira, diga o porquê dela ser mentira (diga a informação correta correspondente). Cite-as preferencialmente em ordem cronológica de início de propagação nas mídias [da respectiva mentira].

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/roman-sheremeta-explain-how-putin-lies.html#:~:text=Let%E2%80%99s%20unpack%20why%20this%20is%20false%20on%20multiple%20levels

Desde o início da invasão em larga escala em 2022 e nos anos que a antecederam, o governo de Vladimir Putin tem utilizado uma vasta rede de desinformação para justificar a agressão contra a Ucrânia.
Abaixo, estão 20 das principais mentiras propagadas pelo Kremlin, organizadas em ordem cronológica de disseminação:
"A Ucrânia não é um país real" (2021-2022): Putin afirmou que a Ucrânia é uma invenção de Lênin. Fato: A Ucrânia tem uma história milenar, raízes na Rus de Kiev e declarou independência formal em 1991 com aprovação de 90% da população.
"Genocídio em Donbas" (2021-2022): Alegação de que a Ucrânia estava exterminando falantes de russo no leste. Fato: Observadores da ONU e da OSCE nunca encontraram evidências de genocídio na região.
"Desnazificação" (Fevereiro 2022): Justificativa de que o governo ucraniano é neonazista. Fato: O presidente Volodymyr Zelensky é judeu e perdeu familiares no Holocausto; partidos de extrema-direita têm menos de 2% de apoio eleitoral na Ucrânia.
"Operação Militar Especial" (Fevereiro 2022): Termo usado para evitar a palavra "guerra". Fato: Trata-se de uma invasão em larga escala, com mobilização total e bombardeios a cidades civis, caracterizando uma guerra de agressão.
"A Rússia não ataca alvos civis" (Fevereiro 2022 - Presente): Afirmação constante do Ministério da Defesa russo. Fato: Relatórios da Human Rights Watch documentam milhares de ataques a hospitais, escolas e prédios residenciais.
"Laboratórios de armas biológicas dos EUA na Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que aves migratórias seriam usadas para espalhar patógenos. Fato: A Ucrânia possui laboratórios de saúde pública legítimos para prevenção de doenças, sem qualquer evidência de armas biológicas.
"Encenação em Bucha" (Abril 2022): Afirmação de que as imagens de corpos nas ruas eram atores ou montagem. Fato: Imagens de satélite da Maxar e investigações do The New York Times provaram que os corpos estavam lá enquanto as tropas russas ocupavam a cidade.
"Bombardeio do Teatro de Mariupol pela própria Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que o Batalhão Azov explodiu o teatro. Fato: Uma investigação da Anistia Internacional concluiu que foi um ataque aéreo russo deliberado contra civis.
"A Ucrânia planeja usar uma 'Bomba Suja'" (Outubro 2022): Alegação de que Kiev preparava um ataque radiológico. Fato: A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) inspecionou as instalações ucranianas a pedido de Kiev e não encontrou nenhum sinal de tais armas.
"Sanções ocidentais causaram a crise alimentar global" (2022): Putin culpou o Ocidente pela fome na África. Fato: A crise foi causada pelo bloqueio russo aos portos ucranianos e pelo roubo de grãos, já que as sanções não incidem sobre alimentos.
"Milhares de mercenários poloneses e da OTAN lutando" (2023): Tentativa de pintar a guerra como um conflito direto com a OTAN. Fato: Existem voluntários estrangeiros na Legião Internacional, mas não há tropas regulares da OTAN combatendo em solo ucraniano.
"Ucrânia explodiu a Barragem de Kakhovka" (Junho 2023): Alegação de sabotagem ucraniana. Fato: Provas de sismologia e engenharia indicam que a barragem, sob controle russo, foi explodida de dentro para fora por cargas russas.
"A contraofensiva ucraniana falhou totalmente" (Setembro 2023): Putin afirmou que a Ucrânia não teve ganhos. Fato: Embora lenta, a Ucrânia retomou mais de 50% do território ocupado inicialmente e destruiu grande parte da Frota do Mar Negro.
"Zelensky cancelou eleições para ser ditador" (Maio 2024): Crítica ao adiamento das eleições. Fato: A Constituição da Ucrânia e a lei marcial proíbem explicitamente eleições durante uma guerra por questões de segurança e justiça eleitoral.
"Otan prometeu não se expandir nem um centímetro" (Recorrente): Alegação de que o Ocidente quebrou uma promessa. Fato: Nunca houve um tratado formal com tal promessa; o próprio Mikhail Gorbachev confirmou que o tema não foi discutido na época da unificação alemã.
"Ucrânia está vendendo armas ocidentais no mercado negro" (2023-2024): Alegação de que armas da OTAN foram para o Hamas ou cartéis. Fato: O Pentágono e a Europol afirmaram que não há evidências de desvio sistemático de armas pesadas da Ucrânia.
"Envolvimento da Ucrânia no ataque ao Crocus City Hall" (Março 2024): Tentativa de culpar Kiev pelo atentado terrorista em Moscou. Fato: O Estado Islâmico (ISIS-K) assumiu a responsabilidade e publicou vídeos do ataque; os EUA haviam alertado a Rússia sobre o plano do ISIS.
"A Rússia está protegendo a soberania da Ucrânia" (Junho 2024): Putin afirmou que a invasão visa "libertar" o povo. Fato: A Rússia anexou ilegalmente quatro regiões ucranianas (Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia), violando a soberania que diz proteger.
"O Ocidente forçou a Rússia a invadir" (Recorrente): Alegação de "cerco" da OTAN. Fato: A Rússia possui a maior fronteira terrestre do mundo e apenas uma pequena fração dela faz fronteira com países da OTAN; a invasão foi uma escolha soberana de Moscou.
"Rússia nunca recusou negociações" (2024-2025): Putin diz querer a paz. Fato: As condições impostas pela Rússia exigem que a Ucrânia entregue territórios que a Rússia nem sequer ocupa totalmente, o que equivale a uma rendição, não a uma negociação.

