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domingo, 22 de março de 2026

Dois ou três governos celerados, na verdade demenciais - Paulo Roberto de Almeida - Anexo: comentários de Madame IA

Dois ou três governos celerados, na verdade demenciais.
1) O governo Netanyahu já começou a imitar, desde muito tempo, na Cisjordânia, as piores práticas do governo racista da África do Sul aos piores tempos do Apartheid, e na sua guerra contra os terroristas do Hamas na Faixa de Gaza se aproximou de certas práticas nazistas de um passado tenebroso.
Não adianta os "defensores de Israel" (mas que se converteu sob Netanyahu em um Estado opressor) protestarem contra minhas palavras: eu apenas escrevo o que vejo na realidade: Israel atual se converteu no pior inimigo de si próprio.
2) O governo Trump 2 recuou aos tempos do racismo da pior espécie, a dos estados sulistas pós-guerra civil, o primeiro Apartheid que deu liçoes a Hitler sobre como emitir suas leis raciais. Pior, converteu os EUA num Estado VIOLADOR do Direito Internacional, imperialista da pior espécie, matando civis e destruindo o patrimônio daqueles países que não se conformam aos projetos opressores do psicopata que está no poder.
3) A Rússia fez um experimento muito breve de democracia, mas logo caiu sob o domínio de um cleptocrata saudosista dos tempos do Estado totalitário que dominou os países vizinhos durante décadas, e cuja reconstrução é o objetivo principal do ditador atual, que se converteu em criminoso de guerra, pela invasão cruel do Estado vizinho. Ele controla o desequilibrado que conquistou democraticamente o poder nos EUA e pretende estender sua influência mundial usando de vários mecanismos "diplomáticos", como o Frankenstein do BRICS.
Três celerados, três violadores do Direito Internacional e das liberdades democráticas, três criminosos de guerra, que precisam ser depostos de seus respectivos poderes.
Como sempre, assino embaixo do que escrevo:
Brasília, 22/03/2026

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quinta-feira, 19 de março de 2026

Trump: Operation Blind Fury - The Economist

 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Madame IA ainda vai pirar!

 O que eu gosto do meu amigo Airton Dirceu Lemmertz é o fato dele deixar Madame IA doidinha com minhas provocações, tentando encontrar explicações racionais para o besteirol inteiramente resultante das loucuras trumpistas. Ainda quero ver Madame IA esquentar os miolos, não comigo, mas com o danadinho do Trump. Eis a mais recente provocação:


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"Então vamos seguir a trilha: depois do Canadá, Panamá, Groenlândia, ameaças ao México, à Colômbia, sequestro na Venezuela, bombardeios no Irã, já, já Cuba, vai ser o quê da próxima vez? Yemen, Coreia do Norte, o que mais? Nenhum país africano, sul-americano? O Partido Democrata, o governador da California, o prefeito de New York? Quem vai ajudar El New Libertador?". 


Eis a ordem dada a Madame IA coitada:


FAÇA UMA ANÁLISE DETALHADA E CRÍTICA AO CONJUNTO DE INFORMAÇÕES ACIMA, ENTRE ASPAS; ALÉM DE DECODIFICAR EVENTUAIS CÓDIGOS.


https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/quem-mais-esta-na-mira-de-el-new.html 


Agora entra a coitada:


Esta análise aborda o texto fornecido sob uma perspectiva geopolítica e de comunicação política, considerando o cenário global em março de 2026.

1. Decodificação de "El New Libertador":

O termo "El New Libertador" (O Novo Libertador) é um código satírico ou crítico direcionado a Donald Trump.

- Origem do Código: Refere-se à postura expansionista e intervencionista adotada por Trump em seu segundo mandato, iniciada em janeiro de 2025. O título ironiza a ideia de "libertar" nações através de ameaças de anexação ou uso de força militar.

- Conexão Ideológica: O termo também ecoa o movimento "libertário" de extrema direita que ascendeu na América Latina, frequentemente associado a figuras como Elon Musk, que ocupava cargo de relevância no governo Trump e defende uma "liberdade absoluta" alinhada aos interesses do grupo.

2. Análise da "Trilha" de Eventos (Fatos e Contexto):

O conjunto de informações lista uma sequência de ações de política externa que refletem a doutrina de "paz através da força" de Trump:

- Canadá, Groenlândia e Panamá: Trump manifestou intenções de anexar o Canadá (como o 51º estado), tomar o controle total da Groenlândia e intervir no Canal do Panamá para reafirmar a hegemonia regional contra a influência chinesa.

- México e Colômbia: As ameaças ao México envolvem pressões comerciais e de segurança (fronteiras), enquanto a tensão com a Colômbia escalou devido a operações antidrogas e o uso do país como base para ações regionais.

- Venezuela ("Sequestro"): Refere-se à captura de Nicolás Maduro pelo exército dos EUA no início de 2026, evento que o governo Trump utiliza como prova de sucesso para validar ameaças contra outros países.

- Irã e Cuba: O Irã enfrenta bombardeios e uma escalada militar direta em 2026, enquanto Cuba é apontada como o próximo alvo da retórica de "mudança de regime".

- Yemen e Coreia do Norte: Citados como os prováveis próximos destinos da projeção de força militar americana, seguindo a lógica de atacar o "Eixo de Resistência" e regimes adversários.

3. Análise Crítica dos Atores Políticos Internos:

O texto questiona quem poderá conter ou ajudar "El New Libertador", citando a oposição interna nos EUA:

- Partido Democrata: Enfrenta uma crise de identidade, dividido entre a ala moderada e a ascensão de figuras radicais como Zohran Mamdani, o novo prefeito socialista e muçulmano de Nova York.

- Governador da Califórnia (Gavin Newsom): Representa o principal bastião de resistência estadual, chegando a processar Trump pelo envio da Guarda Nacional a Los Angeles sem autorização.

- Prefeito de New York (Zohran Mamdani): Eleito em novembro de 2025 com uma plataforma abertamente anti-Trump, prometeu que a cidade seria a vanguarda da oposição, embora tenha mantido reuniões pragmáticas com o presidente para garantir recursos.

* Conclusão da Análise:

O texto é um desabafo crítico sobre a transformação da ordem mundial multilateral em um sistema determinado pela força bruta e unilateralismo dos EUA sob Trump. Ele aponta uma contradição: enquanto o governo se vende como "libertador", suas ações são percebidas como ameaças à soberania de países aliados (Canadá) e vizinhos (México/Colômbia). A pergunta final sugere um isolamento da resistência progressista, que agora se resume a "ilhas" de oposição dentro do próprio território americano.


Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/Agk9s0lPXKtd0UK1q

terça-feira, 17 de março de 2026

Quem mais está na mira de El New Libertador?

Então vamos seguir a trilha: depois do Canadá, Panamá, Groenlândia, ameaças ao México, à Colômbia, sequestro na Venezuela, bombardeios no Irã, já, já Cuba, vai ser o quê da próxima vez? Yemen, Coreia do Norte, o que mais? 
Nenhum país africano, sul-americano?
O Partido Democrata, o governador da California, o prefeito de New York?
Quem vai ajudar El New Libertador?

sábado, 7 de março de 2026

Shield of Americas, Trump e o seu quintal latino-americano, com a ex-supervisora do ICE, como "guardiã"

 Vejam como Trump cuida do "quintal" latino-americano. A "encarregada" das relações do Império trumpista com os abnegados representantes que foram ao summit "Shield of Americas" - O Escudo das Américas –, para lutar contra os carteis de drogas será ninguém menos que Kristi Noem, que acaba de ser demitida do cargo de "homeland security secretary", onde cuidava do ICE (especialmente vigilante com respeito a latinos-ilegais (tendo até assassinado um ou outro), mas que foi selecionada por Trump para ser seu "special envoy for the regional coalition", da qual participa inclusive nosso vizinho Paraguai (o único país da América do Sul que reconhece Taiwan como "legítimo representante do povo chinês).

Estiveram presentes ao encontro, ou summit, os dirigentes seguintes (copio do The Guardian):
"Kamla Persad-Bissessa of Trinidad and Tobago, Santiago Peña of Paraguay, Luis Abinader of the Dominican Republic, Nayib Bukele of El Salvador, Mohamed Irfaan Ali of Guyana, Rodrigo Chaves Robles of Costa Rica, Daniel Noboa of Ecuador, Rodrigo Paz Pereira of Bolivia, Javier Milei of Argentina, José Raúl Mulino of Honduras and Jose Antonio Kast of Chile (que tomará posse em poucos dias).

Quem souber detalhes interessantes, relevantes, picantes sobre essa summit (o contrário do que pretendia a Unasul de Lula), pode postar neste espaço e me chamar a atenção.

Grato,
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 7/03/2026

O Imperador do mundo e seu “secretário da Guerra” são os novos piratas

 Fundo do poço! 

Damir Nikšić (enviado por Anita Franulovic)

"Pete Hegseth torpedeou o navio DESARMADO “Iris Dena”, que retornava de um exercício naval amistoso, matando 87 marinheiros e deixando o restante à deriva no Oceano Índico sem prestar qualquer auxílio.

Em 4 de março, um submarino americano disparou um torpedo contra o casco de uma fragata iraniana que retornava de exercícios navais multinacionais organizados pela Índia. Havia aproximadamente 180 pessoas a bordo. Pelo menos 87 morreram e 61 ainda estão desaparecidas. A Marinha do Sri Lanka teve que intervir e resgatar os 32 sobreviventes.

O que torna isso ainda mais chocante é que tanto os Estados Unidos quanto o Irã participavam do mesmo exercício organizado pela Índia, que exigia que os navios operassem sem munição real.

Os EUA enviaram um porta-aviões de patrulha que, poucos dias antes do ataque, realizava exercícios em conjunto com o navio mencionado, antes de ser destruído pelo submarino.

O ex-ministro das Relações Exteriores da Índia, Kanwal Sibal, classificou o ataque como premeditado, ressaltando que os EUA sabiam exatamente onde o navio estava, pois haviam sido convidados para o mesmo exercício.

Especialista em assuntos estratégicos" Brahma Chellaney foi direto ao ponto: se Dena estava mal armado ou desarmado, o ataque pareceu mais uma execução premeditada do que uma ação de combate.

E Pete Hegseth? Ele se gabou disso. Em uma coletiva de imprensa no Pentágono, chamou o ataque de "morte silenciosa", sorrindo como um homem que acabara de ganhar um prêmio em uma feira rural. Trump declarou abertamente que a destruição da marinha iraniana é um dos principais objetivos da guerra.

A Segunda Convenção de Genebra exige que os beligerantes tomem todas as medidas possíveis para buscar e resgatar náufragos após um conflito no mar.

Especialistas em direito internacional, ex-funcionários do Pentágono e membros do Congresso estão agora debatendo abertamente se este ataque foi legal e se os EUA violaram suas obrigações ao abandonar os sobreviventes à deriva.

"Afundar um navio que era hóspede de alguém, que respeitava os protocolos de tempos de paz e que não podia se defender — e depois deixar os marinheiros se afogarem a milhares de quilômetros de casa — isso não é força, isso é um crime de guerra."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A Ucrânia traída em Davos - Olena Tregub e Paulo Roberto de Almeida

 From: Olena Tregub, Transparency International 

“Listening to Western leaders at the Ukrainian Breakfast in Davos left a very bitter aftertaste. You can feel the fear of the US administration in the room, and the fact that almost no one dares to say openly what is obvious: Trump is putting pressure on Ukraine, not on Russia. There were only a few veiled remarks from Sikorski – and almost nothing from anyone else.

Instead, we hear things like the Belgian Prime Minister saying: “Europe is not at war with Russia, therefore we did not confiscate Russian assets.” Or Sikorski claiming that “Europe does not buy Russian energy,” which is simply not true. Then comes the self-congratulation about sanctions, about sanctioning the shadow tanker fleet, while in reality they add a few ships to each new package instead of adopting the radical and long-known solutions that would actually change the situation.

A special moment was the speech of a  “special envoy” who said he came only because a friend invited him and he couldn’t refuse. That he and Kushner are like two volunteers, working for free to end the war in Ukraine. That everything is going great, the result is coming soon, and Putin will agree to everything any moment now.

The only voices of reality came from Ukrainian soldiers. One of them said that Europe should not be surprised when the war comes to its own territory, and that Ukraine is currently holding back over a million Russian troops on Europe’s borders. In other words, Ukraine is already de facto the defensive shield of the European Union. Yet on stage, European leaders still spoke about Ukraine as something external: unclear timelines, unclear criteria, fears that Ukraine’s accession could “destabilize” the EU.

