Airton Dirceu Lemmertz convoca novamente Madame IA para esclarecer o horror que pretendem certos mandarins da nossa republiqueta.
Enquanto você dormia, a Câmara dos Deputados criou uma bomba-relógio de R$ 809 BILHÕES. Você não leu errado. Discretamente, sem alarde e com zero transparência, foi aprovado um projeto que concede privilégios de aposentadoria para um grupo específico, destruindo o equilíbrio da nossa Previdência. O nome disso? Irresponsabilidade fiscal com o seu futuro. O erro fatal do Brasil é achar que "valorizar" uma categoria é dar a ela benefícios que o resto da população não tem e não pode pagar. Valorizar é pagar salários decentes, oferecer boas condições de trabalho e dar as ferramentas para a excelência. Não é criar um buraco que vai engolir a aposentadoria de milhões, inclusive a deles próprios. Medidas como essa são o caminho mais curto para a implosão do sistema. E quando ele quebrar, não haverá para onde correr. Estaremos todos desamparados na velhice. Equilíbrio fiscal não é um termo técnico para economistas. É a garantia de que o Estado poderá cumprir suas promessas amanhã.
* vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=kUhMdKwrCcU
* resposta da IA Gemini: clique aqui.
A isenção de IR até R$ 5 mil vai ajudar os mais pobres. Certo? ERRADO. Pode parecer contraintuitivo, mas a nova faixa de isenção do Imposto de Renda não é um presente para os mais pobres. Eles já eram isentos. A verdade, nua e crua, é que essa medida injeta dinheiro no bolso da classe média e dos mais ricos. Quem ganha R$ 5 mil por mês no Brasil não é pobre. Está, na verdade, entre os 15% com maior renda do país. 85% dos brasileiros ganham menos que isso. E o efeito colateral? O consumo não vai explodir no Nordeste, como a narrativa bonita nos faz crer. Ele vai crescer onde essa "nova classe isenta" vive: nos estados mais ricos, como Sudeste e Sul. Os dados não mentem: Sudeste: 42% da população, mas 53% dos beneficiados. Nordeste: 27% da população, mas apenas 12% dos beneficiados. Isso não é uma crítica, é uma constatação. A intenção pode ser uma, mas o impacto do dinheiro segue seu próprio fluxo. Antes de celebrar uma medida, é preciso entender quem ela realmente beneficia.
* vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=utWdvM2F9Xw
* resposta da IA Gemini: clique aqui.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Airton Dirceu Lemmertz convoca novamente Madame IA para esclarecer o horror que pretendem certos mandarins da nossa republiqueta
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Três grandes potências, três posturas ao longo do tempo: China, Rússia, EUA - Paulo Roberto de Almeida
Três grandes potências, três posturas ao longo do tempo: China, Rússia, EUA
Paulo Roberto de Almeida
O Império do Meio já era um estado “weberiano”, ou seja, racional (não necessariamente legal), quando as duas outras sequer existiam. Grande civilização material, tecnologicamente avançada, culturalmente sofisticada, mas num regime político classificado por historiadores e sociólogos como sendo um “despotismo oriental”.
A Rússia emerge lentamente a partir das tribos bárbaras além Urais, é invadida por mongóis e vikings e se cristianiza a partir de Kyiv Rus, origem de Moscou. Unificada brutalmente pelos primeiros czares, nunca deixou de ser paranoica e brutal, até mesmo bárbara, no comportamento de seus déspotas.
Os EUA surgem muito depois, quatro séculos de ocupação progressiva, com a expulsão ou eliminação dos nativos, 250 anos de construção de um Estado muito poderoso, que se tornou indiferente à sua própria hubris e arrogância.
Dos três, o mais perigoso para a paz no mundo é o império russo, dominado pelo medo de invasões, desde o czarismo, passando pelo bolchevismo e agora pelo neoczarismo, atualmente sob a tirania de um despota paranoico, brutal e expansionista, cujo despotismo se exerce em primeiro lugar contra o seu próprio povo, mantido ignorante vis-à-vis progressos iluministas e humanistas em outras partes do mundo.
