Sempre foi assim: incentivos perversos fazem com que o desemprego diminua, mas os gastos com seguro desemprego aumentam signficativamente:
De: Airton Dirceu Lemmertz:
Bem-vindo a um dos maiores paradoxos da economia brasileira atual. Em 12 meses, os gastos com seguro-desemprego saltaram de R$ 47 bilhões para R$ 57 bilhões, enquanto o desemprego caía. A explicação revela um sistema quebrado e existem duas razões principais: "1) Conceitos Diferentes: “desempregado” para a estatística: quem procura emprego. Que é diferente do “desempregado” para receber o auxílio: quem não tem trabalho formal. 2) Incentivos Perversos: o desenho dos nossos programas sociais cria uma armadilha. Com uma série de benefícios atrelados a não ter um emprego registrado com o Bolsa Família, e entre outros, o sistema desestimula a formalidade e a busca por trabalho.". Hoje, 15 milhões de beneficiários do Bolsa Família não trabalham nem procuram emprego, logo, não entram na estatística de desemprego. Muitos acumulam benefícios. O resultado é um ciclo vicioso: informalidade, déficit na previdência e impostos mais altos para todos. O Brasil não gasta pouco com o social, gasta mal. Gastamos 16,8% do PIB com proteção social - mais que a média dos países ricos - com resultados infinitamente piores. Se o gasto já explode com o desemprego na mínima, o que acontecerá quando a economia desacelerar? É uma bomba-relógio fiscal.
https://www.youtube.com/watch?v=3Qv2Kdak6nM
Nunca tantos brasileiros pediram as contas. 9 milhões em 12 meses. Parece loucura em meio a notícias de crise, mas é o oposto: é um sinal de força. Com o desemprego nos menores níveis históricos e a renda subindo acima da inflação, o poder trocou de mãos. Agora, ele está com o talento. O pedido de demissão não é sobre abandonar o trabalho. É sobre buscar algo melhor. Os mais jovens estão puxando a fila, e a moeda de troca deles não é apenas o salário. É saúde mental, qualidade de vida e flexibilidade. Para as empresas, isso não é um problema. É um ultimato. A rotatividade de 36% é o custo da inércia. O preço de não ouvir, de não adaptar, de não criar um plano de carreira que faça sentido. Quem não evoluir, vai gastar uma fortuna contratando e treinando a equipe do concorrente. Estamos na era da “Rotatividade Estratégica”. Onde ficar parado é o maior risco de todos. Sua empresa está preparada para este novo jogo? Ou você está pensando em ser o próximo a pedir as contas?
https://www.youtube.com/watch?v=pLliKiaUbWI
O Brasil vive um paradoxo: nunca tivemos tão pouca gente desempregada, mas a inadimplência e as falências - de pessoas e empresas - atingiram os maiores níveis desde 2017. A razão tem nome e sobrenome: juros altíssimos. A grande surpresa é: não é só aqui. Nos EUA, a economia mais forte do mundo, as falências empresariais também bateram o recorde da última década. Só que a causa é outra. No Brasil: o crédito caro sufoca. Empresas, especialmente as PMEs, não conseguem rolar dívidas ou investir. O “remédio” para a inflação virou um veneno para o crescimento. Nos EUA: o tarifaço de Trump. Barreiras comerciais encareceram insumos, desorganizaram cadeias de produção e espremeram as margens. Quem pagou a conta? As pequenas e médias empresas, que não têm fôlego para absorver o choque. Duas potências e dois caminhos, um destino trágico para muitos negócios. A lição é clara: não basta ter crescimento econômico. É preciso ter crescimento EQUILIBRADO. Políticas mal desenhadas, seja aqui ou lá, sempre deixam um rastro de destruição. E a sua empresa, como está navegando neste cenário?
https://www.youtube.com/watch?v=IyzrjEtciNE
A taxa de desemprego não mede todo mundo que não trabalha, ela mede apenas quem não trabalha e está procurando emprego. Quem não procura, simplesmente não entra na conta. Hoje, cerca de 15 milhões de pessoas não trabalham e nem procuram emprego. Elas não aparecem na taxa de desemprego, por isso, para entender o momento da economia, o dado mais importante é emprego, não desemprego. O que os números mostram é impressionante. Nos últimos cinco anos, o Brasil ganhou 23 milhões de pessoas empregadas. Com mais gente trabalhando, aconteceu o óbvio, o consumo subiu, e cresceu ainda mais porque os salários aumentaram em termos reais, acima da inflação. Quando você multiplica mais gente empregada por renda maior, o resultado é um salto histórico na massa salarial. Mais de R$ 100 bilhões a mais por mês entrando na economia. Com esse volume de dinheiro circulando, não é surpresa que o consumo e a atividade econômica tenham avançado. A economia às vezes parece confusa, mas os dados contam uma história bastante clara.
https://www.youtube.com/watch?v=QKSCaBvni04
A lógica do mercado de trabalho que conhecíamos foi invertida. Por décadas, foi simples: os mais velhos se aposentavam, abrindo espaço para os mais novos. Essa engrenagem quebrou. Hoje, conseguir o primeiro emprego está mais difícil para a Geração Z do que para um profissional com 65 anos: "1. Custo de vida disparou: aposentadorias já não pagam as contas. Parar de trabalhar virou um luxo para poucos. 2. Longevidade ativa: muitos simplesmente não querem parar. A experiência se tornou um ativo valioso para as empresas.". Os dados são brutais: nos EUA, a idade média de contratação subiu para 42 anos. A participação de jovens com até 25 anos no mercado caiu pela metade desde 2022, enquanto o número de contratados com mais de 65 anos quase dobrou. O resultado? Uma “guerra fria” geracional. Os jovens enfrentam um funil de entrada cada vez mais estreito e promoções mais lentas. Os mais velhos continuam no jogo, forçando as empresas a repensarem benefícios, flexibilidade e treinamento para uma força de trabalho que não tem data para sair. A “aposentadoria” como um marco definitivo está se tornando uma ideia do século passado. Estamos diante de uma mudança estrutural profunda que redefine não apenas carreiras, mas o próprio ciclo da vida em sociedade. O trabalho vai nos acompanhar por muito mais tempo.
https://www.youtube.com/watch?v=J9gG7-3DAmw
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