It feels like people whose house is already being approached by a maniac have locked themselves inside, while Ukraine is outside, fighting and defending their home. But for them, Ukraine is only a sacred sacrifice: something to praise for courage, for surviving winter without heating, for endurance under terror – but not something they are ready to fully let into their warm and comfortable house.

Their house is too safe, too warm, too comfortable. And somewhere out there, “two savages” – Ukrainians and Russians – are fighting, and maybe it will somehow pass, maybe it will not reach them, maybe the maniac is not really coming for their house after all.

In the end, everyone praised themselves. Everyone talked about how much they support Ukraine. One congressman even said he prays every night. And only one question remains: if the support is so extraordinary, why has Ukraine not yet won? 

The honest conclusion came from Niall Ferguson: Putin does not care about speeches in Davos. Ukraine needs weapons.”

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Acrescento (PRA): Trump e Putin não decepcionam: são irmãos gêmeos na destruição do multilateralismo e da vida civilizada no mundo. A Europa e os europeus me decepcionam.

domingo, 4 de janeiro de 2026

China, Venezuela, Brasil, Trump etc.

 Esquecimento?

A China, como de resto o Brasil e diversos outros países, se posicionou oficialmente contra a ação dos Estados Unidos na Venezuela. Disse que essa ação violou a soberania do país, desrespeitou o direito internacional e que os EUA agiram de forma hegemônica.

Interessante notar, e vale para o Brasil também, que tudo isso se aplica inteiramente às ações de Putin contra a Ucrânia, e nenhum dos dois países se posicionou de forma tão clara e contundente em relação à Rússia.

Deve ser distração diplomática…

sábado, 6 de dezembro de 2025

Trajetórias quase Toynbeeanas - Paulo Roberto de Almeida

Trajetórias quase Toynbeeanas

Paulo Roberto de Almeida

Poucas vezes na história um grande Império bate contra um muro e se esboroa sozinho. Geralmente os fatores de declínio são de pequeno impacto, mas cumulativos, reduzindo no longo prazo a capacidade de adaptação a novas circunstâncias e condicionantes que vão se acumulando inevitavelmente como resultado de pequenas e grandes inovações próprias ou trazidas do exterior. Mas, o excesso de poder de algum dirigente mais poderoso, e autoritário, pode acelerar o processo, de adaptação e sobrevivência, ou de declínio e estagnação.

É isso que vimos ao longo da história, com grandes e médios impérios.

Alguns duraram centenas de anos, como o império romano, o chinês, o otomano. Outros não ultrapassaram uma dúzia de anos, como o Reich nazista, destruído pela própria ambição de um imperador demencial.

Seria o caso do Império americano sob Trump? Poderia ser. Mas o sistema desenhado pelos “pais fundadores” impõe limites à condução do país pelo mesmo dirigente: é isso que salvará os Estados Unidos do declínio agora em curso por causa de um candidato a imperador especialmente imbecil.


Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 6 dezembro 2025

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Diplomacia telefônica - Rubens Barbosa (Editorial Interesse Nacional)

Diplomacia telefônica

Rubens Barbosa
Editorial Interesse Nacional, 5/12/2025
https://interessenacional.us17.list-manage.com/track/click?u=b838fc839fc674ae04ae9e142&id=0334867663&e=42320605d3

Nos últimos dias, noticiou-se que conversas telefônicas entre presidentes tentaram avançar interesses concretos nas políticas externas dos EUA em relação à Venezuela e do Brasil em relação aos EUA.

No fim de semana, o presidente Donald Trump ligou para o presidente venezuelano e deu um ultimato para Nicolás Maduro deixar o poder em Caracas. A conversa teria sido intermediada por Brasil, Catar e Turquia.

No telefonema, talvez a última tentativa de Washington de mudar o regime sem uma ação militar, Trump ofereceu uma saída da família de Maduro para um terceiro país, onde ficaria exilado, em troca da renúncia de seu cargo presidencial e a volta da democracia à Venezuela.

Do ponto de vista do Brasil, a iniciativa de Lula de ligar para Trump foi oportuna e pragmática
Por Rubens Barbosa, presidente do Grupo Interesse Nacional

Clique aqui para ler o editorial da semana:

domingo, 16 de novembro de 2025

Ah, essa “relíquia bárbara” (como diria Keynes) - Paulo Roberto de Almeida

Ah, essa “relíquia bárbara” (como diria Keynes):

Uma das propostas do Projeto 2025, dos apoiadores de Trump, no campo monetário, seria um retorno ao padrão ouro, algo virtualmente impossível, nas condições atuais. Os BCs ficariam administrando toneladas de lingotes (para supostamente garantir as emissões de moeda), sem que isso se refletisse necessariamente nas demais políticas macroeconômicas e setoriais.

O fato é que a China, já maior produtora do mundo de ouro (e de muitas outras coisas mais), está acumulando toneladas de ouro, talvez para enfrentar a outra obsessão de Trump, além das tarifas: a manutenção do dólar como o padrão incontestável dos pagamentos e das cotações nos intercâmbios globais.

O outro fato é que Trump está fazendo de tudo para afundar os EUA: a China assiste impassível ao besteirol econômico trumpista.

Lula já falou diversas vezes numa provável “desdolarização” (que irá ocorrer, mas a longo prazo), com isso atraindo inutilmente os raios jupiterianos de um Zeus de araque, aquele que se crê o imperador do mundo.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 16/11/2025

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Uma nova intervenção na América Latina? - Paulo Roberto de Almeida

Uma nova intervenção na América Latina?

No momento em que o Secretário estadunidense da “Guerra” — de Truman até Trump era de Defesa — anuncia uma Operação “Lança do Sul”, dirigida especificamente à América Latina (que também tem uma parte na América do Norte e Central), tomei o cuidado de consultar o n. 2 da revista Política Externa Independente, criada e dirigida pelo historiador José Honório Rodrigues, mas que sobreviveu apenas por três únicos números, de 1965 a 1966.

Esse número 2, de agosto de 1965, é dedicado quase inteiramente à “Invasão da República Dominicana”, país do Caribe então acusado, pelo presidente Lyndon Johnson de colocar em risco “as vidas de norte-americanos e outros estrangeiros ali residentes”, depois para “evitar o risco de um novo regime comunista no continente”.

