Segundo o nosso Guia, o supremo pai dos pobres destepaiz, o Mensalão não existiu.
De fato, o Mensalão não existiu, o e os ministros do STF, em sua grande maioria, julgaram algo que não houve.
O que houve, na verdade, foi algo muito maior, a montagem de uma imensa máquina de extração, de extorsão, de desvio, de roubo de dinheiro público e privado, uma máquina destinada a criar um enorme duto de canalização de recursos para o nosso único partido totalitário de alguma importância nestepaiz -- sim, porque os demais totalitários, o ex-PCB, o atual PCdoB e o contraditório PSOL, além de algumas pulgas ridículas, do tipo PCO, PSTU e outros ácaros, não têm muita importância --, recursos com os quais esse partido totalitário e geneticamente corrupto, além de mentalmente deformado, pretendia manter controle e monopólio sobre o poder, num estilo próximo a de outros regimes de Gulag que existiram ao longo da história, só que nestepaiz não houve e não havia condições de se ter um Gulag tropical (sorte minha, pois não?).
Bem, quanto a isso, nada ocorreu. O STF julgou, portanto, algo que não existiu, ou que era ridiculamente ridículo, se ouso dizer, totalmente desimportante, apenas a ponta do iceberg, deixando de fora do julgamento o que era realmente importante.
O nosso Guia Genial dos Povos tem, portanto, inteiramente razão.
O STF passou ao lado dos fatos.
Os únicos que acreditaram no mensalão (com minúscula, pois é realmente ridículo) foram dois funcionários do partido totalitário, que de conformidade com suas funções e tarefas absolveram os acusados. Ponto para eles, portanto, pois cumpriram com o seu dever.
Acho que o STF vai continuar julgando algo que não existiu.
E os nossos funcionários vão continuar acreditando na materialidade do mensalão e cumprindo suas funções partidárias. Parabéns aos disciplinados operários do partido, true believers de uma causa que permanece inédita nestepaiz...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
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