Incrível Brasil, incrível mundo: os homens têm agora um dia, o seu dia.
Quero dizer os machos, os do gênero masculino (até onde se pode determinar).
Já tínhamos o "Dia da Mulher", aliás internacional, em 8 de março, se não estou enganado, para não apenas homenagear as ditas cujas, mas também para apoiá-las e sustentá-las em sua nobre luta contra um mundo machista e discriminatório. Nada mais justo.
Inventaram um tal de "Dia do Homem", que só pode ser para gozar da nossa cara. Para quê, exatamente? Precisamos de proteção, de programas especiais para defender a nossa macheza?
No kidding...
No mundo esse tal dia é em 19 de novembro, o que eu até acho bom, pois já tem um motivo a mais para comemorar algo no dia do meu aniversário.
Mas no Brasil não, é em outro dia, como não poderia deixar de ser, num país que se pretende diferente (aliás, tem muita gente diferente nessa coisa de gêneros, e não sei como acomodar todas essas diferenças em apenas dois gêneros; acho muito pouco, precisaria ser pelo menos quatro ou cinco).
Bem, o fato é que o dia do homem (com minúsculas) no Brasil é hoje, 15 de julho.
Pois bem, considerem-se comemorados os "homens" (as aspas valem pelos indecisos, que entram no rol por acaso ou distração), mas os homens não têm nada do que se orgulhar, olhando o mundo como ele é, cheio de injustiças, de crimes, de corrupção, e sobretudo de muita discriminação contra as mulheres.
Acredito que se o mundo tivesse uma presença e um poder femininos mais afirmados, mais fortes, seria um lugar melhor, mais justo, mais estável, com menos guerras e menos injustiças. Não tenho certeza de que seria melhor administrado, ou tão inventivo quanto (já sei, vão me acusar de "síndrome de Larry Summers", o ex-reitor de Harvard que disse que as mulheres não eram talhadas para carreiras científicas), mas creio que seria melhor, pelo menos suspeito e desejaria.
Os homens, por constituição biólogica (a não-maternidade) e por divisão sexual do trabalho (talvez por oportunismo e esperteza, também, mas geralmente por força bruta, mesmo) acabaram sendo guerreiros e sacerdotes, o que lhes deu um sobre-poder, inclusive o de discriminar e oprimir as mulheres. Isso pode ter sido muito ruim, ao provocar guerras desnecessárias, inclusive pela posse de mulheres (exemplo, Helena de Troia).
Mas, o fato da guerra também é um importante "impulsionador" de novas tecnologias. Se o mundo tivesse ficado com as mulheres no poder, talvez as artes e a gastronomia fossem mais desenvolvidas, e o mundo mais pacífico, mas também mais atrasado tecnologicamente.
É apenas uma teoria, não um argumento científico, mas ainda assim acho que teria sido preferível um mundo mais feminimo mais cedo e mais completo.
Enfim, no dia do homem, minha homenagem às mulheres...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
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