Esse número especial — artigos, debates, entrevistas, documentos — foi organizado pelo embaixador Jayme Azevedo Rodrigues, que tinha sido aposentado compulsoriamente pelo regime militar logo na primeira leva de cassações da ditadura, em 1964, por ter se recusado a servir “um governo de gorilas”.

Todo o número parece anunciar certo trumpismo avant la lettre, feito de unilateralismo, de arrogância imperial e de desrespeito ao princípio da não interferência nos assuntos internos dos países, consagrado no Direito Internacional e precisamente na Carta da OEA, que aprovou rapidamente a criação (solicitada pela diplomacia profissional brasileira) de uma Força Interamericana de Paz, para dar uma mínima aparência multilateral a um empreendimento imperial (do qual as FFAA brasileiras participaram, um pouco para agradecer o apoio dado no golpe, numa espécie de pagamento de um imposto atrasado).

Vale a pena consultar esse número 2 (de 3), da revista Política Externa Independente, apenas para constatar se alguma coisa mudou no diktat imperial hemisférico. Parece que não. O Brasil mudou, mas de uma forma bizarra: a diplomacia que denuncia a intervenção unilateral imperialista na América Latina tem sido até aqui incapaz de denunciar a intervenção unilateral imperialista no coração da Europa, duplicada por uma guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia que a diplomacia presidencial personalista jamais foi capaz de condenar de forma explícita.

Então, alguma coisa, enfim, mudou: parafraseando Orwell, todas as intervenções unilaterais imperiais são iguais, mas algumas são mais iguais do que as outras.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 14/11/2025


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Trump, ou a diplomacia pelo método confuso - Paulo Roberto de Almeida (Revista Será?)

 Trump, ou a diplomacia pelo método confuso

Por Paulo Roberto de Almeida
Revista Será?, out 31, 2025.



