Até três meses atrás, a revista Espaço Acadêmico possuía site próprio e ali publicava (às custas dos colunistas editores) todos os seus artigos. Aliás, ainda possui, pois o estoque acumulado até o número 97 continua disponível neste link.
A partir de então, a revista passou a ser editada num programa de edição eletrônica universitária e localizada num servidor universitário, neste link.
Nela publiquei extensiva e intensivamente, mas de forma algo dissidente com o espírito da maioria dos colaboradores.
Os mais atilados logo deduzirão porque...
Estes são alguns dos muitos artigos que publiquei nos últimos tempos, aliás, todos eles disponíveis neste link.
Falácias acadêmicas, 11: o mito da transição do capitalismo ao socialismo
Falácias acadêmicas, 10: mitos sobre o sistema monetário internacional
Falácias acadêmicas, 9: o mito do socialismo do século 21
Falácias acadêmicas, 8: os mitos da utopia marxista
Falácias acadêmicas, 7: os mitos em torno do movimento militar de 1964
Falácias acadêmicas, 6: o mito da Revolução Cubana
Falácias acadêmicas, 5: o mito do complô dos países ricos contra o desenvolvimento dos países pobres
Falácias acadêmicas, 4: o mito do Estado corretor dos desequilíbrios de Mercado
Falácias acadêmicas, 3: o mito do marco teórico
Falácias acadêmicas, 2: o mito do Consenso de Washington
Falácias acadêmicas, 1: o mito do neoliberalismo
Bem, deve ter mais uns 90 artigos meus no site da Espaço Acadêmico...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
1306) Nao querendo fazer propaganda pessoal (mas fazendo...)
Muito estudantes, alguns colegas, outros curiosos, enfim, um bocado de gente já me pediu para que eu enviasse meus trabalhos concluídos e publicados para suas caixas postais, pois eles estavam (supostamente) interessados em ler um pouco de minha produção.
A todos eu respondo sinceramente que não faço isso e que não pretendo fazer. Sei que tem alguns escritores compulsivos -- ao meu estilo, talvez -- que mantêm listas fixas e sempre crescentes de recebedores de seus artigos publicados, mas este não é o meu estilo, nem nunca vai ser. Não sou de ficar abarrotando a caixa postal dos amigos e conhecidos com quaisquer trabalhos que eu possa produzir.
Publico aqui e ali e os interessados acabam tropeçando eventualmente com alguns dos meus textos, nos sites originais de produção ou por republicação não autorizada (e eu nem fico sabendo para cobrar meus direitos morais...).
Em todo caso, tenho colaborado mais regularmente com alguns veículos, entre eles a revista digital Espaço Acadêmico (agora chegando em seu número 100) e o boletim gaúcho Via Política (onde também já publiquei mais de cem textos diversos).
Para não dizer que escondo minha produção, reproduzo aqui os títulos dos meus mais recentes artigos publicados na Via Política, que podem ser lidos cronologicamente dispostos, em ordem de atualidade, no seguinte link: http://www.viapolitica.com.br/diplomatizando_indice.php
Via Política - Seção Diplomatizzando
Carta aberta a Raul Castro sobre Cuba e o socialismo
17.08.2009
Frases de um perfeito idiota latino-americano (dos grandes)
10.08.2009
Os dez mandamentos da política – em certos governos (Com alguns agradecimentos a Moisés e seus escribas)
02.08.2009
Crônica de um desastre anunciado: o socialismo do século 21 na Venezuela
26.07.2009
A cooperação euro-brasileira no âmbito internacional - Uma proposta maximalista para resultados minimalistas
19.07.2009
Sobre políticas de governo e políticas de Estado: distinções necessárias
12.07.2009
Sobre a morte do G8 e a ascensão dos Brics: comentários metodológicos
05.07.2009
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: mais do mesmo?
05.07.2009
Diplomacia brasileira: consensos e dissensos
24.05.2009
A crise e a morte anunciada do capitalismo (provavelmente exageradas, como diria Mark Twain)
11.05.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (4): Balanço econômico do governo Goulart
03.05.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (3): Análise das alegadas ‘reformas de base’
26.04.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (2): Mitos do governo Goulart
19.04.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (1): Uma historiografia enviesada
12.04.2009
Estratégia Nacional de Defesa: comentários dissidentes
23.03.2009
A questão racial nas relações Brasil-EUA
24.02.2009
Fórum Surreal Mundial, 2 Pequena visita aos desvarios dos antiglobalizadores
19.01.2009
Fórum Surreal Mundial, 1 Reciclando velhas idéias
12.01.2009
Previsões imprevisíveis em tempos de crise global: minha astrologia econômica para 2009 (e mais além)
22.12.2008
O problema da universidade no Brasil: do público ao privado?
15.12.2008
As crises do capitalismo e a crise do marxismo: qual a mais grave?
23.11.2008
Sobre a proposta de uma nova autoridade financeira mundial
16.11.2008
Bric: anatomia de um conceito - X
10.11.2008
Bric: anatomia de um conceito – IX
02.11.2008
Bric: anatomia de um conceito – VIII
26.10.2008
Bric: anatomia de um conceito - VII
20.10.2008
Bric: anatomia de um conceito - VI
12.10.2008
Bric: anatomia de um conceito - V
06.10.2008
Bric: anatomia de um conceito – IV
29.09.2008
Bric: anatomia de um conceito - III
15.09.2008
Próximo
(e aí deve continuar por mais duas ou três páginas...)
Boa digestão, aos interessados...
A todos eu respondo sinceramente que não faço isso e que não pretendo fazer. Sei que tem alguns escritores compulsivos -- ao meu estilo, talvez -- que mantêm listas fixas e sempre crescentes de recebedores de seus artigos publicados, mas este não é o meu estilo, nem nunca vai ser. Não sou de ficar abarrotando a caixa postal dos amigos e conhecidos com quaisquer trabalhos que eu possa produzir.
Publico aqui e ali e os interessados acabam tropeçando eventualmente com alguns dos meus textos, nos sites originais de produção ou por republicação não autorizada (e eu nem fico sabendo para cobrar meus direitos morais...).
Em todo caso, tenho colaborado mais regularmente com alguns veículos, entre eles a revista digital Espaço Acadêmico (agora chegando em seu número 100) e o boletim gaúcho Via Política (onde também já publiquei mais de cem textos diversos).
Para não dizer que escondo minha produção, reproduzo aqui os títulos dos meus mais recentes artigos publicados na Via Política, que podem ser lidos cronologicamente dispostos, em ordem de atualidade, no seguinte link: http://www.viapolitica.com.br/diplomatizando_indice.php
Via Política - Seção Diplomatizzando
Carta aberta a Raul Castro sobre Cuba e o socialismo
17.08.2009
Frases de um perfeito idiota latino-americano (dos grandes)
10.08.2009
Os dez mandamentos da política – em certos governos (Com alguns agradecimentos a Moisés e seus escribas)
02.08.2009
Crônica de um desastre anunciado: o socialismo do século 21 na Venezuela
26.07.2009
A cooperação euro-brasileira no âmbito internacional - Uma proposta maximalista para resultados minimalistas
19.07.2009
Sobre políticas de governo e políticas de Estado: distinções necessárias
12.07.2009
Sobre a morte do G8 e a ascensão dos Brics: comentários metodológicos
05.07.2009
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: mais do mesmo?
05.07.2009
Diplomacia brasileira: consensos e dissensos
24.05.2009
A crise e a morte anunciada do capitalismo (provavelmente exageradas, como diria Mark Twain)
11.05.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (4): Balanço econômico do governo Goulart
03.05.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (3): Análise das alegadas ‘reformas de base’
26.04.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (2): Mitos do governo Goulart
19.04.2009
Os mitos em torno do movimento militar de 1964 (1): Uma historiografia enviesada
12.04.2009
Estratégia Nacional de Defesa: comentários dissidentes
23.03.2009
A questão racial nas relações Brasil-EUA
24.02.2009
Fórum Surreal Mundial, 2 Pequena visita aos desvarios dos antiglobalizadores
19.01.2009
Fórum Surreal Mundial, 1 Reciclando velhas idéias
12.01.2009
Previsões imprevisíveis em tempos de crise global: minha astrologia econômica para 2009 (e mais além)
22.12.2008
O problema da universidade no Brasil: do público ao privado?
15.12.2008
As crises do capitalismo e a crise do marxismo: qual a mais grave?
23.11.2008
Sobre a proposta de uma nova autoridade financeira mundial
16.11.2008
Bric: anatomia de um conceito - X
10.11.2008
Bric: anatomia de um conceito – IX
02.11.2008
Bric: anatomia de um conceito – VIII
26.10.2008
Bric: anatomia de um conceito - VII
20.10.2008
Bric: anatomia de um conceito - VI
12.10.2008
Bric: anatomia de um conceito - V
06.10.2008
Bric: anatomia de um conceito – IV
29.09.2008
Bric: anatomia de um conceito - III
15.09.2008
Próximo
(e aí deve continuar por mais duas ou três páginas...)
Boa digestão, aos interessados...
1305) Um cubano desesperançado fala de mudancas
Vivendo em Cuba, este cubano só pode falar de um novo socialismo, e parece muito cauteloso com a atual política pós-Fidel. Mas, uma simples leitura desta matéria revela a enormidade dos problemas que enfrentam os cubanos normais.
Não se trata de propaganda pró-regime, nem de um ataque de direita. Apenas um simples retrato da situação.
Cuba: Um novo socialismo?
Por Leonardo Padura, de Havana, Cuba
Via Política, 24.08.2009
Nós, cubanos, estamos acostumados a viver entre crises, limitações e carências, planos de emergência e períodos mais ou menos “especiais”. Talvez por isso, durante meses, muitos viram com distanciamento, como algo alheio, a crise econômica e financeira que há dois anos percorre o mundo. Inclusive os políticos e a imprensa contribuíram para dar essa sensação de distância: em Cuba não haveria cortes de empregos, ninguém perderia sua casa (porque legalmente, entre outras razões, ninguém pode comprar uma casa) e os programas de benefício social não seriam cancelados nem sofreriam reduções.
Em 2008, entretanto, três furacões ferozes capazes de devastar meia ilha (apenas na área da habitação foram afetados mais de meio milhão de construções), e uma longa e exasperante ineficiência econômica sistêmica que obriga, por exemplo, à importação de 80% dos alimentos consumidos (em um país rico para a agricultura, e onde mais da metade da terra se mantém improdutiva). Além disso, fatores como flutuação dos preços do petróleo, dificuldade de acesso a créditos internacionais, travas comerciais impostas pelo embargo norte-americano e as ondas da depressão, que também chegaram ao litoral cubano, levaram a economia a um estado próximo da paralisia e os cofres do Estado a aceitar que o país caminha para a bancarrota.
A cautela com que, ao longo de seus três anos de gestão, o presidente Raúl Castro introduziu mudanças na estrutura econômica e financeira da nação parece ter chegado ao fim: as circunstâncias agora obrigam os dirigentes cubanos a olhar a economia com maior realismo e, em consequência, a remodelar certas estruturas herdadas do velho modelo socialista ao estilo soviético que, apesar do desaparecimento da União Soviética, se mantiveram funcionando na ilha.
Nas últimas intervenções públicas do atual governante cubano, mesmo quando não especifica quais serão as reduções dos benefícios sociais ou os movimentos da estrutura econômica – além do já iniciado processo de entrega de terras “ociosas” a quem quiser cultivá-las –, e apesar de insistir na permanência do sistema econômico, político e social do socialismo adotado no país há quase meio século, nota-se que já não será o mesmo socialismo e, portanto, não estarão vigentes as mesmas regras de jogo.
