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domingo, 15 de março de 2026

Um debate relevante, o crescimento diferenciado das regiões do Brasil - Reginaldo Nogueira, Eduardo Cananarro, Renato Neto, João Patusco

Um debate relevante, o crescimento diferenciado das regiões do Brasil:

Reginaldo Nogueira, diretor executivo do Ibmec-SP:

📊 O mapa do crescimento econômico no Brasil nas últimas três décadas conta uma história clara.

Entre 1995 e 2025, o PIB real brasileiro cresceu cerca de 222% — mas de forma muito desigual entre os estados.

🚜 O Centro-Oeste liderou com folga, impulsionado pelo agronegócio. Mato Grosso cresceu impressionantes +661%.

🌎 Norte e Nordeste também avançaram acima da média nacional em vários estados.

🏭 Já o Sudeste, com economias mais maduras, cresceu menos. São Paulo (+150%) e Rio de Janeiro (+191%) ficaram bem abaixo da média.

Em outras palavras: o dinamismo recente da economia brasileira veio cada vez mais do interior do país.
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Eduardo Cananarro:
“O Brasil não vai enriquecer baseado no Agro.
O Agro contribui pouco valor agregado, não aumenta muito o PIB.
Para crescer a RENDA PER CAPITA precisamos evoluir a matriz produtiva, a la Coréia. 
Produzir bens e serviços com tecnologia para obter o alto valor agregado.
O que precisa para isto?
- educação
- investimento
- inovação
- trabalho 24x7
Se não fizer isto, o país está CONDENADO a renda média e baixa, o que quer dizer 20% vivem bem (como no 1o mundo) e 80% vivem na miséria.
Para fazer isto precisa políticas economicas que promovam educação, competição, iniciativa, estabilidade.
Vai acontecer?
Acho que não. Existem características históricas e culturais no Brasil muito fortes que impedem o esforço maciço que na Coréia foi feito por três gerações!”
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Renato Neto:
“Que análise interessante Reginaldo Nogueira  temos a região Centro-Oeste com uma alavancagem capitaneada pelo MT e a região Norte sendo puxados por estados onde o agronegócio chegou com força acelerando esta escalada veja como comporta o MATOPIBA, outro ponto importante que podemos correlacionar aqui e o desenvolvimento e melhora na infraestrutura da logística no Arco Norte, cooperando para aceleração nas regiões de maior crescimento.”
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João Patusco:
“O S e SE, além de economias mais maduras , passaram por forte desindustrialização, desde 2008.
O CO teve forte influência do agro .
Canadá e Austrália são desenvolvidos e muito fortes no setor primário, mas têm baixa população, de 20 a 30 milhões, e quase mesmas áreas do Brasil. 

Não acredito que o Brasil tenha sustentação econômica com foco apenas no setor primário. Há que ter uma indústria dinâmica na retaguarda para inovação de máquinas, equipamentos, verticalização de produtos, ou seja, “comando tecnológico “.”

Resumo da discussão: PRA

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