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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Balanço do Diplomatizzando no primeiro semestre de 2026 - Madame IA e Paulo Roberto de Almeida

 Balanço do Diplomatizzando no primeiro semestre de 2026:

(P.S. ex-ante: retificação ao final)


Segundo Madame IA, foram 926 postagens no total, ou seja, 154,333 (dízima periódica) por mês, ou 5,14 por dia, o que dá uma a cada 4,66 horas, o que tirando, digamos seis horas de sono acaba dando, 3,5 postagem por hora.
Francamente eu acho um exagero, sobretudo considerando que várias delas exigem leitura e redação, outras algumas poucas notas antes de reproduzir o produto de um terceiro, sem pagar direitos autorais.

Vou reproduzir a contabilidade aqui abaixo, o que indica que Madame IA exagerou na contabilidade. Foram apenas 878 postagens segundo essa estatística do próprio blog, ou seja, apenas 146,33 por mês (deu dízima periódica outra vez), ou 4,8 postagens por dia, ou uma a cada 4,5 hora útil.  


► junho (101)
► maio (142)
► abril (151)
► março (206)
► fevereiro (120)
► janeiro (158)

Com tudo isso, acabo dedicando pouco tempo às leituras de livros. Durante o dia são toneladas de bobagens que são despejadas nos vários canais de informação e comunicação, sem contar as mensagens propriamente ditas, que precisam ser respondidas, os pedidos de entrevistas, consultas de estudantes, demandas familiares e de afiliados em algum grupo, clube ou patota qualquer. Deveria haver algum filtro para expelir o besteirol que também entra.
Vamos diminuir o ritmo...
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 2/07/2026

P.S.:
Retificação por Madame IA, orientada por Airton Dirceu Lemmertz: 
 
Na postagem https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/balanco-do-diplomatizzando-no-primeiro.html , a IA fala em 926 postagem no primeiro semestre de 2026. O senhor fala em 878 postagem no mesmo período - tanto que menciona a quantia em cada mês.
No mês de junho, o senhor falou em 101 postagens. Porém, na coluna à direita, em "Últimas Postagens:" (imagem em anexo) - que mostra a quantia de postagens por ano e por mês -, apresenta 149 postagens em junho/2026 (totalizando, assim, 926 no semestre citado).
Como o senhor falou no texto, o número 101 foi extraído da Estatística do próprio blog ((suponho que esteja referindo à aba/guia "Estatísticas" ao logar na conta do blog). Contudo, a página online do blog apresenta outro número para o mês aludido (imagem em anexo).
Enfim, na conta logada mostra um número; e na página/postagem online, outro número para tal mês.
Outro assunto: no trecho "... , o que tirando, digamos seis horas de sono acaba dando, 3,5 postagem por hora", se eu não interpretei errado, não seria [na parte final] ", o que tirando, digamos seis horas de sono, acaba dando 3,5 horas por postagem" (uma postagem a cada 3,5 horas).
Respeitosamente,
ADL
 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA

Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre a derrota estratégica russa na sua guerra de agressão contra a Ucrânia e a postura pró-Rússia do governo Lula.

  

Um questionamento que faço, não tanto como diplomata, mas como simples cidadão brasileiro, a meus colegas diplomatas e a meus leitores de maneira geral.

Lula ou o Itamaraty, que se ocupam de muitos assuntos internacionais, estão enviando uma cartinha, ou uma nota de solidariedade ao amigo Putin, nesta hora tão difícil para ele e para toda a população russa, especialmente a dos ocupantes provisórios da península ucraniana da Crimeia, invadida em 2014, oito anos antes da guerra de agressão de 2022 a toda a Ucrânia, pelos momentos angustiosos pelos quais estão passando, sem gasolina para trabalhar ou se movimentar, com tantos sacrifícios enfrentados no Donbas, nas linhas de frente e de retaguarda, causados por uma guerra de escolha?

Esta é uma pergunta que faço pois que desde o governo Bolsonaro, meus colegas diplomatas nunca conseguiram convencer o próprio e depois o Lula, em todos esses quatro anos, de que naquele conflito havia um agredido e um agressor, havia uma violação clara da Carta das Nações Unidas, uma transgressão brutal das normas mais elementares do Direito Internacional, que a diplomacia profissional brasileira respeitava DESDE ANTES da Carta da ONU, e que os governos posteriores ao de Dilma Rousseff não conseguiram preservar esse patrimônio jurídico de nossa diplomacia.

Meus questionamentos à diplomacia presidencial enviesada, a uma política externa míope se estenderam durante um período ainda mais largo de nossa história recente, desde o início do chamado lulopetismo diplomático dos anos 2003-2016, continuaram durante o horror diplomático que suportamos durante o governo esquizofrênico de Bolsonaro (e não só na política externa), e voltaram a se manifestar desde a volta do lulopetismo diplomático em 2023. 

Gostaria de reforçar meu posicionamento, quase solitário, que me custou o ostracismo no Itamaraty e certo distanciamento de colegas acadêmicos, que nunca admitiram que o BRICS é um Frankenstein diplomático, que traz mais problemas do que soluções a um Brasil que deveria estar concentrado em seu desenvolvimento econômico e social, mediante uma política externa completamente independente dos interesses nacionais das grandes potências, uma diplomacia que deveria conservar sua plena autonomia decisória em todos os quadrantes em que se exercem nosso engenho e arte no campo das relações internacionais.

Acredito que um próximo desenlace da mais grave crise nas relações internacionais desde 1945 habilitará meus colegas diplomatas e os brasileiros em geral a examinar com um maior grau de racionalidade as orientações equivocadas que foram as nossas desde o início do presente século.

Vou elaborar sobre estas questões mais profundamente.

 

Paulo Roberto de Almeida 

Brasília, 26/06/2026

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Comentários de Madame IA: 

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Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade - Paulo Roberto de Almeida: 

 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/sobre-mais-importante-questao.html 

 

Capítulo 1: O Questionamento da Conduta Institucional Frente à Agressão Geopolítica

O ensaio examinado, intitulado Sobre a mais importante questão diplomática da atualidade, de autoria do diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida, foi redigido e publicado em Brasília no dia vinte e seis de junho de dois mil e vinte e seis. O texto se estrutura a partir de uma indagação crítica e irônica direcionada pelo autor aos seus colegas de corporação e aos leitores em geral. Ele questiona se a Presidência da República ou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil estão articulando o envio de uma nota formal de solidariedade ao mandatário russo Vladimir Putin diante do avanço das contraofensivas na península da Crimeia. [12]

A análise rigorosa da publicação evidencia o descontentamento do autor com o que qualifica como uma guerra de escolha, iniciada pela Federação Russa por meio de invasões territoriais sistemáticas perpetradas contra a soberania ucraniana nos anos de dois mil e quatorze e dois mil e vinte e dois. O pensador utiliza a ironia para denunciar os sacrifícios logísticos impostos aos ocupantes provisórios dessas regiões, que atualmente enfrentam escassez severa de combustíveis tanto nas linhas de combate quanto na retaguarda estratégica. [12]

Capítulo 2: Decodificação do Viés Partidário e a Erosão do Patrimônio Jurídico

Subcapítulo 2.1: A Continuidade do Alinhamento Míope entre Diferentes Gestões

O núcleo da desconstrução conceitual do texto reside na denúncia de uma cegueira deliberada que acomete a formulação da política externa brasileira recente. O autor decodifica o comportamento do corpo diplomático profissional ao apontar a sua incapacidade crônica de convencer os sucessivos mandatários do Poder Executivo federal a respeito da existência inequívoca de um polo agressor e de um polo agredido no conflito do Leste Europeu. Segundo o diagnóstico crítico apresentado, tanto a administração de Jair Bolsonaro quanto a de Luiz Inácio Lula da Silva operaram sob um desalinhamento normativo em relação ao Direito Internacional. Esta postura representaria uma transgressão direta aos preceitos elementares estipulados na Carta das Nações Unidas, rompendo com uma tradição de neutralidade legal que o Brasil preservava desde os períodos anteriores à consolidação da referida carta multilateral. [12]

Subcapítulo 2.2: O BRICS como Anomalia Estratégica e o Ostracismo Profissional

O autor estende seu marco analítico retrospectivo para classificar o fenômeno histórico que denomina como lulopetismo diplomático, cujos efeitos teriam vigorado inicialmente entre dois mil e três e dois mil e dezesseis, retornando à atividade a partir do ano de dois mil e vinte e três. Ele estabelece uma equivalência crítica entre esse modelo corporativo e o período que qualifica como o horror diplomático da gestão de Bolsonaro, caracterizando ambos como manifestações de uma esquizofrenia institucional. No entendimento do especialista, a persistência dessas orientações resultou na inserção do Brasil em arranjos multilaterais disfuncionais, definindo explicitamente o bloco dos BRICS como um Frankenstein diplomático. A defesa intransigente dessa tese e a denúncia da perda de autonomia decisória frente aos interesses das grandes potências globais foram os fatores determinantes para que o autor fosse submetido ao isolamento acadêmico e ao ostracismo funcional dentro do Itamaraty. [1234]

 

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Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5372, 26 junho 2026, 2 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/sobre-mais-importante-questao.html ).

