Minha opinião sobre essa bobagem:
As decisões do governo TRUMP, que não considero como representativo dos EUA ou de sua diplomacia (diminuída, espezinhada, maltratada, infelizmente), mas da tropa de incompetentes submissos que o cercam – uma tropa muito pior da que o assessorou no primeiro mandato –, constituem:
1) um atentado ao bom-senso, uma vez que esses grupos criminosos NÃO reunem as características básicas dos grupos terroristas;
2) uma pressão política indevida, ilegítima e desrespeitosa ao Brasil;
3) um prejuízo para ambos os países na conformação de iniciativas e programas conjuntos para combater a criminalidade tradicional;
4) uma rendição deplorável de uma política que deveria ser de Estado – no âmbito da Justiça, dos serviços aduaneiros e de segurança – para convertê-la numa ação política que responde a demandas da ultra-direita bolsonarista (nos EUA) contra o atual governo brasileiro, ou seja, uma tomada de posição que já representa uma intervenção nos assuntos internos do Brasil; e
5) uma militarização indesejável do combate a esses grupos criminosos, que deveriam ser investigados e perseguidos ao abrigo das legislações nacionais de segurança cidadã, e não convertidas em objeto de forças armadas, que não estão equipadas para esse tipo de repressão.
Ou seja, nada menos do que cinco razões pelas quais essa designação é um retrocesso na cooperação bilateral (regional e multilateral) no combate à criminalidade transnacional. Essa decisão vai atrapalhar, retardar, prejudicar a missão das forças de segurança dos dois países, em lugar de reforçar o combate apropriada a essas gangues.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 16/06/2026
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