Os Embaixadores (1533) de Hans Holbein

    Em virtude de certo ceticismo sadio, que cultivo amplamente em relação às ideias de senso comum, sempre apreciei livros, ensaios e artigos nessa vertente contrarianista, isto é, obras ligeiramente desconfiadas das verdades reveladas que, bem pesquisadas, podem não confirmar pressupostos de argumentos geralmente admitidos como válidos no entendimento comum dos simples mortais. Desde jovem, já grande leitor de história do Brasil e também da história do mundo – aqui estimulado pelas leituras infantis de Monteiro Lobato, neste caso o História do Mundo para as Crianças, uma tradução-adaptação do criador do Jeca Tatu com base num famoso livro americano dedicado ao público infantil, mas contado por Dona Benta – apreciei imensamente quando o inesquecível Stanislaw Ponte Preta (o humorista Sérgio Porto) compôs o “Samba do Crioulo Doido”, um título que é hoje, integral e totalmente, politicamente incorreto, mas ainda admissível naqueles primeiros tempos da ditadura militar. Anos depois vim a tomar conhecimento do livro do médico e jornalista José Madeira, ou “Mendes Fradique”, autor do livro História do Brasil pelo método confuso, publicado pela primeira vez em folhetins a partir de 1917, e que vim a ler numa edição ilustrada de 2004.
        Esse gosto pelas versões sarcásticas, até mesmo caóticas, da história nacional, me acompanhou quando ingressei na diplomacia, em 1977, depois de sete anos de um autoexílio na Europa, para escapar de uma possível prisão nos anos de chumbo da ditadura militar. O fato é que, ao lado das leituras sérias sobre a política mundial e as relações internacionais, continuei a correr atrás do inusitado na minha própria profissão, sempre atraído pelo lado contestador de sua pompa aparente, do seu jeito chic, até emplumado, que é a imagem que os paisanos costumam ter de nós, diplomatas, como sempre finos e sofisticados. Nas pesquisas sobre o lado bizarro da profissão, acabei encontrando algumas definições pouco elogiosas sobre nossas supostas características comportamentais, as quais me permito reproduzir aqui, antes de tratar do tema-título.
Como passei quase sete anos estudando em francês – retomada integral da graduação em Ciências Sociais, abandonada depois que o AI-5 aposentou compulsoriamente meus professores, entre eles Florestan Fernandes, FHC e Octavio Ianni, seguida de um mestrado e um início de doutoramento – fui buscar, naturalmente, na literatura francesa, alguns apodos sarcásticos sobre meus colegas de profissão, e comecei logo por um dos mais famosos escritores franceses, Gustave Flaubert. Além dos romances mais conhecidos, Madame Bovary e Salambo, Flaubert também compôs, uma obra talvez não terminada, apresentada em 1850 como sendo Le Dictionnaire des Idées Reçues. Num dos volumes de suas Oeuvres Complètes, publicada pelas Editions du Seuil, em 1964, encontrei o que procurava (no tomo 2, p. 307), a definição de “diplomacia”. O criador de Bouvard e Pécuchet, dois copistas dedicados à composição de uma enciclopédia sobre os ofícios mais conhecidos, chegam à ocupação dos diplomatas:
Belle carrière (mais hérissée de difficultés, pleine de mystères). – Ne convient qu’aux gens nobles. – Métier d’une vague signification, mais au-dessus du commun. – Un diplomate est toujours fin et pénétrant.
Continuando em minhas investigações, e induzido por comentários de colegas mais velhos, que reproduziam uma famosa frase supostamente dita por um embaixador britânico sobre o caráter pérfido dos representantes da espécie, fui buscar a origem dessa designação depreciativa, e encontrei-a num outro dicionário, de autoria de um escritor e crítico satírico americano, Ambrose Bierce: The devil’s dictionary foi originalmente publicado em 1911, mas o consultei na edição de 1999 da Oxford University Press, onde assim se define a profissão: Diplomacy. The art of lying on behalf of his country. O introdutor dessa edição, Roy Morris Jr., discorre sobre a razão de Bierce ter chamado a sua obra de Dicionário do Diabo, mas não estabelece nenhuma conexão direta com eventuais qualidades próprias a essa espécie.
Ainda prosseguindo em minhas investigações vocabulares, já a caminho de assumir o segundo cargo na embaixada em Washington, o de ministro conselheiro, mas querendo, na verdade, servir novamente na Europa, deparei-me com um legítimo sucessor de Gustave Flaubert, Alain Schifres, que, no seu Le nouveau dictionnaire des idées reçues, des propos convenus et des tics de langage ou Le dîner sans peine (Paris: Jean-Claude Lattès, 1998), assim se referiu, desdenhosamente, à nossa tão distinguida ocupação: Diplomates. Un bon diplomate à l’ancienne : cynique, tortueux, lâche, hypocrite mais exquis (p. 87). Malvado!
Em Washington, provavelmente a capital de um império com o maior número de representações diplomáticas, continuei em minhas duvidosas pesquisas, frequentando intensamente várias universidades (George Washington, Georgetown, American) e todos os think tanks (Carnegie, Brookings, Cato, CSIS etc.), para doutos seminários e debates úteis sobre as singularidades de nossa profissão tão pouco apreciada pelo público em geral. Foi instrutivo, pois aproveitei as horas de lazer para compor o meu próprio dicionário, tão provocador quanto os precedentes, e até o conservei (sob o número 873, Washington, 26 de fevereiro a 3 março de 2002), em minha lista de trabalhos mas nunca o terminei, embora o tenha registrado sob um título quase interminável: “Dicionário de disparates diplomáticos (ou dicionário politicamente incorreto de meias-verdades diplomáticas, constando de um repertório de ambiguidades, equívocos e paradoxos da vida internacional)”. Encaminhei o rascunho a alguns colegas de ofício, mas não devo ter recolhido opiniões abonadoras, razão pela qual deixei interrompida a minha coletânea, prometendo terminá-la numa futura ocasião (quem sabe agora, já na aposentadoria, sem o risco de retaliações maciças, como parece ser o hábito entre nossos colegas militares).
Eram os tempos de Bush filho, que todos considerávamos uma aberração diplomática, decidido a terminar, sem o aval da ONU, o trabalho iniciado em 1991 pelo pai, na primeira guerra do Golfo, devidamente autorizada pelo Conselho de Segurança. Lula, logo ao início de seu primeiro mandato, até tentou dissuadir o Bushinho dessa loucura, mas a “diplomacia” do filho menos bem dotado da família fez ameaças a Brasília, através da embaixada na capital americana, como eu próprio testemunhei em conversa com o embaixador Rubens Barbosa no exato momento em que o império começava seu trabalho de desmantelamento do Oriente Médio (que aliás resultou no Estado Islâmico). Mal sabíamos nós, naquele momento, que o futuro nos reservava coisa bem pior, e aqui chego, finalmente, ao objeto deste artigo: a “diplomacia” de Mister Trump, se é que o conceito pode ser aplicado a tão abominável modo de lidar com o ROW, o Resto do Mundo (que resume a geografia simplória do personagem).
Assim como o atual Brics+ não tem mais nada a ver com o BRIC original, ou com o Brics que lhe veio na sequência, Trump 2 não tem quase nada a ver com Trump 1, a não ser a mesma indômita ignorância sobre os assuntos do mundo (além da especulação imobiliária), em especial sobre os assuntos do sistema multilateral de comércio, que ele se empenha em destruir, como não conseguiu fazer em seu primeiro mandato. Entre 2017 e 2020, Trump 1 conseguiu, se tanto, substituir o Nafta por um acordo tripartite com o Canadá e o México, já tentando “reindustrializar” a Trumplândia, como se protecionismo comercial fosse um substitutivo a uma política industrial em tempos de quinta revolução industrial (a qual os chineses já lideram, depois de terem falhado nas duas primeiras revoluções industriais e de terem ainda afundado um pouco mais na terceira, sob as “trumpices” econômicas do maoísmo demencial). Trump é uma espécie de Rei Midas ao contrário, pois tudo em que toca vira o contrário da “relíquia bárbara” desprezada por Keynes, um ouro de cor marrom, se vocês percebem a qualidade do material produzido.
Trump não tem predecessores nos anais da diplomacia mundial desde a guerra do Peloponeso – perdida mais por erros diplomáticos de Atenas, nas relações com os membros da Liga Ateniense, do que propriamente pela força dos exércitos espartanos – e não sei se haverá algum Tucídides para relatar a miséria que o promotor do MAGA está fazendo contra aliados e adversários, que ele trata com a mesma truculência usual nas artes marciais do kickboxing americano, tão apreciado pelas massas ignaras que o seguem devotamente. O “tarifaço”, aplicado contra gregos e troianos ao redor do mundo, é uma guerra comercial tão destruidora dos fundamentos do sistema multilateral de comércio, em especial a secular cláusula de nação mais favorecida multilateralizada no Gatt, quanto o é a guerra de agressão deslanchada por Putin contra a Ucrânia, do ponto de vista das regras mais elementares do Direito Internacional, em especial no tocante aos primeiros artigos da Carta da ONU.
Putin e Trump são os dois principais destruidores da ordem política e econômica do mundo contemporâneo, concebida precariamente em Yalta e formalizada em San Francisco num estilo propriamente orwelliano, o do Animal Farm: “todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros”. Trump adoraria repetir a famosa foto de Yalta, com os atuais três imperadores do mundo, ele mesmo, Putin e Xi Jinping, no lugar de Roosevelt, Churchill e Stalin. Não conseguirá obter essa foto de uma nova divisão do mundo, uma vez que o novo imperador do renascido Império do Meio não exibe as pretensões hegemônicas de alguns predecessores e, também, porque a “diplomacia” de Trump se faz, como já alertado, pelo “método confuso”, tanto o de Mendes Fradique quanto o de Stanislaw Ponte Preta. Como já disse alguém, a história não se repete, nem como drama, nem como farsa, como aliás pretendia Marx no 18 Brumário de Luís Bonaparte.
A História de fato não se repete, embora, segundo um outro escritor humorista, Mark Twain, ela possa rimar, como nas melhores tragédias de Shakespeare, com múltiplas traições e assassinatos em sequência. Por enquanto, o imperador americano está assassinando apenas pescadores nas águas do Caribe e do Pacífico oriental…
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5098, 25 outubro 2025, 4 p.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Dois discursos na AGNU, dos dois primeiros presidentes: Trump e Lula - Paulo Roberto de Almeida

 Dois discursos na AGNU, dos dois primeiros presidentes: Trump e Lula

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre os discursos de Lula e de Trump na AGNU.

