sexta-feira, 10 de abril de 2026

O início do fim da minha "caminhada no deserto", em abril de 2026 - Paulo Roberto de Almeida

O início do fim da minha "caminhada no deserto", em abril de 2026

Paulo Roberto de Almeida

Copio, abaixo, esta nota do site "Pública", especializado em investigações jornalísticas, sobre os dez anos do início do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o incompetente (deliberadamente) "poste" de Lula, para esquentar o cargo por 4 anos, para um retorno "triunfal" do guru da esquerda brasileira no último meio século, mas que se recusou a largar o osso, e foi "punida" por toda a casta política, para dizer o seguinte:

PRA: Estes dez anos, ou melhor, abril de 2016, representou também o começo do fim do meu longo ostracismo, 13,5 anos, na Secretaria de Estado do Itamaraty, desde o início de 2003 (quando eu ainda estava na embaixada em Washington e recebi o convite do diretor do IRBr, para chefiar o novo mestrado do Instituto, do qual eu já era, desde 2001, professor orientador), e que foi vetado pela administração "petista" empossada em janeiro. Fiquei na maior parte do tempo na Biblioteca do Itamaraty, lendo e escrevendo. Em 2016, fui alertado para um possível cargo, não na SERE, mas na Funag, e de fato me ofereceram sala e funcionários, mas me recusei a assumir o novo cargo, como diretor do IPRI, até que o processo fosse concluído oficialmente e o DOU publicasse minha nomeação, apenas em AGOSTO, quando finalmente assumi o cargo. Trabalhei durante dois anos e meio, mas a partir de outubro de 2028, já sabia que seria expurgado novamente pelo novo "regime", os tempos sombrios do bolsonarismo alucinado e seu patético chanceler acidental. Foi o que ocorreu no início de 2019, e fui designado para servir na Divisão dos Arquivos, nas catacumbas do Anexo II (Bolo de Noiva) do Itamaraty. Fiquei lá, sendo ainda penalizado pelo bizarro chanceler, até me aposentar um ano e meio depois.
Volto à nota:

"10 anos do impeachment da Dilma
No dia 17 de abril de 2016, o Brasil acompanhou a votação do segundo pedido de impeachment de um presidente da República desde a redemocratização do país. Um dos protagonistas no dia da votação foi Jean Wyllys, então deputado pelo PSOL, que foi ofendido por Bolsonaro e reagiu com uma cusparada. Após o ocorrido, Jean passou a sofrer ameaças a ponto de decidir abandonar a carreira política e sair do país. Dez anos depois, ele conversa com Andrea Dip no Pauta Pública, analisando os impactos que a histórica votação e o impeachment de Dilma como um todo tiveram na política e na sociedade brasileira - e o que está em jogo nas eleições de 2026."
Pública, 10/04/2026

 


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