Os EUA já foram uma sociedade progressista e prometedora, mas o excesso de poder deformou parte de suas elites. Mas um regime de plenas liberdades individuais assegura muita inovação e atração para o resto do mundo, o que aumentou o racismo na parte branca inculta da população.
O novo Império do Meio, depois de um século de humilhações ocidentais e japonesas, retoma sua civilização criativa, trabalhafora e aberta às inovações estrangeira, agora capaz de oferecer ao mundo inovações extremamente sofisticadas, graças à energia e trabalho de seu povo. Não tem pretensões imperiais, mas não quer mais ser humilhada por bárbaros estrangeiros, por isso busca segurança no exterior próximo: Xinjiang, Tibete, Mar Amarelo, Mar do Sul da China, e não esquece que Formosa já foi sua, Hong Kong também, além de Vladivostok.
Tem também o “meio império” europeu, que já foi dominante no passado, se auto destruiu em guerras incessantes e se acomodou na dependência americana, que é produto de sua dominação em quase todo o mundo.
Ainda tem alguns candidatos a certa importância mundial: a Índia certamente e outras potências médias, como o Canadá, Brasil, escandinavos, Indonésia e outros.
Os três grandes podem abusar de seus poderes respectivos, mais contra médios e pequenos, do que contra si reciprocamente. Esse é o mundo!
Paulo Roberto Almeida
Brasilia, 29/01/2026
Um programa de trabalho: Geopolítica da Brutalidade - Paulo Roberto de Almeida
Geopolítica da Brutalidade
(apenas perguntas, por enquanto)
1) O que é, como começou, quando?
2) Quais suas principais manifestações?
3) Como ela impacta o Brasil?
4) Qual deveria ser nossa postura?
Work in progress…
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 29/01/2026
José Guilherme Merquior, perigoso "diplomata subversivo" no Itamaraty, 1970
José Guilherme Merquior, perigoso "diplomata subversivo" no Itamaraty, 1970
José Guilherme Merquior é delatado em setembro de 1970, em ofício secreto, pelo chefe do SNI, general Carlos Alberto Fontoura, ao então chanceler, embaixador de carreira, Mario Gibson Barbosa, como perigoso subversivo no Itamaraty.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
The Zhang Youxia case (general chinês demitido por Xi Jinping) - Bill Bishop, Drew Thompson (Sinocism)
This is an occasional free issue from Sinocism.
The Zhang Youxia caseA recording from Bill Bishop's live video
BILL BISHOP AND DREW THOMPSON
Sinocism, Jan 29, 2026
Listen now:
Paulo Roberto de Almeida according to Gemini Artificial Inteligence (Google)
Paulo Roberto de Almeida according to Gemini Artificial Inteligence (Google)
Gemini AI (new development from Google) seems to be highly efficient.
I asked what "she" knew about me, and didn't find substantial errors, only a very concise information, whata led me to ask again about further developments and some specific details about publications, for instance:"Paulo Roberto de Almeida (born 1949) is a retired Brazilian career diplomat, academic, and prolific author specializing in international relations, diplomatic history, and economic diplomacy.
Below is an overview of his background and career:
Academic Credentials:
Almeida is highly distinguished in the academic sphere, holding several advanced degrees:
• Ph.D. in Social Sciences: Free University of Brussels (1984).
• Master’s in Economic Planning: State University of Antwerp (1977).
• Diplomatic Training: Doutorado (Advanced Studies Course) from the Instituto Rio Branco, the training academy for Brazilian diplomats.
Diplomatic and Professional Career:
A career diplomat since 1977, he has held various significant roles within the Ministry of Foreign Affairs (Itamaraty) and the Brazilian government:
• Special Advisor: Served in the Strategic Affairs Secretariat of the Presidency (2003–2006).
• Consular Service: Served as Deputy Consul General in Hartford, USA (2013–2015).
