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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Entrevista: Nestor Forster, embaixador nos EUA: Brasil não teme uma vitória de Biden - Veja

 Nestor Forster, embaixador nos EUA: Brasil não teme uma vitória de Biden


Para ele, triunfo democrata exigiria trabalho para ‘desfazer certas percepções’, mas há boa relação com os dois lados e o país

Por João Pedroso de Campos - Atualizado em 30 set 2020, 14h46 - Publicado em 30 set 2020, 14h35

A embaixada do Brasil em Washington é um posto tão caro a Jair Bolsonaro que, em uma primeira opção, o escolhido para o cargo havia sido ninguém menos que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho Zero Três. A desistência do inexperiente Eduardo abriu espaço ao experiente diplomata gaúcho Nestor José Forster Junior, 57 anos. Desde 1986 na carreira diplomática, ele foi indicado pelo presidente em novembro de 2019 e teve a nomeação conrmada sem diculdades pelo Senado apenas na semana passada – a pandemia de coronavírus impediu que a Casa deliberasse antes. Amigo há quase três décadas do escritor Olavo de Carvalho, agora ex-guru do bolsonarismo, Forster falou a VEJA por telefone nesta terça-feira, 29, horas antes do debate em que o candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, propôs 20 bilhões de dólares para a Amazônia e citou “consequências econômicas signicativas” ao Brasil caso a devastação continue. Na entrevista, Forster diz ter ordens para “adensar” ainda mais a relação com o governo amer cano, atalmente comandado pelo republicano Donald Trump, ídolo de Bolsonaro.  Com Biden em primeiro nas pesquisas sobre a corrida à Casa Branca, o embaixador vê alguns ajustes a serem feitos caso o democrata seja eleito, um “trabalho de esclarecimento”. Ele também diz esperar a entrada em até dois anos do Brasil na OCDE, o clube dos países mais ricos do mundo, conforme prometeu Trump, e defende a criticada política ambiental do presidente brasileiro.

Quais são as prioridades da embaixada do Brasil nos EUA?
O que queremos é continuar a adensar a relação com os Estados Unidos e realizar esse potencial imenso que temos, mas nunca foi plenamente explorado. Isso se desdobra em uma relação política muito mais próxima, relações econômicas e comerciais aprofundadas e uma ampliação da agenda de cooperação nos mais variados setores, passando por ciência e tecnologia, educação, defesa e cooperação militar.

Esse trabalho de adensamento da relação seria mais fácil com a reeleição de Donald Trump, não?
Uma vitória democrata traria uma certa redenição de prioridades na política externa americana, mas isso não vai alterar o peso que o Brasil tem nas Américas e o peso dessa relação tradicional, histórica. Isso permanecerá. O Brasil não vai perder importância porque tem esse ou aquele partido no poder. Obviamente, num primeiro momento, teríamos um trabalho de esclarecimento, desfazer certas percepções que possam parecer exageradas.

A relação de Bolsonaro com Trump, a quem o presidente já disse até “I love you”, cria um “risco Joe Biden” ao Brasil?

A qualidade das relações de Brasil e Estados Unidos tem quase dois séculos de história e não se prende exclusivamente à relação entre os dois chefes de Estado. É baseada em valores compartilhados pelas duas sociedades: respeito ao Estado de Direito, à democracia, às liberdades individuais, à liberdade religiosa. Quando dois chefes de Estado têm uma grande convergência, isso potencializa e permite que se aflorem iniciativas novas. Agora, em uma democracia, pode-se mudar o governo. O trabalho diplomático é manter os canais abertos e temos mantido uma boa relação com os dois principais partidos. (Nota da Redação: Indagado nesta quarta-feira sobre as declarações de Biden no debate de ontem a respeito da Amazônia, Nestor Forster disse que não se pronunciaria, diante da nota divulgada por Bolsonaro, em que o presidente arma que o Brasil “não mais aceita subornos”).

A recente visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a Roraima, muito criticada por políticos brasileiros, foi um palanque para a campanha de Trump a respeito da Venezuela?
A visita buscou assinalar a grande convergência na forma como Brasil e Estados Unidos veem a questão da Venezuela. O Brasil está comprometido em apoiar a transição pacíca e democrática na Venezuela, liderada pelos próprios venezuelanos. É isso que foi assinalado com a visita.

O deputado Eduardo Bolsonaro, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, chegou a ser indicado pelo pai para ser embaixador nos EUA. Ele tem alguma participação na condução das relações Brasil-Estados Unidos?
É natural que o deputado, como qualquer parlamentar que ocupe posição de destaque nessa área especíca, tenha participação com opiniões, debates trazidos à formulação mais geral. Defendo que continuemos a investir e a ampliar o que chamamos de “diplomacia parlamentar”, que envolve a aproximação direta dos parlamentos, além do trabalho feito pelo Executivo e pelos agentes diplomáticos.

