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segunda-feira, 20 de julho de 2026

O Holodomor ucraniano, antes e depois; Madame IA analisa o que foi a grande fome na Ucrânia promovida por Stalin e agora por seu seguidor Putin

Madame IA discorre, no texto abaixo, a pedido de nosso gerente comum, Airton Dirceu Lemmertz, sobre o Holodomor, com base em conceitos comumente utilizados por mim no Diplomatizzando, mas ela provavelmente não leu, pois que pouco divulgada, uma nota que elaborei em 2023 sobre o Holodomor do Putin contra o povo ucraniano, inclusive responsabilizando a diplomacia brasileira pelo silêncio em face da mortandade promovida pela guerra de agressão da Rússia contra o povo ucraniano (transcrito in fine). PRA 

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ADL a Madame IA: Apresente um texto sobre "Holodomor" ("A Grande Fome Ucraniana"). O texto deverá ter, no mínimo, 7700 caracteres; deverá usar apenas frases e parágrafos; deverá utilizar, como base (ou seja, como fonte), os textos correlatos em postagens do blog Diplomatizzando; deverá usar o estilo de escrita do diplomata Paulo Roberto de Almeida. 

O fenômeno histórico conhecido como Holodomor, termo derivado das palavras ucranianas para fome e extermínio, representa um dos capítulos mais sombrios e meticulosamente ocultados do século XX. A análise rigorosa desse morticínio deliberado exige o afastamento completo das paixões ideológicas e a adoção de uma perspectiva firmemente ancorada nos fatos documentais, tal como amiúde propugnado nas reflexões analíticas do embaixador e historiador diplomático Paulo Roberto de Almeida em seu espaço de debate intelectual, o blog Diplomatizzando. Longe de constituir um mero acidente climático ou uma disfunção passageira nas forças produtivas da agricultura soviética, a Grande Fome Ucraniana revelou-se um autêntico genocídio planejado, operado e executado por estruturas estatais hipertrofiadas sob o comando direto de Joseph Stalin. Examinar esse episódio crucial à luz da história diplomática e das relações internacionais contemporâneas desvela os mecanismos perversos por meio dos quais regimes totalitários instrumentalizam a escassez alimentar absoluta para subjugar o nacionalismo, erradicar dissidências políticas e reformar compulsoriamente a estrutura socioeconômica de uma nação inteira.
A gênese da catástrofe humanitária remonta diretamente à virada da década de 1920 para a década de 1930, quando o comitê central do partido comunista da União Soviética deliberou pela aceleração brutal dos planos quinquenais de industrialização pesada. O financiamento dessa modernização urbana e fabril dependia crucialmente da capacidade do Estado soviético de extrair excedentes agrícolas do campo para exportação global e abastecimento dos grandes centros urbanos russos. Diante desse imperativo puramente ideológico e centralizador, o regime stalinista desencadeou o programa de coletivização forçada da agricultura em 1929 e 1930, extinguindo sumariamente a propriedade privada rural e empurrando a massa camponesa para as estruturas coletivas dos kolkhozes. A resistência a esse processo foi generalizada e feroz, manifestando-se de forma particularmente intensa na Ucrânia, região historicamente caracterizada por uma sólida tradição de pequenos proprietários agrícolas independentes conhecidos pela alcunha pejorativa de kulaks. A resposta do aparato repressor de Moscou não tardou, inaugurando uma escalada de violência que combinava deportações em massa para o arquipélago do Gulag, execuções sumárias perpetradas pela polícia política e o confisco sistemático de sementes e ferramentas.
À medida que os agricultores ucranianos reagiam à expropriação violenta reduzindo o plantio ou abatendo seus próprios rebanhos para evitar a entrega ao Estado, a liderança bolchevique interpretou essa postura não como uma reação natural à destruição de seus meios de subsistência, mas como uma sabotagem contrarrevolucionária orquestrada por elementos nacionalistas. Em consequência, o governo soviético elevou as cotas obrigatórias de entrega de grãos a patamares matematicamente impossíveis de serem atingidos pela lavoura devastada. No ano fatídico de 1932, a imposição da famigerada lei das cinco espigas criminalizou severamente qualquer indivíduo, inclusive crianças famintas, que recolhesse restos de trigo deixados nos campos coletivizados, aplicando penas que variavam do fuzilamento imediato a longos anos de trabalhos forçados. Brigadas de ativistas urbanos e agentes da polícia secreta foram despachadas para o interior da Ucrânia com ordens expressas de revistar cada residência rústica, confiscando não apenas os grãos remanescentes, mas todo e qualquer alimento estocado, incluindo vegetais domésticos, animais de criação e sementes reservadas para o ciclo de plantio subsequente.