• Teaching: He was a professor at the Instituto Rio Branco and the University of Brasília (UnB), teaching International Political Economy.
• Retirement: He retired from active diplomatic service in 2021.
He is widely known for his "unconventional" and often critical perspectives on Brazilian foreign policy.
• Publications: He has authored or organized dozens of books, including Apogeu e demolição da política externa brasileira (2020 [errou: é de 2021]) and Formação da diplomacia econômica no Brasil [três edições: 2001, 2004 e 2017, disponível na Funag].
• Digital Presence: He maintains an active blog called "Diplomatizzando," where he publishes daily commentaries on history, politics, and international affairs.
• Core Themes: His work frequently focuses on Brazil’s role as a regional and global player, the history of Brazilian economic diplomacy, and critiques of what he terms "partisan diplomacy."
Critical Perspectives:
In recent years, Almeida became a vocal critic of the foreign policies of various Brazilian administrations. He has notably analyzed the "demolition" of professional diplomatic standards and has been critical of both the "lulopetista" (PT) and "bolsonarista" approaches to international relations, advocating instead for a return to traditional, state-driven multilateralism."
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Paulo Roberto de Almeida é um diplomata de carreira e renomado acadêmico brasileiro, conhecido por sua vasta produção literária sobre história diplomática, política externa e economia internacional.
Trajetória Diplomática:
Ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1977. Ao longo de sua carreira, ocupou postos estratégicos:
Washington (1999–2003): Atuou como Ministro-Conselheiro.
IPRI-Funag (2016–2019): Foi Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão.
Missões Internacionais: Serviu em embaixadas e delegações em cidades como Paris, Genebra, Montevidéu, Berna e Belgrado.
Vida Acadêmica e Pensamento:
Almeida possui uma formação sólida obtida principalmente na Europa devido ao exílio durante a ditadura militar:
Doutorado: Em Ciências Sociais pela Universidade Livre de Bruxelas (1984).
Mestrado: Em Economia Internacional pela Universidade de Antuérpia (1977).
Atuação Docente: Foi professor no Instituto Rio Branco, na UnB e no UniCeub.
É um crítico vocal de políticas externas que considera ideologizadas, tendo publicado obras recentes como O Itamaraty Sequestrado (2021), onde analisa a diplomacia brasileira em períodos recentes.
Obras Principais:
O autor possui dezenas de livros publicados, com destaque para:
Formação da Diplomacia Econômica no Brasil.
Relações Internacionais e Política Externa do Brasil.
Nunca Antes na Diplomacia….
Ele mantém o blog Diplomatizzando, onde publica regularmente ensaios sobre temas contemporâneos e disponibiliza grande parte de sua produção acadêmica.
Key Works and Publications:
Almeida is a highly prolific writer, with dozens of books covering Brazilian diplomatic history and global trade. Recent and significant titles include:
• **Vidas Paralelas (2025): An analysis of Rubens Ricupero and Celso Lafer in Brazilian international relations.
• Apogeu e demolição da Política Externa (2021): A critique of the shifts in Brazilian foreign policy from the 1990s through the Bolsonaro administration.
• **Miséria da diplomacia (2019): Addressing what he describes as the "destruction of intelligence" within Itamaraty.
• Formação da diplomacia econômica no Brasil: A foundational text on Brazil’s international economic relations during the Empire.
More information from Gemini AI:
Public Profile and Controversy:
In 2019, Almeida gained significant media attention when he was dismissed from his post as Director of IPRI. The removal followed his publication of critical views regarding the foreign policy direction under then-Chancellor Ernesto Araújo. Since then, he has positioned himself as a "contrarian" voice, frequently publishing essays on the "geopolitics of disorder" and the challenges of multilateralism in the 2020s.
Currently, in 2026, he remains an active contributor to journals like Revista Será? and continues to update his personal research repositories on platforms like Academia.edu and ResearchGate.