Mas o fato de ser filho do presidente dá a ele um peso maior?
Obviamente, todo mundo sabe de quem ele é filho. Mas é um parlamentar muito atuante na Comissão de Relações Exteriores, foi o deputado mais votado da história do Brasil, tudo isso destaca o trabalho que ele faz.

“O Brasil não vai perder importância porque tem esse ou aquele partido no poder. Obviamente, num primeiro momento, teríamos um trabalho de esclarecimento, desfazer certas percepções que possam parecer.”

O que o Brasil tem ganhado com tamanho alinhamento aos Estados Unidos?
Os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no Brasil historicamente e continuam a ser, com 71 bilhões de dólares investidos. Na pandemia, houve um trabalho coordenado pela Casa Branca com um pequeno grupo de países, para o qual o Brasil foi convidado, além de doações de mil ventiladores, medicamentos e recursos investidos em programas de saúde na região amazônica. Na ciência e tecnologia, a Agência Espacial Brasileira está com a Nasa para participar do Programa Artemis, o mais ambicioso dos americanos, e o Brasil foi o primeiro país latino-americano a assinar um acordo de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos de defesa que os Estados Unidos só têm com outros 14 países. Até o fim do ano ainda devemos anunciar a conclusão de negociações de medidas de facilitação de negócios, boas práticas regulatórias, ações de combate à corrupção e comércio digital, que têm um impacto enorme no setor privado.
 
Em quanto tempo veremos o Brasil entre os membros da OCDE?
O processo está travado por questões políticas e burocracias da OCDE, mas os Estados Unidos estão firmemente engajados no apoio. Na última segunda-feira, conversei com o governo americano sobre isso. Talvez nos próximos meses, até o início do próximo ano, já estejamos em condição de ter formalizado o ingresso. O que precisamos é botar o pé dentro, e os americanos vão nos ajudar. Aí se inicia uma negociação complexa, mas o Brasil tem uma vantagem, porque já integra cerca de 30% dos 290 acordos da OCDE. Não é uma negociação simples, pode levar de um ano e meio a dois anos, se for feita com a urgência que merece.

Bolsonaro deveria seguir o presidente americano e tirar o Brasil da Organização Mundial da Saúde, como já ameaçou em meio à pandemia?
Não sei se isso foi cogitado, mas não foi feito. O Brasil tem uma história longa de presença de participação da OMS, ao mesmo tempo em que nos preocupa o papel que a organização teve. É consenso que faltou transparência no início da pandemia, em janeiro, fevereiro. A informação não circulou com a celeridade e a precisão esperadas de uma organização com a reputação e a história da OMS.

Como têm sido as pressões e lobbies sobre o senhor em Washington a respeito da instalação da tecnologia 5G no Brasil, motivo de disputa entre EUA e China?
Não recebi pressão nenhuma de ninguém. Sobre o 5G, o que há é uma preocupação nos EUA em relação à participação de certas empresas que não tem um perfil comparável ao de empresas ocidentais. Isso não está se traduzindo em pressão, ao contrário, o que há é compartilhamento de informações, de preocupações.

Empresas chinesas, como a Huawei, são carta fora do baralho do presidente?
Há quem queira reduzir a discussão a uma questão tecnológica, ou uma questão econômico-nanceira. É óbvio que essas dimensões são importantes, mas há também a privacidade, a segurança de redes, a segurança jurídica a empresas. O Brasil age com transparência nessa área, preocupado não com esse ou aquele país, essa ou aquela empresa, mas sobretudo com o interesse nacional. O presidente disse que vai tomar a decisão levando em conta todos os aspectos.

Em um encontro no Fórum Econômico de Davos, Bolsonaro disse ao ex-vice-presidente americano Al Gore que gostaria de explorar as riquezas da Amazônia junto com os Estados Unidos. Gore, então, respondeu não ter entendido. O senhor entendeu o que o presidente quis dizer?
Não sei exatamente o contexto da conversa, me parece ser um vídeo recortado. O que o presidente tem defendido quando se fala de Amazônia é que precisamos unir desenvolvimento e sustentabilidade. Não podemos olhar pra Amazônia e imaginar que isso possa ser transformado em um parque intocável para europeus e americanos ricos virem passar férias, em detrimento dos brasileiros que moram lá. Temos 25 milhões de brasileiros na região amazônica e eles estão entre as populações mais pobres do país. Esse pessoal precisa ter acesso a serviços públicos, oportunidade de trabalho, renda, é disso que se trata.

