terça-feira, 21 de abril de 2026

Não a uma nova submissão abjeta ao imperador demencial - Paulo Roberto de Almeida e Washington Post

Permito-me repostar uma recente reflexão “reflexiva” a partir do WP, pois considero essa ameaça a mais perigosa para a democracia no Brasil. Mais do que tudo, porém, a principal catástrofe para o Brasil seria a repetição da abjeta submissão de nossa política externa e de nossa diplomacia a um desequilibrado dirigente estrangeiro que se crê o “imperador” do mundo. Os bolsonaristas já demonstraram que pretendem seguir DJT em todos os seus desejos e intenções unilaterais: isso é simplesmente INACEITÁVEL no plano da soberania nacional. PRA

A iniciativa de APAGAR a história do golpismo trumpista, em 6 de janeiro de 2021, assim como de reescrevê-la uma vez no poder, vai se repetir no Brasil em relação ao 8 de janeiro de 2023 se os GOLPISTAS bolsonaristas voltarem ao poder em 2027.
Vamos permitir essa ignomínia politica e esse estupro da História?
Paulo Roberto de Almeida

“In his second term, President Trump has doubled down on efforts to rewrite the story of the Jan. 6, 2021, attack on the U.S. Capitol.
This week, he moved to vacate some of the last remaining and most serious criminal convictions stemming from the riot.” (WP, April 17, 2026)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Walmyr Buzatto, sobre a China e o livro da historiadora Carmen Licia Palazzo

 Do Walmyr Buzatto:

CHINA - Uma viagem (ou duas?) 

Vo começar com um pouco de retrospectiva, mas quem não tiver paciência pode pular para o parágrafo seguinte, não vai perder muito. É que eu gosto de dar o contexto, e muita gente não tem tempo para isso. Bem, vamos lá: eu, como engenheiro eletrônico, especialidade computação (de uma época em que um computador enchia uma sala refrigerada e tinha menos poder de computação que o relógio de pulso que uso hoje), sempre fui ligado no assunto das redes de comunicação, bem antes da internet. Na década de 80 tive minhas primeiras experiências com computação pessoal; na década de 90 a primeira vivência de redes (ainda antes da internet, mas já conversando em BBS - os bulletin board systems, onde você se ligava com um modem e linha discada a um servidor e compartilhava arquivos a papeava com pessoas online); depois a internet, ICQ, Orkut, etc, até chegar, já na primeira década do século XXI ao Facebook, onde acabei criando raízes e meio que ‘parei no tempo’. Não entrei a fundo no Instagram e no Twitter (mas fechei minha conta assim que Elon Musk o comprou e mudou o nome); achei um ‘modus vivendi’ que me satisfaz no Facebook, encontrei antiga amizades perdidas, fiz novas amizades e é disso que vou falar a seguir.

Pronto, se você chegou aqui lendo o parágrafo anterior, parabéns; se veio direto pelo atalho, não tem problema. O importante vem agora.

Fiz muitos amigos no Facebook, a maioria nem conheço pessoalmente, mas sinto grande afinidade com a maioria deles. Verdade que mantenho minha página fechada, uma quase bolha só para amigos, e estes escolho com cuidado. OK, e entre esses amigos tenho Carmen Lícia Palazzo, historiadora, casada com o diplomata Paulo Roberto de Almeida, também meu amigo. Um dia ainda vou pegar um avião e ir a Brasília conhecê-los pessoalmente. Aprendo muito com os dois e respeito o conhecimento deles, com uma educação superior que me faz, às vezes, arrepender de não ter seguido uma carreira de humanas. Carmen Lícia é expert na cultura chinesa e acaba de lançar um livro sobre suas viagens naquele país, que fez no período em que moraram lá por ocasião de uma feira internacional em Shanghai, onde Paulo organizou o pavilhão brasileiro. Acabei de ler o livro em edição Kindle e preciso recomendá-lo fortemente a quem se interessa pela China.

