domingo, 11 de janeiro de 2009

1001) O mais perfeito idiota brasileiro homenageia o seu ditador favorito

O pior de tudo é que ele sequer leu o livro que está elogiando.
Más leituras à parte, um dia vai se catalogar todos os atentados estéticos, funcionais e arquitetônico que o personagem abaixo -- que pode ser considerado não apenas como o mais perfeito idiota brasileiro, mas sério candidato a idiota universal -- perpetrou contra Brasília, o Brasil e outros países, com suas construções disformes, desfuncionais e simplesmente horríveis, sem qualquer requisito de habitabilidade.
Agora mesmo, o idiota em questão pretende elevar um símbolo fálico em Brasília, mais um monumento ao desperdício, ao mau-gosto e ao uso indevido de dinheiro público. Idiotas são também aqueles que permitem que esses atentados continuem...

Quando a verdade se impõe
OSCAR NIEMEYER
Folha de S.Paulo, 11.01.2009, Tendências-Debates

Alcança enorme sucesso na Europa um livro que reabilita Stálin, figura tão deturpada e injustamente combatida pelo mundo capitalista

ESTOU NO Rio, em meu apartamento em Ipanema, alheio à agitação que hoje, 31 de dezembro, afeta toda a cidade. Recebo, pelo telefone, o abraço de fim de ano de meu amigo Renato Guimarães, lembrando-me, com entusiasmo, do livro sobre Stálin que, meses atrás, lhe emprestei. Uma obra fantástica do historiador inglês Simon Sebag Montefiore, sobre a juventude de Stálin, que tem alcançado enorme sucesso na Europa, reabilitando a figura do grande líder soviético, tão deturpada e injustamente combatida pelo mundo capitalista.
E fico a pensar como essa publicação me chegou às mãos por um amigo, o arquiteto argelino Emile Schecroun, que hoje reside na capital francesa. E vale a pena comentar um pouco da vida desse querido companheiro, que, ao ter início a luta entre a França e a Argélia, deixou o PCF em Paris, onde vivia, para filiar-se ao partido comunista argelino e combater no seu país de origem, ao lado de seus irmãos, por sua libertação. E contar como sua mulher foi torturada e ele, um dia, preso e enviado sob algemas para a França.
Duas ou três vezes por ano Emile vem ao Rio me ver. Quer falar de política, lembrar dos velhos camaradas de Paris. Às vezes eufórico, contente com o que vai acontecendo pela Europa; outras, como na última ocasião em que me visitou, preocupado com a crise que envolve o PCF, na iminência de ter que alugar um andar da sede que projetei. Tentei intervir, propondo uma entrada independente que servisse de acesso aos que vão utilizar aquele pavimento... Mas logo meu amigo reage, certo de que a situação política tende a melhorar, de que os jovens da França continuam atentos ao que passa pelo mundo, prontos a protestar contra tudo o que ofende a dignidade humana.
E volto a lembrar daquele livro, a figura de Stálin ainda muito jovem, sua paixão pela leitura, o seu interesse nos problemas da cultura, das artes e da filosofia, sempre a cantar e dançar alegremente com seus amigos.
É claro que a juventude russa já sofria a influência de escritores como Dostoiévski, Tolstói e Tchecov, a protestar contra a miséria existente, revoltados com a violência do regime czarista. Muitos, a exemplo de Dostoiévski, enviados para a prisão na Sibéria, onde durante anos ficaram detidos. Depois, como tantas vezes ocorre, a vida a levar o jovem Stálin à luta política, que, apaixonado, o ocupou até a morte.
E o livro relata as prisões sucessivas que ocorreram em plena juventude, as torturas que presenciou, enfim, tudo que marcou a sua atuação heroica na luta contra o capitalismo.
Ponho-me a folhear a obra, surpreso em constatar que o seu autor, depois de enorme pesquisa que se estendeu a arquivos da Geórgia, somente há muito pouco tempo franqueados a pesquisadores, levantou informações inéditas importantes sobre a vida de Stálin.
É bom lembrar que não se trata de autor de esquerda, mas de alguém que, pondo de lado suas posições político-ideológicas, soube interpretar uma juventude diferente, marcada pela inquietação cultural, que levou Stálin à posição de revolucionário e líder supremo da resistência contra o nazismo. Muito animado, Renato me diz que, seguindo a linha política de sua editora, esse vai ser um dos livros que com o maior interesse irá publicar.
A tarde se estende lentamente. Em breve o povo estará nas ruas a cantar -alguns esquecidos de que a miséria em que tantos vivem não se justifica, outros, como nós, confiantes em que um dia o mundo será melhor.

OSCAR NIEMEYER, 101, arquiteto, é um dos criadores de Brasília (DF). Tem obras edificadas na Alemanha, na Argélia, nos EUA, na França, em Israel, na Itália e em Portugal, entre outros países.