Porém, qual é o novo socialismo que se praticará em Cuba? Por acaso um ao estilo chinês? O que é previsível é que, se no plano político não acontecerão grandes modificações (não se prevê mudanças no sistema de partido único) e na área econômica o quase monopólio estatal continuará imperando, no campo social haverá transformações que – alertou o governante – implicam cortes em subsídios e nos gastos “insustentáveis”.
Até agora, anuncia-se que em um setor tão sensível quanto a saúde não haverá alterações, embora o certo é que o sistema sanitário cubano sofreu uma profunda deterioração nos últimos anos, por falta de pessoal (milhares de médicos servem fora do país), pelo alarmante estado de muitos centros de saúde e pela falta de insumos e medicamentos.
Na educação e na cultura talvez haja mais transformações do que a simples e esperada eliminação dos institutos pré-universitários localizados em zonas rurais – que demonstraram, há anos, sua escassa ressonância produtiva e sua visível contribuição à deterioração ética de jovens afastados de seus pais em uma etapa crucial de suas vidas – e sejam introduzidos diversos cortes em gratuidades e subsídios.
Contudo, sem dúvida, será nos benefícios sociais relacionados diretamente com o consumo e a economia que chegarão os golpes mais sensíveis. Há meses se fala da insustentabilidade do sistema de caderneta de racionamento, que garante a toda população da ilha uma determinada quantidade de produtos subsidiados, que o Estado deve comprar a preços do mercado internacional e vender a preços baixos.
Também se fala com força sobre a necessidade de eliminar o sistema de dupla moeda (uma emergência adotada durante a crise dos anos 90, quando a posse de divisas foi descriminalizada), que criou uma economia bicéfala em pesos cubanos e em moeda conversível, o que poderia ser resolvido somente com uma elevada taxa de câmbio das divisas frente ao peso cubano (ou seja, mantendo essa taxa próxima do câmbio atual, de 24 pesos para um CUC, o peso cubano conversível, equivalente a aproximadamente US$ 0,90). Inclusive, falou-se de um sistema de impostos mais amplo – pois agora apenas os trabalhadores autônomos e os vinculados a empresas estrangeiras os pagam –, e também é de se prever aumento no preço de produtos e serviços.
A anunciada eliminação oficial de um sistema igualitário é, mais do que uma necessidade, uma realidade já estabelecida. Os que em Cuba têm acesso a divisas, seja pelo trabalho (a menor parte), por artimanhas da estendida corrupção (a maior parte) ou pela simples recepção de remessas enviadas do exterior (várias centenas de milhares ou milhões de cubanos), têm um nível de vida infinitamente superior aos que ganham salários estatais (se o salário médio chega a 500 pesos, falamos de US$ 25, a quarta parte do que teria quem recebesse uma remessa de US$ 100 mensais).
O mais triste é que essas diferenças econômicas, na maioria dos casos, não dependem do trabalho, da criatividade, qualificação ou talento das pessoas, mas da própria estrutura imperfeita de um status econômico que torna mais rentável ser carregador em hotéis do que neurocirurgião...
Sejam quais forem as mudanças e reduções na área econômica, parece evidente que os tempos do protecionismo e do igualitarismo ficaram para trás. O socialismo cubano reduzirá subsídios e benefícios e imporá regras de jogo mais férreas para uma sociedade que faz água por muitos lados. Enfim, mais socialismo, mas com menos benefícios sociais. Esse parece ser o modelo.
21/8/2009
Fonte: ViaPolítica/Envolverde/IPS
http://envolverde.ig.com.br/
URL: http://envolverde.ig.com.br/?materia=62060#
Leonardo Padura é escritor e jornalista cubano. Seus romances foram traduzidos para uma dezena de idiomas e sua obra mais recente, La Neblina del Ayer, ganhou o Prêmio Hammett de melhor novela policial em espanhol de 2005.
Não se trata de propaganda pró-regime, nem de um ataque de direita. Apenas um simples retrato da situação.
Cuba: Um novo socialismo?
Por Leonardo Padura, de Havana, Cuba
Via Política, 24.08.2009
Nós, cubanos, estamos acostumados a viver entre crises, limitações e carências, planos de emergência e períodos mais ou menos “especiais”. Talvez por isso, durante meses, muitos viram com distanciamento, como algo alheio, a crise econômica e financeira que há dois anos percorre o mundo. Inclusive os políticos e a imprensa contribuíram para dar essa sensação de distância: em Cuba não haveria cortes de empregos, ninguém perderia sua casa (porque legalmente, entre outras razões, ninguém pode comprar uma casa) e os programas de benefício social não seriam cancelados nem sofreriam reduções.
Em 2008, entretanto, três furacões ferozes capazes de devastar meia ilha (apenas na área da habitação foram afetados mais de meio milhão de construções), e uma longa e exasperante ineficiência econômica sistêmica que obriga, por exemplo, à importação de 80% dos alimentos consumidos (em um país rico para a agricultura, e onde mais da metade da terra se mantém improdutiva). Além disso, fatores como flutuação dos preços do petróleo, dificuldade de acesso a créditos internacionais, travas comerciais impostas pelo embargo norte-americano e as ondas da depressão, que também chegaram ao litoral cubano, levaram a economia a um estado próximo da paralisia e os cofres do Estado a aceitar que o país caminha para a bancarrota.
A cautela com que, ao longo de seus três anos de gestão, o presidente Raúl Castro introduziu mudanças na estrutura econômica e financeira da nação parece ter chegado ao fim: as circunstâncias agora obrigam os dirigentes cubanos a olhar a economia com maior realismo e, em consequência, a remodelar certas estruturas herdadas do velho modelo socialista ao estilo soviético que, apesar do desaparecimento da União Soviética, se mantiveram funcionando na ilha.
Nas últimas intervenções públicas do atual governante cubano, mesmo quando não especifica quais serão as reduções dos benefícios sociais ou os movimentos da estrutura econômica – além do já iniciado processo de entrega de terras “ociosas” a quem quiser cultivá-las –, e apesar de insistir na permanência do sistema econômico, político e social do socialismo adotado no país há quase meio século, nota-se que já não será o mesmo socialismo e, portanto, não estarão vigentes as mesmas regras de jogo.
Porém, qual é o novo socialismo que se praticará em Cuba? Por acaso um ao estilo chinês? O que é previsível é que, se no plano político não acontecerão grandes modificações (não se prevê mudanças no sistema de partido único) e na área econômica o quase monopólio estatal continuará imperando, no campo social haverá transformações que – alertou o governante – implicam cortes em subsídios e nos gastos “insustentáveis”.
Até agora, anuncia-se que em um setor tão sensível quanto a saúde não haverá alterações, embora o certo é que o sistema sanitário cubano sofreu uma profunda deterioração nos últimos anos, por falta de pessoal (milhares de médicos servem fora do país), pelo alarmante estado de muitos centros de saúde e pela falta de insumos e medicamentos.
Na educação e na cultura talvez haja mais transformações do que a simples e esperada eliminação dos institutos pré-universitários localizados em zonas rurais – que demonstraram, há anos, sua escassa ressonância produtiva e sua visível contribuição à deterioração ética de jovens afastados de seus pais em uma etapa crucial de suas vidas – e sejam introduzidos diversos cortes em gratuidades e subsídios.
Contudo, sem dúvida, será nos benefícios sociais relacionados diretamente com o consumo e a economia que chegarão os golpes mais sensíveis. Há meses se fala da insustentabilidade do sistema de caderneta de racionamento, que garante a toda população da ilha uma determinada quantidade de produtos subsidiados, que o Estado deve comprar a preços do mercado internacional e vender a preços baixos.
Também se fala com força sobre a necessidade de eliminar o sistema de dupla moeda (uma emergência adotada durante a crise dos anos 90, quando a posse de divisas foi descriminalizada), que criou uma economia bicéfala em pesos cubanos e em moeda conversível, o que poderia ser resolvido somente com uma elevada taxa de câmbio das divisas frente ao peso cubano (ou seja, mantendo essa taxa próxima do câmbio atual, de 24 pesos para um CUC, o peso cubano conversível, equivalente a aproximadamente US$ 0,90). Inclusive, falou-se de um sistema de impostos mais amplo – pois agora apenas os trabalhadores autônomos e os vinculados a empresas estrangeiras os pagam –, e também é de se prever aumento no preço de produtos e serviços.
A anunciada eliminação oficial de um sistema igualitário é, mais do que uma necessidade, uma realidade já estabelecida. Os que em Cuba têm acesso a divisas, seja pelo trabalho (a menor parte), por artimanhas da estendida corrupção (a maior parte) ou pela simples recepção de remessas enviadas do exterior (várias centenas de milhares ou milhões de cubanos), têm um nível de vida infinitamente superior aos que ganham salários estatais (se o salário médio chega a 500 pesos, falamos de US$ 25, a quarta parte do que teria quem recebesse uma remessa de US$ 100 mensais).
O mais triste é que essas diferenças econômicas, na maioria dos casos, não dependem do trabalho, da criatividade, qualificação ou talento das pessoas, mas da própria estrutura imperfeita de um status econômico que torna mais rentável ser carregador em hotéis do que neurocirurgião...
Sejam quais forem as mudanças e reduções na área econômica, parece evidente que os tempos do protecionismo e do igualitarismo ficaram para trás. O socialismo cubano reduzirá subsídios e benefícios e imporá regras de jogo mais férreas para uma sociedade que faz água por muitos lados. Enfim, mais socialismo, mas com menos benefícios sociais. Esse parece ser o modelo.
21/8/2009
Fonte: ViaPolítica/Envolverde/IPS
http://envolverde.ig.com.br/
URL: http://envolverde.ig.com.br/?materia=62060#
Leonardo Padura é escritor e jornalista cubano. Seus romances foram traduzidos para uma dezena de idiomas e sua obra mais recente, La Neblina del Ayer, ganhou o Prêmio Hammett de melhor novela policial em espanhol de 2005.
sábado, 22 de agosto de 2009
1304) Amigos, amigos, negócios à parte (nem tanto assim, com a Argentina)
Parece que, a despeito do bom tratamento que o Brasil concede à Argentina, seus responsáveis em política comercial não se pejam de impor restrições de todo tipo aos produtos brasileiros.
Argentina é o parceiro comercial que mais questiona produtos brasileiros
Eliane Oliveira
O Globo, 22.08.2009
Um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento mostra que os argentinos são mais agressivos do que qualquer país do mundo quando decidem proteger suas indústrias da concorrência brasileira.
Desde o ano passado, a Argentina abriu oito processos contra o Brasil, ante sete processos instaurados por todos os demais países com os quais temos relação comercial, entre os quais Índia, Paquistão e os que formam a União Europeia.
As ofensivas deixam claro que os vizinhos não se encantam com o comportamento diplomático brasileiro nas disputas comerciais ou com medidas como o “cheque especial? de R$ 3,5 bilhões que o Brasil pôs à disposição esta semana para reforçar as reservas internacionais argentinas.
A maior parte dos processos abertos pela Argentina tem a alegação de dumping — preços abaixo do custo de produção para vencer a concorrência no país de destino. São alvos de sobretaxas aparelhos sanitários cerâmicos, tecidos de poliéster, pneus de bicicleta, entre outros.
O governo brasileiro já foi informado que serão abertos outros dois processos, cujos produtos não podem ser revelados até a publicação dos atos.
Brasil só abriu dois processos contra a Argentina Contra os argentinos, as autoridades brasileiras só abriram duas investigações no mesmo período: resina pet (usada no engarrafamento de bebidas) e fosfato monocálssico.
