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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida;

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sábado, 23 de julho de 2016

Manual de Economia para candidatos a carreira diplomatica - Samo Goncalves, Renato Bauman (livro disponivel na Funag)

Recomendo para todos, não apenas para os candidatos à carreira diplomática, mas para todas as carreiras em quaisquer áreas de trabalho:


NOVO MANUAL DE ECONOMIA

A FUNAG publicou o novo Manual do Candidato: Economia, de autoria dos professores Renato Baumann e Samo S. Gonçalves.

Espera-se que o candidato que aspira ingressar no Instituto Rio Branco possa encontrar no Manual, assim como nas referências bibliográficas indicadas após cada capítulo, fonte de conhecimento do instrumental básico/conceitual da teoria econômica e informações sistematizadas sobre as características da evolução recente da economia brasileira que o capacitem para um desempenho aceitável no processo de seleção. (Texto extraído da Apresentação da obra)

Baixe GRATUITAMENTE em http://goo.gl/4zFBJG

Saiba mais em http://goo.gl/cG4Qpc

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Escola Latino-Americana de Governo - inscritos: Venezuela, Brasil, Bolivia, Equador...

Virou moda, em certas faculdades pretendidamente sérias, criar "escolas de governo", ou seja, cursos de extensão, ou até de pós-graduação lato sensu (deveria ser sem senso, mais passons), do que se pretende que seja a boa governança. Juntam alguns professores de direito, outros de administração, um ou outro de economia (mas não da mainstream economics, obviamente, e menos ainda de tendências austríacas ou chicagoanas, e sim o pessoalzinho do keynesianismo de botequim, que só leu Maria da Conceição Tavares) e várias de ciência política ou de sociologia, essa tribo de masturbadores sociais que produz muita ideologia e pouca politologia....
Com o que temos, já dá para fazer uma Escola Latino-Americana de Governo, só que nesta os manuais são ao contrário do que deveriam ser.
Por exemplo, quem quiser aprender economia ao contrário, basta seguir as receitas do Professor Chávez e seu socialismo do século 21: garante-se afundar a economia de um país em pouco menos de dois anos (com petrodólares dá para aguentar mais um pouco). As aulinhas do Professor Chavez (que Marx o tenha) são assim uma espécie de manual de economia elementar, mas deve-se ler tudo ao contrário. Em lugar do famoso Economics 101, que é o livro texto de base das faculdades de economia nos EUA, você tem um Economía 010, que vem a ser o seu exato contrário como text-book.
E no Brasil?
Ah o Brasil é prodigo em trapalhadas governamentais, daria para encher não um, mas três manuais inteiros. Basta anotar o que faz o governo, e produzir o seu Manual de Governo 010, tudo ao contrário...
Ainda vamos formar Pd.Ds em trapalhadas governamentais...
Paulo Roberto de Almeida

Outro vexame político

30 de maio de 2013 | 2h 05
Editorial O Estado de S.Paulo
O governo decidiu ontem manter por decreto a redução das tarifas de energia, enquanto estuda a forma de manter a desoneração da folha de pagamento a diversos setores da economia. O Planalto, portanto, perdeu as esperanças de levar o presidente do Senado, Renan Calheiros, a pôr afinal em votação as respectivas medidas provisórias (MPs), cuja validade expira um minuto antes da meia-noite da próxima segunda-feira. Havia quem imaginasse que ele poderia ser induzido a mudar de ideia para poupar o Senado da pecha de ir de encontro aos interesses da população e do empresariado. O que não muda é a constatação de que a presidente Dilma Rousseff mais uma vez saiu humilhada de um embate no Congresso Nacional. Ela assumiu o Planalto há exatos 2 anos, 4 meses e 30 dias. E continua tão despreparada a interagir com o Legislativo como ao tomar posse.
O vexame político não surpreende. Duas semanas atrás, quando teve de votar a toque de caixa a Medida Provisória dos Portos, também em vias de caducar, Calheiros prometeu que a partir de então apenas mandaria a plenário as MPs que chegassem ao Senado pelo menos sete dias antes de perder eficácia. Do contrário - argumentou, coberto de razão - o papel da instituição se limitaria a carimbar e despachar, sem debates nem mudanças, as medidas que a Câmara dos Deputados teve tempo de sobra para discutir, emendar e enfim aprovar. Para todos os efeitos práticos, a função do Senado, nesses casos, se tornaria meramente homologatória. (Pelas regras atuais, o Congresso tem 120 dias para se pronunciar sobre uma MP. A norma não estabelece prazos específicos para cada Casa.)
O Planalto ou entendeu que a promessa de Calheiros não passava de uma bravata ou foi espetacularmente incapaz de agir de acordo. E isso, estando em jogo duas matérias da mais alta importância para a presidente. A MP 601, a da desoneração, foi emitida em dezembro passado. Inclui, entre outras provisões destinadas a aquecer a economia, a prorrogação do Programa Reintegra, que devolve aos exportadores até 3% dos tributos que tiverem pago. A MP 605, a das contas de luz, data de janeiro - e deu ensejo ao primeiro comício reeleitoral de Dilma, disfarçado de pronunciamento oficial em rede nacional. O texto remaneja recursos federais de modo a assegurar reduções tarifárias de 18% para consumidores residenciais e de até 32% para a indústria. Juntas, as MPs representam para o setor produtivo um alívio da ordem de R$ 8,3 bilhões - e um incentivo para o voto em Dilma no ano que vem.
Com tantas fichas em jogo, o governo não soube mobilizar o comando da Câmara e as lideranças da base aliada para que as medidas fossem votadas com a presteza necessária, a fim de não correrem o risco de morrer na praia do Senado. Mas o fiasco supremo do Planalto foi não conseguir a aprovação das matérias - e o seu envio à outra Casa - nem mesmo na segunda-feira, quando terminava a contagem regressiva para atender à demanda de Calheiros. Só no dia seguinte a Câmara terminou de fazer a sua parte. Tarde demais para o cronograma do presidente do Senado. Ele apenas entreabriu uma fresta: caso as lideranças partidárias, sem exceção, aceitassem votar as MPs a tempo de salvá-las, abriria mão de sua exigência. A oposição, representada pelo PSDB, DEM e PSOL, disse não. Talvez possa ser pressionada a ceder.
O governo perdeu o prazo segunda-feira porque a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e sua colega Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, deram um show de bate-cabeça que elevou ao suprassumo a já notória descoordenação política da presidência Dilma. O que emperrava a votação era o destino do projeto de lei complementar que extingue a multa adicional de 10% sobre o saldo do FGTS dos empregados demitidos sem justa causa. A facada acrescenta R$ 3,2 bilhões aos cofres da União, e a ministra política trabalhava com a posição da Casa Civil, segundo a qual a proposta era inegociável - quando já estava sendo negociada. (Irá a plenário em 3 de julho.) Alheia à novidade, Ideli não pôde usá-la para dobrar a resistência de partidos da própria base na Câmara a votar as MPs. A sessão caiu e o respeito dos políticos pela presidente, também.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Cartas a um Jovem Economista: um manual introdutorio - Robert P. Murphy