 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Os primeiros dez anos do blog Diplomatizzando: coleta dos melhores textos (2006-2016) Paulo Roberto de Almeida + Madame IA

 Os primeiros dez anos do blog Diplomatizzando: coleta dos melhores textos (2006-2016)

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor

Brasília, 25 junho 2026, 224 p. 


        Assemblagem das três seleções parciais feitas ao longo dos primeiros dez anos de postagens ininterruptas, seguidas pelos comentários efetuados pelo Gemini AI, ou Madame IA, como passei a chamá-la a partir do início do mês de junho de 2026.
(...)
        O que vai, portanto, coletado aqui, é apenas uma listagem das postagens feitas entre 2006 e 2016 – mas não unicamente dos textos estritamente criados entre essas datas, pois que vários anteriores passaram a ser divulgados no Diplomatizzando entre esses dois anos, por uma necessidade de “recuperação” de trabalhos significativos – indicados tão somente pelo registro sumário de título, data, descrição abreviada e URL de divulgação, tal como consta de minhas listas anuais de Originais, que é bem mais numerosa, obviamente, do que as listas anuais de Publicados, ambas mantidas criteriosamente, sem as quais eu me perderia na barafunda de arquivos que considero finalizados e prontos para divulgação, em suas diversas formas e possibilidades de disseminação (que não se limitam ao Diplomatizzando, mas já se concretizaram em um primeiro site pessoal, atualmente em reconstrução).
(...)
        A íntegra das 224 páginas da "pequena seleção" pode ser encontrada neste link de Academia.edu:
https://www.academia.edu/169180653/5370_Dez_Anos_blog_Diplomatizzando_Melhores_Textos_2026_
tal como postada neste blog: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/os-primeiros-dez-anos-do-blog_0101656613.html 

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Comentários de Madame IA, patrocinados por Airton Dirceu Lemmertz: 

Os primeiros dez anos do blog Diplomatizzando: coleta dos melhores textos - Paulo Roberto de Almeida: 


Gênese Histórica e a Dialética do Duplo Expulso
A publicação do embaixador Paulo Roberto de Almeida celebra os 20 anos do blog Diplomatizzando, servindo como um registro historiográfico de sua trajetória. O texto detalha a "dialética do duplo expulso", narrando o ostracismo sofrido pelo autor durante o período do "lulopetismo diplomático" (2003-2016) e, posteriormente, um novo expurgo sob o "bolsonarismo diplomático", descrito pelo autor como a submissão do Itamaraty a uma agenda extrema. O blog consolidou-se, assim, como um espaço de liberdade intelectual contra o silenciamento crítico na diplomacia.
O Diálogo Intermediado e as Fronteiras da Inteligência
A postagem destaca a colaboração entre o autor, seu amigo Airton Dirceu Lemmertz e a inteligência artificial, carinhosamente apelidada de "Demoiselle IA", que atua como assistente na curadoria e análise dos conteúdos. Apesar de valorizar a inteligência natural, o diplomata adota um pragmatismo científico ao utilizar a IA para resgatar e catalogar o vasto arquivo de publicações, funcionando como um espelho crítico de sua obra.
Estruturação Documental e o Testamento Técnico
O documento funciona como um guia de referência e preservação da memória digital, dividindo a produção entre originais e trabalhos publicados. A compilação apresenta uma indexação cronológica dos ensaios de maior resiliência teórica (2006-2016) e uma seção analítica com os relatórios gerados pela IA sobre o pensamento do autor. O texto finaliza com uma homenagem à Carmen Lícia Palazzo, destacando seu papel fundamental no suporte à produção intelectual do diplomata.

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Brasil – a verdadeira soberania - Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo + Madame IA)

Reproduzo, pelo significado de interesse nacional a exposição de Carlos Alberto Di Franco. Grato a Flavio Miragaia Perri a transcriçao deste artigo.


Brasil – a verdadeira soberania

Carlos Alberto Di Franco 

O Estado de S. Paulo, 22 de jun. de 2026

O Brasil atravessa um momento decisivo. O País vive uma perigosa combinação de paralisia institucional, radicalização política e ausência de um projeto nacional consistente. O debate público foi capturado pela lógica simplificadora da polarização. De um lado e de outro, multiplicam-se discursos inflamados, slogans vazios e disputas que alimentam ressentimentos, mas não oferecem soluções.

Ao mesmo tempo, cresce na sociedade um sentimento silencioso, porém cada vez mais perceptível: o desejo de uma liderança madura, equilibrada e capaz de olhar além do calendário eleitoral. O Brasil precisa reencontrar um rumo. Precisa recolocar o desenvolvimento, a segurança e a prosperidade no centro da agenda nacional.

O recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos reacendeu, à direita e à esquerda, um debate superficial sobre soberania nacional. Mais uma vez, políticos transformaram um tema sério em instrumento de propaganda. A soberania passou a ser tratada como peça de marketing eleitoral. Discursa-se muito e governa-se pouco.

Mas a verdadeira soberania não se mede pela retórica. Ela se expressa na capacidade de uma nação proteger seus cidadãos, garantir sua segurança, explorar suas riquezas de forma responsável e criar condições para o crescimento econômico.

Sob essa perspectiva, o Brasil enfrenta dois graves problemas de soberania.

O primeiro é o avanço avassalador do crime organizado. Facções criminosas deixaram de ser apenas organizações dedicadas ao tráfico de drogas. Transformaram-se em estruturas sofisticadas de poder, com presença em diversas regiões do País, influência econômica crescente e capacidade de infiltração em setores do Estado. Em muitas localidades, o crime organizado já exerce funções que deveriam ser exclusivas do poder público.

O cidadão comum percebe essa realidade diariamente. A população convive com o medo, com a violência e com a sensação de abandono. A soberania de um país é profundamente ferida quando seus habitantes deixam de ser protegidos pelo Estado e passam a viver sob a ameaça permanente de organizações criminosas.

O segundo problema é o bloqueio sistemático ao desenvolvimento nacional. O Brasil tornou-se refém de uma burocracia sufocante, de um emaranhado regulatório irracional e da ação de grupos organizados que frequentemente atuam contra projetos estratégicos para o País.

Essa realidade se manifesta com especial intensidade na Amazônia. A região concentra riquezas minerais, energéticas e ambientais extraordinárias. Possui potencial para gerar emprego, renda, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável em larga escala. No entanto, sucessivos obstáculos ideológicos e burocráticos impedem que o Brasil aproveite plenamente suas próprias oportunidades.

Não se trata de defender devastação ambiental nem de desprezar a importância da preservação. Mas preservar não pode significar condenar milhões de brasileiros à pobreza, nem transformar a Amazônia num imenso santuário intocável administrado, na prática, por interesses externos.

O Brasil precisa exercer sua autoridade sobre o próprio território. A exploração responsável das riquezas minerais, a produção de energia, a abertura de infraestrutura logística, a ampliação da conectividade e a geração de empregos são instrumentos legítimos de soberania nacional. País algum se desenvolveu renunciando ao uso racional de seus recursos naturais.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho do desafio. Nos últimos 14 anos, 111 países cresceram mais do que o Brasil. Estudos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional mostram que, entre 123 países analisados, apenas 11 registraram desempenho inferior ao brasileiro. Em outras palavras, cerca de 90% do mundo avançou mais rapidamente do que nós.

