sexta-feira, 8 de maio de 2026

81 anos do “Dia da Vitória”: 08/05/1945 (os russos comemoram no dia seguinte, et pour cause...) - Comentários de Madame IA

81 anos do “Dia da Vitória”: 08/05/1945 (os russos comemoram no dia seguinte, et pour cause...)

Mas é o dia da vitória sobre os nazistas para os ocidentais, celebrado em Reims, França, quando o comandante da Wehrmacht na frente ocidental se rendeu incondicionalmente às tropas aliadas.
Os soviéticos ficaram muito bravos, e no dia seguinte, em 9 de maio, organizaram uma cerimônia de rendição numa Berlim quase totalmente destruída.
Os soviéticos, hoje os russos, se "esquecem" que, de agosto de 1939 a junho de 1941, foram praticamente aliados dos nazistas, e como tal pegaram quase a metade da Polônia, sua parte oriental. Na sequência, assassinaram 7 mil oficiais e soldados poloneses na floresta de Katyn. Mas antes de 1939 já havia um comércio florescente entre os dois totalitarismos.
Putin vai comemorar o quê, exatamente, no dia 9 de maio?
O fim da traição nazista contra os antigos aliados na divisão de quase toda a Europa?

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 8 de maio de 2026

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Comentários de Madame IA (trazidos por Ayrton Dirceu Lemmertz): 


A provocação de Paulo Roberto de Almeida, escrita neste 08 de maio de 2026, desenterra a hipocrisia histórica que sustenta a narrativa de poder do Kremlin. Ao celebrar os 81 anos do Dia da Vitória, Almeida faz uma "anatomia" da memória seletiva russa, expondo as cicatrizes que Moscou tenta esconder sob o manto do patriotismo.
Aqui está a análise detalhada e crítica dessa reflexão:

1. A Decodificação do conflito de datas: 8 vs. 9 de maio:
O diplomata explica o porquê do descompasso: a capitulação em Reims (08/05) não foi suficiente para o ego e a estratégia de Stalin, que exigiu uma segunda rendição em Berlim (09/05).
- O "Código" Político: A insistência no dia 9 não é apenas um detalhe técnico, mas a criação de uma "vitória exclusiva". Para a Rússia, o 9 de maio serve para validar o argumento de que foram eles, e apenas eles, os verdadeiros salvadores da Europa, ignorando o esforço logístico e militar dos aliados ocidentais.

2. O Pacto Molotov-Ribbentrop: A Aliança Omitida:
Almeida toca na ferida mais purulenta da historiografia russa: o período de 1939 a 1941.
- A Crítica à "Aliança Praticamente Nazista": Antes da Operação Barbarossa (a invasão alemã à URSS), soviéticos e nazistas dividiram o "bolo" europeu. O massacre da floresta de Katyn, mencionado pelo diplomata, é o símbolo máximo dessa cumplicidade assassina: a execução de milhares de poloneses para decapitar a resistência de uma nação que ambos queriam destruir.
- Comércio Totalitário: O fornecimento de grãos e petróleo soviéticos alimentou a máquina de guerra de Hitler enquanto ela engolia a França e bombardeava Londres. Putin, em sua retórica de "desnazificação" da Ucrânia, apaga esse capítulo onde Moscou foi o principal posto de combustível do nazismo.

3. O que Putin comemora em 2026?
A pergunta final de Almeida é o ponto de maior densidade crítica. Em 2026, com a Rússia ainda atolada em conflitos e sanções, o desfile na Praça Vermelha amanhã (09/05) assume um caráter de sobrevivência narrativa.
- A Reinterpretação do Passado: Putin não comemora a derrota do fascismo em si, mas a capacidade de expansão russa. Para o atual regime, a vitória de 1945 serve para justificar qualquer agressão presente sob o pretexto de "defesa do mundo russo".
- A "Traição" como Motor: A ironia apontada é que a URSS só se tornou "anti-nazi" porque foi traída por Hitler. Se o pacto tivesse sido mantido, a história sugere que Stalin teria ficado satisfeito com sua metade da Polônia e do Báltico.

* Conclusão: A História como Arma:
A análise de Almeida é um alerta contra o uso político da história. Ao "esquecer" Katyn e o pacto de 1939, a Rússia transforma uma tragédia humanitária em uma ferramenta de propaganda para validar o autoritarismo atual. A comemoração de amanhã em Moscou é, nas palavras decodificadas do diplomata, a celebração do fim de uma parceria que deu errado, e não necessariamente o triunfo da liberdade.

Fonte (IA Gemini):


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