quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A real doutrina fascista de Mussolini: um livro importante sobre os fundamentos doutrinais do fascismo italiano: Lucien Jaume: La Vraie Nature du Fascisme Italien

Nota introdutória a uma postagem já feita e repetida aqui novamente: 

 Como antigo assinante da excelente revista francesa de história, L'Histoire, continuo a receber os avisos mensais sobre os livros publicados na França. Recentemente postei o beve compte-rendu deste importante livro do professor Lucien Jaume, especialista no liberalismo, mas que reuniu material suficiente para provar que o fascismo italiano não era apenas força bruta, golpes e assassinatos, ditadura pura e simples, mas um verdadeiro "manual do poder absoluto", com propósitos de construção de um Estado autoritário centrado no prestígio da antiga Rome e destinado a reforçar o papel da Itália entre as grandes potências da época (final da Grande Guerra e desafios importantes à Itália do Risorgimento, muito abalada pelos conflitos do início do século XX). 

Tanto foi importante, que atraiu muita gente no Brasil, onde ocorreu o que foi provavelmente o mais importante processo de "indução intelectual" a um Novo Estado (que veio finalmente em. 1937), capaz de também modernizar um país atrasado como era o Brasil do início do século XX. O fascismo italiano, mais do que o nazismo alemão, atraiu muita gente no Brasil, entre eles o jovem San Tiago Dantas (que chegou a redigir, em 1931, o estatuto de um Partido Fascista Brasileiro, como revelado no primeiro volume da biografia de Pedro Dutra) e até a "estrela da Revolução de 1930", Oswaldo Aranha, entre muitos outros. O Partido Integralista de Plínio Salgado bebeu nas mesmas fontes. 

O professor Lucien Jaume acaba de me escrever, depois desta postagem de duas semanas atrás. Sugeri a ele que sua editora deveria buscar uma editora brasileira para publicar o livro no Brasil.  Vamos esperar que isso se realize, pois estamos falando da nossa própria história. PRA (2/09/2026) 

 

Doctrine fasciste: un livre sobre les fondements doctrinaux du fascisme mussolinien: 



La Vraie nature du fascisme italien
Lucien Jaume
(Paris: Tallandier, 2026, 320 p., 22,90 €.)

Contre des idées reçues persistantes, Lucien Jaume entend démontrer que Mussolini et le fascisme se sont dotés d’un cadre doctrinal, étayé par une vision du monde originale. L’auteur corrige d’abord le portrait de la « brute inculte ». Le Duce, qui parlait l’allemand, l’anglais, le français et le latin, a nourri son action par de vastes lectures. Nietzsche, William James, Georges Sorel, Gustave Le Bon ont inspiré sa pensée antidémocratique, l’idée du corporatisme, le mythe du surhomme, mais aussi le pragmatisme politique, tandis que Marinetti a renforcé en lui l’idée de la violence créatrice et la sacralisation de la guerre. C’est avec le philosophe Giovanni Gentile qu’il formula en 1932 les principes de La Doctrine du fascisme.

L’auteur en montre l’évolution depuis la prise du pouvoir jusqu’à la République de Salo. Il expose sa rivalité avec l’Église catholique. Il analyse l’antisémitisme d’État devenu officiel en 1938. L’exaltation de la guerre, de la conquête et de l’empire, le volontarisme d’un État qui entend diriger la vie économique, la construction d’une société sur la base d’un homme nouveau débarrassé des normes bourgeoises et des limites imposées par le droit, destiné à la vie héroïque : toutes ces idées doivent être inculquées aux masses par de nombreuses institutions, l’école, les académies, les mouvements de jeunesse, le culte de la personnalité, le contrôle des médias, le parti unique. Plus qu’une simple dictature, le fascisme de Mussolini a voulu être une « révolution par le haut ». Si le mot, usé, galvaudé, a été banalisé, désignant la variété des systèmes autoritaires, un certain nombre de tendances de fond du fascisme historique sont observables aujourd’hui. 

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Postagem feita originalmente em 25/08/2026: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/08/mussolini-avait-une-doctrine-il-etai-un.html  

 

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