Como falei, conheço - virtualmente - o casal há alguns anos (o tempo passa rápido!) e, quando minha afilhada, médica formada no ano passado, me desafiou a acompanhá-la a Shanghai para uma apresentação que ela ia fazer num congresso médico, caso seu ‘paper’ fosse aceito, minha resposta imediata foi ‘Claro!’. Conheço o trabalho dela, uma pesquisa inédita relacionando a ocorrência de epilepsia em pacientes submetidos a cirurgia crânio-facial (me perdoem a falta de termos mais técnicos), e também sei do empenho dela quando se dedica a uma tarefa. Eu já tinha estado na China brevemente, em 2007, numa visita muito rápida a Beijing para visitar uma feira de máquinas operatrizes, e o que eu vi naquela época não me surpreendeu muito, tirando o trem-bala entre o aeroporto e o centro da cidade. Após me comprometer com a resposta positiva, eu imediatamente entrei em contato com a Carmen Lícia pedindo dicas, pois eu sabia que ela tinha morado justamente em Shanghai, mas isso foi antes da publicação do livro. Ela me deu algumas dicas que obviamente incluí no roteiro. Volto a isso já, antes um comentário sobre a duração da visita.

Quando a Daniela (é o nome da sobrinha/afilhada/médica com futuro brilhante) me contou sobre a possibilidade da apresentação de seu trabalho, eu perguntei qual a duração do congresso. ‘Uma semana’, foi a resposta. De posse das datas, reservei as passagens, o hotel, e comecei a pensar no que fazer enquanto ela ia no congresso. A verdade é que ela só ia apresentar o trabalho, um único dia, onde ela teria 3 minutos de espaço na agenda! O resto foi passeio mesmo. Acho que ela, meio sem querer (ou não?) me armou uma armadilha. E foi ótimo assim; se tivesse sabido de antemão que ela teria apenas 3 minutos no congresso, eu teria me questionado se valeria a pena uma viagem daquelas! 

Valeu a pena por dois ou três motivos: em primeiro lugar, a apresentação dela foi um sucesso, e de quebra, fez bons contatos no meio em que ela está se inserindo (cirurgia plástica, tanto corretiva como estética); em segundo ou terceiro lugar, fizemos turismo seguindo as dicas de Carmen Lícia, e foi fantástico. 

Como estaríamos em Shanghai por uma semana, visitar outros locais turísticos na China ficava meio inviável, exigiria longos deslocamentos de avião, mais despesas, etc. A região de Shanghai sozinha já justifica semanas de permanência para conhecer parte da cultura chinesa, seus museus, sua história e seu povo. Visitamos duas cidades recomendas por ela e uma terceira um pouco mais distante em direção Sul para conhecer uma muralha feita pelo mesmo construtor que posteriormente foi contratado pelo governo central para projetar e coordenar a construção da muralha mais famosa no Norte. Todas as viagens foram de um dia: pegávamos o trem cedinho, andando entre uma e duas horas num trem bala (200 a 270 km/h) e chegando lá éramos recepcionados por um guia local que nos levava para conhecer o lugar e suas atrações. A volta a Shanghai era no fim da tarde/início da noite. Falei sobre essa viagem e postei fotos em novembro de 2025, depois vou colocar um link para aquela postagem nos comentários.


Por que estou fazendo esta postagem agora? Porque o livro de Carmen Lícia me fez querer voltar pra lá e gastar muito mais tempo na região, e depois viajar para outros lugares relatados por ela no livro e ficar conhecendo melhor aquele país. O livro é curto, eu li em três dias, e terminei agora há pouco. Já estou tentando convencer minha mulher a ir comigo conhecer a China! Para aproveitar melhor uma viagem dessas, é preciso desvincular governo atual, uma ditadura de um partido só, da cultura milenar chinesa, da mesma forma que é preciso desvincular o governo dos aiatolahs do Irã da cultura milenar persa. O povo nas ruas, no seu dia-a-dia, é aquele mesmo que viveu sob diversos tipos de governo; a cultura amadurecida ao longo de milênios é a mesma, seja sob um governo liberal ou sob uma ditadura. O livro de Carmen Lícia passa longe de qualquer avaliação política ou ideológica, focando nos aspectos culturais e religiosos de seu povo. De novo, comprem o livro, seja na versão Kindle ou em papel. Eu já encomendei uma cópia impressa para presentear à minha afilhada Daniela. O risco é ela arrumar outro congresso por lá…”


A riqueza extrema em meio à miséria mais abjeta: o conglometado secreto da oligarquia castrista em Cuba (BBC)

 Impressionante reportagem da BBC sobre o enorme império financeiro SECRETO da familia Castro, em Cuba, que controla parte relevante do PIB cubano e praticamente todas as reservas em divisas do país, bilhões de dólares, enquanto a população enfrenta as mais severas penúrias.

