sábado, 30 de maio de 2026

Discurso do embaixador Sergio Florencio na cerimônia de posse na cadeira San Tiago Dantas no Instituto Histórico e Geográfico do DF

Discurso do embaixador Sergio Florencio na cerimônia de posse na cadeira San Tiago Dantas no Instituto Histórico e Geográfico do DF, em 29/05/2026:


San Tiago Dantas. A Busca da Razão nos Trópicos.
Discurso de Posse de Sergio Abreu e Lima Florencio.
Instituto Histórico e Geográfico- IHG.
Brasília, 29 de maio de 2026.

Introdução

Agradeço a presença de todas e todos nesta cerimônia de posse como membro do Instituto Histórico e Geográfico (IHG), que muito me honra. Em especial, agradeço a minha mulher Sônia, aos nossos quatro filhos – dois aqui estão, vindos de São Paulo e do Crato, no Ceará, aos parentes, aos amigos dos almoços de domingo, às amigas e amigos da Academia de Letras de Brasília (ACLEB), e aos membros deste histórico instituto.
Devo agradecimento especial a Hugo Studart, novo e querido amigo da Academia de Letras de Brasília, e a Paulo Roberto de Almeida, meu amigo histórico - o único Embaixador Ombudsman do Itamaraty - pela ousadia de sugerirem meu nome a este Instituto Histórico e Geográfico. Por que ousadia? Porque eu não sou historiador nem geógrafo. Na verdade, sou diplomata e economista.
Se alguma legitimidade tenho para aqui estar, ela reside no meu amor pela História, que herdei de meu pai, e por ter um filho historiador. Ele nasceu no Irã, junto com a Revolução Iraniana, e na época do vestibular, queria fazer História, mas a mãe insistia em que ele deveria fazer Direito. Eu argumentava que quem nasceu junto com a quarta grande revolução do século XX, não podia fazer Direito, porque revolução e norma jurídica não combinam. Ele seguiu sua origem revolucionária e hoje é Professor Doutor de Cultura Afro-brasileira e Indígena, na Universidade Regional do Cariri -URCA. Esse debate conjugal foi dos raros que eu venci. E isso confere alguma legitimidade para um diplomata economista ingressar na casa de tão célebres historiadores e geógrafos de nosso país.
Legitimidade adicional vem de quatro livros que escrevi. O primeiro foi sobre os tempos heroicos do Mercosul. O segundo foi sobre Os Mexicanos, após viver três anos naquele estimulante pais. O terceiro contou episódios vividos na revolução iraniana, na diplomacia e falou de afetos. O quarto, que acaba de sair, tem como título “Um mundo em transformação. Qual o lugar do Brasil?”, e reúne algumas colunas quinzenais que escrevo há três anos para o portal da revista Interesse Nacional.
O IHG me conferiu a honra de ter um grande brasileiro como patrono da cadeira que irei ocupar. San Tiago Dantas simboliza, para mim, um modelo de homem público que toda democracia avançada gostaria de ter como representante nos três Poderes. Sim, porque com inteligência fulgurante e vasta cultura, San Tiago exerceu funções de relevo na magistratura -como reconhecido jurista, catedrático de Direito em várias faculdades; no Congresso - como incansável deputado federal pelo PTB de Minas Gerais, defensor de uma democracia social em nosso país; e no Poder Executivo, como lúcido e corajoso Primeiro-Ministro, Chanceler e Ministro da Fazenda - inspirador do Plano Trienal, com o amigo Celso Furtado.
Esta apresentação consta de três partes. A primeira focaliza Santiago Dantas como o grande expoente da Política Externa Independente. A segunda examina sua luta, como Ministro da Fazenda e como Primeiro-Ministro, na construção de uma economia moderna e de uma democracia social em nosso país. A terceira, traça um paralelo entre o pensamento e a atuação de San Tiago Dantas e de Fernando Henrique Cardoso. 

