sexta-feira, 19 de junho de 2026

Criminoso ou terrorista? Ou tão simplesmente debeis mentais? - Paulo Roberto de Almeida

Criminoso ou terrorista? Ou tão simplesmente debeis mentais?

Volto a um problema de política externa.

Paulo Roberto de Almeida


O limite estrito entre uma organização simplesmente criminosa — ou seja, motivada unicamente por ganhos financeiros — e uma ou outra de verdade terrorista — ou seja, empenhada realmente em usar do terror contra população inocente para alcançar os mesmos fins econômicos— talvez seja dificil de fazer no plano teórico, isto é, colocar um carimbo de criminosa numa e de terrorista em outra, e requer não o uso da IA e sim uma percepção prática, de policiais experimentado, para fazer a distinção.

Abaixo, reproduzo o que o Gemini AI do Google (a quem eu chamo de Madame IA) escreveu sobre a minha postagem (cujo link está no início), que tenta, legitimamente, desfazer o que afirmei.

Acredito que esse tipo de distinção possa ser dificil de fazer em certos casos, pois táticas terroristas podem ser eventualmente utilizadas por grupos criminosos, para continuar tentando atingir seu objetivo principal e primordial, que é acumular dinheiro.

Não vou, portanto, resolver um problema na fronteira dos dois casos.

O que sim, eu tenho certeza, e ganho convicção, é que, independentemente da busca de ganhos financeiros por trumpistas “raiz” e por bolsonaristas idem, ambas tropas restritas — isto é, seus representantes principais, e não os idiotas que os apoiam — constituem um pequeno grupo de estúpidos crassos, de ignorantes fundamentais, de bestas irremediáveis, sendo que os dois chefes respectivos são, no fundo, no fundo, dois grandes debeis mentais, dois tipos incapazes de um pensamento um pouco mais sofisticado, por lhes faltarem conhecimento minimo para qualquer julgamento mais elaborado. Tiveram sucesso politico, não necessariamente por capacidade técnica objetiva, mas por trambiques imobiliários de um lado e por rachadinhas elementares do outro. Tiveram sorte por que o número de eleitores idiotas é muito maios do que os institutos de pesquisa conseguem medir.

O que, em conclusão, nos remete às “Leis Fundamentais da Estupidez Humana”, de Carlo Maria Cipolla. Sempre haverá estúpidos suficientes para o triunfo momentâneo de um debil mental com sorte.

É um problema psiquiátrico também, como já identificado em T e em B: são narcisistas malignos, psicopatas e sádicos, desprovidos de qualquer capacidade política elementar. Eles são destrutivos em todas as instâncias de “atividades” nas quais se metem. No terreno puramente econômico, isto é, de mercado, seriam rapidamente eliminados pelas leis objetivas da contabilidade: produzem mais perdas para si próprios do que ganhos. Mas, no terreno da política, como já sugeri, conseguem sobreviver por mais tempo, pelo número de idiotas que votam neles. 

Ditadores reais são outra história, com alguns paralelos entre esses casos de natureza meio-mescladas. Mussolini, Hitler, Stalin, Mao, Putin exibiram capacidade de liderança em eliminar adversários políticos ou os simples concorrentes. Todos personagens doentios, sempre malignos. T e B não se destacaram como chefes militares, mas contaram com um “exército de imbecis”, que votaram e continuam votando nesses dois grandes debeis mentais.

O mundo é assim: mistura as coisas, inclusive esses casos, e também essas distinções entre criminosos, de um lado, e terroristas, do outro. 

No que me concerne, eles podem atuar na política externa também, o que pode afetar a atuação de diplomatas que são normalmente sensatos, não idiotas, mas submissos, na prática, aos que mandam temporariamente.

No meu caso pessoal, creio que escapei dessa fraqueza da submissão. Deixo agora espaço a Madame IA.

Paulo Roberto de Almeida ou Paulo Roberto Almeida  (que são as minhas duas identidades no Facebook; mas não é a Santíssima Trindade, pois eu sou completamente irreligioso).

Brasilia, 19/06/2026


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“Grupos criminosos como organizações terroristas: posturas contra e a favor:

Governo Trump ajuda a criminalidade brasileira, ao classificá-las como organizações terroristas - minha opinião, Paulo Roberto de Almeida: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/governo-trump-ajuda-criminalidade.html 

O texto publicado pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida no blog Diplomatizzando traz uma crítica contundente à decisão do governo dos Estados Unidos (sob a gestão de Donald Trump) de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. [1]

Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica dos pontos centrais defendidos pelo diplomata:

1. Crítica à Legitimidade da Gestão e do Corpo Diplomático Americano

Logo na introdução, o autor adota um tom fortemente opinativo e de oposição política ao classificar a gestão de Donald Trump como um governo que "não tem nada a ver com as administrações americanas normais". Ele estende a crítica à equipe que cerca o presidente, chamando-os de "tropa de incompetentes submissos". Essa postura inicial estabelece o viés de desconfiança institucional que fundamenta o restante do texto. [1, 2]

2. Descaracterização Técnica do "Terrorismo"

O primeiro grande argumento do embaixador é de natureza conceitual. Ele defende que classificar o PCC e o CV como grupos terroristas é um "atentado ao bom-senso", pois essas organizações carecem das motivações ideológicas, religiosas ou políticas que tipificam o terrorismo clássico. Na visão dele, tratam-se de organizações ligadas à criminalidade tradicional e ao lucro financeiro, e confundi-las deforma os instrumentos jurídicos internacionais de combate ao crime. [1, 2]