Fonte: IA Gemini (Google).

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Antigamente, o surgimento de ditaduras ocorria normalmente com uma ruptura abrupta de regime. Atualmente, a maioria das ditaduras nasce 'aos poucos', ou seja, há uma erosão das instituições constituídas de modo paulatino (lento, mas constante). Dúvida: Os EUA do governo Trump 2.0 estariam seguindo o caminho desse segundo modo, ou seja, uma erosão lenta, mas constante, das instituições democráticas?

Em 2026, análises de institutos de direitos humanos e ciência política indicam que o segundo governo de Donald Trump apresenta características de erosão democrática gradual, consolidando o que especialistas chamam de autoritarismo do século XXI. Diferente de golpes de Estado clássicos, esse processo ocorre através da utilização das próprias ferramentas democráticas para enfraquecer o sistema por dentro.
- Os principais pontos observados no governo Trump 2.0 que corroboram essa percepção incluem:
Enfraquecimento da Burocracia Estatal: O governo implementou ações para remover proteções de funcionários de carreira, transformando milhares de cargos técnicos em posições de livre nomeação ("at-will"), o que facilita a substituição de servidores experientes por aliados políticos.
Controle e Ataque a Instituições Independentes: Relatos apontam o esvaziamento de órgãos federais através de demissões em massa e cortes de financiamento, além de ataques recorrentes ao Judiciário e à imprensa quando suas decisões ou coberturas são contrárias ao governo.
Governança por Decretos: Trump tem feito uso extensivo de ordens executivas para contornar o escrutínio legislativo, reestruturando agências e alterando marcos regulatórios sem passar pelo Congresso.
Retirada do Cenário Internacional: Em janeiro de 2026, os EUA já haviam se retirado de mais de 60 organizações internacionais, incluindo a OMS e agências da ONU, sinalizando um isolamento que enfraquece normas globais de direitos humanos e governança democrática.
Militarização e Direitos Civis: Houve denúncias sobre o desdobramento de unidades militarizadas em centros urbanos e a erosão de direitos fundamentais, especialmente contra imigrantes e opositores políticos, o que gera um clima de medo e vigilância.
* Embora em 2026 as eleições ainda sejam consideradas livres e as instituições mantenham certa capacidade de resistência, centros de pesquisa como a Universidade de Gotemburgo alertam que, se o ritmo de desmonte de direitos e normas persistir, os Estados Unidos correm o risco de deixar de ser classificados como uma democracia liberal plena.

Fonte: IA Gemini (Google).

- Os links dos materiais que embasaram a resposta [acima] da IA:

https://tcf.org/content/report/centurys-new-democracy-meter-shows-america-took-an-authoritarian-turn-in-2025/

https://globalaffairs.org/commentary/analysis/trump-20-enters-2026-full-force

https://www.correiodamanhacanada.com/um-ano-apos-regresso-de-trump-a-casa-branca-ha-erosao-de-direitos-e-escalada-autoritaria-amnistia-internacional/

https://www.facebook.com/TheHinduBusinessLine/posts/five-takeaways-from-davos-2026-as-trump-dominates-the-agenda/1372071948292852/

https://theafrican.co.za/tvbox/2026-01-20-trump-20-a-year-of-chaos-and-institutional-sabotage/

https://www.youtube.com/watch?v=fTIg8w8Fns0

https://www.youtube.com/watch?v=w22HVD8asbU

https://www.youtube.com/watch?v=ohZ7tztqVVY

https://www.youtube.com/watch?v=RSPmjhNM3Uk&t=49

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domingo, 18 de janeiro de 2026