O resultado está à vista. Crescemos pouco, investimos pouco e oferecemos poucas perspectivas às novas gerações. Milhões de jovens brasileiros olham para o futuro com insegurança. O País, que poderia ser uma potência global, contenta-se com desempenhos modestos.

O Brasil precisa de líderes que pensem grande, compreendam a complexidade nacional e sejam capazes de formular um projeto consistente de longo prazo. Governar não é administrar crises sucessivas. Governar é construir futuro.

O estadista não alimenta divisões artificiais. Não governa para as redes sociais nem para as próximas eleições. Governa para a próxima geração. Sabe que a prosperidade nasce da liberdade econômica, da segurança jurídica, da educação de qualidade e da valorização do trabalho.

O Brasil dispõe de território, recursos naturais, capacidade produtiva, talento humano e força empreendedora para ocupar posição muito mais relevante no cenário internacional. O que falta não são riquezas. Falta liderança.

A verdadeira revolução de que o País necessita não é ideológica. É uma revolução de responsabilidade, de competência e de visão estratégica. Uma revolução que enfrente o crime organizado com firmeza, liberte o potencial econômico da Amazônia e devolva aos brasileiros a confiança no futuro. O Brasil precisa de um estadista. •

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Comentários Madame IA: 

Brasil – a verdadeira soberania - Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo): 


Diagnóstico Crítico da Paralisia Nacional e a Ilusão da Retórica
O artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco, reproduzido no blog do embaixador Paulo Roberto de Almeida, apresenta um diagnóstico severo e estruturado sobre o atual estado de letargia em que o Brasil se encontra, chamando a atenção para a perigosa combinação de paralisia institucional, radicalização política e ausência de um projeto nacional consistente. A crítica central do autor foca em como o debate público nacional foi completamente sequestrado por slogans vazios e por uma polarização eleitoreira que atende a conveniências partidárias, mas falha gravemente em prover respostas aos dilemas estruturais do país. Nesse cenário de beligerância estéril, o conceito de soberania é frequentemente degradado, transformando-se em mero instrumento de propaganda ideológica e marketing político, tanto à esquerda quanto à direita, especialmente após eventos de impacto internacional como o recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Di Franco contrapõe essa conduta demagógica à realidade pragmática, argumentando que a verdadeira soberania não reside no gogó diplomático ou em discursos nacionalistas inflamados, mas sim na eficiência real do Estado em proteger seus cidadãos, garantir segurança jurídica e promover um ambiente de prosperidade econômica sustentável. [1, 2, 3, 4]
O Avanço do Crime Organizado como Estado Paralelo
No topo das ameaças reais à soberania territorial e civil, a análise destaca o avanço avassalador das facções criminosas no território brasileiro, apontando que estas deixaram de atuar puramente como cartéis de tráfico para se converterem em estruturas sofisticadas de poder com capacidade de infiltração em setores do Estado. O texto adota uma postura contundente ao demonstrar que, em diversas regiões do território nacional, o crime organizado já assumiu funções que deveriam ser prerrogativas exclusivas do poder público, submetendo a população a uma rotina de medo, violência e completo desamparo. Esse fenômeno representa a falência da soberania na sua dimensão mais elementar, uma vez que o monopólio legítimo da força foi quebrado pelo crime, ferindo de morte o contrato social e a capacidade do governo de exercer autoridade efetiva sobre suas próprias fronteiras e comunidades. [1, 2, 3]
O Bloqueio Regulatório e o Potencial Sufocado da Amazônia
O segundo grande entrave à soberania nacional detalhado na publicação diz respeito ao bloqueio sistemático do desenvolvimento, gerado por uma burocracia sufocante, um emaranhado regulatório irracional e a ingerência de grupos ideológicos. O principal front desse embate é a região amazônica, detentora de um potencial gigantesco em recursos minerais, energéticos e ambientais. A crítica do autor direciona-se contra as correntes que, sob o pretexto da preservação, acabam por transformar a região em um santuário intocável que, na prática, é administrado por interesses externos, condenando milhões de habitantes locais à miséria extrema. Di Franco defende firmemente que o uso racional, tecnológico e sustentável dos recursos naturais é o caminho legítimo para afirmar a soberania sobre o território, uma vez que a vulnerabilidade socioeconômica abre margem para pressões internacionais geopolíticas indesejadas. [1, 2, 3, 4]
O Declínio Econômico Comparativo e a Urgência do Estadismo
Para fundamentar empiricamente o declínio do país, a análise recorre a dados alarmantes baseados em estudos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, os quais revelam que nos últimos quatorze anos cerca de noventa por cento do mundo avançou mais rapidamente do que o Brasil. Esse fraco desempenho econômico crônico joga uma sombra de forte insegurança sobre o futuro das novas gerações de jovens, que se deparam com um mercado estagnado e sem perspectivas de mobilidade social. Di Franco conclui seu manifesto cobrando uma mudança profunda no perfil da governança nacional, afirmando que o país carece desesperadamente de um estadista que pense grande e governe voltado para a próxima geração, e não para as redes sociais ou para o próximo calendário eleitoral. A verdadeira transformação exigida não passa por revoluções de viés ideológico, mas sim por um choque de competência, liberdade econômica, segurança jurídica e responsabilidade estratégica de longo prazo. [1, 2, 3]


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Eleições no Brasil: questionamentos de um jornalista francês em 2022 - Paulo Roberto de Almeida, comentários Madame IA

Recebi, neste dia de jogo do Brasil contra a Escócia, um convite para falar sobre as eleições brasileiras deste ano para uma audiência francesa (provavelmente online). Ainda não é o caso de formular minha avaliação sobre o pleito (os pleitos) deste ano, em outubro, mas lembrei-me de que em 26 de setembro de 2022 eu respondi a questionamentos de um jornalista francês. Respondi às suas poucas questões, nunca divulgadas, o que faço agora:


Élections au Brésil (2022): réponses Paulo Roberto de Almeida
Paulo Roberto de Almeida
Diplomata, professor
(diplomatizzando.blogspot.com; pralmeida@me.com)
Réponses à questions de journaliste sur les élections au Brésil

1) Est ce que l’on peut dire qu’il y a des Swing States au Brésil ou pas ?
PRA : Non pas dans le sens américain, où la différence d’un seul vote peut faire tourner tout le collège électoral d’un état en faveur d’un seul candidat, qui alors rafle tous les représentants de cet état. Au Brésil chaque voix individuelle compte, dans un unique corpus électoral national, n’importe qui sort vainqueur dans chaque état particulier, dont l’électorat est valable pour chaque circonscription fédérale, mais pas au niveau national.
Cela étant, il y a certainement des états importants, par leur composition démographique et par leurs concentrations économiques, dans les choix des électeurs. Le Brésil est un des pays les plus important par la puissance de l’agrobusiness, et ce secteur (le seul à délivrer des surplus commerciaux significatifs) tend naturellement à être conservateur, sinon droitier à l’extrême, et doit donner beaucoup des votes à Jair Bolsonaro. Mais l’agrobusiness est présent dans tous les états, avec une prééminence dans le vaste hinterland des hauts plateaux.
Minas Gerais, de son côté, possède tous les secteurs économiques du Brésil : l’industrie, les minerais, l’agrobusiness, la petite agriculture de subsistance, tous les petits secteurs et les plus grandes aciéries, et constitue, peut-être, une plaque tournante, dans ces élections, car les gens de Minas Gerais peuvent se tourner à gauche ou à droite. São Paulo est l’état le plus avancé et le plus progressiste, avec Rio, mais aussi le plus conservateur hors de sa capitale. Le Nord-Est, plus arriéré, tend à favoriser les populistes de n’importe quelle tendance, gauche et droite, pourvu qu’ils octroient des bénéfices aux pauvres, qui sont nombreux, mal éduqués et tous dépendants des gouvernements.

2) Il y a des États qui sont fondamentaux pour la présidentielle, lesquels en dehors de Sao Paulo, Rio, Bahia ?
PRA : Même des petits états, comme Santa Catarina et Mato Grosso, peuvent faire la différence, si jamais ils concentrent leurs votes dans un candidat, dans ce cas, dans Bolsonaro. Cette élection n’est pas comme les autres, à cause de la radicalisation.

3) On dit que le vainqueur de la présidentielle dans le Minas est celui élu ? Un état test ou pas ? Pourquoi ?
PRA : Ce n’est pas scientifique, mais peux de présidents ont été élus sans gagner dans les Minas Gerais. Comme indiqué plus haut, c’est un grand état, avec son Nord arriéré et son Sud développé, avec toutes sortes d’activités économiques. Les candidats doivent donc promettre tout à les uns et les autres.