O isolamento geográfico e administrativo da Ucrânia completou o cerco mortífero desenhado pelos planejadores stalinistas na virada para o ano de 1933. Fronteiras internas foram rigidamente bloqueadas por tropas do exército vermelho e agentes de segurança pública para impedir o êxodo da população rural desesperada em direção às grandes cidades ou a outras repúblicas soviéticas menos castigadas pela requisição de víveres. O sistema de passaportes internos, introduzido justamente naquele período de agonia, negou sistematicamente o direito de livre circulação aos camponeses ucranianos, confinando-os a vilarejos transformados em verdadeiros campos de extermínio ao ar livre. O resultado dessa engenharia social punitiva foi uma mortandade em escala industrial, cujas estimativas demográficas mais rigorosas apontam para a perda direta de quase quatro milhões de vidas ucranianas, embora cálculos que computam o colapso na natalidade e as perdas em regiões periféricas sugiram cifras ainda mais assustadoras, alcançando os sete milhões de mortos. Relatos contemporâneos resgatados de arquivos confidenciais descrevem cenas dantescas de inanição extrema, degradação do tecido social elementar, episódios generalizados de loucura coletiva e manifestações esporádicas de canibalismo decorrentes do desespero absoluto.
Para além do horror puramente humano ocorrido no solo ucraniano, o Holodomor constitui um estudo de caso fundamental sobre a cumplicidade internacional e a manipulação deliberada da informação jornalística e diplomática global. Enquanto milhões de seres humanos pereciam silenciosamente na Europa Oriental, o regime soviético montou uma formidável operação de relações públicas e cortinas de fumaça para enganar observadores estrangeiros e preservar a reputação do socialismo real perante as democracias ocidentais. Intelectuais simpáticos à causa bolchevique, diplomatas ocidentais e correspondentes de jornais de prestígio, notadamente Walter Duranty do The New York Times, engajaram-se ativamente na negação da fome, classificando notícias sobre a tragédia como propaganda antissoviética. Essa farsa internacional impediu a mobilização de ajuda humanitária externa que poderia ter atenuado o sofrimento da população civil, demonstrando como o pragmatismo geopolítico e a cegueira ideológica frequentemente conspiram para obscurecer a consumação de crimes contra a humanidade.
O debate contemporâneo em torno do reconhecimento jurídico do Holodomor como genocídio permanece vivo nas chancelarias e academias mundiais, refletindo-se diretamente nas discussões hospedadas por intelectuais no ambiente do Diplomatizzando. Historiadores de renome e juristas alinhados com o legado de Raphael Lemkin, o formulador do conceito de genocídio, sustentam que o Holodomor preenche todos os requisitos estabelecidos pelo direito internacional para tal tipificação. O argumento central repousa na intencionalidade do regime stalinista de destruir, no todo ou em parte, o grupo nacional ucraniano enquanto entidade política e cultural distinta, utilizando a fome como arma biológica seletiva. Em contrapartida, correntes revisionistas e as narrativas oficiais emanadas de Moscou tentam diluir a especificidade da tragédia ucraniana, rotulando o evento como uma infelicidade climática geral que afetou indiscriminadamente outras regiões soviéticas, omitindo o fato de que apenas na Ucrânia o confisco de alimentos foi acompanhado pelo fechamento militarizado de fronteiras e pela decapitação sistemática das elites intelectuais e eclesiásticas locais.
A relevância do Holodomor estende-se para além do mero registro historiográfico, projetando sombras longas sobre a geopolítica europeia contemporânea. A persistente recusa do atual governo russo em admitir o caráter genocida da grande fome stalinista liga-se diretamente à sua tentativa contemporânea de reescrever a história e negar a legitimidade da soberania nacional ucraniana. Como observa de forma perspicaz a melhor literatura de relações internacionais, a guerra travada no campo de batalha é frequentemente precedida e legitimada por uma guerra contra a memória histórica. O resgate da verdade factual sobre o massacre de 1932-1933 converteu-se em pilar fundamental para a consolidação da identidade nacional da Ucrânia independente, servindo como advertência permanente contra os perigos decorrentes do totalitarismo e do messianismo estatal.
Compreender o Holodomor à luz da racionalidade diplomática e econômica expõe a fragilidade dos arranjos internacionais que negligenciam os direitos humanos em nome de imperativos comerciais ou de equilíbrios de poder artificiais. O sacrifício de milhões de camponeses no altar da coletivização agrícola soviética permanece como um monumento trágico à miséria intelectual e moral de regimes que subordinam a dignidade intrínseca da pessoa humana a abstrações ideológicas totalizantes. A leitura atenta das postagens correlatas no blog Diplomatizzando oferece um subsídio indispensável para quem deseja aprofundar-se no exame crítico das ditaduras do século passado, municiando diplomatas, acadêmicos e cidadãos com as ferramentas analíticas necessárias para identificar e combater as novas roupagens do autoritarismo que ameaçam a estabilidade internacional e a convivência democrática entre as nações no presente século.

