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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Revista Será? Desde 2012 acompanhando o fluxo da história. ANO XIV Nº699

 Revista Será?

Desde 2012 acompanhando o fluxo da história.
ANO XIV Nº699

Recife, 27 de fevereiro de 2026.

Caro leitor:

Há edições que informam. Outras que inquietam. Esta faz as duas coisas — e algo mais: convida o leitor a pensar o Brasil e o mundo sem anestesia. Em tempos de normalização do absurdo, reunimos textos que recusam a acomodação intelectual e enfrentam, com rigor e coragem, os dilemas do presente.

Abrimos com “A banalização da tragédia – Editorial”, que interroga nossa capacidade de indignação diante da repetição anual de desastres anunciados. O texto expõe a omissão estrutural que transforma mortes evitáveis em rotina administrativa e sofrimento passageiro de noticiário.

Em “Democracia como desejo, preocupação e pesquisa”, Rachel Meneguello presta homenagem a José Álvaro Moisés ao mesmo tempo em que revisita décadas de investigação sobre confiança institucional, cultura política e qualidade democrática. O alerta é claro: quando a democracia passa a significar “liberdade sem controle”, algo essencial está em risco.

No plano internacional, Rui Martins, em “A abstenção do Brasil na ONU”, examina as implicações morais e diplomáticas da neutralidade brasileira diante da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em diálogo histórico, Paulo Roberto de Almeida, em “Rui Barbosa: 110 anos de um discurso memorável sobre o direito internacional”, resgata a tradição jurídica e ética da diplomacia brasileira, lembrando que, entre o direito e a força, não há neutralidade possível.

A reflexão econômica surge em “Direito à preguiça”, de Sérgio C. Buarque, que revisita Lafargue e De Masi para discutir produtividade, consumo e tempo livre, questionando o paradoxo brasileiro de crescimento do consumo sem correspondente avanço produtivo.

No campo teológico e cultural, Johnny Jara Jaramillo, em “O Machismo e sua Raiz na Igreja Católica”, examina as bases metafísicas que sustentaram a exclusão feminina na tradição cristã, propondo uma revisão crítica das estruturas simbólicas do poder religioso.

Encerrando a sequência ensaística, Paulo Gustavo, em “Da Modéstia e suas Aparições”, oferece uma meditação literária sobre modéstia e narcisismo, transitando entre Thackeray, Proust e Pascal para refletir sobre identidade, vaidade e aparência num mundo saturado de autopromoção.

E, na Última Página, a charge de Elson nos recorda, com ironia aguda, que a política frequentemente revela mais sobre quem move os fios do que sobre quem aparenta estar no palco.

Esta edição percorre tragédia, democracia, guerra, trabalho, fé e caráter. Não são temas dispersos; são faces de um mesmo tempo histórico que exige discernimento.

Boa leitura.
Os Editores

Índice

A banalização da tragédia - Editorial
Democracia como desejo, preocupação e pesquisa - Rachel Meneguello
A abstenção do Brasil na ONU - Rui Martins
Rui Barbosa: 110 anos de um discurso memorável sobre o direito internacional - Paulo Roberto de Almeida
Direito à preguiça - Sérgio C. Buarque
O Machismo e sua Raiz na Igreja Católica - Johnny Jara Jaramillo
Da Modéstia e suas Aparições - Paulo Gustavo
Última Página, a charge de Elson


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