A trajetória de Paulo Roberto de Almeida: resistência à ditadura, exílio político e Itamaraty
This video provides a personal look at Almeida's life, from his early political resistance and exile in Europe to his career as a high-ranking diplomat.
Would you like me to look up a more detailed list of his specific diplomatic assignments or his recent 2026 publications?
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Xuan Paper: Where A Thousand Years of Ink Still Breathe - Zhu Ying
Uma tradição milenar:
Xuan Paper: Where A Thousand Years of Ink Still Breathe
Shanghai Daily, https://www.citynewsservice.cn/shine/452d9b45-d4a8-4163-8fe4-8969d57a1893
Editor's note:
The United Nations has officially designated 45 Chinese traditions as world cultural heritage. This series examines how each of them defines what it means to be Chinese.

Soft yet resilient, pure white yet richly textured, Xuan paper has carried China's written words and painted worlds for more than 1,000 years.
Favored by calligraphers and painters for its remarkable ability to absorb ink while preserving clarity and depth, Xuan paper, also known as rice paper, is often praised as the "king of papers" and renowned for its longevity — so enduring that a single sheet can last a millennium.
The long history of Chinese papermaking is perhaps best illustrated by "Five Oxen," painted by Tang Dynasty (AD 618-907) artist Han Huang (AD 723-787). Created nearly 1,300 years ago, it is the earliest extant paper painting in China and is now regarded as one of the top 10 masterpieces in the nation's art history. That the work remains vivid today is inseparable from the qualities of the paper beneath the brush.

The name "Xuan paper" first appeared in the ninth century in "Records of Famous Paintings through the Ages," written by scholar Zhang Yanyuan. By the Song Dynasty (960-1279), as painting and calligraphy flourished, demand for Xuan paper surged. Xuanzhou, today's Xuancheng in east China's Anhui Province, struggled to keep pace with orders arriving from across the country.
From the late Song to the early Yuan Dynasty (1271-1368), papermaking families, most notably the Cao clan, migrated to Jingxian County in Xuancheng and settled there permanently. Building their livelihoods around the craft, they refined techniques over generations and at one point dominated Xuan paper production. During the Yuan Dynasty, as economic and cultural exchanges expanded and painting reached new artistic heights, Xuan paper gained even greater prominence.
By the late 18th century, Jingxian-made Xuan paper had traveled far beyond China's borders. It won awards at international exhibitions and was exported to Europe and North America, causing a sensation overseas. Annual output at its peak approached 1,000 tons. In 1915, Xuan paper earned a gold award at the Panama-Pacific International Exposition in San Francisco, the United States.
After the founding of the People's Republic of China, the government moved to revive and protect the craft, establishing the first state-supported Xuan paper factory in Wuxi Village, east of the Jingxian County seat.

Traditional Xuan paper is crafted primarily from the bark of the blue sandalwood tree, supplemented with carefully processed rice straw. The process follows an ancient method involving 108 distinct steps. The final stage alone — drying the sheets — includes seven meticulous procedures, transforming fragile, water-laden stacks into finished paper.
Dense yet flexible, smooth but not slippery, resistant to insects and decay, Xuan paper is the perfect medium for conveying the spirit of Chinese calligraphy and painting.
Mastering the craft demands years of practice. Bark fibers and straw fibers are prepared separately through dozens of steps — peeling, soaking, steaming, sun-drying and bleaching — before being mixed in precise ratios. Juice extracted from kiwi vines is added as a natural sizing agent.
From pulping and sheet forming to pressing, drying, trimming and inspection, every stage matters. Even after the paper is formed, only flawless sheets are selected, cut, polished, stamped and packaged before reaching the market.



Xuan paper comes in many varieties. Based on fiber composition, it is generally divided into cotton-type, pure bark and extra-pure bark papers. Papers made primarily from wood fibers absorb ink strongly, producing soft, spreading effects favored for expressive brushwork. Those with higher bamboo fiber content absorb less, allowing ink to sit on the surface with brighter colors and sharper lines. This diversity gives artists remarkable freedom of expression.