O governo americano já manifestou ao senhor interesse em “explorar riquezas” da Amazônia?
Políticas públicas são feitas de uma série de reflexões, não é com vídeo de Davos que vamos decidir alguma coisa. Não é uma equação simples, de achar que vamos acabar com a Amazônia. É óbvio que a Amazônia é um patrimônio imenso do Brasil, todo mundo quer preservá-la, mas a tecnologia permite preservar o meio ambiente e promover alguma atividade econômica, criando oportunidade para quem está lá e precisa disso. A colaboração dos americanos é muito bem-vinda, muitos outros países já colaboram.

O senhor avalia, assim como Bolsonaro, que alguns países escondem interesses por trás de discursos de defesa da Amazônia?
Há países que se escondem atrás disso para promover interesses econômicos, protecionismo. Enquanto vemos movimentos de criar restrições a exportações brasileiras, dados objetivos mostram que a atividade agrícola brasileira tem pouco ou nada a ver com a Amazônia. O Brasil se transformou na potência alimentar e agrícola que é com uma revolução tecnológica. A área brasileira usada para agricultura é de 8%, enquanto países europeus têm 50%, 60%, 70% de sua área sendo usada, com impacto ambiental muito grande. Há desculpas porque temem a competitividade do Brasil nessa área.

“Não podemos olhar pra Amazônia e imaginar que isso possa ser transformado em um parque intocável para europeus e americanos ricos virem passar férias, em detrimento dos brasileiros que moram lá.”

O que o senhor tem feito para mudar a imagem internacional negativa do Brasil em relação ao meio ambiente, impulsionada por dados ociais, e evitar que os negócios do país sejam prejudicados?
Tenho trabalhado nisso desde o primeiro dia. Reconhecemos que há desaos e nosso trabalho é promover a realidade, dados objetivos. Não podemos viver só de imagens. Vamos ver o que a imagem tem de real e o que ela tem de desinformação. No ano passado, com discussão sobre aumento de queimadas, tivemos um trabalho intenso com republicanos e democratas, levando dados, grácos, mostrando a evolução das queimadas, qual o impacto real, dimensionando que não é maior do que foi há alguns anos, que houve um aumento sazonal, anual, que é preocupante e tem que ser enfrentado, mas não é esse m de mundo.

Antes de ser candidato à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden já criticou Bolsonaro por sua política ambiental, assim como sua vice, Kamala Harris. Eles estão mal informados?
Muitas vezes o político ecoa o que sai na imprensa. A senadora Kamala fez um pronunciamento muito duro em relação à Amazônia e o que eu fiz foi mandar uma carta a ela com a nossa folha de dados, reconhecendo a exata dimensão do problema e o que está sendo feito a respeito. É importante que continuemos nessa linha, para combater a desinformação, a imprecisão de dados, mitos que se criam. Ninguém nega o aumento, mas dizer que a política pública é promover desmatamento e queimada é contrassenso e inverdade.

O senhor concorda com o presidente quando ele, em discurso na ONU, atribuiu incêndios florestais a índios e caboclos?
O que ele quis dizer é que são técnicas adicionais, de populações indígenas e dos habitantes das margens dos rios, que conhecem e não tem acesso a outra forma de cultivo. É por isso que precisamos do desenvolvimento sustentável, trazer inovação e tecnologia que permitam exploração sustentável, manejo de florestas, exploração de minérios, psicultura, fármacos de origem florestal, biotecnologia. Há uma série de áreas da bioeconomia que precisam ser exploradas, em benefício da população local.

Como amigo de Olavo de Carvalho, o senhor se considera um “olavista”?
Sou amigo do Olavo de Carvalho há 25 anos. Ele tem uma obra losóca respeitável, como crítico cultural. Ele me foi apresentado pelo Paulo Francis, de quem eu era muito amigo, e o Paulo gostava muito do Olavo, me apresentou e recomendou a leitura de O Imbecil Coletivo, em 1996.

https://veja.abril.com.br/brasil/nestor-forster-embaixador-nos-eua-o-brasil-nao-teme-uma-vitoria-de-biden/

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

How Trade Policy Failed US Workers, And How to Fix it - Global Development Policy Center

 

How Trade Policy Failed US Workers – And How to Fix it

A new report from the Global Development Policy Center in collaboration with the Groundwork Collaborative and the Institute for Policy Studies examines U.S. trade policy and performance in the Trump and COVID-19 era.

The report examines U.S. trade policy prior to the pandemic and reveals an approach heavily focused toward the interest of the financial sector and large national corporations. Secondly, the authors review current U.S. trade agreements – including the new US-Mexico-Canada (USMCA) Agreement and the Trump administration’s current trade war with China – examining their impact on U.S. workers and the hard-hit states Ohio and Michigan. 

