sábado, 4 de abril de 2026

O moderno príncipe: Uma releitura maquiaveliana do poder contemporâneo - Paulo Roberto de Almeida (Revista Temas & Matizes)

De vez em quando, ou muito de quando em vez, eu encontro um trabalho antigo, publicado em alguma revista acadêmica, cujo link AINDA FUNCIONA, o que é uma surpresa absoluta, como esta aqui:

572. “O moderno príncipe: Uma releitura maquiaveliana do poder contemporâneo”, Revista Temas & Matizes (Cascavel/PR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Unioeste, a III, n. 5, ISSN: 1519-7972; p. 1-15.

O moderno príncipe
Uma releitura maquiaveliana do poder contemporâneo

Paulo Roberto de Almeida
Doutor em ciências sociais, mestre em planejamento econômico.
Revista Temas & Matizes (Cascavel/PR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Unioeste, a III, n. 5, ISSN: 1519-7972; p. 1-15; link:
http://e-revista.unioeste.br/index.php/temasematizes/article/download/548/459
Relação de Trabalhos Originais n. 1324. Relação de Publicados n. 572.

Introdução

Este ensaio consiste numa releitura linear do – e tanto quanto possível vinculada conceitualmente ao – clássico de Maquiavel, O Príncipe. Trata-se de uma tentativa de aplicar as categorias analíticas e a metodologia utilizada pelo pensador florentino às mesmas realidades por ele tratadas: as diversas formas de conquistar e de manter o poder especificamente político e as técnicas empregadas para tal finalidade, com a diferença essencial de que estaremos falando das formações políticas da contemporaneidade, não das cidades-Estado do Renascimento.
O objeto em si não é diferente daquele analisado no mais famoso tratado de política, mas os instrumentos e os contextos econômicos, sociais e culturais nos quais se movimentam os “modernos príncipes” são obviamente diferentes – não, talvez, moralmente superiores –, mas operacionalmente distintos daquele universo de traições na ponta da espada no qual se movia o diplomata e conselheiro Niccolò. Para assegurar uma comparabilidade e uma ponte conceitual com o pensador florentino, estilo e estrutura dos primeiros capítulos de sua obra mais conhecida foram mantidos o mais próximo possível do original (lida em várias edições, sobretudo italianas e francesas). Os temas e inclusive os títulos desses primeiros capítulos são idênticos aos do conhecido texto maquiaveliano, mas o discurso e a lógica argumentativa aqui seguidos diferem, obviamente, do original de quase cinco séculos atrás.
(...)

Íntegra no link acima.


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