domingo, 10 de maio de 2026

9 de maio de 2026: o "Dia da Derrota" - Paulo Roberto de Almeida

9 de maio de 2026: o "Dia da Derrota"
Todos os dias 9 de maio, a cada ano desde 1946, é reputado representar o maior feriado nacional, o dia glorioso da derrota total do invasor nazista contra a gloriosa e vencedora União Soviética e, por extensão, do povo russo, o final da Grande Guerra Nacional Patriótica, em 1945. Todos os anos a data é comemorada com uma enorme, gigantesca parada militar na Praça Vermelha, junto ao Kremlin, na qual todos os mais modernos equipamentos militares, inclusive mísseis nucleares, desde os anos 1950, um desfile de divisões completas das forças armadas, aviões voando acima da parada, cantos patrióticos e tudo o que se pode esperar de um império, de uma superpotência orgulhosa e confiante em seu poderio militar, em sua capacidade de derrotar qualquer inimigo, em vários terrenos de projeção externa e, sobretudo, de defesa da grande pátria.
Pois o dia 9 de maio de 2026 representou, claramente, o DIA DA DERROTA, e contra um inimigo menor, que não poderia sustentar um mês, um ano de combate contra essa formidável máquina de guerra. Pois, a "Operação Militar Especial" contra a vizinha Ucrânia, que deveria estar derrotada e submetida quase imediatamente a 24 de fevereiro de 2022, não consegue mais avançar no terreno, e já dura mais do que os quatro anos que durou a luta contra a formidável máquina de guerra nazista, desde junho de 1941 (mais de 3 milhões de soldados alemães), e constitui um humilhante derrota para o regime corrupto e incompetente da imensa Rússia. A
Operação Militar Especial já custou um número de vidas ao povo russo superior ao que ele suportou contra outros "inimigos", internos (na Chechênia, por exemplo), ou externos, na aventura desastrosa contra os rebeldes do Afeganistão (que aliás foi um dos motivos da desagregação da União Soviética).
Putin está acuado e desesperado, sem saber para onde ir, e como se defender, não dos seus inimigos externos, mas dos seus inimigos internos, que querem vê-lo fora do poder. Não sabemos ainda como vai ser o desenlace desse impasse, pois o regime vive sob intensa repressão policial, ditatorial para ser mais explícito.
Que dure o menor tempo possível de aqui até seu final. Mas o que suceder a Putin pode ser ainda pior do que o que já (ainda) existe, pois existem diferenças civilizatórias imensas entre a "grande Rússia" e os demais regimes despóticos da História.
Paulo Roberto de Almeida
Porto Ferreira, SP, 10 de maio de 2026

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