O Refundador da Política Externa Independente (PEI)
1. O humanista de visão
Santiago Dantas era o antípoda do intelectual da torre de marfim ou do tecnocrata aprisionado nos números. Era um engenheiro de pontes entre a reflexão e a ação. Duas citações suas espelham esse perfil. “A cultura filosófica tem para um povo e para sua liberdade espiritual, papel semelhante ao que desempenhava a indústria pesada na sua independência econômica e política.”(1) A política externa só pode ser considerada boa e legítima na medida em que se ajuste ao complexo de aspirações nacionais.” (2).
Além dessa visão lúcida da relação entre cultura, política externa e interesse nacional, San Tiago tinha a vantagem de ser um estudioso das grandes transformações da História. Em julho de1939, antes da Segunda Guerra Mundial, ele publicou artigo para celebrar 150 anos da tomada da Bastilha, que foi assim descrito por Marcílio Marques Moreira. “Santiago considerou o episódio exemplar “na sua trágica cegueira”, ao “exprimir a injustiça da justiça do povo” e, ao mesmo tempo, grandioso no grito pela liberdade”. “Embora a Revolução não tenha implantado a liberdade, “implantou o ideal da liberdade” e “deu ao mundo a consciência de que as ideias movem a história”. (3). Esse último trecho da citação de San Tiago Dantas me remete àquela sábia frase do Victor Hugo. “Nada mais no mundo, nem todos os Exércitos, é tão poderoso quanto uma ideia cuja hora chegou.”

2. A PEI e seus primeiros desafios: União Soviética, Angola e Cuba
A trajetória de San Tiago Dantas no Itamaraty é curiosa. Ele foi nosso Embaixador na ONU. Embaixador por apenas um dia! Sim, no dia seguinte à sua posse, Jânio renunciou, e ele foi afastado do cargo. Mas foi na condição de Chanceler do regime parlamentarista, em 1961, durante dez meses, que San Tiago trouxe a grande contribuição para nossa diplomacia. Aprimorou conceitos, consolidou prioridades e robusteceu a Política Externa Independente (PEI), lançada por seu antecessor Afonso Arinos. A PEI buscava conciliar três objetivos: desenvolvimento econômico; regime democrático; e reforma social.
Algumas oscilações e retrocessos ocorreram em nossa política externa desde então – o breve alinhamento automático com os EUA após o golpe de 1964, no primeiro governo militar; e a desastrosa tentativa de fazer do país um pária internacional, como explicitado por Ernesto Araújo, Chanceler do governo Bolsonaro. Mas aquele triângulo da PEI sempre foi o pilar de nossa diplomacia.
Logo ao assumir a Chancelaria, no auge da Guerra Fria, San Tiago se defrontava com três delicadas questões: União Soviética; Cuba e Angola. Os princípios da PEI foram a bússola que norteou nossas posições. O reatamento de relações com a União Soviética demorou, mas acabou se concretizando, após intensos debates, em novembro de 1961. Com relação à questão de Angola, o Brasil reconhecia os laços fraternos com Portugal, mas deixava claro que não endossava a política portuguesa, e apoiava a emancipação das colônias africanas.
A revolução cubana era tema muito espinhoso para o governo. Os dois extremos do espectro político eram críticos ferozes da política externa de San Tiago Dantas: Leonel Brizola à esquerda e Carlos Lacerda à direita. O Chanceler utilizava, como ponto de partida de nossa posição, um princípio basilar da PEI – a não intervenção. Mas acrescentava importante ressalva. “Reconhecemos que o governo de Fidel Castro se afasta das diretrizes do regime democrático”. (4)

3. A PEI e a Suspensão de Cuba da OEA.
A questão cubana seria retomada com vigor na Oitava Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores, realizada em Punta del Este, Uruguai, que concluiu, em janeiro de 1962, pela suspensão de Cuba da OEA.
A proposta brasileira tinha o apoio das maiores nações do continente, mas foi derrotada pelas pressões políticas e econômicas dos EUA sobre os Estados menores.
O Brasil não negava a interferência do comunismo internacional nas democracias latino-americanas. É preciso lembrar que estávamos então no auge da Guerra Fria. Mas, na Conferência, nossa posição continha um forte argumento – o isolamento de Cuba, sem alternativas, lançaria o país na gravitação para o bloco soviético. Por isso, o Brasil se opunha à imposição de sanções.