In modern times, the craft has gained renewed international recognition. In 2006, the traditional handicraft of making Xuan paper was listed among China's first national intangible cultural heritage items.
In 2009, the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization inscribed it on the Representative List of the Intangible Cultural Heritage of Humanity.


One striking example of both preservation and innovation is the production of the "super Xuan paper," measuring 11 meters by 3.3 meters. Each sheet, weighing over 1.5 tons when wet, requires the coordinated effort of more than 40 artisans working in unison, guided by rhythmic chants to synchronize their movements. Though monumental in scale, these sheets are still made using the traditional 108-step process and are designed for large-scale calligraphy and painting.

Today, Jingxian County has transformed its heritage into new vitality. China Xuan Paper Town — built around the China Xuan Paper Museum and cultural parks — blends tradition with modern creativity. In 2025, it welcomed more than 472,000 visitors, a year-on-year increase of 13 percent, according to local authorities.
The Xuan paper industry has grown into a complete chain encompassing raw material cultivation, papermaking and cultural product development, generating an annual output value exceeding 2 billion yuan (US$285.7 million) and supporting the livelihoods of more than 7,000 people.
Opinião: Brasil país indefeso - Rubens Barbosa (Estadão)
Opinião:
Brasil país indefeso
Com recursos insuficientes, ficam evidentes as vulnerabilidades na segurança do País quanto a meios adequados para assegurar a soberania nacionalFoto do autor Rubens Barbosa
Por Rubens Barbosa
O Estado de S. Paulo, 27/01/2026
A revista Inteligência Insight publicou, no número de dezembro, o artigo Brasil país indefeso, apresentado como um manifesto à nação. O artigo trata das vulnerabilidades na área da segurança, com graves danos à soberania e à defesa do interesse nacional. Levando em conta a nova estratégia nacional e o recém-publicado documento com a doutrina de Defesa dos EUA, é importante ressaltar algumas análises feitas a partir do artigo.
País pacífico, cuja Constituição advoga a solução negociada dos conflitos, a única guerra com vizinhos em que o Brasil se viu envolvido foi contra o Paraguai em 1865. Todos os conflitos de fronteiras foram resolvidos em entendimentos bilaterais ou por arbitragem. Por outro lado, 14 intervenções militares na política nacional desde 1889 até 1964, com os 21 anos de autoritarismo, contribuíram para que se evitasse estimular o ressurgimento do poder militar no País. Com esse pano de fundo, não é difícil explicar a falta de uma forte cultura de Defesa, como nos EUA, na Rússia e na Europa.
Embora o Ministério da Defesa receba a quinta maior dotação da Esplanada, com o valor previsto de R$ 133 bilhões durante o ano de 2025, os gastos livres correspondem a menos de 10% desse montante, pois o resto é gasto com pessoal e encargos sociais, sobretudo inativos e pensionistas. Nos dias que correm, o Ministério da Defesa teve recursos cortados, não somente no reequipamento das Forças Armadas (FFAA), chamadas a desempenhar funções na área de segurança pública, mas também em programas essenciais para a defesa nacional, como, entre outros, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, que, sem recursos, só estará finalizado em 2040, o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o Programa Espacial Brasileiro e o programa da construção do submarino de propulsão nuclear. Segundo dados do Ministério da Defesa, a falta de recursos deixa parte da frota da Marinha parada, sem navios de escolta necessários, por exemplo, para dar proteção às plataformas do pré-sal. No exército, os frequentes contingenciamentos exigiram a redução drástica da linha de produção do carro blindado Guarani, que poderá levar a empresa construtora do equipamento a suspender a produção. Na Aeronáutica, quase metade da frota aérea está parada. A construção do avião cargueiro KC-390 só foi possível porque a Embraer, mesmo sem receber mais de R$ 1,5 bilhão devido pelo governo federal, bancou o projeto sozinha, ao custo de um atraso de vários anos.