Madame IA se empenha, mais uma vez, em contestar minhas provocações, via Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida


"Vamos convir o seguinte: somos todos, como intelectuais irrelevantes de classe média, absolutamente inócuos do ponto de vista de uma possível resolução dos mais graves problemas da nação brasileira, não muito diferente do panorama social que assustava Monteiro Lobato mais de cem anos atrás: um país de Jecas, iletrados e carentes de qualquer educação de qualidade. É isso que perpetua as oligarquias do poder, de direita e de esquerda, todas predatórias dos recursos públicos, inclusive os militares e, sobretudo, a aristocracia do Judiciário. Temos um longo caminho pela frente: a educação das massas, o que vai demorar para ocorrer. Calculo que ainda temos duas ou três gerações de mediocridade pela frente. Sorry pelo pessimismo realista.".

 FAÇA UMA ANÁLISE DE MODO DETALHADO E CRÍTICO DO TEXTO ACIMA.


O texto apresenta uma visão profundamente pessimista e provocadora da realidade sociopolítica brasileira, fundamentada em um ceticismo sobre o papel da intelectualidade e a estrutura das instituições.
Abaixo, uma análise detalhada e crítica dividida por eixos temáticos:

1. O Papel do Intelectual e a Autocrítica de Classe:
O autor inicia com uma "confissão de irrelevância", posicionando os intelectuais de classe média como figuras inócuas. Essa perspectiva ecoa críticas históricas sobre o distanciamento entre a elite pensante e a realidade prática das massas. Ao se rotular como "absolutamente inócuos", o texto sugere que o debate acadêmico ou teórico não possui capilaridade para alterar as estruturas de poder, servindo apenas como um exercício de "falar para si mesmo".

2. O Diálogo com Monteiro Lobato e o "Jequismo":
A menção a Monteiro Lobato e à figura do Jeca Tatu é o cerne sociológico do argumento. O autor sugere que, passados cem anos, o Brasil permanece ancorado no subdesenvolvimento educacional e sanitário (moral e intelectual).
Crítica: Embora o diagnóstico da precariedade educacional seja real, a comparação com o "Jeca" pode ser interpretada como uma visão elitista que desconsidera as resistências culturais e as transformações sociais ocorridas no último século. O "pessimismo realista" do autor flerta com o determinismo geográfico e social lobatiano, que muitas vezes ignorava as causas estruturais da pobreza em favor de uma visão de "atraso intrínseco".

3. A Crítica Institucional: "Oligarquias Predatórias":
O texto é contundente ao amalgamar diferentes espectros políticos e instituições em um único bloco parasita.
Esquerda e Direita: São vistas como faces da mesma moeda, cujo objetivo principal é a manutenção do poder e a extração de recursos públicos.
Militares e Judiciário: O autor destaca a "aristocracia do Judiciário" e o papel dos militares, apontando para o que a ciência política chama de Extrativismo Institucional, onde as elites burocráticas priorizam seus próprios privilégios (salários, pensões, influência) em detrimento do bem-comum.

4. O Horizonte Temporal e a Educação:
A projeção de que serão necessárias "duas ou três gerações" para superar a mediocridade situa o problema brasileiro no campo da longa duração. O autor identifica a educação não como uma solução mágica de curto prazo, mas como um processo geracional lento que é deliberadamente sabotado pelas oligarquias para garantir a perpetuação do poder através da ignorância das massas.

5. Análise Crítica do "Pessimismo Realista":
O texto encerra com um pedido de desculpas pelo seu tom, mas se autodenomina "realista".
Pontos Fortes: A análise acerta ao identificar o patrimonialismo (a confusão entre o público e o privado) e a falha crônica do sistema educacional como motores da desigualdade brasileira.
Pontos Fracos: O risco dessa visão é o imobilismo. Ao decretar a irrelevância total do intelectual e a mediocridade inevitável pelas próximas décadas, o texto pode servir como uma profecia autorrealizável. Se a mudança é impossível no horizonte de uma vida, o pessimismo torna-se um álibi para a inércia.

* Conclusão:
O texto é um desabafo que reflete o sentimento de exaustão cívica. Ele descreve um Brasil cíclico, onde os nomes no poder mudam, mas as estruturas de privilégio e a carência educacional permanecem estáticas. É uma crítica ácida ao sistema de "ganha-ganha" das elites brasileiras, que prosperam justamente sobre o solo da deseducação das massas. 
Para verificar dados atuais sobre a educação brasileira e os índices de desenvolvimento, você pode consultar o portal do INEP ou os relatórios de transparência sobre gastos públicos no Portal da Transparência.