Rotineiramente, os debates nas reuniões anuais da AGNU, desde 1946, começam pelo delegado do Brasil, eventualmente o presidente ou o chanceler, seguido pelo representante do país-sede, os EUA, raramente pelo presidente, mais frequentemente pelo Secretário de Estado ou o próprio represente diplomático na ONU.
Durante 70 anos, aproximadamente, os discursos inaugurais do Brasil refletiram os conceitos basilares de nossa diplomacia: estrito respeito à Carta da ONU e às normas mais elementares do Direito Internacional, aliás consolidados na Carta Constitucional de 1988. Ocorreu, sim, uma ruptura com os padrões tradicionais de nossa política externa e da diplomacia, durante os quatro anos do governo Bolsonaro, bizarramente oposta ao mecanismo fundamental da diplomacia contemporânea: o multilateralismo e a igualdade soberana das nações, substituídos pela submissão vergonhosa, não exatamente à nação ainda hegemônica na comunidade internacional, mas ao seu primeiro presidente claramente oposto aos mesmos princípios e supostamente um modelo para o seu subserviente colega brasileiro.
Esse mesmo presidente americano, eleito para um segundo mandato, persiste em seus propósitos de desmantelar o sistema multilateral, especialmente o comercial, e as regras consagradas do Direito Internacional.
Não cabe comentar o inacreditável discurso de Donald Trump, uma vez que não há uma única frase que corresponda à verdade dos fatos, um único argumento que reflita a realidade atual das relações internacionais, justamente afetadas pelas ações arbitrárias e unilaterais do Estado ainda mais poderoso do mundo (infelizmente para quase todo o resto da comunidade mundial). Cada palavra mais contundente, contra a ONU, os imigrantes, as múltiplas guerras supostamente terminadas por sua ação “merecedora de um Prêmio Nobel da Paz”, todos os conceitos constituem apenas o reflexo de seus preconceitos, obsessões e invenções de uma mente distintamente perturbada por uma megalomania raras vezes vistas no cenário mundial. Nada de muito novo, de fato, em termos de previsões sombrias para a Europa e o resto do mundo e de futuros radiantes para o seu próprio país.
Quanto ao discurso de Lula, pode ser considerado positivo — na defesa do multilateralismo e da soberania nacional, o que corresponde, na verdade, ao habitual costumeiro de nossa diplomacia — e correto nas críticas às sanções unilateralmente impostas ao Brasil, sem necessariamente vinculá-las ao presidente norte-americano.
Se examinarmos mais detidamente, porém, os primeiros parágrafos do discurso de Lula, chegaremos à conclusão de que todas as referências às violações à Carta da ONU, a condenação do recurso à guerra para resolver controvérsias e disputas entre Estados ou no tratamento do terrorismo, tudo isso se aplica, inteira e totalmente, à Rússia de Putin, sem que ela seja jamais equiparada às mesmas práticas delitivas e criminosas sendo infligidas à população palestina de Gaza.
[Discurso de Lula: “Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando a regra.”]
Ao contrário, Lula repete ipsis litteris os argumentos de Putin no que respeita à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, jamais mencionada enquanto tal, como uma grave ruptura do Direito Internacional e dos mesmos princípios que a diplomacia brasileira defende estritamente.
[Discurso de Lula: “No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar. O recente encontro no Alaska despertou a esperança de uma saída negociada. É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista. Isso implica levar em conta as legítimas preocupações de segurança de todas as partes.” [Putin dixit] ]
Em resumo, o discurso de Lula pode ser considerado como 90% adequado aos requerimentos da ONU, mas totalmente falho no tocante à pior ameaça à paz e à segurança internacionais desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 23 de setembro de 2025

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Trump: DEMÊNCIA PRECOCE - John Gartner (via Olympio Pinheiro)

 Avaliação preocupante de um especialista renomado: Trump está perigosamente doente, próximo da demência. Não é só preocupante para ele e para os EUA. É preocupante e perigoso para o mundo intriro. Talvez até Putin esteja preocupado de perder o seu melhor “amigo-serviçal”. PRA

(Postado por Olympio Punheiro)

"DEMÊNCIA PRECOCE"  

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Dois psicólogos renomados lançam uma bomba sobre o agravamento dos problemas cognitivos e o declínio da saúde de Donald Trump, afirmando que ele parece ter "demência precoce".

As evidências são claras...

"Você está na final do Aberto dos Estados Unidos, uma performance fascinante... você é o centro das atenções. Então, como Trump reage? Ah, ele está dormindo de novo, assim como dormiu durante a maior parte dos dias de seu julgamento criminal", disse o psicólogo John Gartner ao coapresentador Harry Segal em seu podcast "Shrinking Trump".

Gartner passou cerca de trinta anos lecionando na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e, portanto, sua opinião tem muito peso em sua área. Segal é professor sênior na Universidade Cornell, o que reforça ainda mais a trajetória do podcast.

"Só quero ressaltar que isso não é normal", disse Gartner, explicando que adormecer descontroladamente em momentos inoportunos costuma ser um sintoma de demência.

Os especialistas então passaram a abordar a questão da saúde física de Trump, que tem sido cada vez mais analisada nos últimos meses, com manchas estranhas na pele, tornozelos inchados e uma estranha flacidez na boca. A Casa Branca admitiu que ele tem válvulas defeituosas que causam acúmulo de sangue nas pernas, mas parece improvável que saibamos a história completa.

"Insuficiência cardíaca congestiva é o que normalmente causa inchaço, principalmente nos tornozelos", disse Segal. "Acho que ele não está, quer dizer, ele não está bem."

Não pararam por aí: eles criticaram o governo por tentar fazer as mãos machucadas de Trump parecerem um problema menor causado por "aperto de mão" e aspirina.

"Eles obviamente estão escondendo o problema mais sério", disse Gartner. "Ele provavelmente está recebendo algum tipo de fluido intravenoso."

Os psicólogos também mencionaram a já mencionada queda, ocorrida em um evento em memória aos ataques de 11 de setembro. Sua aparência era tão gravemente debilitada que muitos começaram a especular que ele havia sofrido um derrame.

"Quando você vê alguém com metade do rosto caído daquele jeito, não é apenas cansaço, não é um rosto normal", disse Segal. "É significativo. E é por isso que estou mostrando, não apenas para zombar dele ou para brincar."

E as evidências continuam se acumulando. No fim de semana, Trump afirmou que 300 milhões de americanos morreram de overdose de drogas no ano passado. A população total dos Estados Unidos é de aproximadamente 340 milhões.

Este não foi um caso inocente de Trump simplesmente falando errado, e esse tipo de problema cognitivo está acontecendo cada vez com mais frequência. Algo está profundamente errado com a mente e o corpo desse homem.

