Eu até me permitiria eleger essa tese do jornalista Reinaldo Azevedo como a "trouvaille" da semana, quem sabe até do mês, talvez do ano, e provavelmente até a Copa de 1914 e as Olimpíadas de 1916.
Monteiro Lobato, ainda no final da segunda década do século 20, elegeu a saúva como o principal mal do Brasil.
A saúva continua por aí, saudável e forte, mas já não é o principal problema do Brasil.
Provavelmente deveremos dar razão ao jornalista, que elege a incompetência e a roubalheira como nossos males principais.
Sim, tem também a cara de pau, típica de políticos, mas ela está intimamente associada às duas primeiras.
Paulo Roberto de Almeida
A incompetência é ainda mais perversa do que a roubalheira
Reinaldo Azevedo, 19/04/11
Uma vez um amigo me disse que a incompetência, no serviço público, chega a ser um mal mais nefasto do que a roubalheira. Esbocei um protesto. Ele se explicou. O ladrão organizado, não raro, é competente e busca, até para encobrir o roubo, realizar as obras, o que é lastimável. Há de se repudiar com energia o “rouba, mas faz”. O problema adicional do incompetente é que, por incompetente, pode nem roubar, mas permite que se roube. E a obra não sai. Se sai, o custo do atraso se soma ao da roubalheira que o incompetente não combateu.
Vejam agora o caso das obras para a Copa do Mundo e para a Olimpíada. Foi a incompetência que determinou o atraso. E quem pode sair ganhando? A roubalheira! Se, submetidos os procedimentos a todos os processos investigativos conhecidos, as coisas são como são, imaginem o que pode vir por aí se os mecanismos de vigilância forem afrouxados.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Incompetencia e roubalheira: as duas novas sauvas do Brasil...
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Um comentário:
É discutível. Eu preferiria um ladrão incompetente na gerência de minha (imaginada) empresa a um ladrão competente. O primeiro eu descobriria logo.
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