A revista Foreign Policy e o Fund for Peace acabam de anunciar a divulgação do Indice dos Estados Falidos para 2009, neste link.
Ainda não tive tempo de examinar detalhadamente esse novo relatório, e de avaliar a posição do Brasil em seus diversos elementos de rankeamento. Quando o fizer, não deixarei de postar aqui minhas observações e comentários.
En attendant, permito-me relembrar que, quando da segunda edição desse importante esforço de análise qualitativa, em 2005, escrevi um trabalho comentando os resultados em geral, e os indicadores para o Brasil em particular, criticando inclusive sua metodologia pouco adequada à nossa realidade.
Esse trabalho foi publicado no boletim eletrdônico Via Política, e reproduzo aqui sua parte inicial.
O Brasil no índice dos Estados falidos
Uma reflexão sobre sua posição relativa aos critérios de “falência”
Por Paulo Roberto de Almeida
A revista Foreign Policy e The Fund for Peace (dos EUA) passaram a divulgar, a partir de 2005, um índice de “estados falidos”, ou seja, dos países incapazes de se manterem dentro da normalidade política, econômica ou social. Esse índice foi elaborado a partir de doze critérios sociais, econômicos, políticos e militares, ponderados em função de um sofisticado modelo quantitativo desenvolvido pelo Fundo para a Paz (ver o estudo neste link).
No plano mundial, os países que encabeçam o ranking dos Estados falidos são o Sudão, a República Democrática do Congo (antigo Zaire), a Costa do Marfim (que antigamente preferia ser chamada pelo seu nome francês de Côte d’Ivoire), o Iraque e o Zimbábue. Uma seleção desse estudo, restrita aos países latino-americanos, foi elaborada pelo boletim espanhol Red Electronica de Relaciones Internacionales, transcrita em meu blog “Diplomatizando”, que remete às fontes originais de informação.
Para ler a sequência deste meu trabalho, clique neste link.
Aguardem meus comentários sobre o novo Indice.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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