— Que parceria é esta? — questiona uma alta fonte do governo brasileiro, mostrando que há discordância em parte da Esplanada em relação à posição do Itamaraty, de insistência no diálogo.
Junto com a aplicação de licenças não-automáticas a produtos brasileiros, esses processos são levados em conta, dentro do governo, quando surgem pressões por medidas mais rigorosas em resposta ao protecionismo argentino. Entre as possibilidades em estudo está a adoção de licenças não-automáticas para produtos importados da Argentina e uma ação contra o sócio do Mercosul na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Há poucos dias, empresários brasileiros denunciaram uma nova prática: produtos que precisam de inspeção técnica, como eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar) e pneus, levam mais tempo para serem liberados nas aduanas do que o normal. Exportadores do Brasil também se queixam do fato de as importações chinesas estarem ganhando mercado das brasileiras.
— As coisas continuam difíceis com a Argentina. Concorremos diretamente com produtos chineses naquele país, que faz parte do Mercosul, o que não dá para entender — lamentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Aguinaldo Diniz.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, os diversos tipos de barreiras aplicadas pela Argentina à entrada de produtos brasileiros abrangem 14% das exportações para os vizinhos.
Levando em conta que o total vendido àquele país em 2008 chegou a US$ 17,605 bilhões, a perda anual estimada é de quase US$ 2,5 bilhões.
Empresários queixam-se de preferência a chineses Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) e a Associação Brasileira da Indústria Moveleira (Abimóvel), no caso dos acordos setoriais, em que empresários brasileiros se comprometeram a reduzir voluntariamente suas exportações ao mercado argentino, as autoridades do país vizinho, finalmente, estão normalizando o processo de liberação das mercadorias.
— As coisas melhoraram, graças à pressão do governo e dos empresários, mas os argentinos continuam importando da China — disse Liteo Custódio, diretor da Abimóvel.
Em junho último, o setor calçadista brasileiro se comprometeu a reduzir suas exportações para a Argentina a 15 milhões de pares, uma queda de 17%. Os fabricantes brasileiros de freios para automóveis diminuirão suas vendas, este ano, em 37%, abaixo dos US$ 15 milhões comercializados em 2008. Já as indústrias moveleiras aceitaram cortar suas exportações em nada menos do que 65%.
Dados extraoficiais mostram que, de janeiro a maio deste ano, a participação de sapatos chineses no mercado argentino subiu a 39%, ante 29% no mesmo período de 2008, enquanto a participação do produto brasileiro caiu de 57% para 45%. Os chineses se beneficiaram com 60% das licenças de importação de móveis, enquanto coube aos brasileiros 30.
Argentina é o parceiro comercial que mais questiona produtos brasileiros
Eliane Oliveira
O Globo, 22.08.2009
Um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento mostra que os argentinos são mais agressivos do que qualquer país do mundo quando decidem proteger suas indústrias da concorrência brasileira.
Desde o ano passado, a Argentina abriu oito processos contra o Brasil, ante sete processos instaurados por todos os demais países com os quais temos relação comercial, entre os quais Índia, Paquistão e os que formam a União Europeia.
As ofensivas deixam claro que os vizinhos não se encantam com o comportamento diplomático brasileiro nas disputas comerciais ou com medidas como o “cheque especial? de R$ 3,5 bilhões que o Brasil pôs à disposição esta semana para reforçar as reservas internacionais argentinas.
A maior parte dos processos abertos pela Argentina tem a alegação de dumping — preços abaixo do custo de produção para vencer a concorrência no país de destino. São alvos de sobretaxas aparelhos sanitários cerâmicos, tecidos de poliéster, pneus de bicicleta, entre outros.
O governo brasileiro já foi informado que serão abertos outros dois processos, cujos produtos não podem ser revelados até a publicação dos atos.
Brasil só abriu dois processos contra a Argentina Contra os argentinos, as autoridades brasileiras só abriram duas investigações no mesmo período: resina pet (usada no engarrafamento de bebidas) e fosfato monocálssico.
— Que parceria é esta? — questiona uma alta fonte do governo brasileiro, mostrando que há discordância em parte da Esplanada em relação à posição do Itamaraty, de insistência no diálogo.
Junto com a aplicação de licenças não-automáticas a produtos brasileiros, esses processos são levados em conta, dentro do governo, quando surgem pressões por medidas mais rigorosas em resposta ao protecionismo argentino. Entre as possibilidades em estudo está a adoção de licenças não-automáticas para produtos importados da Argentina e uma ação contra o sócio do Mercosul na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Há poucos dias, empresários brasileiros denunciaram uma nova prática: produtos que precisam de inspeção técnica, como eletrodomésticos da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar) e pneus, levam mais tempo para serem liberados nas aduanas do que o normal. Exportadores do Brasil também se queixam do fato de as importações chinesas estarem ganhando mercado das brasileiras.
— As coisas continuam difíceis com a Argentina. Concorremos diretamente com produtos chineses naquele país, que faz parte do Mercosul, o que não dá para entender — lamentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Aguinaldo Diniz.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, os diversos tipos de barreiras aplicadas pela Argentina à entrada de produtos brasileiros abrangem 14% das exportações para os vizinhos.
Levando em conta que o total vendido àquele país em 2008 chegou a US$ 17,605 bilhões, a perda anual estimada é de quase US$ 2,5 bilhões.
Empresários queixam-se de preferência a chineses Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) e a Associação Brasileira da Indústria Moveleira (Abimóvel), no caso dos acordos setoriais, em que empresários brasileiros se comprometeram a reduzir voluntariamente suas exportações ao mercado argentino, as autoridades do país vizinho, finalmente, estão normalizando o processo de liberação das mercadorias.
— As coisas melhoraram, graças à pressão do governo e dos empresários, mas os argentinos continuam importando da China — disse Liteo Custódio, diretor da Abimóvel.
Em junho último, o setor calçadista brasileiro se comprometeu a reduzir suas exportações para a Argentina a 15 milhões de pares, uma queda de 17%. Os fabricantes brasileiros de freios para automóveis diminuirão suas vendas, este ano, em 37%, abaixo dos US$ 15 milhões comercializados em 2008. Já as indústrias moveleiras aceitaram cortar suas exportações em nada menos do que 65%.
Dados extraoficiais mostram que, de janeiro a maio deste ano, a participação de sapatos chineses no mercado argentino subiu a 39%, ante 29% no mesmo período de 2008, enquanto a participação do produto brasileiro caiu de 57% para 45%. Os chineses se beneficiaram com 60% das licenças de importação de móveis, enquanto coube aos brasileiros 30.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
1303) Pausa para a cultura: Biblioteca Europeana
Já foi anunciado várias vezes neste blog, mas não custa repetir, para os que gostam de ler gratuitamente grandes obras da cultura humanista, de vários séculos:
Guarde este endereço: www.europeana.eu.
Acaba de ser inaugurada a Biblioteca Multimídia Européia, com mais de dois milhões de obras e consulta gratuita, em todas as línguas da Europa – inclusive Português.
Guarde este endereço: www.europeana.eu.
Acaba de ser inaugurada a Biblioteca Multimídia Européia, com mais de dois milhões de obras e consulta gratuita, em todas as línguas da Europa – inclusive Português.
1302) Um intercâmbio acadêmico sobre a responsabilidade do Intelectual
Transcrevo abaixo o que os americanos chamariam de exchange, ou seja, um intercâmbio acadêmico com um colega sobre um dos temas mais relevantes de todas as épocas, desde os filósofos gregos até nossos dias de ética deformada nas instituições públicas. Trata-se de um debate sobre a responsabilidade dos intelectuais, e o thread, ou seja, a fileira de mensagens é auto-explicativa, eximindo-me, portanto, de maiores explanações preliminares.
Paulo Roberto de Almeida
1) Um post sobre Marx e os marxismos:
On 05/06/2009, at 15:57, Antonio Ozaí da Silva wrote:
Leia no BLOG DO OZAÍ:
Marx e os marxismos
Aprendi, na prática e na teoria, a diferenciar Marx dos marximos.* Da mesma forma que não podemos responsabilizar Jesus Cristo pelo que os cristãos fizeram e fazem em seu nome, também seria absurdo identificar de forma absoluta a teoria de Karl Marx com as práticas, e mesmo as interpretações teóricas, dos seus seguidores. Quem é a expressão verdadeira da obra marxiana? Não é por acaso que todos disputam o legado histórico, a tradição que a obra original representa. Trata-se de se apropriar do capital simbólico.
http://antonio-ozai.blogspot.com/2009/06/marx-e-os-marxismos.html
Permaneço aberto às críticas e contribuições. Comentários sempre são lidos e bem-vindos, mesmos os críticos...
Abraços e ótimo final de semana,
Antonio Ozaí da Silva
blog http://antonio-ozai.blogspot.com
Professor na Universidade Estadual de Maringá (DCS/UEM), editor da Revista Espaço Acadêmico, Revista Urutágua e Acta Scientiarum. Human and Social Sciences e autor de "Maurício Tragtenberg: Militância e Pedagogia Libertária" (Ijuí: Editora Unijuí, 2008).
2) Tendo lido tardiamente, respondi apenas no dia 15 de agosto de 2009:
Paulo R. de Almeida disse...
Meu caro Ozai,
Em meio a tantos afazeres, comento tardiamente este seu post, para lhe indicar uma correção fundamental.
Você equipara Cristo e Marx para desculpabilizá-los, previamente, de quaisquer bobagens, besteiras ou mesmo crimes, que seguidores, discípulos ou quaisquer outros indivíduos posteriores tenham cometido em nome da doutrina original.
Creio que você incorre aqui num ERRO GRAVE, que é comum nesse tipo de alusão desculpabilizante.
Você esquece, simplesmente, que Cristo -- ao que se sabe um personagem histórico sobre o qual não temos fontes originais -- não parece ter feito obra teórica ou empírica registrada diretamente, ou seja, ele não foi autor de nenhum manuscrito, a não ser de parábolas, ensinamentos, predicações e outras formas de transmissão oral de princípios, valores, concepções, das quais tomamos conhecimento pelo registro indireto e posterior de quatro evangelistas e alguns comentaristas esparsos, nenhum dos quais parece ter convivido com o personagem histórico.
Ou seja, não se pode imputar diretamente a Cristo qualquer responsabilidade pelo uso que os pósteros fizeram dessas predicações, pois ele não guarda conexão direta, pelo menos registrada, com as fontes da doutrina.
DIFERENTE, muito diferente, é o caso de Marx, um intelectual militante, um homem de partido, um responsável de organização, um jornalista ativo e um agitador diretamente conectado às lutas de seu tempo.
Ele PODE, SIM, ser responsabilizado pelo que ocorreu depois, pois os que fizeram o que se sabe em países tão diferentes como a Rússia ou a China, o fizeram em nome de sua doutrina, referindo-se especificamente a textos de Marx.
Esta responsabilidade intelectual pelo que escrevemos e pregamos é insubstituível e irrenunciável.
Por isso acho que você deveria revisar o seu texto ou escrever um novo, sobre a responsabilidade dos intelectuais.
Somos todos responsáveis pelo que escrevemos e pregamos...
Paulo Roberto de Almeida
15 de Agosto de 2009 15:07
3) O autor me respondeu hoje, 21 de agosto de 2009:
On 21/08/2009, at 16:23, Antonio Ozaí da Silva wrote:
Caro Paulo,
Muito obrigado.