Key Findings:

  • Recovery in Michigan’s manufacturing sector slowed under Trump to one percent each year on average, down from 4.4 percent under Obama.
  • Total employment growth in Michigan during the three full years of Trump’s presidency was by far the lowest in a decade.
  • The trade deficit has soared since Trump took office from Obama, rivaling the George W. Bush administration trade deficits.
  • Ohio manufacturing wages declined during the Bush administration, recovered slightly under Obama, and declined again under Trump.
  • Trump’s trade wars undoubtedly contributed to the sharp slowdown in the Ohio’s employment growth observed in 2019.
  • U.S. and global trade policy has enabled extensive offshoring in the pharmaceutical and medical equipment industries and severely diminished production in the U.S.
  • By a nearly 9 to 1 margin, Ohio manufacturers reported being negatively impacted by Trump’s trade tariffs in 2019.
  • Despite Trump’s China-bashing, U.S. firms invested $14 billion in China in 2019 — more than the year Trump was elected
  • Trump’s own administration expects the economic impact of the USMCA to be negative.
Download the Michigan Factsheet Download the Ohio Factsheet

Workers in hard-hit U.S. states have been devastated not only by years of pro-corporate trade policies, but also by policies that scapegoat China and other countries instead of providing real security to workers. 

A more cooperative international approach based on guaranteeing rights for workers in all countries could remove incentives for employers to shift jobs to places where workers are less protected. And it could create larger domestic markets to sell goods and services in more countries, leading to more shared prosperity.

The authors note that, “In this time of crisis, we need a new trade policy more than ever to support an economic recovery from the pandemic and to start building an equitable economy that is resilient to future crises. A new policy must shift bargaining power away from corporations and towards working people to create an economy that works for everyone, not just special interests.”

Key priorities for reform: 

  • An immediate moratorium on all international trade and investment rules that restrict government responses to the crisis. These include intellectual property rules that limit the availability and affordability of medicines and medical equipment, as well as trade rules against policies that subsidize industries or regulations that promote public health.
  • Renegotiation of all trade rules that constrain pro-worker and pro-environment domestic policy agendas. Recovery from the pandemic will require significant support from the government for job creation and health and social services. Many current trade rules forbid policies like these. These need to be suspended and then renegotiated. 
  • Strong new enforcement mechanisms to hold individual corporations accountable for violations of labor, human, and environmental rights. U.S. trade agreements put the responsibility for protecting these rights and standards on governments. However, it is usually private firms that commit the violations and they, too, must face real penalties. 
  • Elimination of monopoly protections for essential medicines and new rules that encourage innovation and cooperation in the pharmaceutical and medical product industries. 
  • Incentives for goods and services that prevent, mitigate, and help adapt to climate change. Trade rules should complement domestic agendas for a just transition to a clean energy economy that does not leave workers behind. 
  • Elimination of investor-state dispute settlement. This anti-democratic system allows private foreign corporations and investors to sue governments over public interest laws and regulations. It also encourages the offshoring of U.S. jobs by restricting the ability of foreign governments to improve labor and environmental regulations.
  • A new mechanism for screening foreign investments to ensure they contribute to real security. This would go beyond “national security.” We also need to ensure foreign investors make concrete commitments to providing decent jobs and benefits for local workers and communities, particularly vulnerable groups, in an environmentally sustainable manner. 
  • Elimination of trade and investment rules that prevent policymakers from controlling footloose capital. Without a full toolbox of financial tools, governments are limited in their ability to prevent crises like the 2008 crash and the economic impact of the current pandemic from spreading. 
  • Renegotiation of trade deals to include effective penalties for tax dodging by multinational corporations and the wealthy. The U.S. government should work with global partners to forge an international agreement to stop the global race to the bottom in corporate taxes and allow countries to raise the revenue needed for recovery and to finance inclusive societies for the future. 
  • Overhaul of the current anti-democratic trade policy-making process. Corporate lobbyists have called the shots on trade policy for too long. A new trade policy must expand the power of workers and other public interest stakeholders over decision-making and oversight. 

The report was produced by Sandra Polaski, Senior Research Scholar at the GDP Center, Sarah Anderson, Director of the Global Economy Project at the Institute for Policy Studies, John Cavanagh, Director of the Institute for Policy Studies, Kevin Gallagher, Director of the GDP Center, Manuel Pérez-Rocha, Associate Fellow of the Institute for Policy Studies, and Rebecca Ray, Senior Researcher at the GDP Center.