Essa é uma desigualdade de renda, num país teoricamente socialista, que Pikeyty não pesquisou…

"O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba | G1" 

https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/20/o-imperio-empresarial-bilionario-da-elite-secreta-de-cuba.ghtml


O percurso, agora conhecido, e revisitado, de uma postagem - Paulo Roberto de Almeida

O percurso, agora conhecido, e revisitado, de uma postagem


Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 20 de abril de 2026
Reprodução de uma postagem antiga no Facebook e no blog Diplomatizzando, agora revisitada, com comentários acrescentados.

    No dia 19 de novembro de 2024, ou seja, mais de um ano e meio atrás, eu escrevi um texto despretensioso, no Facebook, e no meu blog Diplomatizzando, reproduzido abaixo, cujo registro é o seguinte:

4792. “Três quartos de século, três gerações”, Brasília, 19 novembro 2024, 3 p. Nota sobre a passagem do tempo, o meu próprio. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/11/tres-quartos-de-seculo-tres-geracoes.html). [Constato agora que o URL, ou link da postagem no Facebook, tem esta “identidade”.]

    Bem, nos últimos 18 meses, eu sequer voltei a “revisitar” a postagem no Facebook, o que acabei fazendo hoje (20/04/2026), por puro acaso. Ele sequer foi relido, mas como foi “redescoberto”, um ano e meio depois, no Facebook, eu passei a ler os comentários, muitos, e decidi-me a reproduzir o conjunto desses comentários neste trabalho de número 5285, com esses comentários recebidos na sequência, que eu simplesmente nunca li por inteiro, por distraído ou apressado que sou. Postado no Diplomatizzando em 20/04/2026 (link: ).