Teaching Tomorrow's Economists
by Robert P. Murphy
Mises Daily, March 9, 2012

I am happy to announce that the Teacher's Manual is now available for my introductory textbook, Lessons for the Young Economist. For those readers who are unfamiliar with it, let me explain that the student text was designed with junior-high students in mind, but it is applicable for younger, precocious students, and also even for adults who never got a solid grounding in free-market economic principles.
The newly available manual is intended to guide the teacher through the course, giving the broader context of the material in the student text, as well as offering suggested test questions and further activities. It can be used by classroom teachers, but is also ideally suited to homeschooling instruction by parents who may not be confident in their own economics knowledge.
A Teaching Plan
Here's how the manual works: First, before introducing a particular chapter (or lesson), the teacher needs to read it in the student text. Then, the teacher should read the accompanying material in the manual. For each section of each chapter, the manual may give the historical context, clarify the relationship between what the student is learning from the text compared to a typical college textbook, warn about possible confusions the student may encounter, give links for the teacher's own edification (not necessarily to be assigned to the student), and so forth.
After walking through the main body of the student text in a given chapter, the manual then provides thorough answers to the study questions found at the back of each lesson. The manual then lists optional supplemental materials, which are free online videos, audio lectures, and readings, along with instructions as to their level of difficulty and relevance, helping the teacher determine which (if any) to assign.
Next the manual will list one or more suggested activities, which are applied ways to illustrate the concepts from the chapter. Some of the activities will be suitable for classroom use, while others will be more relevant for homeschooling families where the teacher and student will be out in the "real world" together on a regular basis.
Finally, each chapter of the manual ends with a sample test, which can be printed out (if the teacher is using a PDF version) or copied (if using a physical book).
Sample Activities
In this section I'll summarize some of the suggested activities listed in the manual, to motivate teachers to consider it. (The book can be perused for free in PDF form.)
Lesson 2 from the student text is entitled "How We Develop Economic Principles." It lays out the rudiments of Ludwig von Mises's conception of human action and the nature of economic law, and in particular how we do not "test" economic laws the same way we test laws in chemistry or physics. In the Teacher's Manual, the suggested activity is
Get the student comfortable with the distinction between purposeful action versus reflexive (mindless) behavior by working with extreme examples. For example, does the sun "want" to rise in the east every morning? Does a plant "want" to gradually move its leaves toward the sunlight? Does a dog perform a trick for a treat "on purpose"? Are the zombies in movies using means to achieve ends?
In Lesson 3, one of the principles the student learns is that only individuals act. The student text explains the danger in statements such as, "Germany attacked France." In reality, of course, it is more precise to say that certain individuals in the German army obeyed orders to invade the borders of France, and launch attacks on French military targets. To motivate these ideas, the suggested activity in the Teacher's Manual for this chapter is "Have the student browse a newspaper or watch the nightly news, and note how many times a collective entity (such as a country or government) is reported to have taken a purposeful action."
Lesson 4 of the student text is devoted to "Robinson Crusoe" economics. The chapter explains the various categories or concepts of economics, such as scarcity, goods, consumer goods, producer goods, saving, investment, and so on. The book emphasizes that these concepts exist in the mind of the individual; economics is subjective, in other words.
To make these abstract ideas a bit more concrete, the suggested activities in the Teacher's Manual include:
  1. Ask the student to think of situations in which typically non-scarce goods can become scarce and hence subject to economic analysis. For example, deep sea divers must purchase tanks of oxygen, and we could imagine space travelers buying gravity-generating devices for their ships.
  2. Ask the student to come up with scenarios in which changing beliefs can alter which physical things are considered scarce economic goods. For example, if a certain root is believed to have medicinal properties, people will pay others to collect it. But if it turns out that the man publicizing the claims is a fraud, then the root might lose its status as a good.
