quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A China como o melhor aluno do FMI em 45 anos

 A China tem sido o melhor aluno do FMI desde que se associou às entidades de Bretton Woods em 1980, ou seja 45 anos de prosperidade continua. PRA

Copio de postagem do professor Celso Hildebrand (FIA-USP) no Linkedin:

“O Programa de Comércio Exterior Brasileiro da FIA (USP), identifica um otimismo moderado do FMI em relação ao desempenho da economia chinesa.

O Fundo reconhece haver na economia chinesa uma “notável resiliência, apesar dos múltiplos choques enfrentados nos últimos anos”.

Aponta para o crescimento do PIB real de 5% em 2025, graças a seus volumes exportados e aos estímulos concedidos pelo governo central. Identifica ainda que a demanda interna privada é modesta, embora tivesse ocorrido no ano que passou um pequeno recrudescimento inflacionário. Mesmo assim, a inflação geral continua baixa, com média de 0%. Essa baixa inflação em relação aos seus principais parceiros comerciais provocou uma depreciação da taxa de câmbio real, trazendo apoio ao ritmo intenso de suas exportações e dando causa ao aumento no saldo da balança corrente (coisa de 3,3% do PIB, no ano que se findou).

Apesar dos conflitos geopolíticos, da guerra tarifária e de outras incertezas, o FMI projeta uma desaceleração do crescimento do PIB de apenas 0,5%, para 4,5% em 2026. A economia neste ritmo deve embutir uma taxa de ociosidade igual ou pouco maior que a de 2025, com pressões deflacionárias e redução da força de trabalho. Esse quadro deve comprometer, em alguma medida, os retornos sobre investimentos e produzir um crescimento mais lento da produtividade. 

Os riscos não se alteram muito. Permanecem associados à contração do mercado imobiliário, que associados aos elevados níveis de endividamento, podem fragilizar ainda mais a demanda interna, contribuindo para a persistência da deflação e para a maior dependência de suas exportações. A escalada das tensões comerciais é o principal risco externo negativo. Neste quadro é de se esperar por novos estímulos governamentais e por esforços negociais para reduzir as tensões comerciais.”


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