Download the Full Report

http://www.bu.edu/gdp/files/2020/09/How-Trade-Policy-Failed-US-Workers-and-How-to-Fix-it-FIN.pdf

terça-feira, 15 de setembro de 2020

'Brasil foi atropelado pela decisão do Trump' na escolha do novo presidente do BID - Rubens Barbosa (CBN)

 SEGUNDA, 14/09/2020, 08:16

Jornal da CBN - Entrevista

'Brasil foi atropelado pela decisão do Trump' na escolha do novo presidente do BID


O Jornal da CBN entrevistou o ex-embaixador do Brasil em Washington e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Rubens Barbosa, que analisou os movimentos pela diplomacia internacional. Ele falou sobre a quebra de tradição com a escolha do novo presidente do BID. Pela primeira vez, a posição não será ocupada por um latino-americano, mas por um americano, indicado por Trump. 'Isso representa um grave desprestígio para o BID'. Outro assunto foi a Assembleia-Geral da ONU, que começa amanhã, com o tema multilateralismo. O presidente Bolsonaro vai abrir o debate geral. Sobre o discurso de Bolsonaro, Rubens Barbosa, disse que o presidente deve falar, na versão dele, sobre Amazônia, pandemia de coronavírus e recuperação econômica.

  • DURAÇÃO: 00:13:23

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Donald Trump tenta a reeleição. Foto: POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP (Crédito: )

Donald Trump tenta a reeleição. Foto: POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

sábado, 5 de setembro de 2020

The World Trump Made - Foreign Affairs


A capa da Foreign Affairs é bastante eloquente: Trump criou um mundo fragmentado, dividido, esfacelado. Essa é a sua herança. Se ele continuar mais quatro anos, o mundo estará irremediavelmente pior do que antes. 
O mesmo ocorre no Brasil: se tivermos continuidade do atual desgoverno, o Brasil se atrasará por um delegando período de retrocessos.
Paulo Roberto de Almeida

What’s Inside
After nearly four years of turbulence, the United States is increasingly isolated and prostrate—but there’s no going back.
Foreign Affairs, September/October 2020

How will historians judge President Donald Trump’s handling of American foreign policy? Not kindly, writes Margaret MacMillan in this issue’s lead package. After nearly four years of turbulence, the country’s enemies are stronger, its friends are weaker, and the United States itself is increasingly isolated and prostrate.
Richard Haass notes that “Trump inherited an imperfect but valuable system and tried to repeal it without offering a substitute.” The result, he claims, “is a United States and a world that are considerably worse off.” Dragging his party and the executive branch along, the president has reshaped national policy in his own image: focused on short-term advantage, obsessed with money, and uninterested in everything else.
His opponent has pledged to repudiate Trump’s approach if elected, embracing international cooperation and restoring American global leadership. But is that even possible now? Most of the world looks at Washington with horror and pity rather than admiration or respect, and the one thing many of Trump’s domestic supporters and critics agree on is there’s no going back. 
“Washington cannot simply return to the comfortable assumptions of the past,” argues Nadia Schadlow, a former deputy national security adviser in the Trump administration. Great-power competition is inevitable, and multilateral cooperation is for suckers. Ben Rhodes, who also served as a deputy national security adviser, but in the Obama administration, agrees that the liberal international order is defunct. Rather than try to revive it, he wants Washington to shape a new and better one by checking its privilege, avoiding hypocrisy, and attacking global inequality. 
From that perspective, the mass protests against racism that erupted this past spring after the police killings of George Floyd and other Black Americans represent not just a national reckoning but also a call to arms, as the issue’s second package explains. Keisha Blain shows that the struggle for civil rights in the United States has always been part of a global struggle for human dignity. Suzanne Mettler and Robert Lieberman observe that tense debates over national identity grow even more dangerous when played out against a backdrop of political polarization, economic inequality, and concentrated executive power. Fortunately, Laurence Ralph points out, at least in the case of police reform, there are good international models to follow—although little evidence yet that Americans are prepared to adopt them.
“America is not a lie; it is a disappointment,” the political scientist Samuel Huntington once wrote. “But it can be a disappointment only because it is also a hope.” The challenge now is to keep that hope alive.
—Gideon Rose, Editor





sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Trump’s difficult legacy - Jean Pisani Ferry

Trump’s International Economic Legacy
If US President Donald Trump loses November’s election, he will most likely leave an insignificant imprint on some parts of the global economic system. But in several others – especially US-China relations – his term in office may well come to be seen as a major turning point.
Jean Pisani-Ferry
Straits Times, Singapura – 28.8.2020