Compare a cobertura da mídia sobre o estado atual de Trump com as reportagens frenéticas sobre Joe Biden. A duplicidade de critérios é irritante.

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BREAKING: Two top psychologists drop a bombshell about Donald Trump’s worsening cognitive problems and declining health, stating that he appears to have “early dementia.”

The evidence is right out in the open…

“You’re at the finals of the U.S. Open, a riveting performance… you’re the center of attention. So how does Trump react? Oh, he’s asleep again, just like he slept through most of the days of his criminal trial,” said psychologist John Gartner to co-host Harry Segal on their podcast “Shrinking Trump."

Gartner spent roughly thirty years teaching at Johns Hopkins University Medical School and so his opinion carries a lot of weight in his field. Segal is a Senior Lecturer at Cornell University, adding even more force to the podcast’s pedigree.

“I just wanna point out, this isn’t normal,” Gartner said, explaining that uncontrollably falling asleep at inopportune times is often a symptom of dementia.

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The experts then moved on to the issue of Trump’s physical health which has come under increasing scrutiny in recent months, with bizarre skin patches appearing on his skin, swollen ankles, and a strange droop to his mouth. The White House has admitted that he has malfunctioning valves that cause blood to pool in his legs, but it seems unlikely that we’re getting the full story.

“Congestive heart failure is what typically causes swelling, you know, largely swollen ankles,” said Segal. “I think he’s not, I mean, he’s not doing well.

Not done there, they criticized the administration for trying to pass off Trump’s bruised hands as a minor issue cause by “handshaking” and aspirin.

“They’re obviously hiding the more serious problem,” said Gartner. “He’s probably getting some kind of IV fluids.”

The psychologists also brought up the aforementioned drooping, which occurred at an event commemorating the 9/11 attacks. His appearance was so dramatically unwell that many began to speculate that he had suffered a stroke.

“When you see someone with half their face drooping like that, that’s not just someone being tired, that’s not a normal face,” said Segal. “It’s significant. And that’s why I’m showing it, not just to make fun of him or to joke.”

And the evidence keeps piling up. Over the weekend, Trump claimed that 300 million Americans died of drug overdoses last year. The entire population of the United States is roughly 340 million. 

This was not an innocent case of Trump simply misspeaking and these kinds of cognitive screwups are happening more and more frequently.  Something is deeply wrong with this man's mind and body.

Compare the news media's coverage of Trump's current state to the breathless wall-to-wall reports about Joe Biden. The double standard is infuriating.

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Occupy Democrats

sábado, 6 de setembro de 2025

Uma mudança profunda em Washington - Cesario Melantonio Neto (IG Último Segundo)

 Uma mudança profunda em Washington

O avanço do trumpismo expõe as fraturas da democracia americana e revela o risco de uma nova era de barbárie política nas Américas.

As duas faces do trumpismo
Imagem gerada por IA
As duas faces do trumpismo

Uma mudança profunda ocorre em Washington sem que muitas pessoas se preocupem com a destruição do modelo político norte-americano. Muitos ainda veem os Estados Unidos como uma referência democrática apesar de que a primeira potência mundial não seja mais um caso exemplar de prática democrática. Muito pelo contrário agora se faz necessário analisar com maior cuidado os desvios de Washington desde a instalação do trumpismo como aponta o último número da revista inglesa The Economist . O aumento das desigualdades na América e o combate de ideologias inconciliáveis mostra o perigo do totalitarismo que ameaça as instituições dos Estados Unidos.

Essa ameaça institucional se baseia nas paixões políticas violentas exacerbadas pelas tropas de Donald Trump. Em seis de janeiro de 2021 vimos esse grupo de pessoas atacar o templo da legitimidade nacional, o Congresso.

Esse caos instalado por essas hordas não desapareceu do cenário político das Américas e continua a germinar apesar das resistências democráticas como aliás e também o caso do Brasil. Esse episódio, como em Brasília, revelou o nível de gravidade dessa fratura política, ideológica e identitária. Foi uma cena emblemática de um certo tipo de guerra civil que se estende agora já por vários anos.

Tal grupo de pessoas quer impor pela força uma carta soberania popular contra a soberania do Legislativo. Trump manipulou essas pessoas em seu projeto político e agora voltou ao poder pela segunda vez com o apoio de grupos econômicos poderosos. Essa psicopatia de eleição roubada mostra a gravidade dessa fratura nas Américas. Uma constituição não é apenas um conjunto de leis mas também um modelo de texto a seguir para padrões civilizados de convivência política. Esses novos bárbaros acreditam que podem impor suas ideias pela força bruta e pela violência política.

As sociedades precisam estar atentas para a defesa e a manutenção dos princípios democráticos sob pena de vitória da barbárie sobre a civilização. Não custa lembrar em 2025 que o preço da liberdade e a eterna vigilância.

No caso dos Estados Unidos as fraturas da sociedade transcendem a luta entre o partido democrático e o republicano. Essa fissura vai além do campo político e confronta duas visões inconciliáveis de sociedade. O campo conservador se vê cada vez mais sequestrado pelo trumpismo com defensores radicais de posições racistas , totalitárias e violentas.

Esses grupos pretendem exportar essas ideias bárbaras e ditatoriais e se impor até pela força nos Estados Unidos e em outros países como é o caso hoje do Brasil diante das ameaças a nossa soberania por parte do trumpismo. Hoje o momento histórico parece confrontar dois planetas que não tem chance de reconciliação.

Esses escorregões do que poderíamos chamar de pós democracia não podem ser toleradas pelo poder de corrosão das instituições democráticas. Essa patologia política nos ameaça a todos e exige respostas à altura para preservar a manutenção do nosso processo democrático e os padrões mínimos de uma sociedade civilizada em 2025.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Certezas e dúvidas - Paulo Roberto de Almeida

 Certezas e dúvidas 

Paulo Roberto de Almeida 

Todos sabem quem é, qual a natureza, quais as intenções de Putin. Creio que não há nenhuma dúvida quanto a isso. Também sabemos, com certeza, de que Trump tem muitas dúvidas e que ele desconhece completamente a natureza profunda e real de Putin.

Todos sabemos, também, que os europeus, em geral, acreditaram, clara e sinceramente, na natureza profundamente ocidental dos EUA, e que, com base nessa certeza, eles se dedicaram, durante 80 anos, a construir uma bela casa agradável de se viver, confiando (mais que isso: tendo certeza) na proteção do Big Cop americano, contra os homens maus que poderiam vir do Leste.