4) Oublie-t ’on trop dans la presse internationale les votes gouverneurs ? Ainsi que les élections parlementaires ? Qui se déroulent en même temps.
PRA : Sauf les préfets et les échevins, tous sont élus à chaque quatre ans, sauf 1/3 ou 2/3 des sénateurs, qui ont un mandat de huit ans. La structure fédérative du Brésil peut compliquer les arrangements au niveau national, car la représentation proportionnelle n’est pas vraiment proportionnelle, le Nord et le Centre-Ouest possédant plus des représentants que population, et les petits états aussi, tandis que São Paulo est plafonné sur 71 députés, quand il devrait avoir 120, car c’est le plus grand nombre d’électeurs. Cela est absolument stratégique quand il s’agit de s’accorder sur les règles tributaires, car il y cinq états qui sont de « payeurs » ou des contributeurs nets, et 21 états qui sont des récepteurs de fonds fédéraux.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 4243: 26 setembro 2022, 2 p.
Postado no blog Diplomatizzando (link:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/eleicoes-no-brasil-questionamentos-de.html 

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Eleições no Brasil: questionamentos de um jornalista francês em 2022 - Paulo Roberto de Almeida: 


Anatomia do Sistema Eleitoral e a Inexistência de Estados Pêndulo
O ensaio do embaixador Paulo Roberto de Almeida resgata uma entrevista concedida a um jornalista francês em setembro de 2022 para analisar as engrenagens do sistema político-eleitoral brasileiro, estabelecendo um contraponto crítico com o modelo dos Estados Unidos. A primeira decodificação conceitual promovida pelo autor demonstra a total inaplicabilidade do conceito de "Swing States" (estados pêndulo) no cenário nacional. Enquanto a estrutura norte-americana se ancora em um colégio eleitoral indireto baseado no princípio majoritário distrital do "winner-take-all", o modelo brasileiro para o poder executivo opera sob o crivo do voto popular direto unificado, onde cada sufrágio individual possui peso idêntico dentro de um único corpus nacional. Portanto, a oscilação de maiorias em distritos específicos afeta as bancadas regionais e as dinâmicas locais, mas é incapaz de transferir compulsoriamente blocos fechados de delegados ao candidato presidencial. [1, 2]
Mapeamento Geoeconômico e o Comportamento do Eleitorado
A despeito da unicidade do colégio eleitoral nacional, o diplomata adota uma perspectiva geográfica e sociológica detalhada para mapear os grandes centros de gravidade demográfica e econômica do país, os quais exercem papel decisivo no resultado das urnas. O texto decodifica o comportamento das principais regiões brasileiras por meio das seguintes características estruturais:
  • O Complexo do Agronegócio: Setor vital responsável pelos saldos comerciais positivos do país, cujas lideranças e bases territoriais, concentradas no vasto hinterland dos planaltos centrais e em estados como Mato Grosso, tendem a um posicionamento político conservador e de alinhamento com a direita. [1]
  • Minas Gerais como Estado Teste: Definido como o verdadeiro microcosmo da federação por abrigar em suas fronteiras todas as atividades econômicas nacionais — desde a indústria pesada e mineração no centro-sul até a agricultura de subsistência no norte —, o estado funciona como o principal termômetro político do país, visto que historicamente raros presidentes foram eleitos sem vencer em território mineiro.
  • A Dicotomia de São Paulo e Rio de Janeiro: Representam os polos econômicos mais dinâmicos e industrializados, manifestando uma feição progressista em suas capitais e grandes centros urbanos, que contrasta com um marcado conservadorismo em seus setores interioranos. [1]
  • O Populismo no Nordeste: Região historicamente marcada por gargalos socioeconômicos estruturais e baixos índices educacionais, o que, na análise crítica do autor, fomenta a proliferação de lideranças populistas de variadas matrizes ideológicas, cuja sustentação se ancora na concessão de subsídios estatais e benefícios assistenciais a populações vulneráveis. [1]
Assimetria Federativa e as Distorções do Pacto Fiscal
A análise mais severa do diplomata recai sobre o desenho institucional do Parlamento, denunciando o que qualifica como uma falsa representação proporcional que sabota a igualdade federativa. Por determinação constitucional, estados de menor densidade demográfica nas regiões Norte e Centro-Oeste possuem uma super-representação artificial na Câmara dos Deputados, enquanto estados populosos enfrentam tetos rígidos de representatividade. O autor expõe o impacto estratégico dessa distorção ao revelar que São Paulo se encontra limitado a setenta e um deputados federais, quando critérios estritamente proporcionais ao seu eleitorado deveriam lhe conferir cerca de cento e vinte cadeiras. [1, 2, 3]
Essa distorção legislativa reverbera diretamente na governabilidade e no desenho das políticas públicas, travando reformas estruturais urgentes. A disparidade de cadeiras gera um severo desequilíbrio no pacto federativo, convertendo o Congresso em uma arena de disputa fiscal desigual. O modelo atual perpetua um cenário em que apenas cinco estados atuam como contribuintes líquidos da federação, financiando a transferência contínua de receitas federais para vinte e um estados permanentemente receptores de fundos públicos. Essa assimetria política blinda o modelo de repartição tributária contra alterações substanciais, uma vez que a maioria legislativa super-representada atua ativamente para preservar os privilégios orçamentários das regiões deficitárias. [1, 2]

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Terceira lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, 2015 e 2016 - Madame IA comenta

Terceira lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, 2015 e 2016 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Continuidade das listas (n. 5357 e n. 5361) dos melhores trabalhos divulgados através do blog Diplomatizzando, que tinha sido iniciado em 2006, ao cobrir mais 2 anos de vida do blog, até 2016. 

Eu escrevo demais, eu sei: todos os dias, praticamente, sobre todos os temas que me caem, literalmente, “sur la tête”, parafraseando o chefe Abraracourcix, da série Asterix, que li intensamente durante meus sete anos de autoexílio europeu (1970-77). Escrevo muito porque leio muito, e sempre estou pensando sobre o que li, ou visualizei (agora mais intensamente nas redes de comunicação social, que, concretamente, “nous tombent sur la tête”, todos os dias, todas as horas, a cada minuto, mais exatamente. Antigamente, nos tempos do impresso, eram apenas livros, revistas e jornais, lidos avidamente, nas bibliotecas, no recesso do lar, nas aulas dos vários ciclos de estudos, nas bancas de jornais, atualmente tudo o que nos chega por e-mail no computador ou em tablets e celulares, no formato digital, eletrônico, escrito, falado.

Escrevo muito, repito, porque talvez eu fale pouco, a despeito de Carmen Lícia, que lê muito mais do que eu, dizer que eu falo muito, mas isso só nas palestras e entrevistas que me “caem”, literalmente “sur la tête”, resultado de convites, justamente surgidos a partir do que eu escrevi, em meus livros e artigos, mas que desde o início dos anos 2000, ou seja, o presente milênio, se converteram em postagens em meus blogs e em outras ferramentas de comunicação social. Antigamente, no Ancien Régime do impresso, meus instrumentos de expressão social se resumiam aos artigos que eu publicava em revistas acadêmicas ou aqueles mais curtos em periódicos diários. A partir da explosão da internet e das ferramentas surgidas dessa revolução comunicacional passei, timidamente ao início, a me expressar publicamente por meio de blogs gratuitos, ou de sites (também gratuitos) oferecidos por algumas empresas que se lançaram nesse vasto mercado dos instrumentos de comunicação social (Geocities, por exemplo, ainda preservado em alguma camada geológica do vasto mundo da internet).

Muita coisa mudou, para mim, a partir do Blogspot, um serviço gratuito de hospedagem e criação de blogs oferecido pelo “santo” Google. Depois de lutar, sem domínio técnico adequado sobre a construção de meus sites (gratuitos ou com domínio próprio), a “descoberta” do blog da Google foi uma “arca de Noé” na vastidão aberta pela internet no contexto das novas ferramentas de comunicação social. De repente, todos nós, que éramos dependentes de algum jornal ou revista, de alguma editora complacente com nossos alfarrábios, nos tornamos, ao mesmo tempo, escritores, jornalistas, revisores, editores, publicistas, divulgadores de todas as coisas abertas ao nosso engenho e arte. Creio que só fui “apresentado” ao Google em meados de 2000, depois de já ter conhecido o Yahoo, Hotmail e algumas outras ferramentas abertas livremente às nossas necessidades de comunicação e de expressão aberta para, literalmente, toda a humanidade.