1000) Pausa para um pouco de humor...musical

Pérolas do vestibular para cursos de música

Nota introdutória (PRA):
Elas são, provavelmente falsas.
Devem ser obras de professores de música, frustrados por não serem DJs famosos, que passam a atribuir a alunos e candidatos essas pérolas da enciclopédia universal do conhecimento musical, que denotam, antes de mais nada, notavel espírito de conciliação.
As pérolas conciliam a mais perfeita ignorância com bom senso de humor, sentido da cronologia histórica e ritmos musicais, compositores quase esquecidos e seus modernos sucedâneos, enfim, uma salada musical que permite dois ou três minutos de elevada inspiração musical...
Para usar no próximo concerto...
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- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje.
- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.
- Handel era meio alemão, meio italiano e meio inglês.
- Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem a Pastoral, uma MOSSA que poderia ser a sua Amada IMORTAU e inspirou ele a criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu por causa disto.
- Uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas.
- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.
- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.
- A harpa é um piano pelado.
- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.
- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus".
- A importância de "Tristão e Isolda" reside no fato de que é uma música muito triste. Mais triste que a "Tristesse" de SCHOPING.
- Virtuoso no piano é um músico com muita moral.
- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.
- Música cantada por duas pessoas é um DUELO.
- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.
- Stravinsky revolucionou o ritmo com "A MASSACRAÇÃO da Primavera".
- Carlos Gomes compôs a PRÓTESEFONIA do programa de rádio "A Hora do Brasil".
- "Carmen" é uma ópera e "CARMINHA Burana" é sua filha.
- Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.
- A ópera mais Romântica é a Paixão de Mateus por Bach.
- Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as CANTADAS DI PROFANAÇÃO, que ele usou no palácio.
- Meu compositor preferido é Opus.
- Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, MAIS parece que ele não era chegado.
- Cage inventou os 4 minutos de silêncio.
- Suíte é uma música de danceterias barrocas.
- Há uma espécie de Corais feitas por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos.
- "Messias" é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.
- Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.
- O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.
- "As 4 Estações" é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.
- Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia
sido morta pela Inquisição.
- As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.
- A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.
- O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.
- Barroco é uma palavra derivada de Bach.
- Handel compôs muitas peças geniais para COURO.
- Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, ALBANBERG e WEBERG.
- Pierre Boulez e STOQUEHAUZEN são compositores contemporâneos. É raro ser contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.
- A mais bela sinfonia é a ÓDIO ÀLEGRIA

(Sorrisos desafinados...)

sábado, 10 de janeiro de 2009

999) Maquiavel revisitado: o Moderno Príncipe

Apresentação sumária de livro:
O Moderno Príncipe (Maquiavel revisitado)
Paulo Roberto de Almeida
Doutor em ciências sociais; Mestre em economia internacional; Diplomata.
CV Lattes

Resumo:
Este “Maquiavel revisitado” segue fielmente o roteiro traçado nos últimos meses de 1513 pelo pensador e diplomata florentino. A estrutura e o título dos capítulos permanecem idênticos: apenas troquei “Itália” por “nação”, em dois capítulos finais, seja para tornar a reflexão mais universal, seja para fazê-la aplicável a uma outra grande nação de tradição latina. A temática e a substância de cada um dos capítulos também permanecem relativamente similares: os problemas que angustiavam o segretario de meio milênio atrás parecem rigorosamente os mesmos, com pequenas adaptações de detalhe ou de linguagem.
As referências e o tratamento dos problemas são, contudo, inteiramente atuais, ainda que se tenha optado por um estilo e um linguajar deliberadamente “caducos”, como forma de manter um “parentesco espiritual” com a obra de meu predecessor diplomático do Renascimento. O que eu fiz, sim – e nisso me cabe o copyright, ainda que eu deva conceder os moral rights ao florentino –, foi reescrever totalmente o seu “manual de política prática” no sentido daquilo que eu penso deva determinar, hoje, a política moderna: o compromisso democrático; o cumprimento das “regras do jogo”, como diria um outro filósofo da política, Norberto Bobbio; a transparência na administração da coisa pública; a correção no manejo do pubblico denaro e, sobretudo, a honestidade intelectual, que para mim é o critério básico de qualquer ação social, independentemente da área na qual ela se insira.
Maquiavel escreveu o seu pequeno “manual” como uma espécie de guia de conduta para os governantes, mas ele se coloca bem mais do ponto de vista do Estado do que do ponto de vista dos cidadãos. Talvez se pudesse dizer, sem ostentação ou pretensões exageradas, que meu pequeno manual pretende ser uma espécie de guia de conduta para os governados e ele se coloca, mais bem, do ponto de vista dos indivíduos, que constituem, afinal de contas, o destino final de toda a ação política.

