O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

domingo, 21 de abril de 2013

Uma desgraca nacional a caminho de ser oferecida universalmente: Lula e Bono

Não, não vou falar do Mensalão e da sua nova etapa, envolvendo desta vez o chefe de todos os chefes, inclusive porque já estou convencido da culpa do chefe e certo de que ele escapará incólume desse pequeno percalço em sua trajetória de sucesso histórico, mesmo sendo uma das maiores fraudes da história do Brasil.
Deixo isso de lado, para fazer apenas uma previsão imprevisível.
A principal herança maldita deixada pelo lulo-petismo para a economia e a sociedade brasileiras, o curral eleitoral que se chama Bolsa-Família corre o risco de ser universalizado, por obra e graça do principal promotor, agora reforçado por um desses cantores de sucesso, que como muitos de seus congêneres é tão idiota em temas econômicos e sociais como certos Prêmios Nobel literários.
Seria a disseminação do keynesianismo de botequim, levando a humanidade a ser um pouco mais parecida com o Brasil: uma classe média trabalhadora e uma massa indistinta de assistidos sociais, cada vez mais numerosa e dependente das prebendas oficiais. Ou seja, um desastre completo.
Essa, com a outra idiotice do "freirismo pedagógico", parece ser nossa contribuição para piorar o mundo...
Paulo Roberto de Almeida


Mensalão

Em Londres, Lula foge de perguntas sobre mensalão

Ex-presidente teve agenda de eventos, com palestras e reunião com o cantor Bono, da banda U2, e com o executivo Mansour Ojjeh, da MacLaren

Lula encontra Bono, em Londres
Lula e o cantor Bono, em Londres. Ex-presidente não fala sobre o mensalão (Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve nesta terça-feira seu tradicional silêncio quando questionado sobre escândalos ocorridos durante o seu governo. Em visita a Londres, Lula se recusou a comentar o pedido de abertura de inquérito feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal à Polícia Federal para investigar as acusações de ter intermediado o repasse de 7 milhões de reais de uma fornecedora da Portugal Telecom ao PT. "Não vou falar sobre isso", disse.
A frase foi dita pelo ex-presidente durante a abertura de uma exposição do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado no Museu de História Natural de Londres. Após se negar a responder aos jornalistas sobre a abertura de inquérito para apurar seu envolvimento no mensalão, seguranças do ex-presidente barraram repórteres, impedindo novas perguntas sobre o tema.
Mais cedo, Lula fez uma palestra em evento do Banco BTG e teve um encontro com o cantor Bono, da banda U2, e com o executivo Mansour Ojjeh, da empresa automobilística MacLaren. Com o cantor, Lula falou sobre o plano de Bono de um "Bolsa Família mundial" . O conteúdo da conversa com o empresário não foi divulgado.
Investigação - A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu na última sexta-feira à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar a acusação do empresário Marcos Valério,segundo a qual o ex-presidente Lula teria negociado, no início de seu mandato, repasses para o PT com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom. É o primeiro inquérito aberto formalmente para investigar o conteúdo do depoimento que Valério prestou à Procuradoria Geral da República, em setembro do ano passado. Além de Lula, o ex-ministro Antonio Palocci Filho também é citado no caso. A Polícia Federal recebeu o pedido na segunda-feira . 
As novas acusações contra Lula surgiram no ano passado, na fase final do julgamento do mensalão. Já condenado, o publicitário Marcos Valério resolveu contar ao menos parte do que sabe ao Ministério Público. Ele disse que o então presidente não só sabia da engrenagem criminosa como se envolveu diretamente na montagem do esquema.
Postar um comentário