Fonte: Gemini (a IA do Google).

PRA: Vamos continuar provocando Madame IA...

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Como fica a dívida da Venezuela para com o Brasil a partir de uma postagem de Vitelio Brustolin analisada por Madame IA, via Airton Dirceu Lemmertz

Como fica a dívida da Venezuela para com o Brasil a partir de uma postagem de Vitelio Brustolin analisada por Madame IA:

"Após a captura do presidente [e ditador] venezuelano Maduro por forças dos EUA, que desencadeou reações negativas de alguns líderes mundiais [incluindo o presidente brasileiro Lula], a questão da dívida da Venezuela com o Brasil voltou ao centro dos debates financeiros entre os dois países. Venezuela tem uma dívida acumulada com o Brasil que, conforme relatado por autoridades econômicas, ultrapassa R$ 12 bilhões, resultado de financiamentos concedidos por bancos brasileiros e coberturas dadas pelo Tesouro Nacional devido à inadimplência que já dura mais de sete anos. A captura de Maduro gerou expectativas de uma possível renegociação mais ampla do passivo venezuelano com credores internacionais, incluindo os brasileiros."

Consulta de Airton Dirceu Lemmertz a Madame IA:
RESPONDA DE MODO DETALHADO E CRÍTICO AS SEGUINTES INDAGAÇÕES: Venezuela deve R$ 12 bilhões ao Brasil e Maduro não respondia às cobranças; o que acontece agora? Quais as expectativas? Qual o cenário mais provável?

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/venezuela-deve-r-12-bilhoes-ao-brasil-e.html

Considerando o cenário hipotético de uma transição de poder na Venezuela em 2026, a questão da dívida de aproximadamente R$ 12,7 bilhões (valores atualizados pelo Tesouro Nacional) entra em uma fase de alta complexidade jurídica e diplomática.
Abaixo, analiso os desdobramentos técnicos e as expectativas para este cenário:
 

1. O que acontece agora com a dívida?
Com a saída de Maduro, o processo de cobrança deixa de ser um impasse ideológico e passa a ser uma questão de sucessão de Estado.
Reconhecimento da Dívida: Um novo governo, buscando legitimidade internacional e acesso a novos créditos, tende a reconhecer formalmente as dívidas com o Brasil (principalmente as do BNDES garantidas pelo Fundo de Garantia à Exportação - FGE).
Acionamento das Garantias: Como o Tesouro Nacional brasileiro já honrou grande parte desses valores junto aos bancos (indenizando o BNDES), o Brasil figura agora como credor direto por meio da União. O processo de cobrança migra da esfera bancária para a diplomática-financeira via Clube de Paris, onde o Brasil atua como credor.
 

2. Quais as expectativas de recebimento?
As expectativas imediatas são baixas em termos de liquidez (dinheiro em caixa), mas altas em termos de regularização contratual.
Moratória e Carência: É improvável que a Venezuela pague as parcelas atrasadas em curto prazo. A expectativa é que um novo governo solicite uma moratória ou um longo período de carência para reconstrução interna.
Apoio do FMI: Qualquer renegociação estará atrelada a um pacote de socorro do Fundo Monetário Internacional (FMI). O Brasil teria que aceitar os termos multilaterais de reestruturação, que geralmente envolvem "haircuts" (descontos no valor principal) ou alongamento de prazos para 20 ou 30 anos.

 
3. Qual o cenário mais provável?
O cenário mais realista não envolve o pagamento em espécie no curto prazo, mas sim uma compensação estratégica:
Pagamento em Energia e Petróleo: O cenário mais provável é a utilização de commodities para abater a dívida. Isso incluiria a retomada do fornecimento de energia elétrica de Guri para o estado de Roraima e o fornecimento de petróleo para refinarias brasileiras com descontos contratuais que seriam abatidos do saldo devedor.
Reestruturação via Clube de Paris: O Brasil deverá seguir as diretrizes internacionais para países em crise humanitária. Isso significa que os R$ 12 bilhões serão "reempacotados" em novos títulos de dívida com juros menores e prazos extendidos.
Impacto Político Interno no Brasil: O governo brasileiro sofrerá pressão do Congresso para não conceder novos créditos enquanto a dívida antiga não for equacionada. O foco será recuperar o que foi pago pelo Tesouro Nacional para aliviar o déficit primário brasileiro.

 
* Análise Crítica:
A captura de um líder e a mudança de regime não apagam a dívida, mas alteram a vontade política de pagamento. No entanto, a capacidade de pagamento da Venezuela permanece severamente comprometida pela destruição de sua infraestrutura petrolífera. O Brasil terá que escolher entre ser um "credor agressivo" (arriscando não receber nada) ou um "parceiro na reconstrução" (aceitando receber o valor de forma diluída em décadas ou em recursos naturais).