Paulo Roberto de Almeida


Três quartos de século, três gerações

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Compartilhado com: Amigos

        Nota sobre a passagem do tempo, dedicada a Carmen Lícia Palazzo, que me acompanhou pela maior parte desta trajetória de vida, tendo lido muito mais livros do que eu, sendo bem mais inteligente do que eu, e que me confortou, assim como a todos da família, em todos os momentos de uma vida nômade e repleta de boas surpresas intelectuais.
        A demografia histórica tem uma função precisa: medir e analisar dados populacionais ao longo do tempo em comunidades definidas; é ela quem nos diz quais países ou sociedades estão registrando crescimento demográfico e quais já entraram na direção da redução da natalidade e diminuição progressiva da população. Ela faz, digamos, o lado macro da evolução demográfica dos países e, cumulativamente, do mundo, no decorrer do tempo. Ao nível micro, a demografia tem de ser vista pelo tempo de vida de cada indivíduo, o que normalmente se estende por três gerações, ou aproximadamente 75 anos: pais, filhos e netos, mais frequentemente agora bisnetos, mas é bem mais raro, sobretudo nos países de esperança de vida reduzida.
        A vida das pessoas é, portanto, medida geralmente pelo ciclo da infância, da maturidade (seguida pela maternidade e paternidade) e pela continuidade dessa geração nos filhos dos seus filhos. A realização pessoal de cada individuo de uma geração se faz pelos estudos na infância e na adolescência, pelo trabalho na vida adulta e depois pela ajuda na administração da família que segue na geração seguinte, filhos já adultos e os netos. Esse é, via de regra, o itinerário de uma vida humana que fica geralmente limitada a três quartos de século, considerando-se uma trajetória “normal”, com boa alimentação e cuidados de saúde.
        No que me concerne, pessoalmente, minha infância e adolescência foram ocupadas simultaneamente por estudos e trabalhos, aliás praticamente a vida inteira, pois que nunca deixei de estudar e de dar aulas, mesmo quando profissionalmente dedicado à carreira diplomática já na idade adulta. Mas comecei a dar aulas para preparação de ingresso na universidade, antes mesmo de ingressar eu mesmo nos estudos superiores, dada a minha precocidade nas leituras e nos estudos desde que aprendi a ler, na idade tardia de sete anos (sempre achei que perdi dois ou três anos de leituras, por pertencer a uma família de avós analfabetos, completamente, e de pais saídos da escola primária para começar a trabalhar). Leituras, estudos, docência fizeram parte de minha vida muito mais, provavelmente, do que as mais de quatro décadas voltadas para o desempenho na diplomacia profissional.
        Aliás, a diplomacia foi a profissão ideal para quem se destinava a uma carreira puramente acadêmica, voltada para minha primeira profissão, que foi a de professor, continuada ao longo dos anos. A diplomacia é a mais intelectual das profissões na burocracia estatal, pois que obriga e combina atividades de pesquisa, de informação, de reflexão, de produção de soluções e de respostas aos desafios das relações exteriores do país, levando em conta um conhecimento preciso das características e necessidades do seu próprio país.
        Entrei agora no quarto final de minha trajetória pessoal, ocupacional (pois que ainda sou professor) e intelectual, uma vez que continuo produzindo trabalhos acadêmicos e livros-síntese de minhas leituras, pesquisas e conhecimentos adquiridos em outros livros e no contato com a realidade, pela mídia, pelas visitas e viagens, participação em encontros e seminários, pela docência, pela convivência com familiares e amigos.
        Espero continuar produtivo pelo tempo que me resta de trajetória neste planeta confuso, agitado, por vezes calmo, mas atualmente tão agitado quanto em certas épocas passadas. A esses desafios do presente, respondo com algum mergulho no passado, leituras de história e memórias de quem participou da vida ativa em épocas pretéritas e alguma especulação quanto ao futuro.
        Nos dois últimos anos, tenho ficado muito preocupado com um certo retorno ao imperialismo brutal de duas ou três gerações atrás, ao expansionismo militarista de tiranos e ditadores arrogantes, aos perigos que pensávamos superados depois do final de uma Guerra Fria que por vezes arriscou os limites de uma nova confrontação global, agora novamente à espreita. Volto minhas reflexões, leituras e pesquisas para os novos perigos que rondam a humanidade, e tento oferecer ao meu país, aos meus colegas diplomatas observações que retiro da experiência profissional passada e das constantes leituras que continuo fazendo, mas agora sem qualquer obrigação de trabalho. Ou seja, apenas devoção intelectual pelo estudo, reflexão e escrita sobre os problemas do país e da humanidade.
        Persistirei nesse empenho e dedicação ao conhecimento e sua transmissão racional aos mais jovens, geralmente estudantes, muitos que eu sequer conheço, pois que coloco a quase totalidade de minha produção intelectual à livre disposição dos interessados, dos que me seguem, de eventuais curiosos que frequentam meus canais de informação, de passantes ao acaso, que também demonstram interesse por minhas afinidades de leitura e de escrita.
        A todos os que se beneficiaram de minhas aulas, de meus trabalhos, direta ou indiretamente, a todos os meus colegas de trabalho, atuais e aposentados, como é agora o meu caso, minhas melhores saudações e cumprimentos, na certeza de partilharmos do mesmo objetivo básico: fazer do presente mundo, e do seu futuro de curto prazo, um mundo melhor do que aquele que encontramos quando nascemos, aquele que nos foi legado por nossos avós, nossos pais. Que as gerações seguintes, meus netos, talvez futuros bisnetos possam encontrar no meu patrimônio intelectual algum motivo de satisfação pessoal, tanto quanto eu tive ao produzir certa massa de conhecimento que considero ser de alguma utilidade para a melhoria do país, talvez de alguma parte da humanidade.
        Despeço-me do terceiro quarto de século, e espero ainda contribuir com mais algum conhecimento no tempo que ainda me resta como pessoa ativa e pensante. Salut!

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 4792, 19 novembro 2024, 3 p.

====================

Seguem os comentários feitos desde então, e que estou lendo só agora.


Maria Cristina Cacciamali
Obrigada por çompartilhar

Cesario Melantonio Neto
Parabéns e muitas felicidades Paulo Que o seu trabalho continue a iluminar a sua vida e as nossas saudoso abraço

Carmen Lícia Palazzo
Maridão Paulo Roberto de Almeida , que você tenha muitos anos mais com saúde e alegrias na vida e que possamos continuar nossas aventuras pelas estradas afora, curtindo tudo o que gostamos.

Paulo Roberto de Almeida
Carmen Lícia Palazzo : Confesso que falho algumas vezes em levantar os olhos de um livro ou retirá-los da tela…

Silvia Maria Oliveira Mattos
Que vida produtiva e feliz! Cumprimentos!

Lena Lessa
Parabéns e felicidades!

Arnaldo Barbosa Brandão Brandão
Uma bela história de vida.

Lucia Melchert
O senhor é o máximo ! Parabéns !!!