4. Os riscos da PEI ontem, na Crise dos Mísseis. Os perigos do Brasil hoje, com a retomada da Guerra Fria.
“A PEI concorreu para a deterioração do relacionamento com os Estados Unidos”. Apesar disso, “não convém exagerar o papel da diplomacia num processo inevitável em tempos de exacerbação ideológica.”(5) Essa criteriosa avaliação de Rubens Ricúpero sintetiza bem o equilíbrio de nossa política externa diante da conjuntura internacional mais ameaçadora da Guerra Fria – a Crise dos Mísseis de 1962. Isso porque, no embate entre as Superpotências que aproximava o mundo do holocausto nuclear, nosso país soube preservar independência, sem transformá-la numa cruzada antiamericana certamente contrária aos interesses nacionais.
Esse diagnóstico encontra integral respaldo nas palavras de San Tiago Dantas, ao receber o prêmio Homem de Visão 1963. “Tive a ventura, no primeiro dos governos a que pertenci, de restaurar, em sua plenitude, as nossas relações com a área socialista e de realizar no segundo um esforço leal (...) para normalizar nossas relações financeiras com os EUA (...) O que resulta da soma desses atos é o sentido de independência, e não de preferência ideológica, que procurei dar à política brasileira, e o princípio de fidelidade exclusiva ao interesse de nosso país.” (6)
Esse comportamento do refundador da PEI deveria servir de farol para os desafios atuais de nossa diplomacia. A política expansionista do presidente Trump na América Latina poderá ter desdobramentos perigosos ao equilíbrio regional, e para os quais devemos estar preparados.
O brutal ataque norte-americano à soberania da Venezuela poderá ser reeditado em outros países da região - sobretudo Cuba - com formatos distintos. Diante desse cenário ameaçador, nossa política externa precisará assumir posição distante de populismos e de ideologias. É preciso resgatar a lucidez de San Tiago Dantas.

A razão vencida. Democracia e Estabilização.

San Tiago assume o Ministério da Fazenda com a volta do presidencialismo e a expectativa de restituição da autoridade do Presidente João Goulart, enfraquecida pelo parlamentarismo. O novo ministro anuncia prioridade ao combate à inflação, embora com a advertência de não ser tratada como uma tarefa exclusivamente técnica. Por sugestão do próprio San Tiago, o amigo Celso Furtado foi indicado Ministro Extraordinário do Planejamento, e foi lançado o Plano Trienal, de 1963-1965.
O objetivo era a redução programada das despesas públicas, por meio da contenção do consumo e do reajuste das tarifas de serviços púbicos nos setores de transporte e comunicações. “O Plano Trienal estimava uma taxa de crescimento da renda nacional em 7% ao ano e redução progressiva da inflação em 1963, empregando os meios dos planos ortodoxos de estabilização da moeda. ... Não havia como combater a inflação àquela altura senão o governo reduzir drasticamente a base monetária, contendo a emissão de papel moeda, diagnóstico de quase todos os economistas de diferentes inclinações ideológicas.” (7).
Em contraste com esse diagnóstico realista, a volta do presidencialismo não assegurou força ao Presidente da República, que passou a enfrentar a oposição de organizações sindicais, cuja mobilização exercia pressão política e social crescente, e da Frente Parlamentar Nacionalista. Essa criticava o Plano Trienal por ter sido elaborado “desconhecendo a existência de um fator decisivo, o imperialismo econômico, ignorando que a inflação resulta da atuação de grupos internacionais”. (8).
Essa reação era um balde de água fria na expectativa do governo, que contava com alguma aceitação de menores reajustes salariais e de preços por parte de empresários, trabalhadores e servidores públicos federais. “ Como dissera San Tiago, combater a inflação não era um desafio técnico, mas político: alcançar um acordo entre as classes produtoras, a trabalhadora e o funcionalismo público, civil e militar. (9).
A luta do então Ministro da Fazenda para promover desenvolvimento e democracia social esbarrava no que ele designava “esquerda negativa”, integrada não só pela oposição, mas pelas forças exaltadas do próprio governo. No outro polo, críticas mais contundentes se originavam em setores da direita, que o acusavam de comunista. Obstáculo de peso vinha do próprio Presidente, que nunca chegou a dar respaldo efetivo ao Plano Trienal – com reajustes salariais irrealistas- e sempre cedia às demandas dos segmentos mais exaltados.
Os indicadores econômicos se agravavam de forma acelerada, ao que se somavam uma crescente dívida externa e ataques do governo norte-americano a nossa política econômica. A inflação, que era de 25,4% em 1960, se elevara para 50% em 1962. A taxa de crescimento, de 8,6% em 1961, cairia para 0,6% em 1963. Aumentos salariais da ordem de 40% agravavam a perda de apoio de credores externos, reduziam a taxa de crescimento e promoviam a queda de popularidade do Presidente. (10)
Em menos de três anos, o governo teve cinco ministros da Fazenda. Em setembro de 1964, falecia San Tiago Dantas. A morte o pouparia de mais um sofrimento – a cassação dos direitos políticos.

