Personagem: Paulo Roberto de Almeida
O leitor voraz que se tornou "um diplomata propenso aos acidentes"
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Paulo Roberto de Almeida nasceu em São Paulo, capital. De origem pobre, o gosto pela leitura foi determinante para que expandisse seus horizontes. Desde a infância descobriu-se um “rato de biblioteca”, tendo frequentado várias bibliotecas da cidade, que lhe oportunizaram o acesso a livros e obras diversas. Na adolescência, teve contato com obras e o pensamento de sociólogos e pensadores importantes, antes mesmo de seu ingresso na faculdade de Ciências Sociais, da USP, no final da década de 1960. Nesse período, envolveu-se com os movimentos políticos que se opunham à ditadura, mesmo tendo críticas aos métodos empregados por organizações políticas de esquerda mais radicais. Temendo ser preso ou alvo de perseguições pela polícia à época, Paulo Roberto se auto exilou para a Europa, tendo morado em Praga e em Bruxelas, cidade onde retomou os seus estudos, concluindo a graduação e, depois, fazendo o mestrado. Retornou ao Brasil e ingressou no Itamaraty, via concurso direto, em 1977, vendo na diplomacia um meio de se recolocar profissionalmente, tendo a possibilidade de se manter ocupado e trabalhando com temas importantes na sua trajetória de vida, como a política nacional e externa. Construiu uma trajetória na diplomacia marcada pelas críticas à burocracia estatal e do Itamaraty. Se auto proclama um diplomata dissidente e “propenso aos acidentes”, pelo fato de nunca ter receado se posicionar publicamente, mesmo que isso representasse expor posições contrárias a valores e posições políticas assumidas pelo Itamaraty e pela política externa brasileira. Contou como algumas dessas discordâncias, mais evidentes a partir dos anos 2000, trouxeram prejuízos à sua carreira de diplomata no Itamaraty. Paralelamente à diplomacia, manteve uma carreira acadêmica bastante produtiva, marcada pela participação em debates e eventos acadêmicos no Brasil e no exterior e pelo grande número de artigos e livros publicados sobre política externa e história da diplomacia brasileira.
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