O mundo ainda é uma selva, mas já devidamente cartografada pelos seus “animais” carnívoros e herbívoros
Paulo Roberto de Almeida
Os EUA não são um “tigre de papel”: o potencial ofensivo de suas Forças Armadas, de sua inteligência e da sua rede de monitoramento exterior é, de longe, o monstro bélico mais poderoso do planeta, e da História, insuperável por qualquer outro adversário no horizonte histórico previsível, ainda alimentado por uma máquina econômica não alcançável por qualquer outro competidor nos anos à frente. Força bruta não é o problema desse “tigre”.
O problema, grave, gravíssimo, é que o “tigre” foi capturado por um chimpanzé autocentrado, infantil, totalmente despreparado e absolutamente errático, que atua como um “domador” alienado quanto ao exercício das ações desse “tigre de aço”, e que o conduz por sendas incompatíveis com a trajetória mais adequada ao seu papel na ordem global que costumava ser administrada de forma racional, até ser capturado por esse chimpanzé tresloucado.
Na verdade, o chimpanzé se submete a um urso envelhecido e semiparaplégico, mas pretende enfrentar e dominar um dragão rejuvenescido, com o qual poderia estabelecer uma convivência aceitável e até uma parceria benéfica a ambos numa administração condizente com a situação transitória da “selva” econômica mutuamente partilhável.
Não é o que ocorre atualmente, pois o chimpanzé conseguiu produzir uma desordem indescritível na “selva” relativamente previsível, criada 80 anos atrás, desde sua última reorganização, após a derrota de hienas e chacais.
Os herbívoros mais racionais deveriam juntar forças para conter, com a ajuda do dragão, os instintos mais primitivos desse tigre alienado e desse urso senil que causaram todos os estardalhaços indesejáveis desde o início do século.
Uma nova cartografia poderia ajustar a convivência entre todos os animais, que reconhecem sua unidade fundamental, na igualdade soberana de todos eles, embora alguns animais sejam mais iguais do que outros.
Vai ser uma tarefa difícil, mas factível, desde que os herbívoros mais racionais se concertem entre si, sem qualquer ilusão quanto a um convencimento possivel dos atuais “trouble makers” dessa selva em fase de mutação.
Uma proposta modesta por um mero observador do zoo civilizatório…
Paulo Roberto Almeida
Brasília, 13/04/2026
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