É preciso repetir, para reafirmar a enormidade da revolução que nos “atinge” desde as últimas décadas do século XX. Pela primeira vez na História, desde a criação da escrita, algo como 10 mil anos atrás, desde os manuscritos transmitidos e guardados em seus diversos suportes materiais (argila, couro, papiro, pedra e papel), depois superados pela invenção da imprensa (primeiro na China, que também inventou o papel, depois na Europa de Gutenberg) e a disseminação da palavra escrita, passamos a ter, com a revolução dos meios eletrônicos de produção e divulgação de saberes, nas poucas décadas da quarta ou da quinta revolução industrial, praticamente todo o conhecimento acumulado pela Humanidade nos últimos 5 ou 7 mil anos acessível e transmissível de maneira fácil e, sobretudo, livremente, gratuitamente.

Do meu primeiro site, construído artesanalmente, ao primeiro blog, já no Blogspot da Google, posso dizer que iniciei uma pequena revolução na divulgação de meus escritos, coisas que vinha fazendo desde a primeira juventude, depois mais intensamente, ao me descobrir uma alma de acadêmico, ou seja, alguém mais afeto à palavra impressa do que à construção de coisas práticas. Foram vários, muitos interrompidos por minha incapacidade pessoal em lidar com as “engrenagens” – já que sempre fui avesso a ler manuais, até bulas de remédios –, substituídos por novos, até que me fixei no Diplomatizzando, como já esclareci, em meados de 2006. Ainda assim manteve vários outros paralelos – para resenhas de livros, setoriais (como eleições no Brasil) ou objetos da atenção temporária – até que interrompi a pletora de ferramentas oferecidas como “free lunch”, para me concentrar neste blog.

Ele passou a me servir para tudo: transcrever matérias da imprensa especialmente relevantes, trabalhos de outros colegas acadêmicos liberados para leitura aberta, meus próprios escritos circunstanciais ou mais elaborados, até a divulgação de livros ou artigos inteiros normalmente entregues a editoras ou periódicos consagrados, inclusive passando a substituir o site de domínio pessoal mantido durante vários anos (o pralmeida.org, mais recentemente convertido em pralmeida.net, ainda em construção). O Diplomatizzando, em iniciativa não planejada ao início, tornou-se minha principal ferramenta de produção, de divulgação e de acumulação de textos os mais diversos, meus ou de terceiros, servindo assim de “biblioteca” ou de repositório de informações úteis, que podem ser consultadas segundo as necessidades do momento, e isso graças à estabilidade concedida gratuitamente pelo Google (o que não ocorreu com um antigo provedor de espaço para o meu pralmeida.org, que falhou miseravelmente quando eu já havia acumulado alguns milhares de artigos e muitos livros).

Este blog Diplomatizzando se converteu, assim, no meu cartão de visitas, no meio principal de comunicação de que disponho para interagir socialmente e academicamente, agora desafiado por meios mais ágeis e quase universais, como o antigo Twitter, o Facebook e outras ferramentas, que domino mal, incompetente que sou nessas novas tecnicalidades. O acúmulo de postagens, não calculadas no começo desta aventura, tornou-se propriamente gigantesco, pelo que posso computar a partir da própria coluna que registra o número delas: somei 30.612 postagens, de junho de 2006 a junho de 2026, ou seja, uma média de 1.530,6 postagens por ano, ou mais de 4 postagens por dia. Por outro lado, segundo o contador do blog, existe o registro de 23.375.494 visualizações cumulativamente, 23 milhões. Para ser sincero, eu não dou muito crédito a esse tipo de contagem, pois pode haver muitos acessos automáticos de instrumentos de busca, e fica difícil contabilizar o que é, realmente, interesse real de um navegante curioso por saber alguma coisa, sem que ele se dirija precisamente ao meu blog, apenas lançou o anzol com isca no mar da internet.

De quando em quando, eu vou ao Layout do blog para verificar os comentários, que não são verificados imediatamente (como ocorre em outras ferramentas de comunicação), mas precisam ser acessados diretamente pelo seu controlador, e percorro as mensagens deixadas, algumas diretas a este anarco-blogueiro, muitas outras puro junk, mensagens me convidando para juntar-me aos persistentes adeptos da seita alucinada dos Illuminati (que segundo o historiador Niall Ferguson até tiveram algum papel no movimentos conspiratórios pré-contemporâneos). O fato dessa seita persistir, pelos convites repetidos que recebo para me juntar ao contingente indefinido de iluminados, parece indicar certo número de adeptos, ou então, alguma instrução mecânica dada aos robôs que pululam por aqui. As mensagens sérias, digamos assim, eu autorizo (mesmo as opostas ou raivosas contra este blogueiro) e faço publicar, algumas até respondo pessoalmente, mas não vou verificar o resultado.

Finalmente, não posso deixar de registrar o esforço persistente de meu amigo e “olheiro” do Diplomatizzando, Airton Dirceu Lemmertz, que sempre seguiu minhas postagens, desde vários anos, mas que nos últimos meses tem conduzido um exercício dos mais interessantes, e úteis para mim, que consiste em consultar sistematicamente essa nova ferramenta da 5ª revolução industrial, que é a Inteligência Artificial, que eu chamo carinhosamente de Madame IA. Ela tem identidade, e dono, que é o próprio Google, e se chama oficialmente Gemini AI (mas o Airton também já submeteu minhas postagens a várias outras espécies da mesma família). Madame IA se debruça não apenas sobre as postagens correntes, como sobre as do passado (que são milhares) e delas retira certas características mais ou menos permanentes desse meu “quilombo de resistência intelectual”, como eu chamo esta pequena ferramenta. Resistência a quê, exatamente, poderiam perguntar os incautos ou distraídos? Em primeiro lugar à burrice, algo muito disseminado em certas esferas, mas também a desonestidade e a promiscuidade nos meios políticos, assim como a certos true believers, ideólogos, militantes de certas causas, fanáticos de algumas crenças políticas, que deformam a racionalidade das políticas públicas. Minha área de atenção é mais frequentemente a política externa do Brasil e a diplomacia corporativa, mas também costumo meter o bedelho onde não sou chamado, sobretudo políticas econômicas, livros, assuntos culturais, em geral.

Dito tudo isto, encerro esta já longa introdução, e dou prosseguimento à minha terceira seleção das postagens mais interessantes do Diplomatizzando, centrada, como já informado, nos meus próprios textos que apresentam certa resiliência substantiva, acima e além do caráter passageiro, ou circunstancial, da maior parte das postagens feitas cotidianamente. Num próximo exercício vou fazer uma seleção das seleções, repartida por grandes áreas temáticas sob meu escrutínio constante. Não sei quanto tempo darei continuidade a este exercício, e Madame IA tem feito um trabalho excepcional, ao registrar algumas pérolas já caídas no meu esquecimento. Agradeço a esta senhorita, ainda bem jovem, assim como a meu colega de divertissement blogueiro, sempre a favor do conhecimento e contra a burrice e a desonestidade intelectual. Allons enfants, mettez un peu d’efforts...

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5365, 23 junho 2026, 4 p.

Introdução divulgada no blog Diplomatizzando (22/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/introducao-literaria-terceira-lista-dos.html).

 

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Continuidade das listas (n. 5357 e n. 5361) dos melhores trabalhos divulgados através do blog Diplomatizzando, que tinha sido iniciado em 2006, ao cobrir mais ? anos de vida do blog, de 2015 até 201?.

 

2741. “Resoluções de Ano Novo: minhas promessas (críveis?) para 2015 (sem garantia de cumprimento, porém...)”, Savannah, GA, 1 janeiro 2015, 3 p. Projetos de escritos acadêmicos, e um livro, a serem realizados no decorrer do ano. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/01/resolucoes-de-ano-novo-minhas-promessas.html).

 

2743. “Vídeos Paulo Roberto de Almeida no YouTube”, Washington, 6 de janeiro de 2015, 2 p. Registros das gravações disponíveis no YouTube, acompanhados das fichas originais dos trabalhos. Disponibilizado no Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/01/videos-paulo-roberto-de-almeida-no.html).