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Madame IA não relata que o jornalista inglês Gareth Jones percorreu a Ucrânia em pleno Holodomor e fez uma série de relatos sobre as atrocidades que contemplou, gente morrendo de fome, nas ruas e nas casas. Existe uma edição brasileira dos seus textos, pelo jornalista Duda Teixeira: 

Fome na Ucrânia - Os relatos do front do Holodomor: Os relatos do front do Holodomorpor Gareth Jones e Duda Teixeira | 18 out. 2022 (link).

Tem também esta nota: 

4416. “O Holodomor de Putin”, Brasília, 13 junho 2023, 1 p. Nota sobre o morticínio russo contra o povo ucraniano. Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/o-holodomor-de-putin-paulo-roberto-de.html).

 

O Holodomor de Putin

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre o morticínio russo contra o povo ucraniano.

  

O tirano de Moscou já constatou que ele não poderá mais anexar a Ucrânia pela força.

Ele agora só está empenhado em destruir o país e matar o maior número possível de pessoas, inclusive velhos e crianças. 

A diplomacia brasileira já perdeu qualquer resquício de moralidade?

Se revela incapaz de expressar pelos ucranianos os mesmos cuidados que o governo diz manter em relação aos “povos originários”? 

A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia é apenas um detalhe nos planos de Lula para uma “nova ordem mundial”?

O Brics continuará, como no ano passado, absolutamente indiferente ao morticínio deliberado que ocorre na Ucrânia?

E sua Declaração de cúpula ainda terá a petulância (e a ignomínia) de afirmar, como foi o caso em 2022, que todos os países respeitam a Carta da ONU e os DH?

Confesso meu asco em pensar que meus colegas diplomatas possam negociar os termos de um documento final recheado de mentiras escabrosas.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 4416, 13 junho 2023, 1 p.

Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/o-holodomor-de-putin-paulo-roberto-de.html).

  

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Um dia que vai ficar na História - Paulo Roberto de Almeida, Anton Gerashchenko

 Um dia que vai ficar na História 

O evento geopoliticamente MAIS IMPORTANTE neste quinto mês de 2026 foi o fato de Zelensky ter concedido autorização a um Putin atemorizado para que este pudesse realizar uma parada pífia no dia 9 de maio, a data politicamente mais relevante no calendário mistificador da “Grande Guerra Patriótica”, que só assumiu essa qualificação porque o idiota do Hitler impediu que o tirano Stalin continuasse como seu aliado na destruição das democracias ocidentais da Europa.

Essa data precisa ser marcada, porque ela representa o começo do fim do tirano de Moscou. PRA

Leiam esta matéria de Anton Gerashchenko (X, 11/05/2026)

“In my opinion, yesterday a turning point in the war took place.

Perhaps we still do not fully grasp the significance of what happened.

For the first time, Putin publicly showed his weakness and inability to independently protect his capital, his parade, and himself from our strikes. Because of this, a frightened Putin was forced to publicly humiliate himself and ask Trump, as a mediator, to help stop a strike on Moscow.

De facto, Putin asked Trump to protect him from the Ukrainians.