Paris -  It would be foolish to start celebrating the end of US President Donald Trump’s administration, but it is not too soon to ponder the impact he will have left on the international economic system if his Democratic challenger, Joe Biden, wins November’s election. In some areas, a one-term Trump presidency would most likely leave an insignificant mark, which Biden could easily erase. But in several others, the last four years may well come to be seen as a watershed. Moreover, the long shadow of Trump’s international behavior will weigh on his eventual successor.
On climate change, Trump’s dismal legacy would be quickly wiped out.Biden has pledged to rejoin the 2015 Parisclimate agreement “on day one” of his administration, achieve climate neutrality by 2050, and lead a global coalition against the climate threat. If this happens, Trump’s noisy denial of scientific evidence will be remembered as a minor blip.
In a surprisingly large number of domains, Trump has done little or has behaved too erratically to leave an imprint. Global financial regulation has not changed fundamentally during his term, and his administration has flip-flopped regarding the fight against tax havens. The International Monetary Fund and the World Bank have carried on working more or less smoothly, and Trump’s furious tweeting did not prevent the US Federal Reserve from continuing to act responsibly, including by providing dollar liquidity to key international partners during the COVID-19 crisis. True, Trump has repeatedly spoiled international summits, leaving his fellow leaders flummoxed. But such behavior has been more embarrassing than consequential.
But, Trump will be remembered for his trade initiatives. Although it has always been difficult to determine the real aims of an administration beset by infighting, three key goals now stand out: reshoring of manufacturing, an overhaul of the World Trade Organization, and economic decoupling from China. Each objective is likely to outlast Trump’s tenure, at least in part.
Reshoring looked like a costly fantasy four years ago, and it still is in many respectsAs my Peterson Institute colleague Chad Bown has documented, Trump’s chaotic trade war with the world has often hurt US economic interests. But reshoring as a policy objective has gained new life after the pandemic exposed the vulnerability entailed by depending exclusively on global sourcing. Biden has endorsed the idea, and “economic sovereignty” – whatever that means – is now a near-universal new mantra.
US Trade Representative Robert Lighthizer claims that a “reset” of the WTO has been a high priority for the administration. If so, it has made some headway. The other G7 countries now share the long-standing US dissatisfaction with the WTO’s leniency toward China’s government subsidies and weak intellectual-property protection. There is also a recognition that some US grievances against WTO dispute-settlement procedures (and in particular the so-called Appellate Body) are valid. But whether the battle ends with a reset or the deconstruction of the multilateral trading system remains to be seen.
The major watershed is US-China relations. Although bilateral tensions were apparent before Trump’s election in 2016, nobody spoke of a “decoupling” of two countries that had become tightly integrated economically and financially. Four years later, decoupling has begun on several fronts, from technology to trade and investment. Nowadays, US Republicans and Democrats alike view bilateral economic ties through a geopolitical lens.
It is not clear whether Trump merely precipitated a rupture that was already in the making. He is not responsible for Chinese President Xi Jinping’s authoritarian assertiveness, and he did not devise the Belt and Road Initiative, China’s massive transnational infrastructure and credit program. But it was Trump who ditched his predecessor Barack Obama’s carefully balanced China strategy in favor of a brutally adversarial stance that left no scope for events to take a different course. Whatever the cause of decoupling, there won’t be a return to the status quo.
A Biden administration would also not find it easy to achieve its goal of restoring ties with US allies, like-minded democracies, and partners around the world. Until Trump’s presidency, much of the world had become accustomed to regarding the US as the main architect of the international economic system. As Adam Posen, also of the Peterson Institute, has argued, the US was a sort of chair-for-life of a global club whose rules it had largely conceived, but still had to abide by. The US could collect dues, but was also bound by duties, and had to forge a consensus on amendments to the rules.
Trump’s trademark has been to reject this approach and treat all other countries as competitors, rivals, or enemies, his overriding objective being to maximize the rent that the US can extract from its still-dominant economic position. “America First” epitomizes his explicit promotion of a narrow definition of the national interest.
Even if the US under Biden were willing to make credible international commitments again, its outlook may change lastingly. The former Trump adviser Nadia Schadlow recently argued that Trump’s tenure will be remembered as the moment when the world pivoted away from a unipolar paradigm to one of great-power competition.
It is by no means obvious that if Biden wins, he will be able to restore the trust of America’s international partners. For all its aberrations, Trump’s presidency may indicate a deeper US reaction to the shift in global economic power, and reflect the American public’s rejection of the foreign responsibilities their country assumed for three-quarters of a century. The old belief among US allies and economic partners that Americans will “ultimately do the right thing,” as Winston Churchill reputedly said, may be gone.
In any event, Trump’s peculiar behavior has made it easy for America’s allies to postpone hard choices. That seems particularly true of Europe. A Biden-led US might seem like a familiar partner to most European leaders. But if it asked them to take sides in the confrontation with China, Europe would no longer be able to put off its own moment of decision.