 

2745. “Estatísticas de Acesso ao site pralmeida.org: comparativo 2013 e 2014 (e meses selecionados), e janeiro de 2015 e de 2014”, Hartford, 9 de janeiro de 2015, 3 p. Comparação de dados em visitas ao meu site entre 2013 e 2014, e nos primeiros oito dias de janeiro de 2015; em geral ocorreu um aumento de cerca de 30% no número de visitas de um ano a outro; Acesso realizado em 9/01/2015; postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/01/site-pralmeidaorg-estatisticas-de.html).

 

2757. “Os imperialismos europeus e o impacto econômico das guerras globais do século XX”, Hartford, 21 janeiro 2015, 13 p. Artigo publicado na Revista Brasileira de Estudos de Defesa (v. 2, n. 1, jan.-jun. 2015, p. 12-32); informado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/10/revista-brasileira-de-estudos-de-defesa.html).

 

2766. “A ideia do interesse nacional”, Hartford, 8 fevereiro 2015, 5 p. Artigo baseado em livro de Charles Beard, The Idea of National Interest (1934) com comentários a respeito das políticas contrárias ao interesse nacional sendo tomadas no Brasil da atualidade. Publicado no site do Instituto Millenium; divulgado no blog Diplomatizzando (27/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/a-ideia-do-interesse-nacional-2015.html).

 

2767. “Imperfeições dos mercados ou ‘perfeições’ dos governos? Estabeleça quais são as suas preferências”, Hartford, 9 fevereiro 2015, 5 p. Artigo de comentários sobre a atualidade. Reproduzido no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/02/imperfeicoes-dos-mercados-ou-perfeicoes.html).

 

2772. “Indulging with myself: estatísticas de trabalhos produzidos e publicados, 1964-2014”, Hartford, 15 fevereiro 2015, 3 p. Apresentação dos resultados... de publicação, por ano, e no período mais ativo, a partir de 1984. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/02/indulging-with-myself-estatisticas-de.html).

 

2779. “Um congresso de Viena para o século 21? Kissinger e o ‘sentido da História’”, Hartford, 23 fevereiro 2015, 5 p. Digressões sobre a ordem mundial do século 21, com referências aos livros de Henry Kissinger, em especial World Order. Divulgado no blog Diplomatizzando (18/03/2015; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/03/um-congresso-de-viena-para-o-seculo-21_18.html).

 

2786. “A globalização e o direito comercial: uma longa evolução”, Hartford, 6 março 2015, 6 p. Adaptação do trabalho 2453 (“Lex Mercatoria: uma velha tradição da globalização, numa nova introdução”, Brasília, 18 dezembro 2012). Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/o-brasil-e-o-direito-comercial-uma.html).

 

2787. “Servidor do Estado, não de governo: algumas reflexões de circunstância (e de sempre)”, Hartford, 7 março 2015, 5 p. Considerações sobre os dilemas morais em face de determinadas opções de governo. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/03/servidor-do-estado-nao-de-governo.html).

 

2791. “Não ao financiamento público dos partidos e das campanhas eleitorais”, Hartford, 2790: 15 de março de 2015, 1 p. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/03/nao-ao-financiamento-publico-dos.html).

 

2803. “Keynesianismo e liberalismo nas políticas públicas”, Hartford, 5 abril 2015, 5 p. Respondo a pergunta de leitor do blog sobre se as políticas do FHC foram liberais ou keynesianas. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/debate-sobre-escolas-economicas.html).

 

2807. “O Brasil e a agenda econômica internacional, 1: como se apresenta o cenário econômico internacional da atualidade?”, Hartford, 6 abril 2015, 4 p. Análise da situação econômica atual do mundo, em preparação para a discussão da posição e dos desafios para o Brasil. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/o-brasil-e-agenda-economica.html).

 

2808. “O Brasil e a agenda econômica internacional, 2: como o Brasil se insere no cenário mundial, agora e no futuro próximo?”, Hartford, 10 abril 2015, 6 p.Continuidade da série, tratando das questões internas ao Brasil. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/o-brasil-e-agenda-economica_22.html).

 

2814. “O Brasil e a agenda econômica internacional, 3: como e qual seria uma (ou a) agenda ideal para o Brasil?”, Hartford, 18 abril 2015, 7 p. Continuidade da série, no seguimento dos trabalhos 2807 e 2808, tratando de uma possível agenda de reformas internas e de novas posturas externas para fazer o Brasil se inserir na globalização. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/o-brasil-e-agenda-economica_29.html).

 

2815. “O Brasil e a agenda econômica internacional, 4: o que o Brasil deveria fazer para maximizar a “sua” agenda?”, Hartford, 19 abril 2015, 11 p. Continuidade, e fim, da série de artigos sobre a agenda de reformas internas. Republicado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/05/o-brasil-e-agenda-economica.html).

 

2821. “Alca e acordos de liberalização comercial em nível hemisférico: seleção de trabalhos de Paulo Roberto de Almeida”, Hartford, 30 abril 2015, 5 p. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/04/alca-ftaa-e-integracao-hemisferica.html).

 

2822. “Da diplomacia dos antigos comparada à dos modernos”, Hartford, 4-7 maio 2015, 12 p. Artigo, da série clássicos revisitados, comparando a diplomacia dos antigos, ou seja, pré-2003, com a dos modernos, ou seja, dos companheiros, tomando como modelo o texto de Benjamin Constant, “De la liberté des anciens comparée à celle des modernes”. Disseminado no blog Diplomatizzando (12/10/2015 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/10/da-diplomacia-dos-antigos-comparada-dos.html).

 

2826. “Magna Carta para os nossos tempos”, Anápolis, 20 maio 2015, 3 p.; Brasília, 29 maio, 5 p. Notas para entrevista ao vivo. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2015/05/magna-carta-seu-significado-para.html).

 

2829. “Entre o internacionalismo e a diplomacia: questões de carreira e de vocação”, Brasília, 28 maio; Anápolis, 30 maio 2015, 10 p. Respostas a questionário colocado por estudante de RI. Postado no Blog Diplomatizzando, 20/08/2016 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/08/internacionalista-sou-um-ou-apenas-um.html).

 

2830. “Latin American development trends and Brazil’s role in the region”, Anápolis, 1-4 junho 2015, 15 p. Contribution to the journal “International Relations”, from People’s Friendship University of Russia (PFUR). Publicado na revista Paiaguás: revista de estudos sobre a Amazônia e Pacífico (UFMS; vol. I, n. 1, fevereiro-julho 2015, p. 37-53). Postado no blog Diplomatizzando (20/08/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/08/latin-american-trends-paulo-roberto-de.html).

 

2833. “Pequena reflexão no dia em que a Magna Carta completa 800 anos”, em voo Atlanta-Hartford, 15 de junho de 2015, 2 p. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/08/801-anos-da-magna-carta-indago-se-o.html).

 

2835. “Mensagem (que espero simpática) a meus seguidores”, Hartford, 20 junho 2015, 3 p. Quatro categorias de seguidores: voluntários aprendizes, voluntários críticos, involuntários (ou compulsórios) vigilantes e compulsórios censores. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/06/mensagem-meus-seguidores-paulo-roberto.html).

 

2836. “Uma seleção de trabalhos sobre política externa e diplomacia brasileira”, Hartford, 28 junho 2015, 14 p. Listagem dos trabalhos especificamente voltados para a diplomacia e a política externa brasileira elaborados entre 2002 e 2015, enfeixados sob o signo da resistência intelectual à diplomacia companheira. Divulgada no blog Diplomatizzando (29/06/2015; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/06/diplomacia-companheira-treze-anos-de.html).

 

2844. “A falácia dos modelos de desenvolvimento: enterrando um mito sociológico”, Anápolis, 12 julho 2015, 2 p.; Brasília-Atlanta (em voo), 16-17 julho 2015, 5 p. Digressões sobre o mito dos modelos de desenvolvimento. Blog Diplomatizzando (18/07/2015; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/07/falacias-academicas-o-mito-dos-modelos.html).

 

2855. “Quais são as grandes ameaças ao Brasil?”, Hartford, 15 agosto 2015, 7 p. Sobre as supostas ameaças externas e nossos males “made in Brazil”. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/08/quais-sao-as-grandes-ameacas-ao-brasil.html).