I consider President Zelenskyy’s order a brilliant informational slap in the face and an additional public humiliation.

It is obvious that before and during the parade, Putin was physically afraid - he felt vulnerable and threatened.

Putin publicly appeared weak and humiliated, and in Russia’s "prison-style" political culture, such things are not forgiven.

A weak "tsar," mocked by everyone, cannot remain a tsar in Russia.

These are very, very hard times for Ukraine. However, Ukraine is strong, resilient, and continues the fight.

Slava Ukraini!”

domingo, 10 de maio de 2026

9 de maio de 2026: o "Dia da Derrota" - Paulo Roberto de Almeida

9 de maio de 2026: o "Dia da Derrota"
Todos os dias 9 de maio, a cada ano desde 1946, é reputado representar o maior feriado nacional, o dia glorioso da derrota total do invasor nazista contra a gloriosa e vencedora União Soviética e, por extensão, do povo russo, o final da Grande Guerra Nacional Patriótica, em 1945. Todos os anos a data é comemorada com uma enorme, gigantesca parada militar na Praça Vermelha, junto ao Kremlin, na qual todos os mais modernos equipamentos militares, inclusive mísseis nucleares, desde os anos 1950, um desfile de divisões completas das forças armadas, aviões voando acima da parada, cantos patrióticos e tudo o que se pode esperar de um império, de uma superpotência orgulhosa e confiante em seu poderio militar, em sua capacidade de derrotar qualquer inimigo, em vários terrenos de projeção externa e, sobretudo, de defesa da grande pátria.
Pois o dia 9 de maio de 2026 representou, claramente, o DIA DA DERROTA, e contra um inimigo menor, que não poderia sustentar um mês, um ano de combate contra essa formidável máquina de guerra. Pois, a "Operação Militar Especial" contra a vizinha Ucrânia, que deveria estar derrotada e submetida quase imediatamente a 24 de fevereiro de 2022, não consegue mais avançar no terreno, e já dura mais do que os quatro anos que durou a luta contra a formidável máquina de guerra nazista, desde junho de 1941 (mais de 3 milhões de soldados alemães), e constitui um humilhante derrota para o regime corrupto e incompetente da imensa Rússia. A
Operação Militar Especial já custou um número de vidas ao povo russo superior ao que ele suportou contra outros "inimigos", internos (na Chechênia, por exemplo), ou externos, na aventura desastrosa contra os rebeldes do Afeganistão (que aliás foi um dos motivos da desagregação da União Soviética).
Putin está acuado e desesperado, sem saber para onde ir, e como se defender, não dos seus inimigos externos, mas dos seus inimigos internos, que querem vê-lo fora do poder. Não sabemos ainda como vai ser o desenlace desse impasse, pois o regime vive sob intensa repressão policial, ditatorial para ser mais explícito.
Que dure o menor tempo possível de aqui até seu final. Mas o que suceder a Putin pode ser ainda pior do que o que já (ainda) existe, pois existem diferenças civilizatórias imensas entre a "grande Rússia" e os demais regimes despóticos da História.
Paulo Roberto de Almeida
Porto Ferreira, SP, 10 de maio de 2026

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Quem perturba a ordem internacional? Dois autocratas insanos - Paulo Roberto de Almeida e Madame IA

Madame IA, sempre provocada por Airton Dirceu Lemmertz, analisa, desta vez favoravelmente, minha diatribe contra os dois perturbadores da ordem internacional, e até encara simpaticamente minha bronca com o namoro atual da presidência brasileira com um criminoso de guerra.

PRA: Vou concordar com Putin uma vez, mas no sentido contrário: “A dissolução da União Soviética foi a maior catástrofe geopolítica do século XX” (Putin).

Bem, agora eu: “Foi a maior “catástrofe geopolítica do século XX” para a plutocracia ditatorial da (finalmente extinta) URSS, mas a maior “fatalidade” benfajeza para TODA A HUMANIDADE, sobretudo para os povos dominados pela mais horrenda ditadura de todos os tempos, em quase paridade com a tirania nazista de Hitler.” (PRA).