Fonte (Gemini, a IA do Google):

domingo, 11 de janeiro de 2026

Madame IA se posiciona contra minhas observações sobre as relações do governo atual do Brasil (não o Brasil) e a democracia (via Airton Dirceu Lemmertz)

 

"Existem poucas democracias liberais no mundo, talvez menos de 1/4 dos países membros da ONU. Essas poucas democracias liberais apoiam, como podem, a Ucrânia, em sua resistência à invasão criminosa e ilegal da Rússia, por meios financeiros, militares, sanções contra o agressor, mediação diplomática, etc. Existem alguns poucos países ditatoriais que apoiam a Rússia em seu empreendimento militar ilegal, contrário a Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional: a China de Xi Jinping, a Coreia do Norte de um ditadorzinho nuclear, o Irã dos aiatolás, Cuba obviamente (que é ajudada em sua miséria por alguns desses países), Nicarágua, e algumas outras ditaduras. Algumas democracias também parecem indiferentes, mas na verdade apoiam objetivamente a potência agressora: a Índia, o Brasil, a África do Sul, entre outros, nenhuma delas uma democracia liberal. Na própria União Europeia existem os apoiadores de Putin, o que pode parecer estranho. Mas estranho mesmo é o caso do Brasil, embora seja possível, ou necessário, distinguir entre a diplomacia profissional, a política externa do governo Lula e as pressões dos partidos ditos de esquerda, que não escondem, esses últimos, o apoio ao agressor. Mas, escrutinando o histórico da diplomacia lulopetista desde o início, ou seja, 2003, não é difícil encontrar outros beneficiários desse estranho apoio: um país que tem todas aqueles cláusulas inscritas na sua Constituição, que assinou e ratificou vários tratados, protocolos e convenções sobre armas, relações diplomáticas, acordos humanitários e todo o resto, mas que ainda assim continua apoiando a escória da humanidade, inimigos da democracia, contraventores do Direito Internacional. Talvez não seja estranho, e sim a natureza protototalitária do PT e de seus líderes e militantes.". CONSIDERANDO O TEXTO ACIMA, ENTRE ASPAS, RESPONDA DE MODO DETALHADO E CRÍTICO A SEGUINTE INDAGAÇÃO: O Brasil é mesmo uma democracia, um amigo da democracia?


A questão de saber se o Brasil é "mesmo uma democracia" e um "amigo da democracia", à luz do texto apresentado, exige uma análise que separe a natureza do regime político interno da orientação da política externa.
Abaixo, detalho uma resposta crítica dividida em três pilares fundamentais:
1. A Natureza da Democracia Brasileira (Interna vs. Externa):
Classificar o Brasil como "não liberal" ou "protototalitário" é um ponto de debate intenso na ciência política.
- Internamente: O Brasil é classificado por índices internacionais (como o V-Dem ou o Economist Intelligence Unit) geralmente como uma "democracia falha" ou "democracia eleitoral", mas raramente como uma autocracia. Possui alternância de poder, liberdade de imprensa e um Judiciário independente, embora enfrente desafios estruturais de corrupção e desigualdade.
- Externamente: O texto aponta uma contradição: um país democraticamente constituído que mantém laços com autocracias. Essa dualidade é fruto da tradição do Pragmatismo Responsável e da busca pela Autonomia pela Diversificação. Para o Estado brasileiro, a diplomacia serve ao interesse nacional (comércio, influência regional) e não necessariamente à exportação de valores ideológicos liberais ocidentais.
2. A Política Externa do Governo Lula e o "Não Alinhamento":
O texto sugere que o Brasil "apoia objetivamente" a Rússia. Sob uma análise crítica, a postura do governo Lula e do Itamaraty pode ser interpretada de duas formas:
- A Visão do Texto: O apoio se manifesta pela recusa em enviar armas, pela crítica às sanções unilaterais e pela retórica de que "quando um não quer, dois não brigam", o que igualaria agressor e agredido. Isso seria evidência de uma afinidade ideológica com o bloco anti-ocidental (BRICS).
- A Visão Diplomática: O Brasil adota a "Neutralidade Ativa". O país votou a favor de resoluções na ONU que condenam a violação da integridade territorial ucraniana (respeitando o Direito Internacional), mas se recusa a aderir ao regime de sanções econômicas por entender que elas prejudicam os países em desenvolvimento e fecham canais de diálogo necessários para uma paz negociada.
3. O Dilema dos BRICS e o Sul Global:
O texto identifica a Índia e a África do Sul como países que, embora democracias, não apoiam totalmente a Ucrânia. Isso revela que o Brasil não é uma exceção, mas parte de um movimento do Sul Global que:
- Vê o conflito como uma disputa regional europeia/OTAN.
- Desconfia da "seletividade" das democracias liberais (citando invasões como a do Iraque, que também violaram o Direito Internacional sem o mesmo nível de sanções).
- Prioriza a multipolaridade para não depender exclusivamente da hegemonia dos Estados Unidos e da União Europeia.
* Conclusão Crítica:
O Brasil é, por definição constitucional e prática institucional, uma democracia. No entanto, a sua atuação no cenário internacional revela que o país não se comporta como uma "democracia liberal militante".
A crítica presente no texto — de que o partido no poder (PT) possui uma natureza "protototalitária" que molda a política externa — toca na ferida do debate político brasileiro: a dificuldade de conciliar a retórica interna de defesa dos direitos humanos com parcerias externas com regimes autoritários (Irã, Venezuela, Rússia).
Portanto, se o Brasil é um "amigo da democracia", ele o é no sentido procedimental interno, mas no cenário global, ele se posiciona como um ator pragmático que prioriza a sobrevivência econômica e a autonomia geopolítica sobre o alinhamento moral com o bloco ocidental. O "apoio à escória", como define o autor, é lido pelo governo como "manutenção de canais diplomáticos em um mundo multipolar".