  3. The next time you and the student are at a store, ask about the status of the items on the shelf, from the point of view of the store owner and the customer. For example, the student could say that all of the items on the shelves are producer goods to the owner, because he or she looks at them as a means of earning money. But from the point of view of the customer, some of the items (such as a loaf of bread) could be classified as a consumer good, while others (such as a drill) could be classified either way, depending on how the student frames the situation. (Note that in one sense, a drill doesn't confer direct happiness on the consumer, except in a Tim Allen-macho-man fashion.) Furthermore, even "obvious" consumer goods could be classified as producer goods, depending on how the student frames the issue. A woman might buy expensive clothes in order to fit in with a certain group of people, for example, even though she would rather wear sweatpants; in this sense the items are a means to an end, i.e., producer goods.
Lesson 5 of the student text explains the social function of the institution of private property. It follows the approach of Hans Hoppe, arguing that property rights are necessary to peacefully resolve potential conflicts over the contradictory uses of scarce resources. The Teacher's Manual suggests the following activities for thoughtful students:
  1. Especially if the student is an animal lover, you could ask whether it's really correct to say that Crusoe was the only intelligent mind on his island, appraising the scarce goods. For example, what if Crusoe's activities destroyed bird nests? There is no preferred answer here, but you should point out the difficulties in actually assigning property rights to birds, monkeys, etc. Note too that just because someone has the legal right to use an object (i.e., is its owner), doesn't relieve him or her of moral or religious responsibilities. For example, even if we can agree that Crusoe is the effective owner of everything on the island, we can still consider it deeply immoral for him to commit wanton cruelty to the animals on it.
  2. One of the most difficult problems in applying the concept of private property in the real world, is understanding the boundaries between various property rights. A discussion on these issues might be fruitful. The classic expression of this idea is to say, "Your right to extend your fist ends where my nose begins," but there are many other examples. For example, does a homeowner have the right to throw a noisy party on his own property at 3 a.m., or do his neighbors have the right to exclude disturbing sound vibrations from entering their property? These subtleties lie outside the scope of this course, but they could provoke interesting discussions. Murray Rothbard laid out a particular view of property rights in his book The Ethics of Liberty. Note that not all libertarian or even Austrian scholars would necessarily endorse Rothbard's views, but the book at least provides an example of a serious attempt to answer the question of assigning actual property titles.
As a final example, let's jump ahead to Lesson 17, which discusses the problems with price controls, including the minimum wage. Here the suggested activities are well suited for homeschooling families:
  1. Often a good way to introduce the problems with the minimum wage — especially with someone who initially thinks it's a good idea — is to ask, "Why not set a minimum wage of $100 per hour, so everyone would be rich?" (The same thing could be done for rent control of $10 per month.) Another way to approach the issue is to ask, "Why doesn't every worker — including brain surgeons and star quarterbacks — get paid the minimum wage?
  2. While on an interstate road trip, have the student find out the minimum wage levels applicable in each state along the route using Wikipedia. Then pay attention to how many workers the various restaurants have along the way, trying to hold other factors constant (such as time of day, weekday versus weekend, size of the crowd, etc.). For example, as of this writing the minimum wage in Washington State was $8.55 for workers 16 and older, whereas in adjacent Idaho it was only $7.25. Other things equal, we would expect to see fewer workers at fast-food restaurants in Washington. (Be careful if stopping at a fancier restaurant, because minimum wage laws usually make exceptions for workers who earn tips.)
Conclusion
Whether a homeschooling parent or a professional educator, anyone who teaches economic principles to students in the junior-high through high-school level should consider adding the new Teacher's Manual as a resource. And if the teacher hasn't already done so, he or she should review the original student textbook, Lessons for the Young Economist, to see if it is appropriate to incorporate into the curriculum.

Robert Murphy is an adjunct scholar of the Mises Institute, where he teaches at the Mises Academy. He runs the blog Free Advice and is the author of The Politically Incorrect Guide to Capitalism, the Study Guide to "Man, Economy, and State with Power and Market," the "Human Action" Study Guide, The Politically Incorrect Guide to the Great Depression and the New Deal, and his newest book, Lessons for the Young Economist. Send him mail. See Robert P. Murphy's article archives.