Jean Pisani-Ferry, a senior fellow at Brussels-based think tank Bruegel and a senior non-resident fellow at the Peterson Institute for International Economics, holds the Tommaso Padoa-Schioppa chair at the European University Institute.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Parlamentares trumpistas enlouqueceram : vivem nos tempos da Guerra Fria, mas contra aliados...

Inacreditável como os americanos em geral — generais do Pentágono, acadêmicos outrora esclarecidos, políticos oportunistas, trumpistas em especial — são capazes de não só antagonizar velhos aliados, novos amigos, mas também de destruir completamente a antiga política externa americana, feita mais de diplomacia do que de antagonismo arrogante.
Paulo Roberto de Almeida


Three Trump Supporters Have a New Target: Germany
The United States needs allies. Punishing Berlin over a Russian gas pipeline is a needless provocation.
The New York Times – 27.8.2020 - Editorial

There is something profoundly skewed in America’s foreign relations when senators threaten “crushing legal and economic sanctions” against a port city of a close European ally.
That was what three Trump-supporting Republicans — Ted Cruz of Texas, Tom Cotton of Arkansas and Ron Johnson of Wisconsin — did in a letter sent this month to a German port largely owned by the Baltic coastal town of Sassnitz and the state of Mecklenburg-Western Pomerania. They vowed to economically destroy the port, town and region unless the port ceased support for the construction of a gas pipeline between Russia and Germany.
That pipeline, Nord Stream 2, has been controversial from the start. It is intended to double the volume of natural gas piped under the Baltic Sea directly from Russia to Germany and the European network, bypassing Ukraine and Eastern Europe and thus reducing the transit fees they collect.
Many critics in Europe and the United States have argued that the pipeline will make Europe, and Germany in particular, in the words of President Trump, “a captive to Russia,” and would help finance global mischief by President Vladimir Putin of Russia. Mr. Trump has been especially worked up by the notion that the United States is paying a disproportionate share of the cost of protecting Europe from Russia while Germany is cutting gas deals with Moscow.
The Trump administration has also been pushing American exports of liquefied natural gas, which it likes to call “freedom gas.” Texas, Mr. Cruz’s state, would be the biggest beneficiary.
German and European Union supporters of the pipeline argue that Europe is already buying huge amounts of Russian gas, and that only the route is changing to make supplies more secure. To soften the blow to Ukraine from the loss of transit fees, the Germans prevailed on Russia to agree to a five-year extension of shipping gas through Ukraine.
These arguments have gone back and forth for many years, fanned by a perception of Russia as an enemy that must be punished and isolated.The Obama administration, including Joe Biden, also opposed the construction of Nord Stream 2, though it did so diplomatically. Bipartisan opposition in Congress finally led to a threat of sanctions under the 2020 National Defense Authorization Act, which halted construction on the last stretch of the pipeline and compelled Russia to deploy its own pipe-laying ships. They could complete the project in about a year.
Last month, Secretary of State Mike Pompeo turned up the pressure by lifting an exemption for the pipeline from a 2017 bill known as the Countering America’s Adversaries Through Sanctions Act. In effect, anyone helping to construct the pipeline was potentially vulnerable to sanctions. It was this threat that the three senators invoked in their letter: Board members, corporate officers and shareholders of the owners of the port would be barred from the United States, “and any property or interests in property they have within our jurisdiction will be frozen.”
As the owners of the port are mostly Sassnitz and Mecklenburg-Western Pomerania, that would make many elected officials and civil servants of a close and friendly ally subject to the sort of sanctions applied against rogue nations.
Whether Nord Stream 2 amounts to the “grave threat to European energy security and American national security” that Senators Cruz, Cotton and Johnson invoke is questionable.Russian gas already flows through Ukraine and another undersea pipeline, Nord Stream 1, and more will soon reach Europe through a Turkish pipe.
At the same time, Europe has no shortage of gas, and the European gas market has grown far more capable of getting the gas it needs from sources other than Russia.Countries from Germany to Croatia are building liquefied natural gas terminals to handle imports from around the world — not only from the United States, but countries like Qatar, Nigeria and Australia.
Germans argue that it is Russia that needs the income from Europe more than Europe needs Russia’s gas. Pushing Russia away, they say, would turn Russia more toward the east and strengthen its ties to China.
The shock and fury provoked in Germany by the senators’ letter has been deafening. “Completely outrageous,” “blackmail,” “declaration of economic war” are just a few of the reactions from German and E.U. officials. Even those who oppose Nord Stream 2 have been stunned by the arrogance and audacity of being treated like a lawless colony.
That fury may be where the real threat to American national security lies. By effectively substituting sanctions, bluster and threats for foreign policy the Trump administration and its acolytes in Congress have alienated the very allies the United States needs to shape a viable resistance to Mr. Putin or any other dangerous actor.
More than likely, Nord Stream 2 will be completed soon. Only a 90-odd mile stretch of pipe remains to be laid, and in their anger the Germans may be less likely to back away. But even if the senators’ threat to destroy Sassnitz is not carried out, it’s already done great damage.
A critical American ally has been alienated, widening a trans-Atlantic rift that is one of Mr. Putin’s major pursuits. Interest in American “freedom gas” has no doubt fallen; Russia has been nudged closer to China. That’s not what foreign policy is meant to achieve.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Politique etrangère du Brésil - Paulo R. de Almeida