Sei que és uma pessoa muito ocupada e, sinceramente, fico lisonjeado e agradecido por vc encontrar tempo para ler e comentar meus humildes textos. Ademais, sempre aprendo com seus comentários. Porém, aprender não é o mesmo que concordar. Respeito a sua posição, embora reconheça a complexidade do tema, ou seja, o que envolve o intelectual. Concordo que somos responsáveis sim pelo que escrevemos, mas discordo em imputar culpa por outro ter interpretado e agido como considerou melhor. Assim, reafirmo que Marx não é culpado pelo que os marxistas fizeram em seu nome. De qualquer forma, que importância tem essa nossa discussão para ele? Ele está morto... é o que todos dizem e eu acredito...
abraços e tudo de bom,
____________________
Antonio Ozaí da Silva
4) Como considero que a resposta foi insatisfatória, voltei ao debate:
Meu caro Ozai,
Acho que você missed the point, como dizem os americanos, ou seja, esquece de algo fundamental.
Por certo não se pode imputar a Cristo nenhuma das barbaridades que seus discípulos e seguidores fizeram em seu nome, em termos de massacres de heréticos, cruzadas contra os infiéis, etc. Afinal de contas, ele não assinou nenhum texto e não se sabe se os evangelistas foram ou não fieis às suas prescrições, que de toda forma eram especialmente "humanitaristas" e tolerantes (aquela coisa de "oferecer a outra face", em lugar de simplesmente passar seu adversário na espada...).
Agora, você esquece que Marx não apenas assinou textos, como recomendou a revolução proletária, a expropriação violenta da burguesia e a implantação de uma ditadura do proletariado como forma de transição para o socialismo, recomendações seguidas fielmente (e até agravadas) por Lênin (que mandou simplesmente eliminar fisicamente todos os que pertenciam à classe inimiga, independentemente de culpa individual) e todos os demais fiéis seguidores do credo, com o registro de enormes violências que todos conhecem ao longo do século 20.
Sinto muito, mas essa coisa de desculpar Marx pelo que fizeram os marxistas em seu nome não é apenas ILÓGICO no plano formal, é totalmente equivocado no plano material, da história concreta da humanidade desde o final do século 19 até nossos dias ainda.
Ou você acha que em Havana e Piong-Yang se recomenda a leitura de Adam Smith (ou de Cristo) sobre Marx e Lênin? O que se lia nas universidades soviéticas e chinesas ao tempo da construção do socialismo?
Sinto muito, seu argumento simplesmente não faz sentido e não bate com a realidade.
Existem coisas que eu admito no trabalho acadêmico, como os equívocos derivados de um insuficiente conhecimento da história.
Agora, honestidade intelectual é a primeira exigência de quem trabalha com o registro dos fatos históricos e sua interpretação no plano das ciências humanas.
-------------
Paulo Roberto de Almeida
O debate parou, por enquanto, nesse ponto.
Paulo Roberto de Almeida
21 de agosto de 2009
Addendum importante:
On 21/08/2009, at 18:08, Rodrigo do Amaral Souza wrote:
Meus marxistas favoritos são os geniais irmãos Groucho, Harpo e Chico. Os seguidores do velho Karl só me dão tédio...
Paulo,
Quanto a seus comentários sobre Jesus, uma pequena correção: dois dos quatro evangelistas, João e Mateus, conviveram intimamente com Cristo. Eram seus discípulos e apóstolos. João escreveu ainda cartas (epístolas) e o Livro do Apocalipse.
Outros apóstolos, como Pedro e Tiago, são autores de epístolas e livros do Novo Testamento. O maior de todos os autores neotestamentários, contudo, Paulo, que escreveu boa parte do Novo Testamento e pode ser considerado como o consolidador da doutrina cristã, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus.
Abraços,
Rodrigo
-------
Caro Rodrigo,
Muito grato pelas correções evangélicas, bem-vindas. De fato, dois apóstolos viveram ao tempo de Jesus e registraram suas palavras.
Eu considero a mensagem de Jesus, assim como a de Buda e a da tradição judaica, como eminentemente positiva, em termos de predicação humanista, respeitadora dos direitos individuais do homem (e da mulher) e promotora de valores superiores aos que eram cultivados no seu tempo histórico.
Já outras mensagens de guerra santa são eminentemente negativas, mas não preciso me estender neste ponto.
O fato é que todo mundo deve assumir responsabilidade pelo que prega, fala, escreve...
-------------
Paulo Roberto de Almeida
Paulo Roberto de Almeida
1) Um post sobre Marx e os marxismos:
On 05/06/2009, at 15:57, Antonio Ozaí da Silva wrote:
Leia no BLOG DO OZAÍ:
Marx e os marxismos
Aprendi, na prática e na teoria, a diferenciar Marx dos marximos.* Da mesma forma que não podemos responsabilizar Jesus Cristo pelo que os cristãos fizeram e fazem em seu nome, também seria absurdo identificar de forma absoluta a teoria de Karl Marx com as práticas, e mesmo as interpretações teóricas, dos seus seguidores. Quem é a expressão verdadeira da obra marxiana? Não é por acaso que todos disputam o legado histórico, a tradição que a obra original representa. Trata-se de se apropriar do capital simbólico.
http://antonio-ozai.blogspot.com/2009/06/marx-e-os-marxismos.html
Permaneço aberto às críticas e contribuições. Comentários sempre são lidos e bem-vindos, mesmos os críticos...
Abraços e ótimo final de semana,
Antonio Ozaí da Silva
blog http://antonio-ozai.blogspot.com
Professor na Universidade Estadual de Maringá (DCS/UEM), editor da Revista Espaço Acadêmico, Revista Urutágua e Acta Scientiarum. Human and Social Sciences e autor de "Maurício Tragtenberg: Militância e Pedagogia Libertária" (Ijuí: Editora Unijuí, 2008).
2) Tendo lido tardiamente, respondi apenas no dia 15 de agosto de 2009:
Paulo R. de Almeida disse...
Meu caro Ozai,
Em meio a tantos afazeres, comento tardiamente este seu post, para lhe indicar uma correção fundamental.
Você equipara Cristo e Marx para desculpabilizá-los, previamente, de quaisquer bobagens, besteiras ou mesmo crimes, que seguidores, discípulos ou quaisquer outros indivíduos posteriores tenham cometido em nome da doutrina original.
Creio que você incorre aqui num ERRO GRAVE, que é comum nesse tipo de alusão desculpabilizante.
Você esquece, simplesmente, que Cristo -- ao que se sabe um personagem histórico sobre o qual não temos fontes originais -- não parece ter feito obra teórica ou empírica registrada diretamente, ou seja, ele não foi autor de nenhum manuscrito, a não ser de parábolas, ensinamentos, predicações e outras formas de transmissão oral de princípios, valores, concepções, das quais tomamos conhecimento pelo registro indireto e posterior de quatro evangelistas e alguns comentaristas esparsos, nenhum dos quais parece ter convivido com o personagem histórico.
Ou seja, não se pode imputar diretamente a Cristo qualquer responsabilidade pelo uso que os pósteros fizeram dessas predicações, pois ele não guarda conexão direta, pelo menos registrada, com as fontes da doutrina.
DIFERENTE, muito diferente, é o caso de Marx, um intelectual militante, um homem de partido, um responsável de organização, um jornalista ativo e um agitador diretamente conectado às lutas de seu tempo.
Ele PODE, SIM, ser responsabilizado pelo que ocorreu depois, pois os que fizeram o que se sabe em países tão diferentes como a Rússia ou a China, o fizeram em nome de sua doutrina, referindo-se especificamente a textos de Marx.
Esta responsabilidade intelectual pelo que escrevemos e pregamos é insubstituível e irrenunciável.
Por isso acho que você deveria revisar o seu texto ou escrever um novo, sobre a responsabilidade dos intelectuais.
Somos todos responsáveis pelo que escrevemos e pregamos...
Paulo Roberto de Almeida
15 de Agosto de 2009 15:07
3) O autor me respondeu hoje, 21 de agosto de 2009:
On 21/08/2009, at 16:23, Antonio Ozaí da Silva wrote:
Caro Paulo,
Muito obrigado.
Sei que és uma pessoa muito ocupada e, sinceramente, fico lisonjeado e agradecido por vc encontrar tempo para ler e comentar meus humildes textos. Ademais, sempre aprendo com seus comentários. Porém, aprender não é o mesmo que concordar. Respeito a sua posição, embora reconheça a complexidade do tema, ou seja, o que envolve o intelectual. Concordo que somos responsáveis sim pelo que escrevemos, mas discordo em imputar culpa por outro ter interpretado e agido como considerou melhor. Assim, reafirmo que Marx não é culpado pelo que os marxistas fizeram em seu nome. De qualquer forma, que importância tem essa nossa discussão para ele? Ele está morto... é o que todos dizem e eu acredito...
abraços e tudo de bom,
____________________
Antonio Ozaí da Silva
4) Como considero que a resposta foi insatisfatória, voltei ao debate:
Meu caro Ozai,
Acho que você missed the point, como dizem os americanos, ou seja, esquece de algo fundamental.
Por certo não se pode imputar a Cristo nenhuma das barbaridades que seus discípulos e seguidores fizeram em seu nome, em termos de massacres de heréticos, cruzadas contra os infiéis, etc. Afinal de contas, ele não assinou nenhum texto e não se sabe se os evangelistas foram ou não fieis às suas prescrições, que de toda forma eram especialmente "humanitaristas" e tolerantes (aquela coisa de "oferecer a outra face", em lugar de simplesmente passar seu adversário na espada...).
Agora, você esquece que Marx não apenas assinou textos, como recomendou a revolução proletária, a expropriação violenta da burguesia e a implantação de uma ditadura do proletariado como forma de transição para o socialismo, recomendações seguidas fielmente (e até agravadas) por Lênin (que mandou simplesmente eliminar fisicamente todos os que pertenciam à classe inimiga, independentemente de culpa individual) e todos os demais fiéis seguidores do credo, com o registro de enormes violências que todos conhecem ao longo do século 20.
Sinto muito, mas essa coisa de desculpar Marx pelo que fizeram os marxistas em seu nome não é apenas ILÓGICO no plano formal, é totalmente equivocado no plano material, da história concreta da humanidade desde o final do século 19 até nossos dias ainda.
Ou você acha que em Havana e Piong-Yang se recomenda a leitura de Adam Smith (ou de Cristo) sobre Marx e Lênin? O que se lia nas universidades soviéticas e chinesas ao tempo da construção do socialismo?
Sinto muito, seu argumento simplesmente não faz sentido e não bate com a realidade.
Existem coisas que eu admito no trabalho acadêmico, como os equívocos derivados de um insuficiente conhecimento da história.
Agora, honestidade intelectual é a primeira exigência de quem trabalha com o registro dos fatos históricos e sua interpretação no plano das ciências humanas.
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Paulo Roberto de Almeida
O debate parou, por enquanto, nesse ponto.
Paulo Roberto de Almeida
21 de agosto de 2009
Addendum importante:
On 21/08/2009, at 18:08, Rodrigo do Amaral Souza wrote:
Meus marxistas favoritos são os geniais irmãos Groucho, Harpo e Chico. Os seguidores do velho Karl só me dão tédio...
Paulo,
Quanto a seus comentários sobre Jesus, uma pequena correção: dois dos quatro evangelistas, João e Mateus, conviveram intimamente com Cristo. Eram seus discípulos e apóstolos. João escreveu ainda cartas (epístolas) e o Livro do Apocalipse.
Outros apóstolos, como Pedro e Tiago, são autores de epístolas e livros do Novo Testamento. O maior de todos os autores neotestamentários, contudo, Paulo, que escreveu boa parte do Novo Testamento e pode ser considerado como o consolidador da doutrina cristã, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus.