San Tiago Dantas & Fernando Henrique Cardoso. Ideias próximas, Destinos distantes.

San Tiago Dantas foi um prestigiado, polivalente político brasileiro no começo dos anos 1960. Exerceu, com talento, funções relevantes - Chanceler, Ministro da Fazenda e Primeiro-Ministro do governo João Goulart. Como Chanceler, foi o grande refundador, aperfeiçoador e apóstolo da Política Externa Independente. Como Ministro da Fazenda, atuou junto com Celso Furtado para viabilizar o Plano Trienal (1963-1965), voltado para a estabilização, as reformas econômicas e sociais. Seu ideal era a construção de um país com desenvolvimento econômico, reformas sociais e democracia.
Fernando Henrique Cardoso assegurou, em dois mandatos a partir da metade dos anos 1990, um bem-sucedido plano de estabilização – Plano Real – uma modernização econômica em diversas áreas- petróleo, eletricidade, telecomunicações – e o início de políticas sociais inclusivas, que foram aprofundadas no governo seguinte do Presidente Lula.
San Tiago e Fernando Henrique tinham visão de mundo convergente, eram defensores da social democracia, lutavam pelo desenvolvimento econômico e por reformas sociais. O ideário era próximo, mas os resultados foram díspares. Como explicar?
O paralelo entre esses dois brasileiros ilumina momentos críticos de nossa história. Apesar do distanciamento histórico de três décadas, ambos compartilhavam diagnósticos convergentes sobre os dilemas do desenvolvimento e propunham terapias semelhantes – reformismo econômico, compromisso democrático e inserção internacional pragmática. Ambos coincidiam na tentativa de compatibilizar estabilidade monetária com crescimento econômico. Os dois se afastavam de instrumentos da ortodoxia no ajustamento econômico. A grande diferença era a fragilidade institucional em que operava San Tiago, em contraste com a maior solidez das instituições com Fernando Henrique. Esse se beneficiou do aprendizado adquirido, após décadas de inflação e fracassados planos de estabilização: antes do Real, o país tinha passado por seis fracassados planos econômicos e utilizado sete diferentes moedas.
Embora o Plano Trienal - concebido por Celso Furtado com a colaboração de Santiago Dantas - tivesse um forte componente de estabilização econômica, exibia uma contradição interna. Procurava reduzir a inflação com políticas contracionistas e, ao mesmo tempo, preservar salários reais e investimentos públicos. Sindicatos e movimentos sociais formavam a base do governo, o que terminou por priorizar a preservação de salários reais, em detrimento da estabilização. Enquanto os dois arquitetos do Plano Trienal buscavam compatibilizar estabilização e crescimento, o presidente João Goulart estava comprometido com elevados aumentos salariais acima da inflação. Era previsível o fracasso da política econômica, agravado pela polarização ideológica da Guerra Fria e pela tutela militar, muito crítica de Celso Furtado e San Tiago Dantas.
San Tiago e Fernando Henrique rejeitavam alinhamentos automáticos. Mas o primeiro viveu no vulcão da Guerra Fria, com a Crise dos Mísseis de 1962. O segundo foi contemporâneo da busca de uma Terceira Via.
As ideias do primeiro foram abortadas pelo Golpe Militar de 1964. O segundo se beneficiou da redemocratização a partir de 1985.
Refletir sobre o destino político desses dois homens públicos, com ideário político tão semelhantes, mas com resultados empíricos tão divergentes pode ajudar a entender nosso país.