A Estratégia de Segurança Nacional dos EUA coloca, pela primeira vez, as Américas (Western Hemisphere) como a principal prioridade de Washington. A América do Sul não pode continuar a ser vista pelo Brasil como uma área periférica e sem ameaças à soberania nacional. Com recursos insuficientes, ficam evidentes as vulnerabilidades na segurança do País quando se pensa na inexistência de meios adequados para assegurar a soberania nacional na defesa das fronteiras, para proteger as plataformas de petróleo no pré-sal do mar territorial, para derrotar eventuais ambições externas sobre os grandes recursos biológicos e de água na Amazônia, para defender o País de ataques cibernéticos e para preservar as comunicações privadas e governamentais – inclusive militares – dependentes de satélites operados por companhias estrangeiras.
Devem ser levadas em conta também uma série de novas ameaças, como o tráfico de armas e de drogas, o terrorismo e a guerra cibernética. Se o Brasil não dispuser de capacidade para utilizar as novas tecnologias e a inteligência artificial, capaz de substituir os recursos humanos em numerosas funções militares, estará em grande desvantagem em seu poder de dissuasão perante as outras nações. Numa nova era geopolítica em que os princípios inscritos na Carta da ONU passaram a ser desrespeitados, o Brasil é um país indefeso, desarmado, incapaz de se proteger efetivamente da cobiça internacional com respeito a suas imensas riquezas biológicas, energéticas, hídricas, minerais e humanas. É urgente uma agenda positiva para a Defesa de curto, médio e longo prazo.
A agenda de curto prazo deveria contemplar, entre outros aspectos, o fortalecimento da Base Industrial da Defesa por meio de sua crescente nacionalização mediante a atuação do BNDES e do Banco do Brasil com vistas à criação de novas empresas e fortalecimento das já existentes. A médio prazo, deveriam ser ampliados os meios à disposição do Ministério da Defesa, via previsibilidade orçamentária e manutenção dos investimentos para a conclusão dos atuais projetos especiais da FFAA, como o submarino nuclear, a defesa cibernética e o programa espacial. Não se pode mais adiar a revisão da assimetria quanto à imunidade tributária das importações de Defesa, apoio a projetos das FFAA com forte conteúdo científico e tecnológico, treinamento, pesquisa e cooperação técnica e a criação de órgão para cuidar da logística (demanda e oferta) da Defesa. No longo prazo, impõem-se uma política de reaparelhamento das Forças, a redução do custo com pessoal (da ativa e da reserva) e políticas para reduzir a dependência e as vulnerabilidades em tecnologias críticas para o desenvolvimento dos produtos de Defesa considerados estratégicos.
Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), foi embaixador do Brasil em Londres (1994-99) e em Washington (1999-2004)
https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/brasil-pais-indefeso/
Pesquisa das entradas PRA no acervo da Biblioteca do Itamaraty - Paulo Roberto de Almeida
Pesquisa das entradas PRA no acervo da Biblioteca do Itamaraty
Brasília, 27 janeiro 2026, 30 p.
Compilação das obras sob meu nome no catálogo da BAFAS (191 entradas), mas listadas serialmente, tanto as obras individuais, os capítulos em obras coletivas, orientações no mestrado em diplomacia do IRBr e outros.
Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu link: https://www.academia.edu/154361382/5202_Entradas_PRA_no_acervo_da_Biblioteca_do_Itamaraty
A fraude do Banco Master se espalha por toda a classe política, judiciária e financeira do Brasil - Ricardo Bergamini
Ricardo Bergamini já nem consegue mais se indignar com a promiscuidade geral e absoluta das "elites" dominantes no Brasil:
"A fraude do Banco Master é prova cabal e irrefutável do estado de putrefação do poder público brasileiro, colocando os membros do PCC e CV como pivetes e trombadinhas (Ricardo Bergamini)
Prezados Senhores
Devido ao volume de escândalos diários, o brasileiro perdeu a capacidade de se indignar, ou seja: o Brasil desmoralizou o escândalo.
