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sábado, 21 de março de 2026

Uma sensação de lassitude - Paulo Roberto de Almeida

Uma sensação de lassitude

Paulo Roberto de Almeida

        Dizer que o mundo é ou está turbulento é uma platitude. A turbulência é coisa dos homens, certos homens, e suas ambições desmedidas. Sabemos quais são eles: P, T, N, mas cada um tem seus motivos, embora não todos os meios.

        P quer reparar, corrigir a “maior catástrofe geopolítica do século XX”, por pura ambição pessoal. Começou toda a bagunça atual, mas já não possui todos os meios que imaginava possuir em sua ambição desmedida. Vai decair, não sem antes produzir mais destruição.

        T quer satisfazer seu narcisismo maligno, sua psicopatia, seu sadismo, mas é tão desequilibrado e ignorante que não tem a menor ideia do que fazer com todo o poder acumulado no país que seus antenati escolheram para emigrar, mas ele decide que todos os emigrantes são criminosos violentos, o que é exatamente o seu caso. Será afastado, não sem antes causar mais destruição e sofrimentos a terceiros.

        N, finalmente, está tão enrolado em suas próprias trapaças que precisa viver de guerras para sobreviver, guerras que possuem, sim, um sentido existencial, cujas origens estão um pouco mais adiante, onde estão outros homens que decidiram que esse país não tem o direito de existir. Em algum momento será afastado, não sem antes conseguir destruir um pouco mais os supostos responsáveis pelas ameaças ao seu país e tendo imposto mais destruições e muitas mortes em seu próprio país.

        Outros homens, e algumas mulheres, assistem a todas essas loucuras, entre incrédulos e preocupados, mas não possuem os meios e a unidade para atuar decisivamente para tentar conter todos esses homens turbulentos.

        A turbulência vai continuar, até que faltem os meios, por esgotados, que os turbulentos empregam para atingir seus insanos objetivos. Mas não sem antes produzir um rastro de destruição, de milhares de mortes, de sofrimentos indizíveis a outros e a seus próprios concidadãos e súditos, coisas já vistas anteriormente numa Humanidade ainda guiada mais por emoções do que por reflexões. 

        Desde a guerra de Troia, a Humanidade não avançou substantivamente. Mas ainda nos falta um Homero para colocar todas essas loucuras no registro poético ou histórico novamente. Não sabemos se virá ou haverá tal registro. O que por certo sabemos é que as loucuras dos homens continuarão existindo. Essa é a única realidade previsível no momento atual, e nos momentos e anos que virão.

        Sorry pelo pessimismo. Deve ser lassitude…

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 21/03/2026

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