Uma entrevista que dei a um jornalista francês de um canal de negócios, e que me enviou por e-mail:



"Veuillez trouver ci-dessous un lien vers la vidéo de ma chronique diffusée (plusieurs fois) le 29 juillet.
Cordialement.
Benaouda Abdeddaïm

BFM Business (Paris)"

Benaouda Abdeddaïm : Le gouvernement brésilien, grand allié de Donald Trump, se déclare prêt à travailler avec Joe Biden - 29/07


Ce mercredi 29 juillet, dans sa chronique, Benaouda Abdeddaïm est revenu sur le lynchage diplomatique qui semble le plus retentissant de la campagne de Donald Trump. Cette chronique est à voir ou écouter du lundi au vendredi dans Good Morning Business présentée par Stéphane Pedrazzi sur BFM Business.

Du lundi au vendredi, de 6h à 9h sur le canal 23 de la TNT dans "Good morning business", Stéphane Pedrazzi, Faïza Garel-Younsi et les journalistes de BFM Business (Nicolas Doze, Hedwige Chevrillon, Jean-Marc Daniel, Anthony Morel...) décryptent et analysent l'actualité économique, financière et internationale. Entrepreneurs, grands patrons, économistes et autres acteurs du monde du business... Ne ratez pas les interviews de la seule matinale économique de France, en télé et en radio.
BFM Business est la 1ère chaîne française d'information économique et financière en continu, avec des interviews exclusives de patrons, d'entrepreneurs, de politiques, d'experts et d'économistes afin de couvrir l'ensemble de l'actualité française et internationale. BFM Business vous propose aussi des conseils pour vos finances par des personnalités de référence dans les domaines du patrimoine, de l'immobilier ou des marchés financiers. Retrouvez tous les jours : Christophe Jakubyszyn, Faïza Garel-Younsi, Nicolas Doze, Hedwige Chevrillon, Jean-Marc Daniel, Anthony Morel, Guillaume Sommerer, Cédric Decoeur, Karine Vergniol, Grégoire Favet, Sébastien Couasnon, Emmanuel Lechypre, Benaouda Abdeddaïm, Stéphanie Coleau... BFM Business est disponible sur votre box (SFR : canal 46 / Orange : canal 228 / Bouygues : canal 242 / Canal : canal 108) ainsi qu'en direct et replay sur l'application BFM Business et le site : www.bfmbusiness.fr.

Mise en ligne le 29/07/2020

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Um adivinho que acerta os vencedores das eleições nos EUA: Allan Lichtman

He Predicted Trump’s Win in 2016. Now He’s Ready to Call 2020.

Most historians just study the past. But Allan Lichtman has successfully predicted the future.
The New York Times, August 5, 2020
Video by Nayeema Raza and 
Right now, polls say Joe Biden has a healthy lead over President Trump. But we’ve been here before (cue 2016), and the polls were, frankly, wrong. One man, however, was not. The historian Allan Lichtman was the lonely forecaster who predicted Mr. Trump’s victory in 2016 — and also prophesied the president would be impeached. That’s two for two. But Professor Lichtman’s record goes much deeper. In 1980, he developed a presidential prediction model that retrospectively accounted for 120 years of U.S. election history. Over the past four decades, his system has accurately called presidential victors, from Ronald Reagan in ’84 to, well, Mr. Trump in 2016.
In the video Op-Ed above, Professor Lichtman walks us through his system, which identifies 13 “keys” to winning the White House. Each key is a binary statement: true or false. And if six or more keys are false, the party in the White House is on its way out.
So what do the keys predict for 2020? To learn that, you’ll have to watch the video.
Allan Lichtman (@AllanLichtman) is a professor of history at American University.
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SE vocês assistira ao filme, já viram quem vai ganhar...