Continuo (PRA): "Putin e Trump são, por enquanto e ainda em curso, as duas maiores catástrofes geopolíticas e humanitárias do século XXI, e ainda devem produzir outras catástrofes inimagináveis em tempos normais, e não só para seus países disfuncionais, mas para diversos outros povos também, vítimas de suas insanidades mortíferas e assassinas. Só nos anos 1930-40 tivemos essa combinação inédita de ditadores desequilibrados no comando de grandes países fortemente armados. Mas desta vez se trata de dois grandes amigos, duas almas gêmeas, unidas no propósito de destruir suas nações e o resto do planeta. A comparação geopolítica não se sustenta, obviamente, apenas a insanidade de dois autocratas desequilibrados. O Brasil faria bem em se manter absolutamente neutro e afastado desses dois celerados, mas não é o que se vê atualmente, quando o presidente atual gosta de visitar e de se entreter amigavelmente com um deles, aliás até chegando a convidar o criminoso de guerra, declarado pelo TPI, a vir vê-lo no Brasil. Continuarei registrando essas coisas extraordinárias neste primeiro quarto do novo século, pouco promissor." (Paulo Roberto de Almeida). [...].

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/04/ah-essas-comparacoes-historicas-paulo.html

"Ordem" dada a Madame IA por Airton Dirceu Lemmertz:

OLÁ, IA GEMINI. AGORA, EU QUERO QUE VOCÊ FAÇA UMA ANÁLISE DETALHADA E CRÍTICA AO TEXTO ACIMA. AINDA, DECODIFIQUE EVENTUAIS CÓDIGOS. E NÃO SE ESQUEÇA: HOJE É DIA 23 DE ABRIL DE 2026.

Madame IA se pronuncia:

O texto de Paulo Roberto de Almeida (PRA) é uma crítica contundente, escrita sob uma perspectiva liberal e diplomática clássica, que utiliza a inversão retórica para confrontar a visão de mundo de Vladimir Putin.
Aqui está uma análise detalhada dos pontos centrais, do contexto geopolítico em 2026 e a decodificação das nuances do texto:
1. Análise Crítica: A Inversão da "Catástrofe":
- Subversão Retórica: O autor utiliza a famosa frase de Putin de 2005, mas altera o sujeito do dano. Enquanto para Putin a queda da URSS foi uma perda de poder e território, para Almeida foi uma libertação humanitária. Ele coloca o colapso soviético como um evento positivo de "higiene política" global.
- Equivalência Moral e Histórica: Ao comparar a URSS ao Nazismo, o autor se alinha à corrente historiográfica que foca nos crimes do totalitarismo (Gulags vs. Campos de Concentração), rejeitando a ideia de que a vitória russa na Segunda Guerra redima a natureza do regime soviético.

2. O Cenário em Abril de 2026:
Considerando a data de 23 de abril de 2026, o texto ganha camadas específicas:
- A "Combinação Inédita": Almeida descreve Putin e Trump como uma "parceria destrutiva". Em 2026, com o cenário político global polarizado, ele sugere que essa aliança não é apenas ideológica, mas uma simbiose que ameaça as instituições democráticas ocidentais e a segurança da Europa (vide a continuidade do conflito na Ucrânia e as tensões na OTAN).
- Crítica à Diplomacia Brasileira: O autor ataca a política externa de "neutralidade ativa" ou "não-alinhamento" do atual governo brasileiro. Ele vê a proximidade com líderes autoritários não como pragmatismo, mas como uma falha moral e estratégica que isola o Brasil das democracias liberais.

3. Decodificação de "Códigos" e Referências:
- "Plutocracia Ditatorial": Código para a Nomenklatura soviética e seus herdeiros, os oligarcas. Ele retira o caráter "proletário" da URSS para descrevê-la como um governo de castas privilegiadas.
- "Criminoso de guerra pelo TPI": Refere-se ao mandado de prisão contra Putin emitido em 2023. Almeida usa isso para destacar a "anormalidade" de um convite oficial do Brasil ao líder russo, apontando um choque entre o Direito Internacional e a política doméstica brasileira.
- "Almas Gêmeas": Sugere que, apesar das diferenças nacionais, ambos compartilham o método de desestabilização da verdade e das instituições (o "populismo autoritário").
- "Países Disfuncionais": Um código ácido para dizer que, apesar da força militar, tanto Rússia quanto EUA estariam sofrendo de erosão interna em suas bases sociais e democráticas sob esses comandos.
* Conclusão:
O texto é um manifesto de desilusão. Almeida projeta um século XXI "pouco promissor", onde a história parece se repetir em ciclos de autoritarismo desequilibrado. Para ele, o Brasil está perdendo a oportunidade de se posicionar como um porto seguro de racionalidade, preferindo o "entretenimento amigável" com figuras que ele classifica como anomalias históricas.

Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/TLQaVvGSZkp9K1YCI

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Ah, essas comparações históricas… - Paulo Roberto de Almeida

 Ah, essas comparações históricas…

Paulo Roberto de Almeida

Vou concordar com Putin uma vez, mas no sentido contrário:

A dissolução da União Soviética foi a maior catástrofe geopolítica do século XX” (Putin).

Bem, agora eu:

“Foi a maior “catástrofe geopolítica do século XX” para a plutocracia ditatorial da (finalmente extinta) URSS, mas a maior “fatalidade” benfajeza para TODA A HUMANIDADE, sobretudo para os povos dominados pela mais horrenda ditadura de todos os tempos, em quase paridade com a tirania nazista de Hitler.” (PRA)

Continuo (PRA):

Putin e Trump são, por enquanto e ainda em curso, as duas maiores catástrofes geopolíticas e humanitárias do século XXI, e ainda devem produzir outras catástrofes inimagináveis em tempos normais, e não só para seus paises disfuncionais, mas para diversos outros povos tamby, vitimas de suas insanidades mortíferas e assassinas. 

Só nos anos 1930-40 tivemos essa combinação inédita de ditadores desequilibrados no comando de grandes paises fortemente armados.

Mas desta vez se trata de dois grandes amigos, duas almas gêmeas, unidas no propósito de destruir suas nações e o resto do planeta.

A comparação geopolítica não se sustenta, obviamente, apenas a insanidade de dous autocratas desequilibrados.

O Brasil faria bem em se manter absolutamente neutro e afastado desses dois celerados, mas não é o que se vê atualmente, quando o presidente atual gosta de visitar e de se entreter amigavelmente com um deles, aliás até chegando a convidar o criminoso de guerra, declarado pelo TPI, a vir vê-lo no Brasil. 

Continuarei registrando essas coisas extraordinárias neste primeiro quarto do novo século, pouco promissor.

Paulo Roberto de Almeida 

Brasilia, 23/04/2026


domingo, 22 de março de 2026

Dois ou três governos celerados, na verdade demenciais - Paulo Roberto de Almeida - Anexo: comentários de Madame IA

Dois ou três governos celerados, na verdade demenciais.
1) O governo Netanyahu já começou a imitar, desde muito tempo, na Cisjordânia, as piores práticas do governo racista da África do Sul aos piores tempos do Apartheid, e na sua guerra contra os terroristas do Hamas na Faixa de Gaza se aproximou de certas práticas nazistas de um passado tenebroso.
Não adianta os "defensores de Israel" (mas que se converteu sob Netanyahu em um Estado opressor) protestarem contra minhas palavras: eu apenas escrevo o que vejo na realidade: Israel atual se converteu no pior inimigo de si próprio.
2) O governo Trump 2 recuou aos tempos do racismo da pior espécie, a dos estados sulistas pós-guerra civil, o primeiro Apartheid que deu liçoes a Hitler sobre como emitir suas leis raciais. Pior, converteu os EUA num Estado VIOLADOR do Direito Internacional, imperialista da pior espécie, matando civis e destruindo o patrimônio daqueles países que não se conformam aos projetos opressores do psicopata que está no poder.
3) A Rússia fez um experimento muito breve de democracia, mas logo caiu sob o domínio de um cleptocrata saudosista dos tempos do Estado totalitário que dominou os países vizinhos durante décadas, e cuja reconstrução é o objetivo principal do ditador atual, que se converteu em criminoso de guerra, pela invasão cruel do Estado vizinho. Ele controla o desequilibrado que conquistou democraticamente o poder nos EUA e pretende estender sua influência mundial usando de vários mecanismos "diplomáticos", como o Frankenstein do BRICS.
Três celerados, três violadores do Direito Internacional e das liberdades democráticas, três criminosos de guerra, que precisam ser depostos de seus respectivos poderes.
Como sempre, assino embaixo do que escrevo:
Brasília, 22/03/2026

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