Maria Das Gracas Goes
Parabéns pelo dia do seu aniversário. Muitos anos de dedicação aos estudos sócio-político do Brasil e das Relações Internacionais.

Debora Lattouf
Parabéns !!!

Gustavo Bezerra
Parabéns pelo aniversário, Professor! Felicidades!

José Truda Palazzo Jr.
Viva!

Maria Luiza Feitosa Souza
Parabéns pela vida, pela luta e pela disposição de transmitir um legado tão importante.
Muita saúde para curtir o seu tempo, junto aos que ama e que o acompanham nessa trajetória.
Auguri!

Lucilia Harrington
Parabéns . Saúde,
Sorte e ainda mais sucesso!
Grande abraço, embaixador!

Fernando Werneck Magalhães
Sorte nossa, Paulo, por tê-lo em perfeito estado de conservação - física e mental ! Até breve ! Saudações !

Scott Tollefson
Parabéns!

Pedro Motta Veiga
Parabéns, Paulo.

Nelson Tavares Filho
Parabéns

Nalu Machado
Parabéns!!!! Saúde e Paz!!

Nelson Franco Jobim
Parabéns!

Maria Helena Tachinardi
Parabéns, Paulo Roberto! Seus ensinamentos são fecundos.

Aurea Maldaner
Bravo, Embaixador!

Fabiano Vargas
Parabéns ! Ainda mais saúde e paz além de muitos anos para desfrutá-los

Rita Frizzo
Parabéns! Muitos e Felizes anos!

Rui Samarcos Lora
Parabéns, professor. Muita saúde, alegrias e estudos mais!

Fernando Aguilera
Parabéns, Paulo!
Muito obrigado por espargir conhecimento, filosofia e amor.
Até porque quem partilha e compartilha sabedoria e sapiência, tem nisso tudo uma grande parte de um coração enorme.
Fique bem e em Paz!
Mesmo sabendo que não podemos dar conta de tudo, tenhamos a consciência tranquila.
Há outros mundos melhores que este.
Aqui não é o começo, nem o Fim.
É só passagem.

Henrique Rzezinski
Parabéns meu caro Paulo. Temos mais uma afinidade. Fazemos aniversário no mesmo dia. Acabo de completar 78 anos de idade. Receba um fortíssimo abraço. Henrique

Renata Sanches
Parabéns, querido professor ! Muita saúde, alegrias e amor para muitos ano de vida longa e feliz com a maravilhosa Carmen Lícia Palazzo , filhotes e netinhos.
E minha eterna gratidão pela generosidade de sempre compartilhar reflexões e sensatez com todos.


Gelson Fonseca
Parabéns e obrigado pela sua sempre criativa contribuição intelectual para o conhecimento da realidade brasileira e internacional. Que assim continues. Abraços

Paulo Roberto de Almeida
Desculpem todos e todas. Estou em deslocamento e sem conexão adequada. Depois retomo.

Luis Bacchi
Parabéns e muitas felicidades ! Bom ter no mundo uma pessoa tão rara, solidária e especial ! Que voce tenha toda a felicidade que o mundo possa lhe proporcionar!

Enrique Carlos Natalino
Parabéns, Paulo Roberto. Muitas felicidades e alegrias!

Rolf Kuntz
Cumprimentos, Paulo Roberto.

Luiz Braconnot
Excelente observação da vida e da trajetória pessoal especialmente fecunda! Parabéns!

Maria Tereza Oliveira
Parabéns

José Roberto Procopiak
Parabéns por sempre nos proporcionar momentos de sabedoria, lucidez e inspiração. Muitas felicidades e boa saúde.

Paulo Roberto de Almeida
José Roberto Procopiak Querido amigo, grato pelas suas boas palavras. Continuo exercendo meu ceticismo sadio em varios canais.