 

2856. “Mini-reflexão sobre os progressos civilizatórios e institucionais”, Hartford, 16 agosto 2015, 2 p. Digressões sobre as revoluções inglesa, americana, francesa, comunistas e a crise brasileira. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/08/mini-reflexao-sobre-os-progressos.html).

 

2862. “Capitalisme et démocratie au Brésil, à trente ans de distance”, Hartford, 30 agosto 2015, 22 p. Avant-propos à Classes Sociales et Pouvoir Politique au Brésil, en publication par les Éditions Universitaires Européennes; Publicado in: Paulo Roberto de Almeida, Révolutions bourgeoises et modernisation capitaliste : Démocratie et autoritarisme au Brésil (Sarrebruck: Éditions Universitaires Européennes, 2015, 456 p.); blog Diplomatizzando (2/09/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/09/a-revolucao-burguesa-no-brasil-trinta.html).

 

2866. “A grave crise de governança no Brasil: duas ou três coisas que eu sei dela e algumas maneiras de superá-la”, Hartford, 6 setembro 2015, 13 p. Análise atualizada dos problemas políticos e econômicos do Brasil atual, que conformam uma crise de governança levada a um ponto de ebulição. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/09/a-grave-crise-de-governanca-no-brasil.html).

 

2871. “The (non-)continuity of Lula’s Diplomacy under Dilma Rousseff”, Hartford, September 17, 2015, 5 p. A small piece of evaluation for adding to a book on Brazilian diplomacy, as an appendix to the section on Foreign Relations. Unpublished. Available at blog Diplomatizzando (10/01/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/01/the-non-continuity-of-lulas-diplomacy.html).

 

2877. “Algumas razões para a existência de diplomatas acidentais”, Hartford, 22 setembro 2015, 7 p. Sugestões para prefácio a meu livro americano Going Global. Aproveitado para a redação do trabalho n. 2911, “Uma vida entre dois séculos”, divulgado blog Diplomatizzando em 26/12/2015 (link: http://www.diplomatizzando.blogspot.com.br/2015/12/uma-vida-entre-dois-seculos-um-balanco.html).

 

887. “O megabloco do Pacífico e o Brasil”, Hartford 6 outubro 2015, 3 p. Considerações sobre seus efeitos para o país, reconhecendo o protecionismo das políticas econômicas adotadas na era recente. Divulgado no Diplomatizzando (10/10/2015; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2015/10/o-transpacific-partnership-e-seu.html).

 

2888. “The Great Destruction in Brazil: How to Downgrade a Whole Country in Less Than Four Years”, Hartford, October 13, 2015, 6 p. Paper to subsidize the presentation at the Yale School of Management. Blog Diplomatizzando (3/06/2021; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/06/a-grande-destruicao-economica-do-brasil.html).

 

2911. “Uma vida entre dois séculos: um balanço retrospectivo”, Anápolis, 26 dezembro 2015, 9 p. Reaproveitamento do trabalho 2877, para fins de avaliação do itinerário intelectual percorrido e de parte da produção realizada, nos terrenos profissional e acadêmico, mas de modo qualitativo. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://www.diplomatizzando.blogspot.com.br/2015/12/uma-vida-entre-dois-seculos-um-balanco.html).

 

2944. “O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade”, Brasília, 23 março 2016, 44 p. Texto preparado para o seminário “Varnhagen (1816-2016): diplomacia e pensamento estratégico”. Disponível no Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/04/livro-sobre-varnhagen-ser-apresentado.html).

 

2958. “Da democracia na América do Sul: o que Tocqueville diria das atuais mudanças políticas e econômicas no continente?”, Brasília, 13 abril 2016, 43 p. Notas para palestra na UnB, em 14/04/2016. anunciada no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/04/da-democracia-na-america-do-sul.html).

 

2963. “Escritores e escrevinhadores do Itamaraty: respostas a questionário enviado a Paulo Roberto de Almeida”, Brasília, 24 abril 2016, 9 p. Respostas a questões dirigidas aos “escritores do Itamaraty”, para compor monografia, e propor um congresso de escritores do Serviço Exterior brasileiro. Postado no blog Diplomatizzando em 24/04/2016 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/04/escritores-e-escrevinhadores-do.html).

 

2967. “O Estudo das Relações Internacionais do Brasil”, Brasília, 29/04/2016, 10 p. Notas para uma entrevista gravada no IPRI, para divulgar tendências recentes da pesquisa e estudo nessa área. Disponibilizada no blog Diplomatizzando (30/04/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/04/o-estudo-das-relacoes-internacionais-do.html).

 

2969. “Epitáfio do lulopetismo diplomático”, Brasília, 2 maio 2016, 3 p. Contribuição publicada no jornal O Estado de S. Paulo (link: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,epitafio-do-lulopetismo-diplomatico,10000051687), reproduzido no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/05/epitafio-do-lulopetismo-diplomatico.html).

 

2976. “Desafios ao Brasil na política e na economia numa fase de transição”, Brasília, 5 maio 2016, 5 p. Compilação de argumentos sobre os grandes temas da agenda brasileira nos âmbitos político e econômico. Publicado no blog Diplomatizzando (14/05/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/05/grandes-desafios-ao-brasil-politica-e_14.html).

 

2982. “Do lulopetismo diplomático a uma política externa profissional”, Brasília, 22 maio 2016, 7 p. Adaptação revista do trabalho 2840 (“O renascimento da política externa”, Anápolis, 11 julho 2015, 4 p.; inédito), com alguns trechos do trabalho n. 2865, fazendo digressões sobre um retorno à normalidade na frente diplomática, depois dos anos bizarros do lulopetismo diplomático. Blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/05/do-lulopetismo-diplomatico-uma-politica.html).

 

2983. “O renascimento da política externa”, Brasília, 25 maio 2016, 14 p. Artigo publicado na revista Interesse Nacional (ano 9, n. 34, julho-setembro de 2016). Reproduzido no blog Diplomatizzando (3/08/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/08/o-renascimento-da-politica-externa.html).

 

2991. “Uma seleção de trabalhos sobre a política externa brasileira na era Lula: Paulo Roberto de Almeida, 2002-2016”, Brasília, 6 junho 2016, 13 p. Listagem seletiva, na ordem cronológica inversa, dos trabalhos mais importantes, inéditos e publicados, produzidos no período em apreço em temas da diplomacia e do sistema político brasileiro. Disponível no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/06/a-politica-externa-brasileira-na-era.html).

 

2993. “Partidos políticos e política externa brasileira na era da globalização”, Brasília, 8 junho 2016, 16 p. Texto-guia para palestra no curso de pós-graduação em Relações Internacionais da UERJ, a convite do Prof. Paulo Velasco. Disponível no blog Diplomatizzando (link: (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/06/research-gate-minhas-estatisticas-de.html).

 

2998. “Dez anos de Diplomatizzando, quinze blogs em treze anos...”, Brasília, 19 junho 2016, 5 p. Balanço dos diversos blogs, com destaque para este, que completou 10 anos de atividades constantes neste dia 17 de junho, ao lado de diversos outros blogs antecessores ou especializados por áreas. Postado no Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/06/dez-anos-de-diplomatizzando-quinze.html).

 

2999. “Auge e declínio do lulopetismo diplomático: um depoimento pessoal”, Brasília, 22 junho 2016, 18 p.; revisto: 26/06/2016: 19 p. Artigo elaborado para a seção “Contribuição Especial” da Mural Internacional, revista eletrônica semestral do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro); em 1/07/2016 fui comunicado que o “conselho editorial da revista achou que a contribuição estava muito forte podendo causar algum transtorno para a revista que, a priori, não segue nenhuma linha política.” Divulgado no blog Diplomatizzando com nova introdução, em 15/08/2016 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/08/auge-e-declinio-do-lulopetismo.html).

 

3003. “Considerações sobre o caráter efêmero das memórias, e das funções públicas (inspiradas em Chateaubriand)”, Brasília, 27 junho, 7 e 20 agosto 2016, 6 p. Notas reflexivas ao assumir funções como diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, subordinado à Funag. Divulgado no blog Diplomatizzando (03/08/2016, link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/08/nomeacao-para-ipri-in-lieu-of.html).