Abraços,
Rodrigo
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Caro Rodrigo,
Muito grato pelas correções evangélicas, bem-vindas. De fato, dois apóstolos viveram ao tempo de Jesus e registraram suas palavras.
Eu considero a mensagem de Jesus, assim como a de Buda e a da tradição judaica, como eminentemente positiva, em termos de predicação humanista, respeitadora dos direitos individuais do homem (e da mulher) e promotora de valores superiores aos que eram cultivados no seu tempo histórico.
Já outras mensagens de guerra santa são eminentemente negativas, mas não preciso me estender neste ponto.
O fato é que todo mundo deve assumir responsabilidade pelo que prega, fala, escreve...
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Paulo Roberto de Almeida
1301) A fabulosa Alba e seus programas sociais
Abaixo uma informacao sobre um tal de Conselho Social da Alba, que vai tratar de criar um programa social chamado "Mi primer Empleo", talvez inspirado no exemplo do governo Lula. Tendo em vista os prodigiosos resultados desse magnifico programa para gastar dinheiro do contribuinte tentando fazer aquilo que o mercado poderia fazer naturalmente se não houvesse tantos obstaculos institucionais à contratacao de mao-de-obra, juvenil ou não, pode-se augurar um desastroso resultado para esse programa da Alba também.
Quanto à discussao sobre os medicamentos, a intenção é claramente a quebra de patentes, como sabemos que é preconizado no Brasil também. Mais um brilhante fracasso pela frente no acesso de nossas populações a medicamentos e à qualificação tecnológica desses países, com um tipo de comportamento deliberadamente anti-patentário...
-------------
Paulo Roberto de Almeida
Consejo Social del ALBA se reúne hoy en Bolivia
Telesur (Viernes 21/08/2009)
El Consejo Social de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) se reúne este viernes en La Paz, sede del Gobierno de Bolivia, con énfasis en políticas de integración en educación, empleo, salud y obras públicas.
El ministro de Trabajo de Bolivia, Calixto Chipana, uno de los organizadores del encuentro, precisó que con excepción de Honduras, debido al golpe de Estado que se perpetró en ese país centroamericano el pasado 28 de junio, a la cita asisten representantes de los otros ocho países integrantes de ese bloque regional.
Según Chipana, la cita tendrá una sesión de apertura en la que las delegaciones de Antigua y Barbuda, Bolivia, Cuba, Dominica, Ecuador, Nicaragua, San Vicente y Las Granadinas y Venezuela recibirán el saludo protocolar del canciller boliviano, David Choquehuanca.
La agrupación ministerial prevé presentar un acta constitutiva del encuentro, al igual que se hizo previamente en Venezuela con la reunión del Consejo Económico, y en Ecuador, donde recientemente se reunió el Consejo Político.
El ministro Chipana señaló que su Despacho presentará algunas iniciativas como el plan Mi primer empleo, que favorece a sectores vulnerables en el área, principalmente a jóvenes, y aseguró que los ministros profundizarán en los programas de alfabetización y posalfabetización, además de un plan para la formación de docentes.
Asimismo, el ministro boliviano de Educación, Roberto Aguilar, dijo que la experiencia de la Red de Universidades Indígenas, puesta en marcha el pasado 2 de este mes, podría suscitar el interés de las autoridades de la ALBA.
De igual modo, los ministros de Salud deliberarán sobre propiedad intelectual de los medicamentos y el acceso a los mismos, así como la vigilancia epidemiológica tras el impacto del virus AH1N1.
En la cita, los titulares de Obras Públicas evaluarán las innovaciones tecnológicas en construcción de viviendas sociales y el enfrentamiento a los embates climáticos.
Los temas que debatan los ministros serán abordados en la VII Cumbre de Jefes de Estado y de Gobierno de la ALBA, que se realizará en la ciudad boliviana de Cochabamba los días 16 y 17 de octubre.
Quanto à discussao sobre os medicamentos, a intenção é claramente a quebra de patentes, como sabemos que é preconizado no Brasil também. Mais um brilhante fracasso pela frente no acesso de nossas populações a medicamentos e à qualificação tecnológica desses países, com um tipo de comportamento deliberadamente anti-patentário...
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Paulo Roberto de Almeida
Consejo Social del ALBA se reúne hoy en Bolivia
Telesur (Viernes 21/08/2009)
El Consejo Social de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) se reúne este viernes en La Paz, sede del Gobierno de Bolivia, con énfasis en políticas de integración en educación, empleo, salud y obras públicas.
El ministro de Trabajo de Bolivia, Calixto Chipana, uno de los organizadores del encuentro, precisó que con excepción de Honduras, debido al golpe de Estado que se perpetró en ese país centroamericano el pasado 28 de junio, a la cita asisten representantes de los otros ocho países integrantes de ese bloque regional.
Según Chipana, la cita tendrá una sesión de apertura en la que las delegaciones de Antigua y Barbuda, Bolivia, Cuba, Dominica, Ecuador, Nicaragua, San Vicente y Las Granadinas y Venezuela recibirán el saludo protocolar del canciller boliviano, David Choquehuanca.
La agrupación ministerial prevé presentar un acta constitutiva del encuentro, al igual que se hizo previamente en Venezuela con la reunión del Consejo Económico, y en Ecuador, donde recientemente se reunió el Consejo Político.
El ministro Chipana señaló que su Despacho presentará algunas iniciativas como el plan Mi primer empleo, que favorece a sectores vulnerables en el área, principalmente a jóvenes, y aseguró que los ministros profundizarán en los programas de alfabetización y posalfabetización, además de un plan para la formación de docentes.
Asimismo, el ministro boliviano de Educación, Roberto Aguilar, dijo que la experiencia de la Red de Universidades Indígenas, puesta en marcha el pasado 2 de este mes, podría suscitar el interés de las autoridades de la ALBA.
De igual modo, los ministros de Salud deliberarán sobre propiedad intelectual de los medicamentos y el acceso a los mismos, así como la vigilancia epidemiológica tras el impacto del virus AH1N1.
En la cita, los titulares de Obras Públicas evaluarán las innovaciones tecnológicas en construcción de viviendas sociales y el enfrentamiento a los embates climáticos.
Los temas que debatan los ministros serán abordados en la VII Cumbre de Jefes de Estado y de Gobierno de la ALBA, que se realizará en la ciudad boliviana de Cochabamba los días 16 y 17 de octubre.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
1300) Imprensa e corrupcao na e da sociedade
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Clique aqui para ver a postagem.
1299) Juizes "inconstitucionais" deveriam ser punidos
O título não tem nada a ver, a rigor, com a nota abaixo, que transcrevo inicialmente, a partir de newsletter da UGT, uma das muitas centrais sindicais que vivem com o nosso dinheiro, supostamente em defesa do emprego dos já empregados...
SOLIDARIEDADE COM O “ESTADÃO”: a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de não acolher o pedido de liminar em mandado de segurança do jornal O Estado de São Paulo, mantém na prática a limitação imposta desde 30 de julho, quando o desembargador Dácio Vieira proibiu divulgar reportagens sobre o filho do presidente do Senado Federal, Fernando Sarney. O jornal recebeu a limitação como "censura" e está recebendo uma enxurrada de manifestações de solidariedade, vinda dos diversos segmentos da sociedade brasileira. A última decisão é do desembargador Waldir Leôncio Cordeiro Lopes Júnior.
==========
Volto à minha sugestão: acredito que o Conselho Nacional de Justiça deveria impor uma multa pecuniária, e talvez até uma suspensaão temporária, a todo e qualquer juiz que extravasasse de suas atribuições e proclamasse qualquer decisão que afrontasse cabalmente a Constituição.
O que o juiz amigo do Sarney fez, ao decretar a censura ao jornal Estado de S.Paulo, decisão confirmada por um colega complacente, foi claramente inconstitucional. Deveriam ser punidos, ambos, e duramente.
Minha modesta sugestão é que todo juiz maluco possa ser contido preventivamente. Não dando, que pelo menos haja punição ex-post.
SOLIDARIEDADE COM O “ESTADÃO”: a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de não acolher o pedido de liminar em mandado de segurança do jornal O Estado de São Paulo, mantém na prática a limitação imposta desde 30 de julho, quando o desembargador Dácio Vieira proibiu divulgar reportagens sobre o filho do presidente do Senado Federal, Fernando Sarney. O jornal recebeu a limitação como "censura" e está recebendo uma enxurrada de manifestações de solidariedade, vinda dos diversos segmentos da sociedade brasileira. A última decisão é do desembargador Waldir Leôncio Cordeiro Lopes Júnior.
==========
Volto à minha sugestão: acredito que o Conselho Nacional de Justiça deveria impor uma multa pecuniária, e talvez até uma suspensaão temporária, a todo e qualquer juiz que extravasasse de suas atribuições e proclamasse qualquer decisão que afrontasse cabalmente a Constituição.
O que o juiz amigo do Sarney fez, ao decretar a censura ao jornal Estado de S.Paulo, decisão confirmada por um colega complacente, foi claramente inconstitucional. Deveriam ser punidos, ambos, e duramente.
Minha modesta sugestão é que todo juiz maluco possa ser contido preventivamente. Não dando, que pelo menos haja punição ex-post.
1298) G20 financeiro: mini-sintese dos paises
Em preparação do encontro do G20 financeiro em Setembro, a BBC preparou mini-fichas sobre a situação econômica e a postura internacional de cada um dos países participantes.
-------------
Paulo Roberto de Almeida
G20: Economic summit snapshot
BBC, 20/08/2009
The leaders of the Group of 20, or G20, of the world's most powerful countries will next meet in the US city of Pittsburgh, in September to discuss the global economic crisis.
Click on the links below to find out more about the economic challenges faced by member states and what signs of recovery are starting to appear.
ARGENTINA
One of South America's largest economies, Argentina was in economic difficulties even before the global downturn struck.
Expansionary policies had caused the economy to overheat, fuelling inflation, while tax revenues shrank because the country's farm exports were fetching lower prices on world markets.
The government responded to the fall in tax revenues by increasing taxation on agricultural exports, a move that sparked continuing protests by farmers.
President Cristina Fernandez, who came to power in December 2007, nationalised the private pension system in November last year to help plug the hole in the government's finances.
But the row over taxation gave the government a confrontational image that contributed to its defeat in congressional mid-term elections in June.
Previously privatised companies such as Aerolineas Argentinas have also returned to state control.
AUSTRALIA
Australia has experienced a long period of stable economic growth since its last recession in 1991, benefiting from the rise of China and India as markets for its raw materials.
However, its resources-based economy has struggled since the worldwide financial turmoil began in the middle of 2008.
Its mining firms are cutting back on capital spending, reducing staff numbers and mothballing projects.
In February, the government of Prime Minister Kevin Rudd announced a 42bn Australian dollar ($26.5bn; £19bn) stimulus plan, to try to shield the country from the global downturn, and so far Australia has avoided slipping into recession.
The Australian economy grew by 0.4% in the first three months of 2009, following a contraction of 0.5% between October and December of last year.
But despite its efforts, the government has warned that the unemployment rate could hit 8.5% by mid-2011.
Mr Rudd has argued that the G20 alone has the global economic reach to tackle the world economic crisis.
Mr Rudd continues to enjoy strong approval ratings over his handling of the economy, and is renowned for his strong work ethic, earning him the nickname Kevin 24/7.
BRAZIL
It was confirmed in June that Latin America's biggest economy had entered recession.
But foreign investors have been putting money into Brazil recently in the hope that its economy will recover more quickly than other countries.
The Ibovespa stock market index has been reaching levels not seen since before the global financial crisis.
Brazil has also said it will offer $10bn in financing to the International Monetary Fund to help improve the availability of credit in developing countries.