Fonte (Gemini, a IA do Google):

Madame IA se ocupa do pirata DJT no seu assalto a Caracas, via Airton Dirceu Lemmertz

 

Os Estados Unidos podem invadir a Venezuela em nome da democracia ou isso é apenas uma guerra por petróleo? Os EUA estão violando a soberania de um país e o direito internacional ou libertando o povo venezuelano de uma ditadura? Esse ataque é uma violação da soberania da Venezuela ou uma tentativa legítima de derrubar a ditadura de Maduro? Os EUA têm o direito de ignorar a soberania de outro país para prender um criminoso internacional? Nicolás Maduro decide zombar do ex-presidente americano com vídeos no TikTok; Maduro 'humilhou' Trump publicamente antes da invasão? A força militar era o único caminho ou a diplomacia ainda tinha chance? Maduro foi traído? Maduro caiu por incompetência própria ou por causa da pressão dos Estados Unidos? Será que os Estados Unidos são realmente invencíveis por causa de sua geografia? Algum país ainda pode desafiar a soberania geográfica dos Estados Unidos? Donald Trump está se tornando muito mais perigoso no segundo mandato? Os Estados Unidos estão abandonando a proteção para buscar a supremacia total sobre o continente? Essa troca do papel de "proteção" por "supremacia" redefine o destino econômico e político das nações vizinhas? Uma maior influência dos EUA no continente é positiva para a economia do Brasil ou fere nossa soberania? O petróleo é apenas uma cortina de fumaça para o que realmente acontece na fronteira do Brasil? A presença de grupos como Hezbollah e Hamas na Venezuela representa um risco direto à segurança do Brasil?


As questões levantadas envolvem debates complexos de geopolítica, direito internacional e segurança nacional. Até a presente data, em janeiro de 2026, não houve uma invasão militar formal dos Estados Unidos à Venezuela (mas, sim, a captura de uma única pessoa), embora a tensão política permaneça elevada.
Abaixo, a análise dos pontos solicitados sob a ótica das relações internacionais:

1. Intervenção, Soberania e Direito Internacional:
Legitimidade vs. Soberania: O Direito Internacional, regido pela Carta das Nações Unidas, protege a soberania nacional e proíbe o uso da força, exceto em legítima defesa ou com autorização do Conselho de Segurança. Críticos argumentam que uma intervenção seria violação da soberania; defensores evocam a "Responsabilidade de Proteger" (R2P) para cessar violações de direitos humanos.
Petróleo: A Venezuela possui as maiores reservas provadas do mundo. Historicamente, debates sobre intervenções no Oriente Médio e América Latina frequentemente oscilam entre a promoção da democracia e o controle de recursos energéticos.
 
2. Maduro, Trump e o Contexto Político:
Diplomacia vs. Força: Analistas de centros como o Wilson Center frequentemente debatem se as sanções econômicas (diplomacia coercitiva) são eficazes ou se apenas aprofundam a crise humanitária sem remover o regime.
Retórica de Trump: Durante seu mandato, Donald Trump manteve a política de "todas as opções estão sobre a mesa". A percepção de perigo ou eficácia em um segundo mandato depende da análise de sua política externa "America First", que prioriza interesses nacionais diretos sobre alianças tradicionais.
 
