Revista Será?
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ANO XIV Nº713
Recife, 13 de junho de 2026.
Caro leitor,
Nesta edição, abrimos com o editorial "Trump furou a bola e a jogou na submissa FIFA", em que examinamos como a política internacional invade até mesmo os espaços que deveriam permanecer protegidos pelo espírito universal do esporte. Ao analisar as atitudes do governo norte-americano diante da Copa do Mundo de 2026, o texto discute os riscos que a submissão institucional representa para valores como igualdade, respeito e convivência entre as nações.
Em "Ingerência Inaceitável: o que pode nos afetar", Abraham B. Sicsú nos conduz por um tema de grande relevância estratégica: os possíveis impactos das recentes decisões dos Estados Unidos sobre a soberania, o sistema financeiro e a economia brasileira. Trata-se de uma reflexão necessária sobre os limites da cooperação internacional e a defesa dos interesses nacionais em um mundo cada vez mais interdependente.
A seguir, Hubert Alquéres nos oferece um dos textos mais provocativos desta edição. Em "O que significa continuar humano?", parte da inteligência artificial para alcançar uma questão muito mais ampla e duradoura: aquilo que permanece essencialmente humano diante do avanço das máquinas. Um ensaio equilibrado, sensível e profundamente humanista sobre educação, ética, verdade e sabedoria.
Em "Morreu Ziegler, o inimigo dos bancos suíços", Rui Martins presta homenagem a Jean Ziegler, intelectual que dedicou sua vida a denunciar os mecanismos financeiros responsáveis por alimentar desigualdades, evasão de riquezas e corrupção. Mais do que um obituário, o texto recupera uma trajetória de coragem intelectual e compromisso com a justiça social.
Mudando de registro, mas não de profundidade, Paulo Gustavo nos presenteia com "Madame de Sévigné e as Riquezas do Cotidiano". A partir da célebre epistológrafa francesa, o autor revisita a arte das cartas e nos lembra que a literatura possui o extraordinário poder de transformar os gestos mais simples da vida em beleza duradoura. Um texto delicado sobre memória, leitura e sensibilidade.
Na sequência, José Paulo Cavalcanti Filho recupera, em "Dom Helder e o General", um episódio saboroso da história pernambucana. Com o talento dos grandes memorialistas, ele nos apresenta personagens marcantes de um período decisivo do país, revelando como humor, inteligência e habilidade política muitas vezes operam nos bastidores da História.
E, como já é tradição, encerramos a edição com a Última Página. Na charge de Elson, a crítica política surge revestida de humor e ironia. Com poucos traços e grande capacidade de síntese, o cartunista nos recorda que o riso continua sendo uma poderosa ferramenta de reflexão sobre o presente.
Boa leitura.
Os Editores
Índice
- Trump furou a bola e a jogou na submissa FIFA – Editorial
- Ingerência Inaceitável: o que pode nos afetar - Abraham B Sicsú
- O que significa continuar humano? - Hubert Alquéres
- Morreu Ziegler, o inimigo dos bancos suíços - Rui Martins
- Madame de Sévigné e as Riquezas do Cotidiano - Paulo Gustavo
- Dom Helder e o General - José Paulo Cavalcanti Filho
- Última Página, a charge de Elson
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