sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O Brasil e a geopolítica da brutalidade (2026) - Paulo Roberto de Almeida

O Brasil e a geopolítica da brutalidade

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
As tribulações da política externa brasileira em face do triunvirato imperial.

Sumário:
1. O mundo assaltado por muitas dúvidas: transição ou ruptura?
2. Do que se trata, como tudo começou, quando exatamente?
3. Principais manifestações da geopolítica da brutalidade
4. O que o Brasil tem a ver com tudo isso?
5. O que se vê, o que não se vê, como diria Bastiat

1. O mundo assaltado por muitas dúvidas: transição ou ruptura?
Percorrendo artigos de opinião, editoriais e análises de acadêmicos e jornalistas reputados, nos principais veículos de informações e de debates bem-informados — The Economist, Financial Times, Foreign Affairs, Foreign Policy, Le Monde, New York Times, Wall Street Journal, boletins dos principais think tanks devotados às relações internacionais, – não se pode deixar de ter alguma sensação de perplexidade – que os franceses chamam de désarroi –, em face da multiplicidade de interpretações que surgem de tantas incertezas – ou incertitudes como eles também diriam – a partir de eventos, iniciativas e de declarações de grandes líderes e de “médios” personagens de um mundo já fragmentado, mas ainda não conflagrado, a despeito das guerras já em curso e de outros conflitos já na lista de espera. Nosso grande temor pode ser similar ao daquele chefe gaulês, de uma conhecida série sobre os irredutíveis gauleses cercados pela assustadora Legião romana: notre seule peur c’est que le ciel nous tombe sur la tête!

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