Indice
Prefácio e Dedicatória
1. Quantos são os tipos de principados e como conquistá-los
(26 capítulos, reproduzindo exatamente os temas e problemas do original de Maquiavel)
26. Exortação para tentar recuperar a nação e libertá-la dos bárbaros
Carta a Niccolò Machiavelli
Recomendações de leituras
Info: 170 páginas A4; 2,5 cm nas margens (56 mil palavras; 360 mil caracteres com espaço)

Contato com o autor:
Tels. Cel.: (61) 9208-0082 - Fax: 3347-7792
E-mail
Outros livros do autor

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

998) Samuel Huntington: in Memoriam

Por ocasião do falecimento do grande cientista social da Universidade de Harvard Samuel P. Huntington, a Foreign Affairs coloca à disposição dos leitores uma seleção de suas contribuições parea essa revista, neste link: http://www.foreignaffairs.org/background/huntington

In Memoriam: Samuel P. Huntington
April 18, 1927 — December 24, 2008

Scholar, Teacher, Friend

To commemorate the passing of Samuel P. Huntington, the preeminent political scientist of the second half of the twentieth century, Foreign Affairs has made available this selection of writings by and about him from our pages.
Selected Essays From Foreign Affairs

July 1968
The Bases of Accommodation
by Samuel P. Huntington

America and the World 1987/88
Coping with the Lippman Gap
by Samuel P. Huntington

Winter 1988/89
The US — Decline or Renewal
by Samuel P. Huntington

Summer 1993
The Clash of Civilizations?
by Samuel P. Huntington

November/December 1996
The West: Unique, Not Universal
by Samuel P. Huntington

September/October 1997
The Erosion of American National Interests
by Samuel P. Huntington

March/April 1999
The Lonely Superpower
by Samuel P. Huntington
Huntington's Books in Foreign Affairs

September/October 1997
The Soldier and the State: The Theory and Politics of Civil-Military Relations
Reviewed by Eliot A. Cohen

September/October 1997
Political Order in Changing Societies
Reviewed by Francis Fukuyama

Winter 1981/82
American Politics: The Promise of Disharmony
Reviewed by Gaddis Smith

Spring 1992
The Third Wave: Democratization In The Late Twentieth Century
Reviewed by Andrew J. Pierre

997) Forum Social Mundial: trocando as bolas

A nota abaixo foi transcrita do Boletim diário da Liderança do PT na Câmara dos Deputados, 9.01.2009.
Uma observação ou duas.
1) Diálogo apenas entre iguais, se subentende, pois os antiglobalizadores não dialogam com globalizadores, como este que aqui escreve, por exemplo.
2) O deputado Adão Pretto afirmou que: "Essa é uma oportunidade de mostrarmos que o capitalismo não é a melhor forma de governar".
O deputado está trocando as bolas: o capitalismo NUNCA foi uma forma de governo, apenas uma maneira -- mais eficiente do que outras, reconheça-se -- de produzir mercadorias, simplesmente isto.
Para formas de governar, o deputado pode escolher entre democracia popular, democracia, ditadura, totalitarismo, caudilhismo, parlamentarismo, presidencialismo, surrealismo e algumas outras, menos o capitalismo, que para isso ele é muito limitado, eu até diria totalmente sem jeito para essas coisas...
PRA

Fórum Social é oportunidade de diálogo sobre problemas do mundo, dizem petistas

Os deputados petistas Leonardo Monteiro (MG), Eudes Xavier (CE) e Adão Pretto (RS) consideraram ontem que a realização do 9º Fórum Social Mundial é uma oportunidade de integração entre os países e momento de elaborar propostas estratégias para um mundo diferente do atual. O 9º Fórum Social Mundial acontece este ano, em Belém (PA), com o tema "Um Novo Mundo é Possível". Durante seis dias o evento vai reunir ativistas de mais 150 países.

Para o deputado Leonardo Monteiro, o Fórum é um espaço importante para um amplo diálogo sobre problemas sociais do mundo. "Essa é uma oportunidade de discutirmos sobre cidadania social no mundo. É gratificante para nós, brasileiros, sermos reconhecidos como exemplo de cidadania. Os programas do governo brasileiro que combatem a fome e a pobreza têm sido elogiados pelo mundo. A expectativa para esse 9º Fórum Social Mundial é positiva", disse.

De acordo com o deputado Eudes Xavier, o Brasil é pioneiro como articulador do FSM. Eudes comentou ainda que o encontro é oportuno e deve trazer algumas soluções para a crise que o mundo vive hoje. "Além de ser importante para o nosso País sediar esse fórum, espero que o encontro faça propostas que busquem uma melhor condição de vida para toda sociedade civil", afirmou.

O deputado Adão Pretto afirmou que a questão do meio ambiente e o aquecimento global são temas com necessidade urgente de discussão. "O mundo precisa dar uma importância especial a esses assuntos. Do contrário, teremos um colapso global e temos toda condição de evitar isso", destacou.

Ele disse ainda que outro ponto a ser debatido no fórum, a crise financeira mundial, será discutido com profundidade. "Essa é uma oportunidade de mostrarmos que o capitalismo não é a melhor forma de governar", defendeu.

O Fórum Social Mundial será realizado do dia 27 de janeiro ao dia 1° de fevereiro. Algumas atividades serão realizadas nas tendas temáticas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Federal Rural da Amazônia (UFRA).

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