Retomo, PRA: (20/04/2026)
Bem, agora lido, relido, o que não fiz no último ano e meio, e por ser distraído e um pouco atarefado. Gostaria de agradecer, sinceramente e também envergonhadamente, a todos os que me cumprimentaram em 19 ou 20 de novembro de 2024, ou nos dias seguintes (as datas não estão marcadas nesta reprodução, pois tudo foi simplesmente marcado “1 ano”), e o faço agora, aproveitando para também reler o que escrevi, e que vai ser objeto de uma nova postagem.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5285: 20 abril 2026, 7 p.
Postado no blog Diplomatizzando (link: )

Livro de Marina Basso Lacerda: O Novo Conservadorismo Brasileiro - Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy (Embargos Culturais, Conjur)

Embargos Culturais

O Novo Conservadorismo Brasileiro, de Marina Basso Lacerda

19 de abril de 2026, 8h00

O Novo Conservadorismo Brasileiro, da cientista política Marina Basso Lacerda, é um livro em forma de um diagnóstico preciso das tensões políticas e ideológicas que marcam e que dividem o nosso país. Escrito sob uma perspectiva privilegiada — a autora é analista legislativa na Câmara dos Deputados — a obra aproxima História, Ciência Política, Economia, Direito Comparado e Sociologia da Religião.

Spacca

Marina explica as possíveis razões para a ascensão de um novo conservadorismo brasileiro. Enfatiza o protagonismo da direita cristã, inclusive apresentando e avaliando o desempenho da “bancada evangélica” em torno de uma agenda de costumes fortemente conservadora. Explora a nova direita cristã norte-americana, indicando “vasos comunicantes” que aproximam religiosos e conservadores, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

A disputa no tema ideologia de gênero é também apontada como causa que fomenta o conservadorismo, que nas urnas foi recentemente comprovado com o crescimento exponencial do bolsonarismo. Marina também comenta a importância do escritor Olavo de Carvalho nesse contexto; lembrando que Olavo seria o responsável pela indicação de dois ministros no governo Bolsonaro: Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Vélez Rodrigues (Educação). Necessária a leitura do diplomata Paulo Roberto de Almeida (Apogeu e Demolição da Política Externa Brasileira), a propósito do protagonismo de Ernesto no Itamaraty. Leitura imperdível. 



Autora esquadrinha o neoconservadorismo

Explorando um quadro de causas justificativas do crescimento do conservadorismo a autora imputa como causa mediata e imediata o antipetismo. O processo de “impeachment” da ex-presidente Dilma Rousseff ilustra esse postulado. A ajuda ao mais pobre, sem qualquer confronto com a ordem, âmago conceitual do lulopetismo, é um dogma rejeitado pela onda neoconservadora.

Marina disseca esse movimento, sugerindo seus pontos centrais: familismo (defesa da família patriarcal), militarismo interno (punitivismo), militarismo externo (combate ao comunismo), a par de posicionamentos a favor de Israel, bem como a adesão irrestrita aos postulados econômicos do neoliberalismo.

O neoconservador é liberal na economia e conservador nos costumes. A autora traça paralelos com a política norte-americana. Nos Estados Unidos, os democratas são liberais progressistas e os republicanos são liberais reacionários. Há uma antinomia em relação a questões morais (o aborto, por exemplo) que convive com uma absoluta convergência em relação a temas econômicos (críticas ao tamanho do Estado, também por exemplo).

A autora explorou os vários sentidos do selo “neoconservadorismo”, com referência a vários pensadores: Leo Strauss, Irving Kristol, Daniel Bell, Allan Bloom, entre tantos outros. Há uma convergência conceitual que une traços comuns do liberalismo econômico, do tradicionalismo moral e do anticomunismo. Edmund Burke (autor que é mencionado em toda discussão sobre o pensamento conservador) também é lembrado.Marina estuda a trajetória da direita cristã, especialmente no contexto norte-americano. Pontua o conflito conservador em face do avanço feminista e questões afetas a homossexuais. A autora toca em questões de aborto (o tema do Pró-Vida) e de famílias alternativas (o tema do Pró-Família). Retoma temas weberianos, a propósito de uma cosmovisão que enaltece o capitalismo como “um sistema ético que corresponde à dádiva de Deus, que é o livre-arbítrio”.

A autora explora a aliança entre o neoliberalismo e o neoconservadorismo, o que poderia sugerir algum paradoxo, que o livro desmistifica. Marina esquadrinha o neoconservadorismo em todos os seus sentidos: privatismo, antilibertarismo, neoliberalismo, militarismo, sionismo, reforço aos papeis tradicionais de gênero.

O que cativa é que a autora explora todas essas questões no contexto de nossa recente história política. Nesse sentido, ao lado de O Ovo da Serpente, de Consuelo Dieguez, O Novo Conservadorismo Brasileiro é um dos livros mais importantes para uma tentativa de compreensão de nossos tempos. Tempos sombrios.