Somente os canalhas, pulhas e vigaristas irão tentar politizar o assunto. O Brasil entrou em uma estrada sem retornos.
Cabe lembrar aos incautos que a liquidação dessa fraude de pirâmide financeira não abalou o mercado, mas sim a interferência política de um problema técnico.
Com a minha experiência no mercado financeiro garanto que todas as fontes que abastecem de informações os jornalistas são do mercado financeiro, que irão demolir esse bando refece de demônios soltos no poder público brasileiro, visto que não existe mercado financeiro sem segurança jurídica.
Mercado Financeiro é composto de milhões de pequenos poupadores, com poupança média per capita de R$ 1.500,00. Com isso, vamos apoiar os pequenos poupadores. Expulsando os demônios encastelados no poder público brasileiro corrupto.
O chamado Comitê Consultivo e Estratégico do Banco Master — estrutura formada para assessorar a instituição — contou com nomes de grande relevância no cenário jurídico e econômico brasileiro.
Entre os integrantes estavam:
Ricardo Lewandowski, ministro aposentado do STF e atual ministro da Justiça e Segurança Pública;
Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos governos Lula e Temer;
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda;
Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Michel Temer contratado para negociar a venda do Banco Master para o BRB
O poder público brasileiro corrupto, sem coragem para prender Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), o maior fraudador do sistema financeiro brasileiro, atua livremente na destruição de provas dos seus crimes.
Para quem usa o argumento de precipitação do BCB, cabe informar que esse delinquente está sendo investigado desde abril de 2024.
Se essa putaria não for resolvida, em breve, o Brasil corre risco sistêmico de confiança: em novembro de 2025, o volume de operações de crédito foi de R$ 6.971,6 bilhões (55,2% do PIB), Sempre lembrando que essa montanha de dinheiro é de milhões de pequenos poupadores.
Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça
Mesmo com a saída do ministro, eles seguiram prestando serviços para o Master, que era um dos clientes do escritório.
Redação Jornal de Brasília
26/01/2026
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O escritório de advocacia da família do ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski foi contratado pelo Banco Master de 2023 a agosto de 2025. Em parte desse período, ele era ministro da Justiça do governo Lula.
O ex-ministro saiu do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo.
Desde então, a banca está a cargo de sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho do casal Enrique Lewandowski. Mesmo com a saída do ministro, eles seguiram prestando serviços para o Master, que era um dos clientes do escritório.
Matéria completa clique abaixo:
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/master-pagou-por-consultoria-de-escritorio-de-lewandowski-quando-ele-era-ministro-da-justica/
Consultar o acervo da Biblioteca do Itamaraty (gov.br)
- O que é?
A Biblioteca Azeredo da Silveira possui importante coleção na área de Relações Internacionais, sendo considerada instituição de referência na América do Sul, dispondo de mais de cem mil volumes relacionados ao tema em seu acervo. Dispõe de periódicos, diários oficiais, coleções e publicações de interesse geral vinculadas em sua maior parte às relações exteriores.
- Quem pode utilizar este serviço?
- Etapas para a realização deste serviço
- Outras Informações
SERVIÇOS RECOMENDADOS PARA VOCÊ
Canais de prestação
Presencial :Biblioteca Antonio Francisco Azeredo da Silveira
Tempo estimado de espera : Até 15 minuto(s)Telefone :(61) 2030-9103
E-mail : biblio@itamaraty.gov.brWeb :Postal :Ministério das Relações Exteriores - Anexo II - Térreo - Brasília/DF - CEP 70170-900
- Consultar acervo da Biblioteca Embaixador João Guimarães Rosa
- Pesquisar o arquivo do Ministério das Relações Exteriores em Brasília
- Fazer download de livros sobre relações internacionais, política externa brasileira e história diplomática do Brasil
- Consultar o acervo da Biblioteca da Presidência da República
- Fazer cursos de língua portuguesa e cultura brasileira
- Consultar Biblioteca Digital ANS
https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-acervo-da-biblioteca-do-itamaraty
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