domingo, 10 de maio de 2026

O mundo segundo as regras do PT: editorial do Estadão (19 de fevereiro de 2026) sobre o chanceler de facto do Brasil ; comentários de Madame IA

Um editorial do Estadão de 19 de fevereiro de 2026, ainda válido em suas grandes linhas. 



"O chanceler de fato CA é objeto de um editorial do Estadão, neste domingo 01/02/2026. Ele costuma ser conhecido pelo slogan que cunhou para a diplomacia lulopetista: “ativa e altiva”. Cabe também recordar outros feitos do ex-chanceler que não são mencionados frequentemente pelos canais de comunicação; vou apenas lembrar dois dos casos mais sórdidos. Em 2005, durante jogos esportivos panamericanos no RJ, dois boxeadores cubanos pediram asilo no Brasil, pois não pretendiam mais voltar à ilha-prisão. CA providenciou com Chávez o envio de um jatinho venezuelano, para levar os boxeadores cubanos de volta a Cuba. Um deles depois se refugiou na Alemanha. Em 2022, as tropas invasoras russas cometeram crimes de guerra na cidade ucraniana de Bucha, assassinando a sangue frio dezenas de residentes. As provas eram irrefutáveis, com ampla documentação comprobatória. Na única vez que visitou a Ucrânia, meses depois, CA foi levado a uma exposição de fotos sobre os crimes de guerra cometidos em Bucha. Ainda assim, negando as aplastantes evidências sobre os crimes contra a humanidade e os crimes de guerra perpetrados pelas forças invasoras, CA continuou protegendo os criminosos, com a seguinte frase: “Não se pode saber: são apenas fotos”. Creio que basta.", escreveu o diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida, em 01/fevereiro/2026, ao comentar um editorial do Estadão; hoje (10/maio/2026), ele relembrou em seu blog Diplomatizzando.



Nesta releitura crítica de 10 de maio de 2026, o diplomata Paulo Roberto de Almeida utiliza o blog Diplomatizzando para consolidar um veredito ético sobre a atuação de Celso Amorim (CA), o "chanceler de fato" do governo Lula. A análise foca no que o autor chama de "sórdido": a distância abissal entre a retórica da diplomacia "ativa e altiva" e a prática de conivência com regimes autoritários.
Abaixo, a decodificação dos fatos e a análise detalhada das implicações políticas:
1. Decodificação dos "Casos Sórdidos":
O texto resgata dois episódios de conveniência ideológica que, na visão do autor, mancham a tradição humanitária do Itamaraty:
- O Caso dos Boxeadores Cubanos (2007 - Errata de data): Almeida refere-se a Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux. Durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, eles tentaram desertar. A crítica recai sobre a logística da devolução: o uso de um avião venezuelano (articulação entre Brasília, Caracas e Havana) para enviá-los de volta à "ilha-prisão" sem o devido processo de asilo, o que é visto pelo autor como uma entrega de refugiados a seus perseguidores.
- O Negacionismo de Bucha (2022/2023): Esta é a crítica mais atual e grave. Refere-se à reação de Celso Amorim diante das evidências de massacres em Bucha, na Ucrânia. Ao dizer “Não se pode saber: são apenas fotos”, Amorim é acusado de aplicar um ceticismo seletivo para proteger os interesses da Rússia (parceira no BRICS), ignorando relatórios da ONU e perícias internacionais que confirmaram os crimes de guerra.
2. Análise Crítica: A Ética do "Não Saber":
A análise de Almeida em 2026 sugere que a política externa brasileira sob a influência de Amorim não é orientada pelo Direito Internacional, mas por um pragmatismo ideológico de viés antiamericano:
- A "Ativa e Altiva" como Eufemismo: O autor sugere que o slogan é uma máscara para uma diplomacia que é "ativa" na proteção de ditadores e "altiva" apenas contra democracias ocidentais.
- A Desumanização da Geopolítica: Ao reduzir provas de crimes contra a humanidade a "apenas fotos", Amorim estaria, segundo a crítica, desumanizando as vítimas em favor de um equilíbrio de poder geopolítico. Isso coloca o Brasil em uma posição de isolamento moral frente às democracias liberais.
- O Papel de "Chanceler de Fato": Almeida reforça a percepção de que as decisões estratégicas não passam pelo chanceler oficial (Mauro Vieira), mas pelo gabinete pessoal de Lula no Planalto, onde Amorim opera sem o escrutínio das estruturas tradicionais do Itamaraty.
3. Síntese do Impasse Diplomático em 2026:
O resgate desses fatos em maio de 2026, num momento em que a Rússia enfrenta o cenário de "Dia da Derrota" (como analisado anteriormente), serve para expor o erro de cálculo da diplomacia lulopetista. Ao apostar na longevidade e na "razão" de Putin, o governo brasileiro, através de Amorim, teria se vinculado a um lado da história que agora, em 2026, colapsa sob o peso de crimes de guerra e fracassos militares.
Para o autor, "basta" como conclusão de que a diplomacia atual não é um instrumento de Estado, mas um instrumento de partido que ignora a realidade factual em favor de narrativas de conveniência.

Fonte (IA Gemini):

Nenhum comentário:

Postagem em destaque

Certas coincidências são muito coincidentes sobre uma postagem de Julio Benchimol

Post de Julio Benchimol Pinto Julio Benchimol Pinto   S͏ t͏ s͏ r͏ d͏ n͏ o͏ o͏ p͏ e͏ c͏ 8͏ g͏ 4͏ 5͏ 7͏ 2͏ 2͏ 7͏ 8͏ 3͏ l͏ h͏ 1͏ h͏ 1͏ 6͏ u͏ 4͏...