The world's biggest exporter has been hit by sharp falls in world commodity prices as the global downturn curbs demand.
Brazilian interest rates have traditionally been among the highest in the world, but recent months have seen rates cut to record lows to try to bring the country in line with the cheaper borrowing costs of many of its neighbours.
Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva has argued that developed countries should not turn to protectionism, and has pushed for a greater role for developing countries in the world economy.
CANADA
Thanks to the North American Free Trade Agreement (Nafta), Canada's economic health is closely linked to that of the US, which buys three-quarters of its exports.
The ailing car industry, for instance, is as big a problem for Ottawa as it is for Washington. As a result, Canada has copied many of the US government's tactics, such as cutting interest rates and drawing up stimulus packages, although with the same lack of success.
However, Canada's banking sector and housing market are in better shape than in the US, with far fewer sub-prime mortgages.
In February, the Canadian parliament passed a 40bn Canadian dollar ($32bn; £23bn) economic stimulus package as part of the country's annual budget.
But it did not stop the economy contracting at the fastest rate sine 1991 in the first three months of 2009.
The economy shrank by 5.4% on an annualised basis during the quarter, though this was better than expected.
CHINA
The global downturn failed to prevent China overtaking Germany as the world's third-largest economy.
In fact, China's economy has shown signs of improvement recently, with the annual growth rates of both industrial output and retail sales rising in July.
But the downturn has had serious consequences for the country, both internally and externally.
Chinese exports have been hit hard by falling world demand, with millions of rural migrants returning to their villages after the factories that employed them closed down.
China's waning appetite for raw materials has had a knock-on effect on other countries' exports, crushing hopes that key emerging markets could compensate for the developed world's slowdown.
Its banks have not felt the impact seen elsewhere, but ordinary people have - with migrant workers especially hard hit.
While China's growth remains relatively strong compared with other countries, it has launched a $587bn stimulus package and has underlined that it now has the largest deficit in 20 years.
And China has recently been talking about the possibility of a new world currency to replace the dollar, though it stopped short of calling for this when it met with Brazil, Russia and India at the first Bric summit in June.
FRANCE
France became one of the first European countries to exit recession, together with Germany, when official data showed the French economy grew by 0.3% between April and June.
Finance and Economy Minister Christine Lagarde called the data "surprising", but said consumer spending and strong exports had helped boost GDP.
Unlike most other G20 countries, France had seen social unrest in response to the global downturn, with millions of workers taking industrial action at the beginning of the year in protest at the government's handling of the economic crisis.
In February, the government announced a 26bn-euro ($33.1bn; £23.5bn) initiative designed to revitalise the economy.
France has pushed hard for tougher financial regulation. The G20 agreement, signed in April, provides for stricter controls on bankers' pay and bonuses, more regulation of hedge funds and ratings agencies, and sanctions against tax havens.
At the time, President Nicolas Sarkozy said the deal went "well beyond what we had imagined".
But since then, France has played a leading role in the European Union's proposed Alternative Investment Funds Directive - aimed at further regulation of hedge funds, private equity and other alternative investment funds - putting it at odds with the UK and the US, who are wary of imposing overly-stringent rules.
GERMANY
Like France, Germany is no longer in recession, after surprise GDP data showed the economy grew by 0.3% in the second quarter.
The Federal Statistics Office said that household and government expenditure had boosted growth, adding that imports has declined far more sharply than exports.
Earlier this year, the government had forecast the German economy, which accounts for about a third of eurozone output, would shrink by 6% in 2009. That would be by far its worst performance in the post-World War II era.
In February, the country approved a 50bn-euro ($63bn, £44bn) stimulus plan, and Chancellor Angela Merkel said Germany would emerge from the economic crisis stronger than when it entered it.
Germany also launched a car scrappage scheme in February - in which drivers receive a cash incentive to scrap their old car and buy a new one - to boost the ailing car industry.
The scheme has been widely deemed a success, with more than 1.7 million applications received so far.
With federal elections coming up in September, Mrs Merkel's CDU-CSU manifesto proposes cuts in income tax, which could cost Germany an estimated 15bn euros, while the Social Democrats have pledged to bring full employment to Germany.
Along with France, Germany has also been calling for more regulation of financial markets and was a key player in the EU's proposed Alternative Investment Funds Directive.
INDIA
The Indian government under Prime Minister Manmohan Singh is well placed to embark on economic changes, having won a new term with a strong margin in May.
In July's budget, Finance Minister Pranab Mukherjee said the government's "first challenge" would be to return to a growth rate of 9% a year "at the earliest".
The Indian economy grew 6.7% in the year to the end of March 2009, but had grown by an average of 8.8% in the previous five years.
Agriculture, which makes up about a fifth of the economy, was one of the sectors to see growth fall, while industrial firms such as Tata have been severely affected by the freeze in world credit markets and a general fall in global spending.
In the budget, the government also increased spending on urban poor schemes and the jobs-for-work scheme to help the poor.
Although India's economy has undoubtedly been affected by the global recession, Prime Minister Singh has said he has no intention of going to the IMF for help - an institution he partly blamed for the economic downturn, saying it had conducted "too little surveillance of the affairs of the developed countries".
Mr Singh has also shared France and Germany's concern for greater regulation of financial markets.
He has said he is happy that his country has been admitted to two key standard-setting bodies.
"India has now been made a fully-fledged member of the Financial Stability Forum [and] also the Basel Banking Committee. This from India's point of view is a plus factor," he said.
INDONESIA
Globalisation has been a significant economic benefit for Indonesia in recent years.
Thanks in no small part to a big growth in manufacturing facilities for major multinationals, its economy grew 6.1% in 2008.
However, with Western firms cutting back production towards the end of the year, Indonesia's exports dropped sharply in the final three months of the year.
To help lift the economy, the government of President Susilo Bambang Yudhoyono has passed a $6bn (£4.3bn) fiscal stimulus.
But with overseas debts estimated at $151.7bn, the government has its own financial woes.
And critics say it is not doing enough to stamp out corruption that continues to deter some would-be investors.
In July, the country was also rocked by deadly blasts at two hotels in the capital Jakarta, leaving many worried about the impact this would have on Indonesia's reputation, especially among foreign investors and tourists.
ITALY
The Italian economy, the third-largest in the eurozone, was one of the first to enter recession.
Its economy has now shrunk for five quarters in succession, although the 0.5% contraction in the second quarter was smaller than expected and much smaller than the 2.7% contraction seen in the first quarter.
The latest figures have raised hopes that the country's recession may be easing.
Italy was also one of the first to approve a stimulus programme. In November, the government of Prime Minister Silvio Berlusconi approved an 80bn euro ($102bn; £66bn) emergency package that included tax breaks for poorer families, public works projects and mortgage relief.
Italy has the world's third-highest debt burden, expected to top 110% of GDP this year.
JAPAN
Japan followed fellow G20 members Germany and France out of recession, when it was confirmed that its economy grew by 0.9% in the second quarter.
But many analysts say the rise was due to a $260bn (£159bn) government stimulus package, and are uncertain as to how long growth will continue for.
The slowdown in the world's second-biggest economy was steeper than that being experienced in the US or Europe, as Japan has been hit particularly hard by falling global demand for its products, particularly electronic equipment and cars.
Consumers have cut back too, alarmed by rising unemployment. And its exports plunged in the first half of the year.
Japanese banks were hit hard by declines last year in the stock market, as they own stakes in many companies to strengthen business ties.
Two of the country's banks, Shinsei Bank and Aozora Bank, agreed to merge after struggling in the downturn.
But as the stock market recovers, banks hope for an upturn in their fortunes. The country's biggest bank, Mitsubish UFJ, and rival Mizuho have both said they expect to return to profit this year after reporting large losses last year.
In the run-up to the general election at the end of August, Prime Minister Taro Aso insists he can deliver on the economy, but commentators say he is being hampered by his growing unpopularity within his own party.
MEXICO
The Mexican economy is so intertwined with that of the US that when Wall Street sneezes, Mexican firms can find themselves in intensive care.
About 80% of Mexico's exports go the US, leaving the country vulnerable to falling US demand.
Mexico also thrives on remittances from workers who have migrated to the US, but these have fallen for the first time since records began in 1995.
In January, thousands attended a rally in Mexico City to protest at the economic policies of President Felipe Calderon's government.
Mexico was the first country to benefit directly from the release of more IMF funds, as agreed by the G20 in April, when it had a $47bn credit line approved by the body in April.
It has said it does not intend to use the money, but applied for it as a precaution in the event of further deterioration in global markets.
The outbreak of swine flu has hit the country's tourism industry hard and also led to some countries banning imports of pork products or pigs from Mexico, despite experts saying the virus cannot be caught from eating pork.
The finance ministry has warned that the flu could cost the country's economy more than $2bn.
RUSSIA
Russian President Dmitry Medvedev said he was content with the results of the G20 summit in April and that it represented a "step in the right direction", according to Russian news agency Itar-Tass.
Russia's economy is reeling from the effect of a sharp fall in the price of oil.
The 2009 budget is expected to slip into deficit and analysts predict that the country is heading for its first recession since 1998.
Russia's stock markets have recovered in recent months after plunging at the beginning of the year, and the central bank has spent billions of dollars trying to support the rouble.
Social unrest has already broken out in Vladivostok, while the financial crisis has cut the combined fortune of the 10 richest Russians by 66% to $75.9bn, according to business magazine Finans.
Overseas investment in the country is also being deterred by the perception that state-run firms bully or intimidate foreign companies into handing over control of their investments.
There is also widespread cynicism as to how much President Dmitry Medvedev is really in control, and whether power really lies with Prime Minister and former President Vladimir Putin.
SAUDI ARABIA
The Saudi kingdom is the only G20 country that also belongs to oil producers' cartel Opec (Indonesia allowed its membership to lapse at the end of 2008).
The global downturn has led to lower demand for energy, further depressing world oil prices, despite Opec's attempts to cut output.
When oil prices were at their peak, Saudi Arabia was making $1bn a day. That figure now stands at about $700m.
As a result, the International Monetary Fund predicts that Saudi Arabia and its neighbours will record fiscal deficits of up to 3.1% of GDP in 2009, a marked decline from surpluses of 22.8% of GDP in 2008.
In February, King Abdullah replaced the country's central bank chief in a rare reshuffle.
SOUTH AFRICA
South Africa is the only G20 member to have had a change of leadership since the London summit.
Jacob Zuma took office in May, replacing Kgalema Motlanthe, and the new president has pledged to bring down "unacceptably high" levels of unemployment and create half a million jobs this year.
Mr Zuma's ANC party has also said it will make fighting poverty a priority. It has promised a Canadian-styled National Health Insurance System, a "food for all" scheme, more child grants to poor families, and universal access to water and sanitation by the time of the next election.
South Africa has the continent's biggest economy and is the only African member of the G20.
The country has said it is facing its worst recession in 17 years. Its economy contracted 6.4% in the first three months of 2009.
Mr Zuma has said a three-year 787bn rand ($98bn; £60bn) spending programme announced in this year's budget - and including funds for schools, transport, housing and sanitation - must be properly planned.
Like Brazil, it fears that the global downturn will lead to a rise in protectionism in rich nations, making it even harder for developing countries to gain a foothold in key markets and increasing their sense of economic isolation.
SOUTH KOREA
The government in Seoul, like its neighbours in the region, fears that the global slowdown could lead to a repeat of the 1997-98 Asian economic crisis.
But the country returned to economic growth in the first half of this year.
Its economy grew by 2.3% in the second quarter, following growth of 0.1% in the first quarter and a contraction of 5.1% in the last three months of 2008.
