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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Livro de Antônio Carlos Lessa e Francisco Doratioto: História das Relações Internacionais do Brasil (Contexto)

 
Do período imperial ao século XXI, como se formou a complexa teia de fatores internos e externos que levaram o Brasil a se constituir enquanto ator internacional?

Neste História das Relações Internacionais do Brasil – 16º título da coleção Relações Internacionais –, os professores Antônio Carlos Lessa e Francisco Doratioto partem de uma periodização cronológica para entender os dilemas centrais que marcaram a evolução da inserção internacional brasileira e sua relação com os projetos de desenvolvimento nacional em cada fase.

Ao mergulharem na História, vão além das aparências conjunturais e identificam padrões de comportamento estatal, legados institucionais, dependências estruturais e narrativas identitárias que, muitas vezes, condicionam escolhas e percepções dos tomadores de decisão e da própria sociedade.

Uma obra feita para estudiosos, professores e interessados na área que oferece uma reflexão crítica das práticas diplomáticas e das opções estratégicas adotadas pelo país na construção histórica das suas relações exteriores.

Sobre os autores:
Antônio Carlos Lessa é professor titular de Relações Internacionais da UnB e pesquisador bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Doutor em História (Relações Internacionais) pela UnB, atua na área de Política Externa Brasileira. Pela Contexto, é coautor de três livros e organizador da coleção Relações Internacionais.
ênfase em Relações Internacionais, atuando como professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em História dessa mesma universidade. Autor de dezenas de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior, foi docente no Instituto Rio Branco. Pela Contexto, além do novo livro, também é coautor de História das guerras.



quinta-feira, 31 de julho de 2025

O Magnitsky Imperador Trump - Miguel Gustavo de Paiva Torres (Contexto, Alagoas)

 O Magnitsky Imperador Trump

Miguel Gustavo de Paiva Torres
Embaixador

Lei Global Magnitsky foi promulgada em 2012 por Barack Obama com o intuito de combater a corrupção e gravíssimos atentados aos direitos humanos, internalizando, nos Estados Unidos, punições severas a ditadores sanguinários que buscavam em território norte-americano refúgio para seus patrimônios móveis e imóveis, produtos de saques bilionários contra o seu próprio povo e nação.

Desde a gestão de Jimmy Carter, o governo e as instituições norte-americanas vinham empreendendo uma cruzada universal contra violações absurdas de direitos humanos em países considerados ainda bárbaros, sanguinários e genocidas.

Nascido com palavras mortas de uma Constituição que pregava a igualdade de todos, a república norte-americana teve sua infância e adolescência marcada por guerras civis, pelo massacre continuado de negros e batalhas urbanas das máfias ao longo de todo o seu território.

dinheiro foi colocado como valor máximo e supremo da nação. Com ele, o poder político e a indústria das armas dizimaram os povos originários, avançando para o Oeste, e seguiu em suas fragatas impondo a bandeira estrelada às ilhas e aos continentes em todo o globo.

Tinham começado em sua fronteira, massacrando miseráveis mexicanos e se apoderando de enorme fatia do México, incluindo metade da Califórnia, onde se deu a Corrida do Ouro.

Mas a retórica da constituição, da república civilizada e dos direitos humanos prosseguiu como se história não houvesse. O que valeria seriam as narrativas a serem construídas.

Com a descolonização europeia no pós-guerra, os Estados Unidos, com os seus novos barões do dinheiro e do poder, ocuparam o planeta, começando pela Europa e, no final dos anos 80, conseguiram derrubar o muro de Berlim e o agonizante império soviético do Leste. Apoiaram todas as espécies de ditaduras sanguinárias mundo afora, desde que estivessem dispostas a rezar por sua cartilha de produção de riqueza para os cofres dos seus bancos privados e Tesouro Nacional. Ninguém pode negar essa face dos Estados Unidos.

O que é engraçado, risível, cínico e hipócrita é que eles insistem na oficialização dessa narrativa de guardiões dos direitos humanos universais como uma “nova história”, inaugurada, agora no século XXI, pelo eleito presidente Donald Trump, já conhecido nos meios políticos internacionais como Imperador do Mundo.

Profeta do caos e do fim dos tempos, viu na Lei Global Magnitsky a oportunidade de misturar Chiclete com Banana: Nicolau Maduro, Al Qaeda, Talibãs e o juiz da Suprema Corte Brasileira, Alexandre de Moraes, como perversos criminosos, corruptos e demolidores dos direitos humanos.

É sério. Trata-se de entregar o Brasil, via CIA e Agência de Segurança Nacional, à família Bolsonaro, gente disposta a servir aos Estados Unidos da América e a Israel. Isso sem gastar munição, poupadas para possíveis enfrentamentos com Putin, XI Jin Ping e Kim Yong, além das demais potências nucleares.

Dono de cassinos falidos propositalmente para não pagar fornecedores e trabalhadores, o Imperador odeia a Justiça em qualquer parte do mundo, principalmente no seu terreiro, onde livrou-se da prisão aos 45 minutos do segundo tempo, elegendo-se “democraticamente” com o empurrão final da ambiciosa juventude das “big techs” e amparado pelo obsoleto instituto legal do “Foro Privilegiado”.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Livro: Pela democratização da política externa brasileira, lançamento - Gustavo Westmann (Contexto)

Já lancei uma primeira edição desse livro quando diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Itamaraty. (PRA)



Como transformar a participação pública para que ela funcione mais efetivamente? O debate sobre a democracia está na pauta global de hoje, mas pouco (ou nada) se fala sobre democratização da política externa brasileira.

 

O Brasil tem condições de assumir um papel central no cenário internacional do século XXI. Também pode contribuir para que ocorram as mudanças necessárias na atual governança mundial, em prol de seus interesses nacionais, assim como aqueles da sociedade internacional.

 

O diplomata Gustavo Westmann mostra a urgência desse tema e fornece sugestões concretas para contribuir com a democratização − e renovação − da política externa brasileira.

Gustavo Westmann é diplomata e acadêmico. Atualmente, ocupa a posição de assessor diplomático da Secretaria-Geral da Presidência da República. Além de experiências no setor privado, em diferentes áreas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e na Agência Brasileira de Cooperação, já foi chefe dos Setores Econômico e Comercial das Embaixadas do Brasil na Itália, na Indonésia e na Índia.

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