Agora, os europeus estão cheios de dúvidas, e não sabem com certeza se poderão confiar novamente no Big Cop, e têm certeza de que não poderão, sozinhos, guardar a bela casa que construíram nos últimos 80 anos, com flores no jardim, dispensa cheia e tudo mais. A dúvida é sobre quando aparecerão os homens maus.

Trump tem uma única certeza: a de que ele é o homem providencial que poderá arrumar um novo esquema para cuidar das casas dos homens bons, inclusive fazendo alguns negócios com os homens maus, que assim deixarão de ser maus.

Ele tem outra certeza: a de que ele saberá, por meio de tarifaços, de induções e de ameaças, trazer os EUA de volta para as glórias da segunda revolução industrial, aquela do carvão e do petróleo, do motor a explosão, das linhas de montagem cheias de operários felizes e bem pagos, ao estilo do Modern Times de Chaplin.

Putin tem muitas dúvidas sobre as reais capacidades de seu país, com um PIB que é hoje inferior ao de uma potência média como é hoje, por exemplo, o Brasil, ainda que com um PIB per capita maior e capacidade militar muitas vezes maior.

Mas Putin tem uma única certeza: a de que poderá continuar enganando Trump, até que os ucranianos se rendam à exaustão ou de que os europeus consigam convencer Trump de que ele está enganado, ou resolva repentinamente cortar o resto da mesada defensiva que ele ainda concede a esses aproveitadores espertos e temerosos europeus.

O mundo está cheio de dúvidas e de certezas, e assim continuará até que Putin e Trump desapareçam de cena.

Xi tem algumas poucas dúvidas e muitas certezas, por isso ainda espera um pouco para dar seu próximo bote.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 26/08/2025


sexta-feira, 25 de julho de 2025

Duas almas gêmeas, sombrias… - Paulo Roberto de Almeida

Duas almas gêmeas, sombrias…
Paulo Roberto de Almeida 

Em 2016, alegando fraude, roubo, interferências eleitorais, Donald Trump ganhou as eleições, ele mesmo fraudando extensivamente contra as regras, ofendendo jornalistas, mentindo descaradamente.
Continuou falando em fraude eleitoral nos quatro anos seguintes.
Bolsonaro seguiu inescrupulosamente esse roteiro, alegando fraude antes mesmo de ganhar as eleições de 2018 e continuou mentindo vergonhosa e descaradamente, antes, durante e depois, ou seja, imitando servil e acintosamente o seu modelo americano.
Trump fez todo o possível para roubar as eleições de 2020, mas perdeu e não se conformou: incitou uma turba de bárbaros (muitos o eram, de fato, supremacistas e terroristas eleitorais)  e tentou derrubar a certificação de modo violento em 6 de janeiro de 2021 (com mortes entre o pessoal da segurança do Capitólio). Nunca reconheceu a sua derrota e continuou alegando fraude nas eleições.
Bolsonaro fez de tudo no seu mandato de 2019 a 2022 para desacreditar as eleições, alegando fraude na tentativa de reeleição, perdeu e montou um golpe canhestro, como é da sua natureza doentiamente mentirosa e incompetente. Achou que as FFAA daria um golpe para ele, incitou uma turba de desordeiros d designou outros incompetentes para dar o golpe em seu lugar. Fugiu antes do término do mandato para a Flórida, terra dos seu modelo “I love you, Trump”. A tentativa de golpe trapalhão ocorreu em 8 de janeiro de 2023, mas o covarde escafedeu-se naquele dia.
Trump ganhou as eleições de 2024, e anistiou, perdoou e liberou todos os criminosos golpistas do 6 de janeiro. Mas já está alegando as próximas fraudes, nas mid-term elections de 2026, e vai preparar a maior confusão para o término de seu mandato: certamente vai querer fraudar para continuar ilegalmente com um terceiro mandato em 2029.
O patético Bolsonaro, se não estiver preso vai querer disputar em 2030, e ainda tem muito idiota a seu favor.
Que desgraça é essa que se abateu sobre os dois maiores países do hemisfério americano? Que pecado cometemos para merecer tão sinistros personagens, loucos e autoritários?
Virão outros desequilibrados imitando o mesmo modelo tresloucado? 
Acho que está na hora de se exigir um exame psicológico, neurológico, psiquiátrico, e de conhecimentos mínimos de História, Matemática, Economia, Geografia, Direito e Língua pátria de qualquer candidato a cargos eletivos: não é possivel continuar elegendo idiotas, imbecis, ignorantes, depravados e criminosos ao mais alto cargo de qualquer nação, e também a todos os demais cargos públicos.

Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 25/07/2025

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Esperando Godot, por escrito? - Paulo Roberto de Almeida

Esperando Godot, por escrito?

Paulo Roberto de Almeida 

O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio Geraldo Alckmin escreveu uma carta, em maio, ao Secretário de Comércio dos EUA, quando ainda se discutia a imposição de 10% sobre aço e alumínio.

Não teve qualquer resposta, sequer a simples cortesia de uma confirmação de recebimento, silêncio total.

Reincidiu novamente, recentemente, no anúncio de 50% sobre tudo, em 1o de agosto, mais o início do processo de investigação ao abrigo da seção 301 da Lei Comercial de 1974, que não tem uma data precisa para produzir “resultados”, mas é infinitamente mais destrutiva, se desejarem fazer, e de forma totalmente unilateral.

Ou seja, Trump decidiu punir o Brasil, independentemente de nosso protecionismo comercial, que é real e extensivo. A punição é uma espécie de retaliação pessoal de Trump, sem qualquer relação com atos comerciais e tudo a ver com as declarações de Lula, não apenas no contexto do Brics, mas dirigidas pessoalmente a Trump.

Minha reflexão, como diplomata: não tem Samuel Becket que resolva a angústia diplomática dos meus colegas do Itamaraty, quando a diplomacia personalista do presidente ocupa todos os espaços.

Sorry Alckmin, Godot não aparecerá.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 23/07/2025

Postagem em destaque

Fraudes em Academia.edu? Carta de prof. da Universidade de Sevilla, por acessos não identificados - Rogelio Altez, Paulo Roberto de Almeida

  Tenho muitos trabalhos livremente disponíveis na plataforma Academia.edu , como aliás dezenas, centenas, milhares de outros acadêmicos ao ...