Revista Será?
Desde 2012 acompanhando o fluxo da história.
ANO XIV Nº709
Recife, 8 de maio de 2026.
Caro leitor,
Nesta edição da Revista Será?, convidamos nossos leitores a atravessar algumas das inquietações centrais do nosso tempo: a violência organizada que desafia os Estados nacionais, os impasses da geopolítica contemporânea, as fissuras das democracias, o poder invisível do dinheiro, os labirintos culturais que moldam sociedades e as perguntas filosóficas que continuam nos assombrando. Em um mundo acelerado, polarizado e muitas vezes superficial, reunimos textos que recusam o simplismo e apostam na inteligência crítica, na reflexão e na complexidade.
Abrimos esta edição com o editorial “Crime organizado (ou terrorismo?) na pauta”, no qual refletimos sobre os limites entre soberania nacional, cooperação internacional e o avanço do crime organizado transnacional. Em um cenário em que as grandes potências tentam redefinir conceitos e ampliar zonas de influência, discutimos os riscos e os dilemas que cercam o Brasil diante desse novo tabuleiro global.
Em “O duplo isolamento de Trump”, Hubert Alquéres analisa o desgaste político e estratégico de Donald Trump em meio à guerra com o Irã. O artigo mostra como o conflito aprofunda tanto as divisões internas nos Estados Unidos quanto o enfraquecimento da liderança americana no cenário internacional.
Ainda sobre os efeitos globais do trumpismo, Helga Hoffmann, em “Guerras de Trump chegam ao Federal Reserve”, examina as tensões entre a Casa Branca e o banco central americano. Seu texto revela como pressões políticas sobre o Federal Reserve expõem os riscos institucionais e econômicos de uma época marcada pela instabilidade geopolítica e energética.
Com a elegância intelectual que lhe é característica, José Paulo Cavalcanti Filho escreve “É a Cultura!, Estúpido”, uma reflexão sobre os valores profundos que estruturam as nações. Comparando o Brasil a países como Suíça e Japão, o autor nos provoca a pensar sobre cultura política, estabilidade institucional e os desafios civilizatórios brasileiros.
Em “Master vai acabar em pizza como Boi Gordo?”, Rui Martins revisita grandes escândalos financeiros brasileiros para discutir a recorrente sensação de impunidade diante de fraudes bilionárias. O texto atravessa memória, Justiça e poder econômico com o olhar crítico de um jornalista experiente.
Já Elimar Pinheiro do Nascimento, em “O Camuflado Mundo dos Ricos”, conduz uma sofisticada análise sociológica sobre os códigos simbólicos das elites brasileiras. A partir da obra de Michel Alcoforado, o autor investiga hábitos, rituais de distinção e as transformações culturais do universo dos muito ricos no Brasil contemporâneo.
Na filosofia, Paulo Gustavo nos presenteia com “O Genial e Singular Wittgenstein”, um mergulho na vida e no pensamento de Ludwig Wittgenstein. Entre linguagem, silêncio e verdade, o texto ilumina a radicalidade de um filósofo que transformou profundamente o pensamento do século XX.
E, fechando a edição, a já tradicional Última Página traz a charge de Elson, cuja ironia gráfica continua sendo uma poderosa síntese crítica do nosso tempo.
Boa leitura.
Os Editores
Índice
- Cooperação contra o crime organizado – Editorial
- O duplo isolamento de Trump - Hubert Alquéres
- Guerras de Trump chegam ao Federal Reserve - Helga Hoffmann
- É a Cultura!, Estúpido - José Paulo Cavalcanti Filho
- Master vai acabar em pizza como Boi Gordo? - Rui Martins
- O Camuflado Mundo dos Ricos - Elimar Pinheiro do Nascimento
- O Genial e Singular Wittgenstein - Paulo Gustavo
- Última Página, a charge de Elson.
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