The country's central bank has said increased government spending, help for car buyers and record low interest rates have helped boost the economy.
In November last year, the government announced a stimulus package worth 14 trillion won ($10.9bn; £6.6bn) to boost the economy, with 11 trillion won aimed at public projects and three trillion won for tax cuts to encourage spending.
But some analysts have questioned whether growth will continue, as fiscal stimulus wanes and credit expansion slows.
TURKEY
As it tries to revive its EU membership bid, Turkey has been talking up its response to the downturn as evidence that its reactions are those of a developed country, not an emerging market.
In the past nine months, the central bank has cut interest rates by 8.5 percentage points, although the rate remains relatively high by world standards at 8.25%.
However, the Turkish lira fell 25% against the dollar in 2008, while industrial output continues to contract year-on-year, although it is increasing on a monthly basis.
Loan talks with the International Monetary Fund were suspended in January after disagreements over the terms.
As well as trying to reduce unemployment levels from the current 16%, the government of Tayyip Erdogan has had to face constant suspicion of its Islamist roots, in a country where the secular and religious are often divided.
UNITED KINGDOM
Asked what British voters would get out of the G20, Prime Minister Gordon Brown stressed the importance of countries working together to overcome the economic crisis, saying the agreement would help people in Britain and overseas.
He called the G20 deal a "very significant step towards recovery", saying it would help rebuild confidence in the financial system in the UK and abroad.
However, unlike France and Germany, the UK is reluctant to enforce tough regulation on hedge funds, fearing that such plans will harm the City as an international financial centre.
The International Monetary Fund expects the UK to suffer the worst contraction among advanced nations in 2009, with its economy predicted to shrink by 4.2%.
The Bank of England has already cut interest rates to just 0.5% in a bid to help the British economy out of recession, while unemployment is now over 2.4 million - the highest level since 1995.
It has also recently added another £50bn of new money to its initial £125bn programme of quantitative easing to pump more funds into the economy by purchasing government bonds.
Troubles in the banking sector have led the government to bail out some of the country's biggest financial institutions, including Royal Bank of Scotland, in which it now holds a 68% stake.
The Bank of England's latest quarterly inflation report said there were "encouraging signs" that the steps taken to stimulate the economy had been having an impact, but warned that any recovery in 2010 would be "fragile".
The UK government has also followed its counterparts elsewhere in Europe and introduced a car scrappage scheme to help the ailing motor industry.
UNITED STATES
President Barack Obama said the "historic" agreements reached at the London summit could mark a "turning point" in the pursuit of economic recovery and reforming the regulatory financial system.
The global economic turmoil began in the US, thanks to the sub-prime mortgage crisis in which underperforming home loans were repackaged and sold on as toxic debt.
In June, the government announced major reforms to banking regulation, in what President Obama called the biggest shake-up of the US system of financial regulation since the 1930s.
The reforms require big banks to put more money aside to cover any future losses and to curb risk taking, and give the Federal Reserve the authority to monitor major financial institutions.
They also call for global regulatory standards and more co-operation.
The Fed has cut interest rates to near zero in a bid to unfreeze the credit markets, while Treasury Secretary Timothy Geithner has announced a partnership with the private sector to purchase toxic assets, in order to get them off the banks' balance sheets.
President Obama has signed into law a slimmed-down economic stimulus plan worth $787bn (£563bn), and the Fed has suggested that the worst of the recession is over.
But there are still problems in the wider economy, with the unemployment rate having risen to 9.5% before falling slightly to 9.4% in July.
The car industry in the US has been battered by a global slump in demand, and both Chrysler and GM had to enter Chapter 11 bankruptcy protection. July car sales were boosted though by the introduction of a scrappage scheme, to which further funding has been approved.
EUROPEAN UNION
European Commission President Jose Manuel Barroso told the BBC that a commitment to try to reach a deal on the Doha negotiations for global trade was the "most important" pledge for the EU.
He called the G20 a "historic moment, a defining moment", saying the right decisions had been taken. But he also cautioned that the crisis was not yet over, and there was more work to be done, including on reaching a world trade agreement.
The EU, led by Germany and France, has put forward proposals for even tighter hedge fund regulation, although the UK believes they would be anti-competitive.
Sixteen of the 27 European Union countries share the euro as their common currency. Their individual economic performances vary considerably, but the eurozone as a whole has been in recession since September 2008.
Economic activity shrank by 0.1% in the second quarter, and is forecast to shrink by 1.9% in the whole of 2009.
Unemployment in the euro area is expected to exceed 10% in 2010, up from 7.5% in 2008. The eurozone's key interest rate is now at a record low 1%. The worst performing EU economy is Latvia, which does not belong to the eurozone. Latvian GDP could fall by as much as 13% this year.
-------------
Paulo Roberto de Almeida
G20: Economic summit snapshot
BBC, 20/08/2009
The leaders of the Group of 20, or G20, of the world's most powerful countries will next meet in the US city of Pittsburgh, in September to discuss the global economic crisis.
Click on the links below to find out more about the economic challenges faced by member states and what signs of recovery are starting to appear.
ARGENTINA
One of South America's largest economies, Argentina was in economic difficulties even before the global downturn struck.
Expansionary policies had caused the economy to overheat, fuelling inflation, while tax revenues shrank because the country's farm exports were fetching lower prices on world markets.
The government responded to the fall in tax revenues by increasing taxation on agricultural exports, a move that sparked continuing protests by farmers.
President Cristina Fernandez, who came to power in December 2007, nationalised the private pension system in November last year to help plug the hole in the government's finances.
But the row over taxation gave the government a confrontational image that contributed to its defeat in congressional mid-term elections in June.
Previously privatised companies such as Aerolineas Argentinas have also returned to state control.
AUSTRALIA
Australia has experienced a long period of stable economic growth since its last recession in 1991, benefiting from the rise of China and India as markets for its raw materials.
However, its resources-based economy has struggled since the worldwide financial turmoil began in the middle of 2008.
Its mining firms are cutting back on capital spending, reducing staff numbers and mothballing projects.
In February, the government of Prime Minister Kevin Rudd announced a 42bn Australian dollar ($26.5bn; £19bn) stimulus plan, to try to shield the country from the global downturn, and so far Australia has avoided slipping into recession.
The Australian economy grew by 0.4% in the first three months of 2009, following a contraction of 0.5% between October and December of last year.
But despite its efforts, the government has warned that the unemployment rate could hit 8.5% by mid-2011.
Mr Rudd has argued that the G20 alone has the global economic reach to tackle the world economic crisis.
Mr Rudd continues to enjoy strong approval ratings over his handling of the economy, and is renowned for his strong work ethic, earning him the nickname Kevin 24/7.
BRAZIL
It was confirmed in June that Latin America's biggest economy had entered recession.
But foreign investors have been putting money into Brazil recently in the hope that its economy will recover more quickly than other countries.
The Ibovespa stock market index has been reaching levels not seen since before the global financial crisis.
Brazil has also said it will offer $10bn in financing to the International Monetary Fund to help improve the availability of credit in developing countries.
The world's biggest exporter has been hit by sharp falls in world commodity prices as the global downturn curbs demand.
Brazilian interest rates have traditionally been among the highest in the world, but recent months have seen rates cut to record lows to try to bring the country in line with the cheaper borrowing costs of many of its neighbours.
Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva has argued that developed countries should not turn to protectionism, and has pushed for a greater role for developing countries in the world economy.
CANADA
Thanks to the North American Free Trade Agreement (Nafta), Canada's economic health is closely linked to that of the US, which buys three-quarters of its exports.
The ailing car industry, for instance, is as big a problem for Ottawa as it is for Washington. As a result, Canada has copied many of the US government's tactics, such as cutting interest rates and drawing up stimulus packages, although with the same lack of success.
However, Canada's banking sector and housing market are in better shape than in the US, with far fewer sub-prime mortgages.
In February, the Canadian parliament passed a 40bn Canadian dollar ($32bn; £23bn) economic stimulus package as part of the country's annual budget.
But it did not stop the economy contracting at the fastest rate sine 1991 in the first three months of 2009.
The economy shrank by 5.4% on an annualised basis during the quarter, though this was better than expected.
CHINA
The global downturn failed to prevent China overtaking Germany as the world's third-largest economy.
In fact, China's economy has shown signs of improvement recently, with the annual growth rates of both industrial output and retail sales rising in July.
But the downturn has had serious consequences for the country, both internally and externally.
Chinese exports have been hit hard by falling world demand, with millions of rural migrants returning to their villages after the factories that employed them closed down.
China's waning appetite for raw materials has had a knock-on effect on other countries' exports, crushing hopes that key emerging markets could compensate for the developed world's slowdown.
Its banks have not felt the impact seen elsewhere, but ordinary people have - with migrant workers especially hard hit.
While China's growth remains relatively strong compared with other countries, it has launched a $587bn stimulus package and has underlined that it now has the largest deficit in 20 years.
And China has recently been talking about the possibility of a new world currency to replace the dollar, though it stopped short of calling for this when it met with Brazil, Russia and India at the first Bric summit in June.
FRANCE
France became one of the first European countries to exit recession, together with Germany, when official data showed the French economy grew by 0.3% between April and June.
Finance and Economy Minister Christine Lagarde called the data "surprising", but said consumer spending and strong exports had helped boost GDP.
Unlike most other G20 countries, France had seen social unrest in response to the global downturn, with millions of workers taking industrial action at the beginning of the year in protest at the government's handling of the economic crisis.
In February, the government announced a 26bn-euro ($33.1bn; £23.5bn) initiative designed to revitalise the economy.
France has pushed hard for tougher financial regulation. The G20 agreement, signed in April, provides for stricter controls on bankers' pay and bonuses, more regulation of hedge funds and ratings agencies, and sanctions against tax havens.
At the time, President Nicolas Sarkozy said the deal went "well beyond what we had imagined".
But since then, France has played a leading role in the European Union's proposed Alternative Investment Funds Directive - aimed at further regulation of hedge funds, private equity and other alternative investment funds - putting it at odds with the UK and the US, who are wary of imposing overly-stringent rules.
GERMANY
Like France, Germany is no longer in recession, after surprise GDP data showed the economy grew by 0.3% in the second quarter.
The Federal Statistics Office said that household and government expenditure had boosted growth, adding that imports has declined far more sharply than exports.
Earlier this year, the government had forecast the German economy, which accounts for about a third of eurozone output, would shrink by 6% in 2009. That would be by far its worst performance in the post-World War II era.
In February, the country approved a 50bn-euro ($63bn, £44bn) stimulus plan, and Chancellor Angela Merkel said Germany would emerge from the economic crisis stronger than when it entered it.
Germany also launched a car scrappage scheme in February - in which drivers receive a cash incentive to scrap their old car and buy a new one - to boost the ailing car industry.
The scheme has been widely deemed a success, with more than 1.7 million applications received so far.
With federal elections coming up in September, Mrs Merkel's CDU-CSU manifesto proposes cuts in income tax, which could cost Germany an estimated 15bn euros, while the Social Democrats have pledged to bring full employment to Germany.
Along with France, Germany has also been calling for more regulation of financial markets and was a key player in the EU's proposed Alternative Investment Funds Directive.
INDIA
The Indian government under Prime Minister Manmohan Singh is well placed to embark on economic changes, having won a new term with a strong margin in May.
In July's budget, Finance Minister Pranab Mukherjee said the government's "first challenge" would be to return to a growth rate of 9% a year "at the earliest".
The Indian economy grew 6.7% in the year to the end of March 2009, but had grown by an average of 8.8% in the previous five years.