Conclusão
San Tiago Dantas foi um brasileiro singular. Intelectual sofisticado, mas nunca viveu em torre de marfim. Cultura jurídica profunda, diversificada, mas sem o vício do bacharelismo. Sólidos conhecimentos de economia, mas distante do tecnocrata aprisionado nos números. Comprometido com a luta pelo desenvolvimento econômico, mas nunca militante do desenvolvimentismo. Adversário da inflação crônica, mas refratário à ortodoxia monetarista.
Foi chanceler num dos momentos mais ameaçadores da Guerra Fria, com clímax na Crise dos Mísseis. Soube, nessas arriscadas circunstâncias, construir o arcabouço teórico e a atuação prática da nossa Política Externa Independente – até hoje o sólido paradigma de nossa diplomacia. Apesar das pressões norte-americanas para o Brasil apoiar a suspensão de Cuba da OEA, San Tiago soube resistir e reafirmar nossa autonomia.
Na política doméstica, lutou com todas as forças, mesmo já com avançada doença, para assegurar uma economia com estabilidade e crescimento. Ao lado do amigo Celso Furtado defenderam o Plano Trienal, que era o instrumento para concretizar esse caminho. Mas faltava o respaldo essencial do Presidente da República, e sobravam ataques dos dois extremos do espectro político. Na política externa foi possível seguir o caminho da independência. Na economia e na política doméstica os setores da reação se uniram e se aliavam às forças externas. O resultado foi o caos econômico e o fim da democracia.
San Tiago era o timoneiro desse barco que afundou. Destino antípoda ao de Fernando Henrique - outra figura pública com ideias semelhantes. O auge da Guerra Fria nos tempos de San Tiago explica, em grande parte, a volta do autoritarismo. O mundo de hoje testemunha o ressurgimento da Guerra Fria, com novo perfil e novos atores. Nossa política externa precisa de timoneiros determinados a se inspirar no exemplo de San Tiago Dantas.

Sergio Abreu e Lima Florencio
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2026.


Notas bibliográficas

(1) Marques Moreira, Marcílio. “Santiago Dantas e a oxigenação da política externa”. In “Intelectuais na Diplomacia Brasileira. A cultura a serviço da nação. Organização.” Paulo Roberto de Almeida. P. 106.

(2) Ibidem. P.114.

(3) Ibidem. P.104,105.

(4) Dutra, Pedro. “San Tiago Dantas. A Razão vencida. O Homem de Estado. 1946-1964. Volume 2.” Editora Singular. São Paulo. S.P. 2023. P. 455.

(5) Ibidem. P.436.
(6) Marques Moreira, Marcílio. “Santiago Dantas e a oxigenação da política externa”. In “Intelectuais na Diplomacia Brasileira. A cultura a serviço da nação. Organização.” Paulo Roberto de Almeida. P. 118.

(7). Reis, Adacir. Reis, Carla Patrícia. “San Tiago Dantas: um projeto econômico para o Brasil”. In “San Tiago Dantas. Política Externa Independente.” Edição atualizada. Fundação Alexandre de Gusmão. Brasília. 2011. P. 256.
(8). Ibidem. P.266.
(9). Ibidem. P. 267.
(10). Ibidem. P. 277.


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