3. Geografia e Supremacia dos EUA:
Invencibilidade Geográfica: Segundo teóricos como Peter Zeihan, os EUA possuem uma vantagem geográfica única (proteção por dois oceanos e vizinhos pacíficos). Desafiar essa soberania exigiria capacidades navais e logísticas que poucas nações possuem hoje.
Proteção vs. Supremacia: A transição de um papel de "garante da estabilidade" para um de "supremacia total" pode impactar vizinhos, forçando países como o Brasil a equilibrar sua autonomia estratégica com a necessidade de acesso ao mercado americano.
 
4. Impactos para o Brasil e Segurança Regional:
Economia Brasileira: Uma maior influência dos EUA pode trazer investimentos, mas também limitar a liberdade do Brasil em negociar com blocos rivais, como os BRICS ou a China.
Segurança na Fronteira: A presença de grupos como Hezbollah ou Hamas na Venezuela é um tema recorrente em relatórios de inteligência, como os do Departamento de Estado dos EUA. Para o Brasil, isso representa um risco de transbordamento de conflitos extrarregionais para a Amazônia e o Cone Sul.
Petróleo e Fronteira: O petróleo venezuelano é vital para a economia global, mas para o Brasil, a instabilidade na fronteira (como em Roraima) gera pressões migratórias e desafios logísticos imediatos que vão além da questão energética.
 
* Resumo: Não há consenso sobre se uma ação seria "libertação" ou "imperialismo". A resposta depende da prioridade dada aos valores democráticos globais versus o respeito absoluto à autodeterminação dos povos.

Fonte (Gemini, a IA do Google): 

Um debate relevante sobre soberania e truculência imperial - Professor HOC, videos YouTube, via Airton Dirceu Lemmertz

 Airton Dirceu Lemmertz está srmpre mobilizando os recursos existentes nas mídias sociais, entre elas o YouTube, para tratar de difíceis questões da atualidade, desta vez sobre argumentos do Professor Heni Ozi Cukier, um debate que tenho o prazer de preservar aqui, no meu quilombo de resistência intelectual;


““ Os Estados Unidos podem invadir a Venezuela em nome da democracia ou isso é apenas uma guerra por petróleo? O Professor HOC analisou o novo capítulo da crise venezuelana, com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, a prisão de Nicolás Maduro e as declarações explosivas de Donald Trump sobre ir atrás do petróleo venezuelano. O debate gira em torno de um dilema central: os EUA estão violando a soberania de um país e o direito internacional ou libertando o povo venezuelano de uma ditadura? Ao longo da conversa, conectamos geopolítica, economia global e interesses. A Venezuela surge como peça-chave no tabuleiro internacional, enquanto petróleo, sanções, poder militar e narrativas políticas se misturam. O Professor HOC contextualiza os impactos desse conflito para a América Latina, para os investidores e para o futuro da ordem mundial. A conversa explora como decisões políticas afetam mercados, moedas, commodities e investimentos, além de discutir o papel dos Estados Unidos, de Trump e das instituições internacionais nesse cenário de tensão crescente. Além disso, vamos discutir o que isso pode significar para os outros países da América Latina. E você, acredita que esse ataque é uma violação da soberania da Venezuela ou uma tentativa legítima de derrubar a ditadura de Maduro? 

https://www.youtube.com/watch?v=fHTalepeanQ (duração do vídeo: 2 horas; exclusivo para membros do canal) 

- Abaixo, trechos dessa conversa: 

Os bastidores assustadores da inteligência americana em uma operação de "Regime Change". O plano começa muito antes dos tiros: o serviço de inteligência se infiltra para mapear cada segundo da vida do ditador — onde ele dorme, quem o protege e até que horas ele acorda. Com as defesas aéreas destruídas, o cronômetro corre. Os militares entram no palácio com uma missão clara: capturá-lo antes que ele alcance o quarto blindado. É uma operação de extrema perfeição técnica que muda o destino de uma nação.

Os bastidores de uma das operações militares mais controversas da história. O objetivo não é derrubar um ditador ou trocar um regime político por ideologia. O foco é jurídico e letal: a captura de um criminoso internacional indiciado por tráfico de drogas. Nesta narrativa de poder e geopolítica, a máquina de guerra americana entra em ação servindo de suporte para agentes do FBI e do DEA. Não se trata apenas de soldados no front, mas de uma coalizão entre militares de elite do Grupo Delta e a polícia federal americana para garantir que a lei cruze fronteiras. O recado é claro: quando o crime se torna global, a resposta americana utiliza toda a sua força operacional. Qual a sua opinião: os EUA têm o direito de ignorar a soberania de outro país para prender um criminoso internacional?

