Os que os instruiram nessa conduta devem partilhar a mesma condição, mas são covardes demais, ou desonestos bastante, para não se explodirem eles mesmos.
Paulo Roberto de Almeida
Orlando Tambosi
É o que sugere uma neurocientista inglesa. Bene, que certas crenças levem à loucura, não parece haver dúvida - a história é farta em exemplos de crimes praticados por fanáticos.
Kathleen Taylor, neurocientista e pesquisadora da Universidade de Oxford, afirma que o fundamentalismo religioso poderá, futuramente, ser tratado como doença mental curável. A declaração foi feita durante uma apresentação sobre a pesquisa do cérebro no Festival literário do País de Gales, na última semana.
Em resposta a uma pergunta sobre o futuro da neurociência, a cientista disse que “uma das surpresas pode ser a de que pessoas com certas crenças podem ser tratadas“. Assim, alguém que se tornou radical em função de alguma ideologia religiosa poderá ser visto como portador de algum distúrbio mental, ao invés de ser encarado como uma pessoa que chegou a isto puramente por livre-arbítrio.
Ela se refere não só ao islamismo radical, mas àqueles que, por exemplo, acreditam ser aceitável espancar crianças. (Na íntegra, em inglês - danke, Cristiano).