  • é advogado em Brasília (Smaniotto, Castro, Barros & Godoy), livre-docente (USP), doutor e mestre (PUC-SP), professor titular de mestrado e doutorado (UniCeub-Brasília) e professor visitante (Boston, Nova Déli, Berkeley, Frankfurt, Málaga).

 

Brasil expõe alinhamento subserviente a Pequim - Diário do Poder (Cláudio Humberto)

Brasil expõe alinhamento subserviente a Pequim

Nunca um diplomata brasileiro em Taipei negou a existência do país

Diplomata Luís Cláudio Villafañe e brasão do MRE de Taiwan. Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e mofa.gov.tw
Diplomata Luís Cláudio Villafañe e brasão do MRE de Taiwan. Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e mofa.gov.tw

Em entrevista a jornal em chinês, o embaixador Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos, que chefia o escritório do Brasil em Taipei (Taiwan), fez declarações que, pela gravidade, não são apenas “deslize retórico”. Afirmou que o território ao qual está acreditado “não é reconhecido como país” e que pertence à República Popular da China. O episódio é constrangedor, até porque Santos não é novato e tem reputação consolidada no Itamaraty. Mas é profissional do tipo que cumpre ordens. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na História, nunca um diplomata brasileiro em Taipei negou a existência do país com o qual o Brasil mantém relações há cinco décadas.

Preocupante é a naturalidade com que Brasília parece aceitar que um de seus diplomatas atue como porta-voz da política externa chinesa.

O erro estratégico revela muito mais sobre a abobalhada política externa brasileira do que o embaixador Luís Cláudio jamais pretendia confessar.

sábado, 18 de abril de 2026

A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia entra numa fase decisiva - Google Alerts

 


Ukraine war
Daily update  April 18, 2026
NEWS 
Russian Offensive Campaign Assessment, April 17, 2026 | ISW
... war in Ukraine are beginning to acknowledge the impacts of Ukrainian long-range drone strikes in the Russian rear. Leningrad Oblast Governor ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Ukraine war briefing: Russia seeking to bring Belarus back into the war, says Zelenskyy
The Ukrainian president made his remarks, posted on Telegram, in response to what he said was an intelligence report issued by Ukraine's top commander ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Ukraine strikes two Russian refineries, Baltic Sea port | Reuters
Kyiv's troops have in recent weeks stepped up attacks on Russian oil depots and refineries - key sources of revenue for Moscow's war ​budget - ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Russia-Ukraine War: Putin Unleashes Hell On Ukrainian Cities, Launches Fresh Strikes In Odesa
Russia has launched fresh missile and drone strikes across Ukraine, with explosions reported in several cities including Odesa, ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Russia-Ukraine WarLive: '7 Massive Strikes a Month', Kyiv Sounds Alarm - YouTube
Ukraine has raised alarm over a potential escalation in the war, warning that Russia may be preparing a series of massive strikes in the coming ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Opinion | This War Has Not Gone Putin's Way - The New York Times
Iran has been Russia's closest partner in the Middle East, supplying Moscow with drones for use in Ukraine and a critical route to evade sanctions ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Russia-Ukraine WarLIVE: Putin Unleashes Hell On Ukrainian Cities In Mass Missile Attack Overnight
Russia-Ukraine War LIVE: Russia Slams Ukrainian Cities in Mass Missile Attack Overnight IRussian strikes have killed at least 19 people in Ukraine ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Russian Offensive Campaign Assessment, April 16, 2026 | ISW
... war in the Middle East to escalate its strike campaign against Ukraine. ... Ukrainianpopulation and specifically on combat in Ukrainian urban ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Over 600 attacks on enlistment officers recorded since start of full-scale war, police say
Ukrainian forces contain Russian attempts to advance near Vovchansk, military says; Oil prices plummet as Iran says Strait of Hormuz 'completely open' ...
FacebookTwitterFlag as irrelevant 
Can Europe Defend Itself Without America? - YouTube
Go to channel Ukraine: The Latest · 'Volcanic eruption' as Ukraine hits one of Putin's largest oil refineries | Russia-Ukraine warnews. Ukraine: The ...

Postagem em destaque

Não a uma nova submissão abjeta ao imperador demencial - Paulo Roberto de Almeida e Washington Post

Permito-me repostar uma recente reflexão “reflexiva” a partir do WP, pois considero essa ameaça a mais perigosa para a democracia no Brasil....