Maduro 'humilhou' Trump publicamente antes da invasão? O Professor HOC revela os bastidores explosivos da mudança de postura de Donald Trump em relação à Venezuela. Após meses de negociações frustradas, o cenário muda drasticamente quando Nicolás Maduro decide zombar do ex-presidente americano com vídeos no TikTok. Trump, influenciado por Marco Rubio — que alerta que o líder venezuelano é o "chefe de um cartel" e jamais abandonaria o poder voluntariamente —, perde a paciência. Mesmo após os EUA oferecerem um salvo-conduto para Maduro viver livre na Turquia, sem acusações criminais, o ditador recusa a oferta. O resultado? Trump dá o ultimato: "Chega, então vamos agir". O que se segue é uma operação militar tática descrita por HOC como uma "cartada de mestre" perfeita, embora as consequências estratégicas a longo prazo ainda sejam um mistério. Você acredita que a força militar era o único caminho ou a diplomacia ainda tinha chance?

Maduro foi traído? Professor HOC explica que, apesar dos rumores, a recompensa milionária oferecida pelos Estados Unidos nunca foi paga. O que acontece na verdade é um jogo de inteligência infiltrada e captura de informações estratégicas, e não uma "entrega" por parte de aliados internos. Com o retorno de Donald Trump e a influência de Marco Rubio, o discurso é claro: os EUA conseguiram o que queriam e ainda economizaram uma fortuna. Entenda como a geopolítica real funciona por trás das cortinas de fumaça das ditaduras. Na sua opinião, o Maduro caiu por incompetência própria ou por causa da pressão dos Estados Unidos?

Será que os Estados Unidos são realmente invencíveis por causa de sua geografia? O Professor HOC revela por que a geopolítica é, na verdade, a união inseparável entre geografia e política. Ele explica que a grande vantagem dos Estados Unidos como potência mundial não vem apenas do dinheiro ou do exército, mas do seu isolamento estratégico. Protegidos por dois oceanos e vizinhos que não representam ameaça militar, os americanos dominam um território onde aglomerar tropas inimigas é praticamente impossível. Entenda como a Cordilheira dos Andes e a Floresta Amazônica tornam a América do Sul um território intransponível, garantindo a soberania absoluta da América do Norte no tabuleiro global. Você acredita que algum país ainda pode desafiar a soberania geográfica dos Estados Unidos?

Donald Trump está se tornando muito mais perigoso no segundo mandato? Professor HOC revela por que o "novo" Trump não tem nada a ver com o de 2016. Ele explica que, no primeiro mandato, Trump ainda vestia um personagem e sofria para driblar a burocracia governamental. Agora, a situação muda completamente: ele se sente livre, abandona a aversão à guerra e chega com um plano milimetricamente desenhado. O cientista político destaca que o atual presidente americano está cercado de aliados ultra-leais que conhecem os atalhos para burlar as travas do sistema e fazer exatamente o que ele quer. É a ascensão de um líder que já não precisa provar quem é, mas sim executar sua visão sem barreiras.

Os Estados Unidos estão abandonando a proteção para buscar a supremacia total sobre o continente? O Professor e cientista político HOC revela como a geopolítica americana está sofrendo uma transformação radical. Ele explica o renascimento da Doutrina Monroe, agora sob a ótica de Donald Trump — a chamada 'Donroe'. O Professor detalha como a estratégia evolui de uma simples barreira contra a influência europeia para um mecanismo de expansão de domínio. O que começa como segurança nacional, rapidamente se transforma em uma ferramenta de hegemonia que coloca toda a América sob a área de influência direta de Washington. Você entende como essa troca do papel de "proteção" por "supremacia" redefine o destino econômico e político das nações vizinhas? Você acredita que uma maior influência dos EUA no continente é positiva para a economia do Brasil ou fere nossa soberania?

O petróleo é apenas uma cortina de fumaça para o que realmente acontece na fronteira do Brasil? O Professor HOC revela uma realidade alarmante que vai muito além das commodities: a Venezuela se transformou no maior hub de instabilidade geopolítica do Ocidente. Ele detalha como o regime de Maduro não sobrevive apenas por política interna, mas por servir de base estratégica para potências como Rússia, China e Irã, além de abrigar grupos como Hezbollah, Hamas e as FARCs a poucos quilômetros dos Estados Unidos. Enquanto muitos acreditam que o interesse americano é apenas o petróleo, HOC explica que os EUA hoje são os maiores produtores do mundo e possuem segurança energética com México e Canadá. O verdadeiro jogo aqui é de inteligência, segurança nacional e o combate a atividades criminosas que operam livremente sob a proteção do serviço de inteligência cubano. Entenda por que a Venezuela é o "ponto cego" mais perigoso da atualidade. Você acredita que a presença de grupos como Hezbollah e Hamas na Venezuela representa um risco direto à segurança do Brasil?
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