Revisando itinerários, nem sempre gloriosos…
Paulo Roberto de Almeida
Uma das constatações mais frustrantes talvez seja essa “descoberta” de que nem todas, ou não todas as nações contemporâneas estão destinadas a serem melhores, mais educadas, evoluídas e afáveis que as gerações precedentes. Elas, algumas, podem involuir e se tornarem mais ríspidas, deseducadas, desagradáveis no viver e no conviver do que antes. Os EUA talvez tenham chegado nesse ponto de sua involução não esperada, no retrocesso lamentável de suas instituições. Mas provavelmente não só os EUA: outros conhecem o mesmo itinerário no declínio e na perda de rumos. A nação russa, se existe uma, está certamente no mesmo caminho, há muito.
Confesso que não sei onde anda o Brasil. Ele pode ir em qualquer direção. Pelo andar da carruagem, pelos desacertos já acumulados, pela introversão de certos dirigentes, talvez não seja o melhor caminho. Quando não se sabe o que se quer, esse é o roteiro mais provável para o desconcerto.
Sorry pelo pessimismo relativo.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 26/04/2026
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