 

3010. “E se eu quiser falar com o tal de Sul Global?”, Brasília, 12 julho 2016, 1 p. Comentários jocosos sobre esse fantasma criado por acadêmicos tresloucados. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/07/e-se-eu-quiser-falar-com-esse-tal-de.html).

 

3030. “Populismo econômico e ‘destruição destrutiva’ na América Latina”, Brasília-Gramado, 10 agosto, 3 setembro 2016, 12 p. Texto guia para palestra na Primeira Semana Pela Liberdade, promovida pelo capítulo de Brasília dos Estudantes pela Liberdade. Divulgado no blog Diplomatizzando (10/09/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/09/populismo-economico-e-destruicao.html)

 

3031. “Teoria geral do lulopetismo: treze teses preliminares”, Porto Alegre, 3 setembro 2016, 3 p. Considerações sobre uma grande fraude política. Postado no blog Diplomatizzando (15/02/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/02/teoria-geral-do-lulopetismo-treze-teses.html).

 

3032. “O lulopetismo diplomático: um experimento exótico no Itamaraty”, Porto Alegre, 4 setembro 2016, 5 p. Considerações sobre um parêntese bizarro na trajetória da política externa brasileira. Postado no blog Diplomatizzando (15/02/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/02/o-lulopetismo-diplomatico-um.html).

 

3034. “Pequena reflexão sobre a independência e a situação atual do Brasil”, Brasília, 7 setembro 2016, 4 p. Retrospectiva, semi-pessimista, com foco nos desafios atuais em matéria de educação. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/09/pequena-reflexao-sobre-independencia-e.html).

 

3040. “Quem mudou, de fato, a humanidade? Uma reflexão contrarianista”, Brasília, 19 setembro 2016, 3 p. Novas reflexões a propósito da palestra objeto do trabalho 3039, para o encontro organizado pelos Estudantes Pela Liberdade. Acréscimo de uma página de introdução à minha palestra em Belo Horizonte, em 20/09/2016, e divulgação completa no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/09/estudantes-pela-liberdade-bh-mg-o-que.html).

 

3044. “Contra o planejamento estatal: pelas liberdades econômicas”, Brasília, 25-26 setembro 2016, 3 p. Artigo em favor do Doing Business. Publicado no jornal O Estado de S. Paulo (ISSN: 1516-2931; 5 de outubro de 2016, p. A-2). Blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/10/contra-o-planejamento-estatal-e-pelas.html).

 

3045. “O prazer intelectual como objetivo de vida”, Brasília, 8 outubro 2016, 2 p. Mini-reflexão sobre a importância do conhecimento em minha vida. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/10/mini-reflexao-sobre-o-significado-da_8.html).

 

3049. “Saudades do meu velho site: temporariamente desabilitado”, Brasília, 15 outubro 2016, 2 p. Explicando as razões da suspensão do site pessoal, e prometendo colocar um novo rapidamente no ar. Publicado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/10/saudades-do-meu-velho-site.html).

 

3054. “60 anos em Revista: a trajetória da RBPI”, Brasília, 6 novembro 2016, 4 p. Apresentação no Seminário Sessenta anos da Revista Brasileira de Política Internacional, na UnB, 7/11/2016. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/11/60-anos-em-revista-trajetoria-da-rbpi.html).

 

3057. “O poder das ideias como alavanca estratégica na reconstrução da nação: uma reflexão pessoal sobre o Brasil em transição”, Brasília, 16-17 novembro 2016, 10 p. Alocução no painel sobre “os centros de estudos político-estratégicos e os think tanks no Brasil”, da III Jornada de Estudos Estratégicos da Defesa, Comando Militar do Planalto, 17 de novembro de 2016, 16:10hs. Divulgado no blog Diplomatizzando (17/11/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/11/iii-jornada-de-estudos-estrategicos-de.html).

 

3058. “Soldados e diplomatas: uma relação ambígua”, Brasília, 16 novembro 2016, 13 p. Novo texto para alocução no painel sobre “os centros de estudos político-estratégicos e os think tanks no Brasil”, da III Jornada de Estudos Estratégicos da Defesa, Comando Militar do Planalto, 17 de novembro de 2016, 16:10hs. Divulgado no blog Diplomatizzando (17/11/2016; link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/11/iii-jornada-de-assuntos-estrategicos-2.html).

 

3061. “O Itamaraty e a nova política externa brasileira”, Brasília, 19 novembro 2016, 18 p. Texto elaborado para palestras em geral, especialmente em circuito acadêmico. Postado no Blog Diplomatizzando (15/08/2017; link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/o-itamaraty-e-nova-politica-externa.html).

 

3066. “Como atravessar o deserto (e permanecer digno ao fim e ao cabo)”, Brasília, 18 dezembro 2016, 7 p. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/12/como-atravessar-o-deserto-e-permanecer.html).

 

3072. “Minhas previsões imprevidentes para 2017: já estou sentindo saudades dos companheiros”, Brasília, 31 dezembro 2016, 7 p. Dando continuidade à série, com novas e jocosas previsões impossíveis. Publicado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/12/minhas-previsoes-imprevidentes-para.html).

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5365, 23 junho 2026, 12 p.

Introdução e lista completa dos anos 2015 e 2016 divulgadas no blog Diplomatizzando (24/06/2026; links: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/introducao-literaria-terceira-lista-dos.html e ).

 

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Comentários sobre a Terceira Lista de Madame IA: 

Terceira lista dos melhores trabalhos de Paulo Roberto de Almeida divulgados por meio do blog Diplomatizzando, 2015 e 2016: 


A Revolução Comunicacional e a Democratização Editorial
A introdução à terceira compilação documental do Diplomatizzando detalha o impacto profundo da transição da palavra impressa para o ecossistema digital, definindo essa mudança como uma verdadeira quebra de paradigma na história da difusão do conhecimento mundial. O embaixador Paulo Roberto de Almeida reflete sobre como a internet e as plataformas de hospedagem gratuita transformaram radicalmente o papel dos intelectuais, que antes dependiam do crivo de grandes jornais ou de editoras complacentes para publicar suas ideias. Sob essa ótica crítica, o advento de ferramentas digitais descentralizou os meios de produção escrita, convertendo acadêmicos e analistas em autores, editores, revisores e publicistas de si mesmos. Esse fenômeno permitiu a livre circulação de ideias, conferindo estabilidade técnica para que blogs pessoais operassem como repositórios universais de livre acesso, imunes às obsolescências físicas e às restrições comerciais do mercado tradicional. [1, 2, 3]
Estatísticas e o Alcance na Era dos Algoritmos
A densidade estatística acumulada pela página ao longo de duas décadas serve como métrica para mensurar a hiperprodutividade intelectual do autor, totalizando a impressionante marca de mais de trinta mil postagens e mais de vinte e três milhões de visualizações cumulativas. No entanto, o diplomata adota uma postura cética e rigorosa em relação aos números brutos gerados pelas ferramentas de contagem da internet. O texto adverte que dados inflados por acessos automatizados de robôs e instrumentos de busca mascaram o real interesse público, misturando leitores genuínos com propagandas espúrias e convites repetitivos de organizações anacrônicas. O autor defende que a relevância de um canal de resistência intelectual não deve ser auferida puramente pelo engajamento quantitativo das redes sociais, mas sim pela solidez substantiva dos debates propostos e pela capacidade de manter a racionalidade frente ao fanatismo ideológico e à desonestidade intelectual de militâncias contemporâneas. [1, 2]
Mapeamento dos Trabalhos Selecionados de 2015 e 2016
A listagem de ensaios de 2015-2016 destaca o posicionamento do diplomata durante a crise política e econômica, focando em três áreas principais:
  • Crítica ao "Lulopetismo Diplomático": Análise da quebra de tradição na política externa brasileira, exemplificada por textos como "Epitáfio do lulopetismo diplomático" e "Um experimento exótico no Itamaraty".
  • Agenda Econômica e Reformas: Série de artigos, incluindo "O Brasil e a agenda econômica internacional", que defende a inserção global, combate o protecionismo e promove a liberdade econômica.
  • Dilemas do Funcionalismo: Reflexões sobre a ética no serviço público e o papel dos diplomatas, notadamente no ensaio "Servidor do Estado, não de governo".
O autor destaca ensaios sobre a "Teoria geral do lulopetismo" e experiências na direção do IPRI (Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais) entre 2015 e 2016.
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