Abaixo uma matéria relativa a livro recusado para ser publicado pela Câmara dos Deputados. Após leitura da matéria conclui que os autores adotaram algumas expressões corretas, como "ditadura militar", em lugar de apenas "regime militar" (como parece ter sido sugerido por um deputado), assim como outras expressões duvidosamente genéricas ou subjetivas, a exemplo desta aqui:
"os direitos constitucionais dos indígenas são “vergonhosamente negados pelo Estado brasileiro”. PRA
Historiadores acusam comissão da Câmara de censurar livro sobre Independência do Brasil; veja trechos
Historiadores acusam comissão da Câmara de impor vetos e alterações em obra sobre a Independência; Casa afirma que ajustes fizeram parte do processo editorial e que livro não será publicado.
Por Octavio Guedes, Pedro Figueiredo
G1, 17/08/2026 20h56
Um grupo de historiadores acusa a comissão responsável pelas comemorações dos 200 anos do Congresso Nacional de impor mudanças e vetos ao conteúdo do livro “Independências do Brasil”, que seria publicado pela Editora da Câmara dos Deputados.
Segundo os organizadores da obra, uma das exigências foi a substituição da expressão “ditadura militar” por “regime militar” nas referências ao período iniciado em 1964. A comissão também teria determinado a retirada ou alteração de trechos sobre indígenas, direitos e marco temporal, além de referências ao Haiti e ao samba-enredo da Mangueira de 2019.
Documento de historiadores aponta trechos censurados de livro sobre a independência.
Em documento enviado ao blog, os organizadores da obra, André Roberto de A. Machado, Andréa Slemian e Cláudia M. G. Chaves, afirmam que o conselho solicitou repetidamente a substituição de termos ou a supressão de trechos.
No trecho sobre o protagonismo histórico dos povos indígenas, o conselho determinou a supressão da expressão que classifica o marco temporal como uma “aberração jurídica”. Em outro ponto sobre o mesmo tema, também pediu a retirada da frase segundo a qual os direitos constitucionais dos indígenas são “vergonhosamente negados pelo Estado brasileiro”.
A menção ao samba-enredo da Mangueira de 2019, que propõe buscar “a história que a história não conta”, também foi marcada para retirada.
A Câmara dos Deputados afirmou que a coletânea “Independências do Brasil” foi apresentada por iniciativa externa para eventual publicação pela Edições Câmara e que, durante a análise editorial, foram discutidos ajustes nos textos, sem que se chegasse a uma versão final considerada adequada para publicação. A Casa ressaltou que o envio de propostas à editora não implica compromisso de publicação e que a seleção segue critérios e normas internas.
Ainda segundo a Câmara, com o fim das comemorações do Bicentenário da Independência e diante das atuais prioridades editoriais, a publicação da coletânea não está prevista.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Livro controverso, de História do Brasil, recusado para publicação pela Câmara dos Deputados - Octavio Guedes, Pedro Figueiredo (G1)
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