3. Violação de Soberania e Interferência Política Externa

Almeida argumenta que a medida unilateral dos EUA configura uma "pressão política indevida, ilegítima e desrespeitosa ao Brasil". Ele sugere que a classificação não responde a critérios técnicos de segurança de Estado, mas sim a um alinhamento ideológico com a "ultra-direita bolsonarista nos EUA" para desgastar e intervir indiretamente nos assuntos internos do atual governo brasileiro. [1, 2]

4. Os Riscos da Militarização da Segurança Pública

Uma das críticas mais profundas do texto aponta para o perigo de "militarizar" o combate a essas facções. O embaixador sustenta que o PCC e o CV devem ser combatidos na esfera da segurança cidadã, por meio de inteligência, serviços aduaneiros e investigação policial. Ele alerta que transferir essa responsabilidade para as Forças Armadas é um erro, pois o exército não possui o equipamento nem o treinamento adequado para realizar esse tipo de repressão interna. [1]

5. Prejuízo à Cooperação Bilateral Real

Por fim, o autor conclui que, em vez de sufocar o crime organizado, a medida dos EUA atua como um retrocesso que vai "atrapalhar, retardar e prejudicar" a missão prática das forças de segurança de ambos os países. Ao impor uma rotulagem burocrática e jurídica de "terrorismo", criam-se barreiras institucionais que engessam os programas conjuntos de cooperação policial e aduaneira que já vinham sendo operados tradicionalmente.

[...]

Considere alguém que discorda totalmente de PRA quanto à classificação americana em relação ao PCC e CV. Traga os argumentos [críticos e detalhados] dessa outra pessoa. 

( https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/governo-trump-ajuda-criminalidade.html ) 

Para contrapor a visão do embaixador Paulo Roberto de Almeida de forma robusta, detalhada e estritamente técnica, é preciso olhar pelos olhos dos analistas de inteligência, juristas e formuladores de políticas de segurança que defendem a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.

Abaixo estão os argumentos críticos e detalhados que sustentam essa visão contrária:

1. A Evolução para o "Narcoterrorismo" e a Insurgência Criminal

A linha clássica que separava o crime organizado (focado apenas no lucro) do terrorismo (focado em ideologia) ficou obsoleta na prática moderna. Defensores da medida apontam que o PCC e o CV ultrapassaram o teto da criminalidade comum e operam como insurgências criminais: [1]

Uso de táticas de terror: O controle territorial de favelas e periferias pelo CV, o fechamento forçado de comércios, o abate de helicópteros policiais, a detonação de carros-bomba e a execução orquestrada de agentes públicos (juízes, promotores e policiais) pelo PCC são táticas puras de terrorismo destinadas a subjugar o Estado pelo medo.

Afronta à Soberania: Essas facções criaram "Estados paralelos" com tribunais próprios, leis civis informais e controle de fronteiras, desafiando o monopólio da força e a soberania do Estado brasileiro.

2. Transnacionalidade e a Doutrina de Defesa dos EUA

Pelo ponto de vista da segurança nacional americana, o PCC e o CV não são mais problemas domésticos do Brasil; são corporações criminosas transnacionais presentes em mais de duas dezenas de países, com conexões diretas com os cartéis mexicanos (como o de Sinaloa) e a máfia italiana (como a 'Ndrangheta).

A classificação americana baseia-se no fato de que o volume de cocaína que essas facções injetam nas rotas globais financia a desestabilização de governos na América Latina, o que afeta diretamente os interesses geopolíticos e a segurança das fronteiras dos EUA.

3. Acesso a Ferramentas Financeiras de Sufocamento Global

A crítica de Paulo Roberto de que a medida traz barreiras burocráticas é rebatida com o argumento da efetividade financeira. Ao carimbar formalmente o PCC e o CV como organizações terroristas, os EUA acionam um arsenal jurídico e financeiro muito mais agressivo do que as leis de combate à lavagem de dinheiro comum permitem:

Bloqueio de bens imediato: Qualquer instituição financeira global que processe, sabendo ou não, fundos vinculados a essas facções fica sujeita a sanções devastadoras do Tesouro Americano (OFAC).

Quebra de sigilo internacional: Facilita o rastreamento de laranjas e empresas de fachada nos EUA, na Europa e em paraísos fiscais, sufocando o topo da pirâmide (os chefes que moram em mansões), e não apenas o pequeno traficante da favela.

4. O Reconhecimento da Falência da Segurança Pública Convencional

Os defensores da medida argumentam que tratar o PCC e o CV sob as regras do "processo penal comum" e da "segurança cidadã" (policiamento tradicional) é tapar o sol com a peneira.

Décadas de atuação estritamente policial e prisional no Brasil não impediram a expansão dessas facções.

A cooperação jurídica e de inteligência militarizada com os EUA (que inclui compartilhamento de dados de satélite, inteligência de sinais e interceptação cibernética avançada) é vista por esse grupo como o único nível de força proporcional ao poder bélico e financeiro atual do crime organizado.

5. Alinhamento com Modelos Internacionais de Sucesso (Exemplo da Colômbia)

O argumento histórico aponta para o Plano Colômbia. Quando os cartéis de Cali e Medellín, e mais tarde as FARC, foram sufocados pelo uso combinado de inteligência militar e classificação de terrorismo por Washington, o Estado colombiano conseguiu recuperar territórios que estavam completamente perdidos. Os defensores da medida veem a classificação atual como um passo necessário para que o Brasil receba o mesmo nível de assistência técnica avançada.

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