Agriculture, which makes up about a fifth of the economy, was one of the sectors to see growth fall, while industrial firms such as Tata have been severely affected by the freeze in world credit markets and a general fall in global spending.
In the budget, the government also increased spending on urban poor schemes and the jobs-for-work scheme to help the poor.
Although India's economy has undoubtedly been affected by the global recession, Prime Minister Singh has said he has no intention of going to the IMF for help - an institution he partly blamed for the economic downturn, saying it had conducted "too little surveillance of the affairs of the developed countries".
Mr Singh has also shared France and Germany's concern for greater regulation of financial markets.
He has said he is happy that his country has been admitted to two key standard-setting bodies.
"India has now been made a fully-fledged member of the Financial Stability Forum [and] also the Basel Banking Committee. This from India's point of view is a plus factor," he said.
INDONESIA
Globalisation has been a significant economic benefit for Indonesia in recent years.
Thanks in no small part to a big growth in manufacturing facilities for major multinationals, its economy grew 6.1% in 2008.
However, with Western firms cutting back production towards the end of the year, Indonesia's exports dropped sharply in the final three months of the year.
To help lift the economy, the government of President Susilo Bambang Yudhoyono has passed a $6bn (£4.3bn) fiscal stimulus.
But with overseas debts estimated at $151.7bn, the government has its own financial woes.
And critics say it is not doing enough to stamp out corruption that continues to deter some would-be investors.
In July, the country was also rocked by deadly blasts at two hotels in the capital Jakarta, leaving many worried about the impact this would have on Indonesia's reputation, especially among foreign investors and tourists.
ITALY
The Italian economy, the third-largest in the eurozone, was one of the first to enter recession.
Its economy has now shrunk for five quarters in succession, although the 0.5% contraction in the second quarter was smaller than expected and much smaller than the 2.7% contraction seen in the first quarter.
The latest figures have raised hopes that the country's recession may be easing.
Italy was also one of the first to approve a stimulus programme. In November, the government of Prime Minister Silvio Berlusconi approved an 80bn euro ($102bn; £66bn) emergency package that included tax breaks for poorer families, public works projects and mortgage relief.
Italy has the world's third-highest debt burden, expected to top 110% of GDP this year.
JAPAN
Japan followed fellow G20 members Germany and France out of recession, when it was confirmed that its economy grew by 0.9% in the second quarter.
But many analysts say the rise was due to a $260bn (£159bn) government stimulus package, and are uncertain as to how long growth will continue for.
The slowdown in the world's second-biggest economy was steeper than that being experienced in the US or Europe, as Japan has been hit particularly hard by falling global demand for its products, particularly electronic equipment and cars.
Consumers have cut back too, alarmed by rising unemployment. And its exports plunged in the first half of the year.
Japanese banks were hit hard by declines last year in the stock market, as they own stakes in many companies to strengthen business ties.
Two of the country's banks, Shinsei Bank and Aozora Bank, agreed to merge after struggling in the downturn.
But as the stock market recovers, banks hope for an upturn in their fortunes. The country's biggest bank, Mitsubish UFJ, and rival Mizuho have both said they expect to return to profit this year after reporting large losses last year.
In the run-up to the general election at the end of August, Prime Minister Taro Aso insists he can deliver on the economy, but commentators say he is being hampered by his growing unpopularity within his own party.
MEXICO
The Mexican economy is so intertwined with that of the US that when Wall Street sneezes, Mexican firms can find themselves in intensive care.
About 80% of Mexico's exports go the US, leaving the country vulnerable to falling US demand.
Mexico also thrives on remittances from workers who have migrated to the US, but these have fallen for the first time since records began in 1995.
In January, thousands attended a rally in Mexico City to protest at the economic policies of President Felipe Calderon's government.
Mexico was the first country to benefit directly from the release of more IMF funds, as agreed by the G20 in April, when it had a $47bn credit line approved by the body in April.
It has said it does not intend to use the money, but applied for it as a precaution in the event of further deterioration in global markets.
The outbreak of swine flu has hit the country's tourism industry hard and also led to some countries banning imports of pork products or pigs from Mexico, despite experts saying the virus cannot be caught from eating pork.
The finance ministry has warned that the flu could cost the country's economy more than $2bn.
RUSSIA
Russian President Dmitry Medvedev said he was content with the results of the G20 summit in April and that it represented a "step in the right direction", according to Russian news agency Itar-Tass.
Russia's economy is reeling from the effect of a sharp fall in the price of oil.
The 2009 budget is expected to slip into deficit and analysts predict that the country is heading for its first recession since 1998.
Russia's stock markets have recovered in recent months after plunging at the beginning of the year, and the central bank has spent billions of dollars trying to support the rouble.
Social unrest has already broken out in Vladivostok, while the financial crisis has cut the combined fortune of the 10 richest Russians by 66% to $75.9bn, according to business magazine Finans.
Overseas investment in the country is also being deterred by the perception that state-run firms bully or intimidate foreign companies into handing over control of their investments.
There is also widespread cynicism as to how much President Dmitry Medvedev is really in control, and whether power really lies with Prime Minister and former President Vladimir Putin.
SAUDI ARABIA
The Saudi kingdom is the only G20 country that also belongs to oil producers' cartel Opec (Indonesia allowed its membership to lapse at the end of 2008).
The global downturn has led to lower demand for energy, further depressing world oil prices, despite Opec's attempts to cut output.
When oil prices were at their peak, Saudi Arabia was making $1bn a day. That figure now stands at about $700m.
As a result, the International Monetary Fund predicts that Saudi Arabia and its neighbours will record fiscal deficits of up to 3.1% of GDP in 2009, a marked decline from surpluses of 22.8% of GDP in 2008.
In February, King Abdullah replaced the country's central bank chief in a rare reshuffle.
SOUTH AFRICA
South Africa is the only G20 member to have had a change of leadership since the London summit.
Jacob Zuma took office in May, replacing Kgalema Motlanthe, and the new president has pledged to bring down "unacceptably high" levels of unemployment and create half a million jobs this year.
Mr Zuma's ANC party has also said it will make fighting poverty a priority. It has promised a Canadian-styled National Health Insurance System, a "food for all" scheme, more child grants to poor families, and universal access to water and sanitation by the time of the next election.
South Africa has the continent's biggest economy and is the only African member of the G20.
The country has said it is facing its worst recession in 17 years. Its economy contracted 6.4% in the first three months of 2009.
Mr Zuma has said a three-year 787bn rand ($98bn; £60bn) spending programme announced in this year's budget - and including funds for schools, transport, housing and sanitation - must be properly planned.
Like Brazil, it fears that the global downturn will lead to a rise in protectionism in rich nations, making it even harder for developing countries to gain a foothold in key markets and increasing their sense of economic isolation.
SOUTH KOREA
The government in Seoul, like its neighbours in the region, fears that the global slowdown could lead to a repeat of the 1997-98 Asian economic crisis.
But the country returned to economic growth in the first half of this year.
Its economy grew by 2.3% in the second quarter, following growth of 0.1% in the first quarter and a contraction of 5.1% in the last three months of 2008.
The country's central bank has said increased government spending, help for car buyers and record low interest rates have helped boost the economy.
In November last year, the government announced a stimulus package worth 14 trillion won ($10.9bn; £6.6bn) to boost the economy, with 11 trillion won aimed at public projects and three trillion won for tax cuts to encourage spending.
But some analysts have questioned whether growth will continue, as fiscal stimulus wanes and credit expansion slows.
TURKEY
As it tries to revive its EU membership bid, Turkey has been talking up its response to the downturn as evidence that its reactions are those of a developed country, not an emerging market.
In the past nine months, the central bank has cut interest rates by 8.5 percentage points, although the rate remains relatively high by world standards at 8.25%.
However, the Turkish lira fell 25% against the dollar in 2008, while industrial output continues to contract year-on-year, although it is increasing on a monthly basis.
Loan talks with the International Monetary Fund were suspended in January after disagreements over the terms.
As well as trying to reduce unemployment levels from the current 16%, the government of Tayyip Erdogan has had to face constant suspicion of its Islamist roots, in a country where the secular and religious are often divided.
UNITED KINGDOM
Asked what British voters would get out of the G20, Prime Minister Gordon Brown stressed the importance of countries working together to overcome the economic crisis, saying the agreement would help people in Britain and overseas.
He called the G20 deal a "very significant step towards recovery", saying it would help rebuild confidence in the financial system in the UK and abroad.
However, unlike France and Germany, the UK is reluctant to enforce tough regulation on hedge funds, fearing that such plans will harm the City as an international financial centre.
The International Monetary Fund expects the UK to suffer the worst contraction among advanced nations in 2009, with its economy predicted to shrink by 4.2%.
The Bank of England has already cut interest rates to just 0.5% in a bid to help the British economy out of recession, while unemployment is now over 2.4 million - the highest level since 1995.
It has also recently added another £50bn of new money to its initial £125bn programme of quantitative easing to pump more funds into the economy by purchasing government bonds.
Troubles in the banking sector have led the government to bail out some of the country's biggest financial institutions, including Royal Bank of Scotland, in which it now holds a 68% stake.
The Bank of England's latest quarterly inflation report said there were "encouraging signs" that the steps taken to stimulate the economy had been having an impact, but warned that any recovery in 2010 would be "fragile".
The UK government has also followed its counterparts elsewhere in Europe and introduced a car scrappage scheme to help the ailing motor industry.
UNITED STATES
President Barack Obama said the "historic" agreements reached at the London summit could mark a "turning point" in the pursuit of economic recovery and reforming the regulatory financial system.
The global economic turmoil began in the US, thanks to the sub-prime mortgage crisis in which underperforming home loans were repackaged and sold on as toxic debt.
In June, the government announced major reforms to banking regulation, in what President Obama called the biggest shake-up of the US system of financial regulation since the 1930s.
The reforms require big banks to put more money aside to cover any future losses and to curb risk taking, and give the Federal Reserve the authority to monitor major financial institutions.
They also call for global regulatory standards and more co-operation.
The Fed has cut interest rates to near zero in a bid to unfreeze the credit markets, while Treasury Secretary Timothy Geithner has announced a partnership with the private sector to purchase toxic assets, in order to get them off the banks' balance sheets.
President Obama has signed into law a slimmed-down economic stimulus plan worth $787bn (£563bn), and the Fed has suggested that the worst of the recession is over.
But there are still problems in the wider economy, with the unemployment rate having risen to 9.5% before falling slightly to 9.4% in July.
The car industry in the US has been battered by a global slump in demand, and both Chrysler and GM had to enter Chapter 11 bankruptcy protection. July car sales were boosted though by the introduction of a scrappage scheme, to which further funding has been approved.
EUROPEAN UNION
European Commission President Jose Manuel Barroso told the BBC that a commitment to try to reach a deal on the Doha negotiations for global trade was the "most important" pledge for the EU.
He called the G20 a "historic moment, a defining moment", saying the right decisions had been taken. But he also cautioned that the crisis was not yet over, and there was more work to be done, including on reaching a world trade agreement.
The EU, led by Germany and France, has put forward proposals for even tighter hedge fund regulation, although the UK believes they would be anti-competitive.
Sixteen of the 27 European Union countries share the euro as their common currency. Their individual economic performances vary considerably, but the eurozone as a whole has been in recession since September 2008.
Economic activity shrank by 0.1% in the second quarter, and is forecast to shrink by 1.9% in the whole of 2009.
Unemployment in the euro area is expected to exceed 10% in 2010, up from 7.5% in 2008. The eurozone's key interest rate is now at a record low 1%. The worst performing EU economy is Latvia, which does not belong to the eurozone. Latvian GDP could fall by as much as 13% this year.
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